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Anúncios Hortifruti

Por Érika dos Anjos

Apesar da grande discussão entre publicitários sobre o assunto, eu, uma reles mortal, adoro os anúncios da Hortifruti. São incrivelmente criativos e interessantes, além disso, acredito que surtam bastante efeito no público alvo. Pois, é impossível não entrar em um Hortifruti da rede ou até mesmo passar por um e não lembrar ao menos de uma dessas peças maravilhosas.

Procurando sobre o assunto, acabei descobrindo que os anúncios são feitos pela MP Publicidade, uma empresa do Espírito Santo. A primeira peça feita foi um teaser sobre a campanha, imitando o monte de Hollywood, com direito a letreiro e tudo!

E, para felicidade geral da nação, consegui compilar grande parte deles. Se alguém tiver mais um, por favor, envie para erika@oquartoelemento.com.br , que colocamos aqui no post! Atualmente, esta sendo veiculado o do Curioso Caso de Amendoim Button.

De qualquer forma, o que eu mais gosto é do Edward Mãos de Cenoura, já que, além do trocadilho genial, o desenho está muito bem feito e condiz perfeitamente com o filme! Menção honrosa para A hortaliça rebelde! E vocês, o que vocês acham?

Resenha: Um toque de paixão (Anne Marie Winston)

Por Érika dos Anjos

Com uma capa linda e um enredo envolvente, Anne Marie Winston criou dois personagens apaixonantes e apaixonados: a ex-modelo Lynne DeVane, que queria a todo custo que as pessoas gostassem dele por ser quem é e não pela beleza, e o advogado Brendan Reilly, que é cego mas altamente independente e sedutor.
Lynne resolve sair dos grandes centros e se mudar para um lugar menor, em que as pessoas não a reconheçam (ela pinta o cabelo, alisa e engorda um pouquinho). Durante a mudança, ela deixa suas caixas no corredor e Brendan esbarra nela e solta vários impropérios. No entanto, ao se desculpar Lynne percebe o homem maravilhoso que mora sozinho na porta ao lado e imediatamente os sininhos começam a tocar. Mas, antes de tudo, ela precisava desfazer a má impressão que deixou logo no primeiro dia.
A partir daí, aos poucos, os dois começam a descobrir várias coisas em comum. Brendan faz vários tours com ela pela cidade e conta sobre os momumentos históricos e toda a antiguidade que os rodeiam. Em contrapartida, Lynne tenta fisgá-lo pelo estômago, com deliciosos biscoitos que aprendeu com a avó.

Com uma muita sensibilidade, a autora mostra que independente da sua deficiência, Brendan pode fazer tudo, inclusive seduzir uma das maiores modelos do mundo (mesmo ele não sabendo disso, o que causa muita confusão depois). Os momentos em que ele pede que ela descreva como é, a cor dos cabelos, dos olhos, o rosto, as roupas que usa, são sensuais ao extremo, já que Bredan não tem papas na língua e fala o que quer. A cena em que eles fazem sexo pela primeira vez é um primor, pois o tato e o sabor valem muito mais do que a visão. Fora que o homem sabe das coisas, eu diria… rs

Grande destaque também para os dois cães-guia dele: a aposentada Feather, que se apaixona por Lynne tanto quanto o dono, e o espevitado Cedar. Eles roubam a cena de vez em quando e são super engraçados e cheios de ‘vontades’. Para quem gosta de animais e de um bom romance é um prato cheio!

Ficha técnica:

  • Livro: Um toque de paixão
  • Autor: Anne Marie Winston
  • Editora: Harlequin
  • Nº de páginas: 186
  • Sinopse: Ele nunca viu o rosto dela… E ao conhecer o másculo e sedutor Brendan Reilly, um homem sem interesses ocultos, a ex modelo Lynne DeVane finalmente se sente tentada a retirar a máscara que usou por tanto tempo e mostrar quem ela é de verdade. E mesmo assim, a entendia melhor do que qualquer outro. Brendan queria confiar nela, mas a vida havia lhe ensinado a manter à distância das mulheres misteriosas… E se Lynne realmente desejava Brendan, teria de provar seu amor.

Resenha: É fácil matar / Convite para a morte (Agatha Christie)

Por Érika dos Anjos

Ler Agatha Christie é sempre um prazer para mim. E dessa vez não foi diferente, apesar da pequena ‘mudança’ que percebi logo no início da leitura. Na minha estante, peguei um livro duplo da Rainha do Crime, com o título É facil matar / Convite para a morte. Com uma verdadeira referência comecei a juntar as letrinhas. E qual não foi minha surpresa ao perceber que o livro é escrito em português de Portugal, apesar de estar escrito que ‘A venda só pode ser feita no território dos Estados Unidos do Brasil’. Logo, um livro em português luso e antigo! Já me interessei no por fora da história.

É claro que não dá para fazer uma minuciosa resenha sobre os livros de Agatha, afinal, o grande charme da autora está nos pormenores, detalhes e miudezas que constroem os surpreendentes finais dos livros. Por isso, só vou dar uma pincelada nas duas obras e depois colocar um pequeno dicionário (hilário por sinal) das diferenças entre os ‘portugueses’ que encontrei.

É fácil matar

Neste livro, Agatha não coloca nenhum dos seus detetives principais, como Poirot, Miss Marple ou Tommy e Tuppence. Quem faz as investigações é Luke Fitzwilliam, um policial recém-aposentado. Durante uma viagem de trem, uma velhota desanda a puxar assunto com ele, falando que iria ao FBI denunciar uma série de homicídios que estão acontecendo na sua aldeia, mas ele pouco lhe dá ouvidos. Porém, alguns dias depois, Luke descobre pelo jornal que a mulher, que lembrava muito sua tia, foi inexplicavelmente atropelada. Então, com seus contatos dentro da polícia, ele descobre onde ela morava e vai à aldeia ver até aonde suas suspeitas tem fundamento.

Lá, ele se passa por um primo distante de uma mulher chamada Bridget Conway, que logo irá se casar com o falastrão editor do jornal local. Luke conhece também outro personagens interessantes, como o médico Thomas, a sra. Whiteflet, o coronel Horton e seus buldogues, entre outros. Sua grande dúvida é: como, em um lugar pequeno como esse, pode existir um assassino em série à solta?

Além da história em si, os grandes destaques da obra são a inclusão de um romance, algo raro nos livros da autora; o preconceito e a ideia corrente na época da inferioridade feminina, o que causa boas discussões na trama; e a citação honrosa a outro grande mestre da literatura policial mundial, Sir Arthur Conan Doyle, no seguinte trecho:
- Nesse caso, confessa que fez de propósito?
- É óbvio, meu caro Watson – responde Luke.

Convite para a morte

Logo no início do livro, já fiquei meio cabreira quanto ao título. Pois, se parecia muito com um dos enredos mais conhecidos de Agatha Christie. Depois de mais algumas folhas, tive plena certeza: Convite para morte nada mais é do que o grande Caso dos dez negrinhos! Fiquei boquiaberta, mas a revelação me deu um fôlego a mais na leitura.

O livro começa com o convite a oito pessoas de classes e origens bem diferentes, de alguém que eles basicamente não conhecem, para passar um tempo na Ilha do Negro. Lá, eles encontram um casal de criados, que também nunca viram o tal Sr. Owen, que manda suas instruções por escrito ou através do barqueiro. Chegando ao local, logo após as apresentações de praxe, eles são encaminhados aos seus respectivos quartos e, acima de cada uma das lareiras, está a seguinte história
em um quadro:

Dez negrinhos vão jantar enquanto não chove;
Um deles se engasgou e então ficaram nove.
Nove negrinhos sem dormir: não é biscoito!
Um deles cai no sono, e então ficaram oito.
Oito negrinhos vão a Devon de charrete;
Um não quis mais voltar, e então ficaram sete.
Sete negrinhos vão rachar lenha, mas eis
Que um deles se corta, e então ficaram seis.
Seis negrinhos de um cortiço fazem brinco;
A um pica uma abelha, e então ficaram cinco.
Cinco negrinhos no foro, a tomar os ares;
Um ali foi julgado, e então ficaram dois pares.
Quatro negrinhos no mar; a um tragou de vez.
O arenque defumado, e então ficaram três.
Três negrinhos passeando no Zoo. E depois?
O urso abraçou um, e então ficaram dois.
Dois negrinhos brincando ao sol, sem medo algum;
Um deles se queimou, e então ficou só um.
Um negrinho aqui está a sós, apenas um;
Ele então se enforcou, e não ficou nenhum.

Mesmo achando estranha a ornamentação, eles se reúnem para a janta e a situação começa a ficar mais do que intrigante pois, é colocada uma gravação onde as dez pessoas que se encontram na ilha, incluindo os criados, são acusadas de crimes que cometeram. A indignação é total, mas todos sabem, que há um fundo de verdade e loucura naquela história. E, naquela mesma noite, começam a cair os acusados, o primeiro deles Antony Marston.

Agora resta saber se quem está fazendo isso é alguém de fora ou se um deles é o culpado!Nesta obra, fica evidente a paixão de Agtaha Christie pelo modo de vida inglês e suas nunaces. Destaques para a língua de vaca enlatada (algo que não consigo nem imaginar, quanto mais consumir) e ideia de que os médicos tudo sabem e que não é necessário ter uma especialidade, já que o médico da casa, dr.
Armstrong, cuida desde envenenamento até tiro, passando por um acesso de nervos, que recebe como posologia um belo tabefe na cara de Vera Claythorne para se acalmar!

Depois de todas estas páginas, achei algumas pérolas das diferenças entre o português brasileiro e de Portugal. Veja e divirta-se abaixo:

  • Quanto a horário:

- Qual comboio (só isso já é esquisito, nós falaríamos trem)? O último que parou aqui foi das três e catorze.
- Claro. Aproveitei i das quatro e vinte cinco.
- Faltam cinco para dez e um quarto (não era muito mais fácil falar 10h10??????????)

  • Palavras que não usamos:

- Acabar-se-lhe-á (mas é muito hífen, meu Deus) a corda em breve ou continuará a desfiar o rosário (no sentido de falar) até o fim da viagem?
- Oxalá (aqui ela já seria vista como macumbeira) a desiludam com tacto, coitada

- Acredita em superstições? – perguntou a rapariga, com um sorriso tímido. (veja bem, cá nestas bandas, nunca que chamaríamos alguém com um sorriso tímido de rapariga… normalmente, elas tem o sorriso e várias outras coisas bem abertos)

- Entretanto, o outro prosseguia no seu solilóquio (está aí uma palavra que nunca pensei que existisse, mas com significado simples: monólogo)

- Não queria mesmo que Thomas se casasse consigo? (quase não consigo entender tantos ’s’ e pronomes na frase!)

- Lavínia não mo revelou (isso aparece toda hora. Como assim mo? Mo é como eu chamo meu marido de ver em quando…)

- Ele não pode ter feito isso. Afinal estava em um Rolls (Só porque o cara tinha o Rolls Royce não pode ter matado ninguém? E em itálico ainda por cima? Me lembrou uma vizinha minha que em vez de dizer que vai de carro, insiste em dizer que vai pegar o seu Zafira)

- Houve depois o caso daquele beberrão e rufia (essa aí quase que eu sabia o que era, porque lembrei de rufião e tal, mas para ter certeza, procurei certinho: é o mesmo que aproveitador)

- Um autêntico maná (primeiro, pensei em uma bebida, depois com a mente viajando, pensei nos manas que minha irmã compra no Priston Tale, jogo que ela é viciada, e não é que quase acertei!?!? Maná é uma comida de origem divina!)

- Tornou a guardá-lo na algibeira (também é muito usada e apesar de saber o que é, não conseguia explicar… somente pensava no coletinho do ministro Carlos Minc, mas, segundo o pai do burros, algibeira é  ‘um bolso que faz parte integrante da roupa’)

- Os seis negrinhos brincavam com um cortiço… (fiquei com a pulga atrás da orelha com essa. Afinal, cortiço para mim são aquelas casas grandes, que abrigam várias famílias em quartinhos e tal, aquela coisa bem Aluísio de Azevedo. Mas, vim a descobrir que cortiço também pode ser uma caixa de cortiça dentro da qual as abelhas fabricam a cera e o mel)

- Não temas o escuro da noite nem a flecha que fere ao dealbar da manhã.. (Olha, vivo há 26 anos e nunca soube que minhas manhãs tinham um dealbar. Até descobrir que isso é apenas aclarar, embranquecer, clarear)

  • Expressões hilárias:

- Mas, ele estava bêbado como um cacho (repetida incessantemente. Até já disse isso para um amigo meu…)

- Sim, reside aí o busílis (quando vi isso, pensei que fosse coisa do Mussum, inicialmente. Mas, depois fui procurar nos meu alfarrábios – boa também – e descobri que busílis é o mesmo que ‘a dificuldade principal na resolução de um problema’)

- No fundo, devia-se muito ao seu espírito buliçoso (pensei em várias coisas nesse momento, mas cheguei a conclusão de que não devia ser nada demais. E, batata! Quer dizer apenas inquieto)

- É capaz de resultar incaracterístico como uma peúga esburacada (Jesus amado! Não sabia que Agatha Christie escrevia palavrões em seus livros ou sou muito inculta! Segunda opção… essa tal de peúga esburacada é uma pequena meia esburacada… não é mais fácil assim?)

- Sim. Vestia uma sobrepeliz e sotaina vermelha. (Tudo bem, tudo bem. Não sou nenhum expert em moda, mas, pelo amor dos meus filhinhos, o que é é um sobrepeliz e uma sotaina, vermelha ainda por cima????? Somente São Google e São Aurélio para me responder. Sobrepeliz é uma vestimenta eclesiística feita de tecido leve e branco, que se usa sobre a batina e desce até o meio do corpo. Já sotaina é necessariamente a veste usada pelos padres… e ainda era vermelha)

- Por fim, rodou nos calcanhares e regressou ao rés-do-chão (o que seria isso?? E olha que aperece nos dois livros!! Nem mesmo no contexto consegui entender. Só mesmo depois de uma longa e tenebrosa procura consegui para de ficar rés-do-chão, dós-do-chão, mis-do-chão, fás-do-chão e por aí vai. Rés-do-chão é pura e simplesmente o andar térreo)

- A senhora Brent, direita como um fuso (O que seria estar direita como um fuso? Será que faltou o ‘para’ antes do ‘fuso’? Ou é de fuso horário? Ledas interpretações, direita como um fuso é reta como uma haste, um cabo, uma seta)

- O tal latagão de cabelos ondulados… (na hora, me pareceu um elogio ao personagem, mas fiquei pensando se latagão pode ser uma palavra que elogie alguém… e o Mr. Aurélio me respondeu que ele é uma homem alto e vigoroso… uia!)

- Blasfemando contra o reumatismo, o velho juiz subiu para o leito e deu volta ao comutador elétrico (Nossa, pensei dez milhões de vezes no que seria comutador elétrico. Um relógio? Um cobertor? Uma chave? Nem passei perto! Essa é braba. Comutador elétrico é um interruptor… só isso!!!!)

- Que sarilho! (Nunca, nunquinha mesmo ouvi isso na vida! Essa foi ótimaaaaaaa! Que sarilho! me pareceu muito com o nosso Que caralho! e é mais ou menos isso, quer dizer confusão, rixa, barulho, encrenca)

- Que maçada! (primo do Que sarilho!)

  • Palavras que já entraram no nosso vocabulário, mas que são tratadas como estrangeirismos:

- mise-en-scéne (fazer cena)
- bluff (blefe)
- Cadeira Queen Anne
- delito lèse-majesté (lesa-majestade)
- derby (corrida de cavalos)
- Far-west (Mais ou menos Velho Oeste)
- Cocktail (nem precisa de explicação né?)
- Savoir-faire (tudo bem que não se tornou coloquial, mas em diversos livros brasileiros já se utiliza a expressão, que quer dizer que sabe fazer, tem conhecimento de como é feito)
- Pequeno almoço (acho que seria nosso café da manhã, desjejum, coisas do gênero)
- tribú (nossa simples tribo)
- Ríjida (olha, desde que me entendo por gente, rígida é com ‘g’, mas vá entender…)
- Gostaria de lhes dar uma explicação acerca do pequeno Cyril, de quem eu era nurse (bom, aqui fiquei confusa, pois nurse em inglês é enfermeira, mas aqui o cargo dela era de preceptora. No fim, acho que a ideia era de ama ou algo de gênero mesmo)
- Chut!… Escutem!… (logo imagineu que seria um ‘aportuguesamento’ de Shout up – cale a boca em inglês – mas, procurei, procurei, procurei e não achei nenhuma referência a respeito. Vá entender)
- tricot (o bom e velho tricô da sua avó)
- Casa de banho (nosso usual banheiro)
- Términus (This is Spartaaaaaaaaaaaaaaa!)

Isso tudo sem contar os montes de ‘c’ e ‘p’ que entravam no meio das palavras: acto, exacto, óptimo e por aí vai; uns acentos bizarros como em ‘irónicamente ou trémula; e os momentos Mestre Yoda: ‘também eu’, ‘Isto o que é?”achas que desgostado ele ficará’ e tantas outras.

Ficha técnica:

  • Livro: É fácil matar / Convite para a morte
  • Autor: Agatha Christie
  • Editora: Livros do Brasil
  • Nº de páginas: 439
  • ISBN: 0
  • Sinopse: Matar é Fácil… Desde que ninguém suspeite da identidade do assassino e este não tenha escrúpulos morais. Tal é o título de uma empolgante investigação do superintendente Battles. Em Convite para a Morte (romance adaptado cinematograficamente pelo diretor René Clair: O Vingador Invisível), dez desconhecidos recebem um convite para encontra-se numa ilha deserta onde o extermínio os aguarda.

Diário de um pai atrapalhado – Hipoglós Amêndoas

Por Leonardo Costa

Nem vou entrar no mérito se a Hipoglós comum é boa ou não. O fato é que sempre usei essa pomada no bebê e ela, apesar do cheiro, dá conta do serviço. Porém, este post é para tratar da nova Hipoglós Amêndoas.

A publicidade diz maravilhas.  E a gente, como o Fox Mulder do Arquivo X, quer acreditar. Fui ansiosamente até a farmácia mais próxima comprar um tubo do novo produto. Custou R$ 6,99 por 45 gramas do produto, mas caro do que a original. No entanto, uma hipoglós fácil de aplicar, de limpar e com cheiro de óleo de amêndoas seria perfeita, tudo que um pai atrapalhado precisa para sobreviver.

A esperança se esvaiu logo na primeira troca de fraldas. Eles confundiram fácil de espalhar com uma textura de filtro solar com manteiga.  Pessoas estabanadas terão dificuldades. Além disso, o cheiro consegue ser pior que conhecido cheiro de peixe estragado da versão original.

Na troca de fraldas seguinte lavei e coloquei a original mesmo, pelo menos com essa já estou acostumado.  E mais uma vez, confirmei que publicidade com bebês fofinhos e mamães fazendo cara de felicidade ao limpar cacas é mera ilusão.

Falando em ilusão e imaginação criativa, descobri algo bizarro. Pesquisando na internet sobre a milagrosa pomada contra assaduras, li alguns depoimentos de pessoas que relatam vontade de comer Hipoglós. Não sei de onde esses tarados tiram essas idéias, pois uma cheira a peixe podre e a outra a verniz de madeira. É inacreditável alguém gostar disso!

Os melhores riffs de todos os tempos

Por Érika dos Anjos

Sabe-se que este blog tem um pézinho (ou seria um sasquatch?) no mundo do rock. Então, hoje me deparei com uma lista bastante polêmica do tablóide inglês The Sun: Os 10 melhores riffs de todos os tempos. Com certeza, isso dá muito pano para manga. E como boa blogueira que sou, vou deixar para os leitores a difícil missão de discutir os nomes da lista, mas, antes disso, darei meu pitaco!!! São eles:

1. Guns ‘n’ Roses – Sweet Child O’Mine
2. Eric Clapton – Layla
3. Aerosmith – Walk This Way
4. Michael Jackson – Beat It
5. Motörhead – Ace of Spades
6. Jimi Hendrix – Voodoo Child
7. Queen – Another One Bites The Dust
8. Nirvana – Smells Like Teen Spirit
9. Deep Purple – Smoke on the Water
10. Green Day – American Idiot

Minha humilde opinião:

  • Nada mais justo do que o Slash na primeira posição. O cara é o pica das galáxias! Arrebenta!
  • O riff de Beat It (originalmente do Van Halen) é estupendo também!
  • Joe Perry merece muitos aplausos, concordo, porém, o bronze para ele é demais não!?!?!?!
  • Jimi Hendrix apenas em sexto!?!?!! Que isso!!!!
  • O que é o Green Day????
  • Faltas muito sentidas na lista – Fear of the dark (apesar de não ser muito fã do Iron os riffs dessa música são  coisas do demo, com trocadilhos); Sultans of Swing, do Dire Straits; e, finalmente, vários da vasta discografia do quase brasileiro Jimmy Page!

E aí? O que vocês acham???

Resenha: Memória de Minhas Putas Tristes (Gabriel Garcia Marquez)

Por Érika dos Anjos

É difícil pensar em dizer algo menos que excelente para uma obra de Gabriel Garcia Marquez. E Memórias da minhas putas tristes está a um passo de ser um livro ruim. Pois, é uma leitura de difícil entendimento, de uma amplitude sentimental que quase enlouquece. Tanto que, ao fechar o livro após a última página, foram horas pensando, pensando e tentando chegar a um pouco do que a genialidade de Gabo chegou.

Em um primeiro momento, pensamos naqueles velhos tarados que ficam na praça jogando dominó e quando uma mulher passar ficam babando e chamando de gostosa. Mas, depois, percebe-se a delicadeza de amar o que é belo e intocado em qualquer idade, em qualquer momento da vida, seja com 90 anos, seja com a ingenuidade dos 9.

A forma cru como Gabo cita algumas mulheres e algumas passagens da vida do velho jornalista é deliciosa de se ler. O homem tem o dom de conseguir demonstrar frieza e languidez sem cair no vulgar. Em certos momentos, teme-se ser ruim sentir uma ponta der orgulho ou até mesmo um apreço especial por aquele homem que era mais um grosso metido a machão na multidão.

Enfim, é um livro com a complexidade que se espera de Gabriel Garcia Marquez e que retrata de onde vem esse eu que todos temos e, às vezes, queremos esquecer.

Ficha técnica:

  • Livro: Memória de Minhas Putas Tristes
  • Autor: Gabriel Garcia Marquez
  • Editora: Record
  • Nº de páginas: 132
  • ISBN: 8501072656
  • Sinopse: Primeira obra de ficção de Gabriel Garcia Márquez em dez anos, Memória de Minhas Putas Tristes é uma jóia narrativa. Um conto de fadas: sentimental, implacável, sábio e irônico. Lançado mundialmente em espanhol no final de 2004, o romance já ultrapassa um milhão de exemplares vendidos e chega ao Brasil com a tradução de Eric Nepomuceno – vencedor do Jabuti 2004 pela tradução de Viver para Contar. Ao revelar a história de um velho jornalista que decide comemorar sus noventa anos com uma noite de amor com uma jovem virgem, Garcia Márquez constrói um hino de louvor à vida e, por extensão, ao amor, já que um não existe sem o outro no imaginário do Prêmio Nobel de Literatura de 1982.

Diário de um pai atrapalhado – Hora do soninho

Estou de volta depois de um longo período de ausência. Problemas diversos me impediram de continuar escrevendo. Hoje falerei pelo momento mais esperado no dia dos casais que têm filhos: a hora do sono.

Você gosta de dormir? É daqueles que precisa de silêncio e escuridão total para ter um sono completo? Muitas horas? É, amigo leitor, se você respondeu sim a pelo menos uma destas perguntas, e está esperando um bebê, infelizmente só posso dizer uma coisa: aproveite agora. Porque depois nunca mais. Pelo menos não no primeiro ano…

A vida dos pais de um bebê pode ser dividida em duas partes:

  • Quando ele não deixa você dormir;
  • E quando você não consegue fazê-lo dormir.

Bebê recém nascido

Essa é a melhor fase para o pai. Afinal, embora o pimpolho acorde a cada três horas para alimentar-se nos sagrados seios da mãe, isso é uma tarefa única e exclusiva dela. No máximo, a figura paterna faz figuração mesmo. No máximo pega o bebê no berço, coloca de volta, troca fraldas, acende luz, apaga luz, pega cobertor etc.

Se o bebê toma mamadeira, o pai pode ser mais participativo. Pode além das tarefas normais, dar o apoio moral, pode preparar o leite e oferecer para a criança. É bem fácil (leia o post  “Preparando a mamadeira“).

A grande dica para ser feliz nesse período é abstrair da vontade de dormir. Você sobrevive com apenas quatro horas de sono. E, se por motivos diversos, da fome à cólica (nessa idade eles ainda não fazem manha), você sempre poderá dormir no trabalho (se for motorista, piloto de avião ou coisa parecida esqueça essa dica) e restaurar suas forças para a próxima noite.

Dos quase um ano aos dois

É. É aqui que a jiripóca começa a piar. Claro que você ainda não tem um sono full night. Afinal ele ainda acorda, chora, esperneia, tem fome e sente dor. Mas o foco do problema nessa idade deixa de ser a criança acordar. O desesperador é ela não querer dormir.

Você vai descobrir que sua vida (conjugal, gastronômica etc.) se dará nos breves intervalos de tempo que ele está dormindo.  É a “hora do soninho”. Ela pode durar mais de uma hora, geralmente dura menos, sempre menos do que você precisa.

Todavia, são nestes breves momentos que o casal vai aproveitar para fazer a higiene pessoal, da casa,  fazer comida, assistir TV, videogame, praticar para no futuro dar um irmão para o bebê etc. Pode ter certeza absoluta de uma coisa: depois de muito sacrifício para fazer a criança dormir, ela vai acordar no exato momento em que o casal está no meio da atividade (se ela for prazeirosa então….). Fora as vezes que você lava a louça, mas na hora que se prepara para tomar sorvete, ele acorda. Acontece mais do que parece.

Visão literal do inferno é o dia que o pimpolho não dorme nos horários certos durante o dia. E apaga na hora exata das refeições.  Como dormiu na hora da refeição, não dorme à noite porque e está enjoado e com fome. Nesse momento o casal atinge o clímax… do estresse, é claro. Afinal eles não fizeram nada durante o dia, porque no único momento que a criança dormiu com certeza estavam preparando as refeições dele. Que obviamente foi para o lixo.

O que fazer?

Bem, fez aguenta né? Jogar para os parentes tomarem conta é para os fracos e folgados. Brincadeira! Nessa hora, as avós são bastante úteis. O casal também descobrirá utilidade para as respectivas sogras.  Nada substiui os pais durante a madrugada, mas durante o dia nada melhor do que algumas horas fazendo bagunça na casa da vovó. Titias também servem.

No mais não se desespere. Nada será pior que a adolescência…

Resenhas: O guia do mochileiro das galáxias (Douglas Adams), A hora da estrela (Clarice Lispector) e Assassinato na Academia Brasileira de Letras (Jô Soares)

Por Érika dos Anjos

Grande parte das resenhas que coloco aqui é de livros que gostei ou que tenham algo interessante a ser dito. Porém, existem alguns de onde não consigo extrair nada, nem mesmo falar mal sobre ele. Então, resolvi colocar três deles juntinhos em um post. Pode ser que eu esteja errada, o que é bem provável, mas nessas três obras quase nada me chamou atenção e não consegui desenvolver as ideias. Alguém concorda? Discorda?

O guia do mochileiro das galáxias (Douglas Adams)

Acho que sou uma das poucas pessoas que não gostou do livro. Achei muito chato, sem continuação ou uma idéia a ser seguida. Além disso, as poucas piadas com graça pareciam fora do contexto. Foi uma das poucas vezes em que quis me desfazer do livro. Acabei dando para meu cunhado, que adora o Monthy Python. Para mim, foi bem fraco!

Ficha técnica:

  • Livro: O guia do mochileiro das galáxias
  • Autor: Douglas Adams
  • Editora: Sextante
  • Nº de páginas: 208
  • ISBN: 9788575421048
  • Sinopse: Arthur Dent tem sua casa e seu planeta (sim, a Terra) destruídos em um mesmo dia, e parte pela galáxia com seu amigo Ford, que acaba de revelar que na verdade nasceu em um pequeno planeta perto de Betelgeuse. Considerado um dos maiores clássicos da literatura de ficção científica, este livro vem encantando gerações de leitores ao redor do mundo com seu humor afiado. Este é o primeiro título da famosa série escrita por Douglas Adams, que conta as aventuras espaciais do inglês Arthur Dent e de seu amigo Ford Prefect. A dupla escapa da destruição da Terra pegando carona numa nave alienígena, graças aos conhecimentos de Prefect, um E.T. que vivia disfarçado de ator desempregado enquanto fazia pesquisa de campo para a nova edição do Guia do Mochileiro das Galáxias, o melhor guia de viagens interplanetário. Mestre da sátira, Douglas Adams cria personagens inesquecíveis e situações mirabolantes para debochar da burocracia, dos políticos, da “alta cultura” e de diversas instituições atuais. Seu livro, que trata em última instância da busca do sentido da vida, não só diverte como também faz pensar.

 

A hora da estrela (Clarice Lispector)

Infelizmente, mesmo conhecendo a genialidade de Clarice por outros livros, A hora da estela não conseguiu nem mesmo me entreter. Achei a história da Macabéa chata e sem vida, sem o brilho que estamos acostumados a ver nos textos da autora.

Ficha técnica:

  • Livro: A hora da estrela
  • Autor: Clarice Lispector
  • Editora: Rocco
  • Nº de páginas: 120
  • ISBN: 9788532521279_
  • Sinopse: Obra de despedida de Clarice Lispector, A hora da estrela foi lançada pouco antes da morte da escritora, em 1977. A hora da estrela tem uma trama dupla. É, por um lado, o relato da vida triste e sem perspectiva da alagoana Macabéa, que pontua sua vida de solitário e silencioso desespero com as informações do Você sabia? da rádio Relógio, sinistro metrônomo a comandar o ritmo inútil de seus últimos dias de vida. Para a cartomante Carlota, a quem Macabéa procura em busca de um sopro de esperança, esses dias derradeiros deveriam ser coroados com o casamento com um estrangeiro rico. Mas, em sinistra ironia, Macabéa termina sob as rodas de um automóvel de luxo Mercedes-Benz. Por outro lado, A hora da estrela estabelece uma reflexão sobre a escrita e sobre a morte da própria escritora, por intermédio do alter-ego de Clarice, o escritor Rodrigo, que se sabia condenado por uma doença terminal. Desta forma, dois níveis de existência se fundem e dialogam entre si – a vida estéril da personagem incapacitada pela pobreza e as condições sociais, e a vida fértil do escritor, mestre do destino de seus personagens, mas tão vítima quanto eles diante do Destino maior e inexorável.

 

Assassinato na Academia Brasileira de Letras (Jô Soares)

Dos três livros já publicados por Jô Soares, sem dúvida, esse é o mais fraco. Pois, antes da 50ª página, a história já se tornou maçante e repetitiva, além dos acontecimentos estarem cada vez mais óbvios.
A favor do autor, temos a boa pesquisa sobre os costumes e tradições dos beneméritos da Academia Brasileira de Letras, que enriquecem o texto. No entanto, infelizmente, a história se perde e a leitura fica sem graça. Não é assim  que ele vai entrar para ABL.

Ficha técnica:

  • Livro: assassinato na Academia Brasileira de Letras
  • Autor: Jô Soares
  • Editora: Companhia das Letras
  • Nº de páginas 256
  • ISBN: 85359061773
  • Sinopse: A princípio aquilo parecia um paradoxo ou uma brincadeira de mau gosto: durante seu discurso de posse, o senador Belizário Bezerra, o mais novo imortal da Academia Brasileira de Letras, caiu fulminado no salão do Petit Trianon. A morte de outro confrade, em circunstâncias semelhantes – súbita, sem sangue e sem violência aparente – trouxe uma tensão inusitada para a tradicionalmente plácida casa de Machado de Assis; um serial killer literário parecia solto pelo pacato Rio de Janeiro de 1924, e não estava pra brincadeira. Queria ver mortos todos os imortais. Os “Crimes do Penacho”, como a imprensa marrom apelidou a série de assassinatos, despertaram a curiosidade do comissário Machado Machado, um tipo comum na paisagem carioca não fosse o indefectível chapéu-palheta, a pinta de sedutor irresistível e a obstinação em provar que aquelas mortes jamais poderiam ser coincidências. Em sua investigação, que serpenteia entre um chope e outro no Café Lamas, reduto dos intelectuais e jornalistas, uma visita ao teatro São José (mais precisamente ao camarim da deslumbrante Monique Margot, a estrela da peça “Alô… Quem Fala?”), uma passada no cemitério São João Batista e outra na Lapa, Machado Machado se vê às voltas com uma fauna exótica e muito particular. Os suspeitos estão em toda parte: políticos, jornalistas, religiosos, nobres falidos, embaixadores, crupiês, poetas maiores e menores, homens de letras, magnatas da imprensa, quase todos com um pendor inescapável para o assanhamento e a malandragem. “Assassinatos na Academia Brasileira de Letras” combina o sabor da prosa de Jô Soares a uma pesquisa histórica que reconstitui nos mais ricos detalhes um Rio de Janeiro que até agora não estava nos livros: parecia estar apenas na memória de quem o viveu. Como quem não quer nada, Jô mistura erudição e humor, texto e imagens, suspense e comédia de costumes – fórmula secreta que, na mão dos grandes autores, garante a marca da melhor literatura.

Resenha: Noah (Jacquelyn Frank)

Por Érika dos Anjos

A autora Jacquelyn Frank conquistou muitas fãs com a saga dos Nightwalkers (que vc pode encontrar aqui) e lançou em junho o pseudo-último livro da série: Noah.

 

Todo mundo que acompanha a saga dos Nightwalkers da Jacquelyn Frank tem uma quedinha pelo Noah. Afinal, o rei dos demônios sempre está presente em todas as lutas, tomando decisões e definindo o futuro destes seres encantadores. E, sabendo disso, a autora deixou para falar dele por último (será mesmo???) e não se fez de rogada! Mrs. Frank criou para Noah uma intrínseca trama que vai da mudança de tempo/espaço a brigas entre amigos seculares.
Sentindo-se meio deslocado, após sua irmã (Magdalena) ter encontrado sua alma gêmea no médico Gideon (ai ai); seu melhor amigo Jacob, o defensor, ter achado a marca na druidesa Isabela; seu chefe guerreiro (Elijah) estar casado com a rainha dos licantropos (Sienna); e até mesmo o taciturno Damien ter se redescoberto ao lado de Syrenna, Noah tem tido sonhos estranhos com uma linda e loira mulher que não consegue ver o rosto. Durante seis meses, o rei dos demônios lida com a situação de tentar, em vão, ver o rosto daquela que sabia estar destinada para ele. Porém, no dia em que acredita ter tido um maior contato com ela, Noah percebe que ela se foi.
Desesperado por ter perdido sua metade da laranja, ele pensa nos poderes da pequena filha de Jacob e Isabela, Leah, a demônio do tempo. Em um ato impensado, com a ajuda da tia da menina, ele usa os poderes da criança para voltar no tempo e salvar sua amada, que ele descobre se chamar Kestra. Mesmo tendo tido êxito em salvar a mulher, Noah enfrenta outros problemas sérios, como quase ter matado a irmã com sua força descomunal e a ira de Isabela por ele ter usado o poder ainda desconhecido de sua filha.
Mesmo com tudo contra ele, Noah consegue manter-se com a postura digna de um rei e tenta contornar todas as situações com inteligência e lucidez. Porém, logo ele percebe que o maior problema da sua vida é convencer Kestra de que ele fala a verdade e, principalmente, fazê-la acreditar novamente nos homens, já que ela sofreu um trauma gigantesco quando tinha apenas 17 anos. Além disso, há algo que ela nunca vai poder dar ao rei dos demônios: um filho!

Com toda delicadeza, Jacquelyn Frank desenrola várias nuances do reino dos nightwalkers, mas, ao mesmo tempo, cria outros problemas que serão difíceis de lidar, como o ataque ao castelo de Damien, o príncipe dos vampiros, e o ’sumiço’ temporário da malvada Ruth, que prometeu se vingar de todos que se puseram no seu caminho e foram responsáveis pela morte de sua filha. Por isso, acredito eu, e muitas outras leitoras da saga, que ainda haverá outro (ou outros) livros da série. Afinal, ainda há muitas pontas soltas e coisas a serem resolvidas. Resta desconfiar quem será o protagonista do novo livro. Voto na maleta da Jasmine. Será????

PS.: Adorei a parte em que o Damien e a Syrenna estão tentando de todas as formas fazer um filho. Chega a ser engraçada a ‘desenvoltura’ deles para conceber o herdeiro! Outra parte que amei, foi a história dos pais do Noah. Muito fofo!

Ficha técnica:

  • Livro: Noah
  • Autor: Jacquelyn Frank
  • Editora: Nova Cultural
  • Nº de páginas: 221
  • ISBN: 01042653
  • Sinopse: Desde o início dos tempos existem os nightwalkers – seres noturnos que vivem nas sombras, dotados de poderes que poucos humanos podem compreender. Para Noah, o dever está acima de tudo…até ele conhecer a mulher que é seu destino… Como rei dos demônios, Noah se dedica a proteger seu povo dos inimigos. Há seis meses, no entanto, ele vem lutando contra sonhos vívidos que ameaçam sua sanidade mental. Todas as noites ele é atormentado por imagens de uma mulher deslumbrante, porém fora do seu alcance. E seu desejo não lhe deixa escolha senão forçá-lo a abandonar a vida que conhece e adentrar um mundo além da imaginação… Instintivamente, Kestra sabe que o homem sensual e imponente diante dela representa um perigo maior do que todos que ela já enfrentou. Ela jurou nunca mais confiar em homem algum, mas Noah desperta nela um desejo irresistível, cegando-a para uma terrível verdade…Pois enfronhado no meio deles esconde-se um inimigo mortal, que ameaça a segurança de ambos e aquele amor recém-descoberto…

Resenha: A revolução dos Beatles (Roberto Muggiati)

Por Érika dos Anjos

No dia mundial do rock (hoje, 13 de julho) O Quarto Elemento faz questão de comemorar a data com a resenha de um livro sobre uma das bandas que mais influenciaram os roqueiros de todo o mundo: The Beatles!

Certamente, é complicado escrever sobre uma das maiores, senão a maior, bandas de todos os tempos. Principalmente, quando se fala sobre o motivo do término do genial grupo de Liverpool.
Neste livro, Roberto Muggiati vai muito bem quando começa a escrever sobre o início da banda, como os integrantes se ‘encontraram’, como cada um ‘escolheu’ seus instrumentos ou foi escolhido por ele. Como o livro é dividido em capítulos anuais, os primeiros anos são bem explicados, com ênfase na forma como as músicas eram feitas e na democracia que dominava o grupo. Apesar da forma de escrever ser um tanto fria para o assunto, o autor consegue informar bem o leitor sobre aquele período.
Porém, quando o caldo começa a entornar, a situação se transforma. O autor parece não querer atacar ninguém, ser bonzinho com todo mundo e acaba ficando tão em cima do muro que deixa de priorizar o leitor para agradar ao editor ou aos responsáveis pela liberação do livro. É claro que cada um tem que ter sua opinião e nenhuma é mais certa do que a outra, mas Muggiati peca por não conseguir expressar uma ideia clara sobre os estudos e pesquisas que precisou fazer para o livro, tornando o relato desinteressante, monótono e pouco explícito.
Mesmo com esses problemas de moderação extrema, o autor conseguiu ‘pescar’ algumas situações e citações dos integrantes do grupo bem legais, como a paixão de George por automobilismo, em especial pelo brasileiro Airton Senna; o autoritarismo de Paul para com os técnicos e até mesmo com os outros do grupo; a saúde precária de Ringo e até mesmo sua ‘utilidade’ dentro dos Beatles; e, como não poderia deixar de ser, as diversas facetas da personalidade de John Lennon.
Enfim, o livro não pode ser considerado uma ‘bíblia’ definitiva sobre o quarteto de Liverpool, mas não compromete. Agora, se vc já é um fã ardoroso dos Beatles, não precisa perder seu tempo, não há nada lá que vc já não esteja careca de saber!

Ficha técnica:

  • Livro: A revolução dos Beatles – 1969, a véspera do fim
  • Autor: Roberto Muggiati
  • Editora: Ediouro
  • Nº de páginas: 167
  • ISBN: 8500004258
  • Sinopse: “A idéia de um get back – uma volta às raízes – partiu de Paul, no começo de janeiro. As feridas das gravações do Álbum Branco ainda não haviam cicatrizado. Paul pensou que os Beatles só ficaram unidos quando tocavam e cantavam para um público participante. Surgiu daí o prejeto de um especial de televisão que seria gravado durante um concerto ao vivo, em algum lugar exótico. Pensou-se num moinho abandonado às margens do Tâmisa, num palco montado no meio do Saara ou a bordo de um navio no meio do Atlântico. Por algum tempo, cogitou-se de um anfiteatro romano na Tunísia, iniciando o show ao amanhecer com uma platéia vazia e terminando com a arena cheia de pessoas de todos os credos, cores e raças. John, com sua ironia característica, sugeriu que fizessem o concerto num asilo de loucos. E, num dia particularmente negro, perguntou por que não desfaziam o grupo e iam todos para casa”
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