Resenha: Emma (Jane Austen)
Por Érika dos Anjos
Como uma fã incondicional da Jane Austen, tenho vários elogios a mais esta obra da dama inglesa do romance. E somente nas hábeis mãos de Jane, Emma poderia se tornar uma anti-heroína adorável.
Dizem que a linha entre o amor e o ódio é muito tênue. Com relação a Emma, tanto livro quanto personagem, essa máxima é super verdadeira. Pois, não há como não adorar a forma como a mimada menina tenta fazer com que as pessoas gostem umas das outras; assim como, não é difícil odiá-la pela forma como ela trata o Sr. Knightley.
Emma deseja arrumar um marido para sua protegida Harriet Smith, que apesar de ‘caipira’ possui sentimentos e discernimentos que Emma ainda precisará aprender. Porém, o coração de Harriet já tem dono, mesmo que Emma, do auge de sua soberba, não acredite que aquele rapaz será páreo para a menina que escolheu ser sua amiga. Até que o áustero Sr. Knightley, sempre amigo e correto, começa a mostrar-lhe que para o amor não há forma, idade, jeito de falar ou dinheiro que possa impedí-lo.
A forma como Jane Austen domina o seu texto é inebriante. Pois, sua Emma, se caísse em outras mãos que não fossem tão talentosas, não teria esse gostinho de menina ou mulher que precisa crescer e deixar de ser intrometida, mas com um jeitinho apaixonante. Recomendadíssimo!
Ficha técnica:
- Livro: Emma
- Autor: Jane Austen
- Editora: Nova Fronteira
- Nº de páginas: 368
- ISBN: 8520907628
- Sinopse: Rica e esnobe, Emma Woodhouse tenta arranjar casamento para Harriet Smith, jovem pobre e de pais desconhecidos. Ao mesmo tempo, lança suspeitas sobre a reputação de Jane Fairfax. Quando suas conspirações ameaçam fugir do controle, seu vizinho e amigo, o senhor Knightly, intervém.
Postado: October 29th, 2009 em Literatura Internacional
por Érika dos Anjos.
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