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O trem fantasma do ramal Japeri

Trem fantasmaQuando pensamos já ter visto de tudo, e que tudo de errado que poderia acontecer no sistema ferroviário aqui do Rio de Janeiro já aconteceu,  nos deparamos com cenas dignas de filmes Norte  Americanos classe D  que passam na Sessão da Tarde (meu favorito é o Carro desgovernado, mas isso é história para outro post). Ontem, 18 de janeiro, aparece a notícia que um trem, com cerca de 1.200 passageiros dentro, saiu andando sozinho.

Imaginem a cena:

o trem enguiça, o condutor desce para verificar, e fica lá, do lado de fora, vendo o trenzinho seguindo viagem feliz e faceiro.

O resultado desse incidente vai ser o seguinte. sindicato acusa empresa, que por sua vez, no máximo dirá que foi uma rebimbóca frouxa que provocou a pane que só aconteceu porque o condutor esqueceu de puxar o freio de mão. Bingo, em resumo o condutor vai acabar sendo o bucha da história (talvez seja, talvez não, como bom jornalista devo dizer que deve-se aguardar as ivestigações, mas acredito que isso jamais seja selucionado, já que cada um defenderá o seu).

A respeito da incrível cobertura jornalística do episódio deu para ver que os jornalistas pouco conhecem a geografia da Zona Norte da cidade, tampouco se deram ao trabalho de consultar o mapa de estações para saber que é impossível sair de Ricardo de Albuquerque, passar por Oswaldo Cruz e chegar a Deodoro, uma vez que Deodoro fica antes de Oswaldo Cruz, para quem segue no sentido Centro, como no caso em questão.

Outra pérola saiu na mesma  matéria, um paragráfo abaixo. Desta vez informando que o trem “parou entre Deodoro e Osvaldo Cruz”. Ignoraram a existência de Marechal Hermes e Bento Ribeiro (pois é moradores destes bairros, isso tudo faz um plano para riscar vocês do mapa). É a mesma coisa que dizer que o carro enguiçou entre o Rio de Janeiro e Santa Catarina.

O trem  estava sem freio num declive e saiu andando. OK, mas então por que a necessidade de cortar a energia?Sem freio e ao mesmo tempo acelerado? A Empresa diz que é impossível o trem acelerar sozinho, mas quem vai saber. MAS É IGUALZINHO A ESTÓRIA DO FILME O CARRO DESGOVERNADO.

Vão aparecer váriadas explicações e possibilidades, eu em particular tenho duas das quais gosto muito:

Baixou um espirito bem tinhoso, do mal mesmo e resolveu aprontar, como no livro Cristine de Stephen King. Se bem que nesse caso não adiantaria cortar a energia.

Ou outra mais fofa que seria a locomotiva ter saído da Ilha de Sodor e perdido a memória. Acordou, não entendeu onde estava e saiu em disparada tentando se reuniar ao Thomas e seus amigos.

Não ficou claro se era um trem antigo ou novo. A TV mostrou um Coreano, mas os jornais fizeram as ilustrações com o antigo, assim como nas declarações dos passageiros nos jornais que informavam ser o modelo antigo.

Assumindo que tenha acontecido com o modelo coreano, porque será que entre  as cerca de 1.200 pessoas a bordo, nenhuma tenha tido a ideia de acionar o freio de emergência?

E não me venham com comentários do tipo “Tinha que ser o Japeri mesmo”.

Pode parecer piada, mas piada mesmo são as concessionárias de serviços públicos (trem, metrô, barcas, ônibus etc.) que fazem o que bem entendem, tudo isso com a condescêndencia dos órgãos públicos.

E se você acha que não da para piorar, sinto informar que para piorar sempre dá!

Trem lotado

Resenha: Alice no País das Maravilhas (Lewis Caroll)

Por Érika dos Anjos

Alice no país da maravilhasDemorei muitos anos para finalmente ler o clássico Alice no País da Maravilhas… e garanto que não me arrependi. Porém, repetindo o lugar-comum, este não é um livro para crianças. Ou melhor, apesar de falar de uma criança (ou pré-adolescente, como queiram) tem muito mais de filosofia e de indagações do que se espera de um ‘conto de fadas’.
A história e o mote nem vale a pena contar mais uma vez, porém, separei alguns pormenores que me chamaram atenção durante a leitura:
- A percepção de Alice sobre as mudanças no seu corpo, aumento e diminuição. O que me faz crer ainda mais na ideia de uma Alice pré-adolescente;
- A curiosidade inerente dos jovens, que nem sempre acabam bem;
- O coelho como um personagem que retrata (já naquela época) a tendência do ser humano em querer fazer mais e mais em menos tempo; além do medo dos superiores no trabalho;
- A Dama de Copas como uma crítica à monarquia; assim como o rei muito mais frouxo que a rainha;
- O chapeleiro louco e a lebre de março, que em seu eterno chá, podem querer dizer as eternas voltas que damos na vida sem chegar lugar nenhum;
- As funções do naipes como uma lembrança de que cada um tem seu lugar no mundo, sua função;
- Mas, acima de tudo, os questionamentos sobre o ser e o estar, a diferença entre o que se sente e o que os outros veem de você e outras perguntas que, até hoje, têm várias respostas, mas que nenhuma responde perfeitamente.

Enfim, um livro gostoso e que faz você continuar pensando depois de terminar de lê-lo…

PS.: Medo, muito medo da adaptação do Tim Burton… mas, com certeza, vou encarar! Seguem algumas fotos já liberadas do filme!

Jonnhy Deep como o Chapeleiro Louco

Anne Hathaway como a Rainha Branca ou Duquesa

Helena Bonham Carter como a Rainha Vermelha ou Rainha de Copas

O fofíssimo Coelho

O Sorriso do gato é o ponto alto do filme!

Resenha: Bom de Cama (Jennifer Weiner)

Por Érika dos Anjos

Bom de camaUma mulher avantajada. A repórter Cannie Shapiro sabia que era assim mesmo. Porém, não esperava que o ex-namorado, Bruce, expusesse isso e a dificuldade em namorar uma mulher que pesa mais do que ele em uma revista de circulação nacional.
É com esse mote que começa um dos livros mais envolventes e emocionantes sobre o tema ‘gordinha-inteligente’ que já li. Obviamente, quando vi a sinopse da obra fiquei mais do que propensa a já gostar dele devido às muitas coincidências: Cannie é jornalista, eu também; Cannie se destaca pela inteligência, sagacidade e língua ferina, modéstia à parte, eu tb; Cannie, na medida do possível, não tem problemas com o excesso de peso, eu tb. Ou seja, essa menina era quase meu alter ego! No entanto, por nada desse mundo gostaria de passar pelo o que ela passou…

Depois de terminar um relacionamento de 3 anos com Bruce, Cannie soube que ele estava escrevendo uma coluna em uma revista de grande circulação (mesmo ele tendo sido um ‘estudante profissional’ durante todo o namoro deles) e ao ler a primeira coluna, intitulada Bom de cama, daí o nome do livro, ele começa a falar sobre a ex-namorada, C., que era uma mulher avantajada, que pesava mais do que ele e a dificuldade que ele tinha em relação a isso. Desde a desaprovação dos outros ao momentos mais íntimos!

Cannie ficou, inicialmente, enfurecida. Mas, com o passar do tempo, achou que estava perdendo grande coisa em ficar longe dele. Tentou a reaproximação e levou um fora. Porém, neste meio tempo, o pai dele morre e ela vai ao enterro. No meio das condolências, Bruce e Cannie acabam transando… um momento que trará consequências para a vida dos dois.

Mesmo depois da transa, ele dá um chega-pra-lá em Cannie e ela resolve mudar de vida. Entra em um projeto experimental de uma nova droga para emagrecer (a sibutramina, que eu já tomei e realmente é boa! Mais uma coincidência). Lá ela conhece o dr. Peter, gente fina e da melhor qualidade, que simpatiza demais com ela. Porém, depois dos exames preliminares para o programa da sibutramina, Cannie descobre que ficou grávida de Bruce após aquele último encontro. Aí a coisa pega fogo!

Durante os meses de gravidez, Cannie fica bem resolvida consigo mesma, conta a Bruce (que se mostra um idiota de marca maior), fica cada vez mais amiga do dr. Peter e conhece uma estrela de cinema durante uma entrevista que a faz ver o mundo de outra forma. E, o mais importante, o roteiro dela é aprovado e vai virar filme em Hollywood! Uhuuuuuuuuuuuu! Menina de sorte!

Porém, essa sorte não dura muito e após o nascimento do bebê, a vida de Cannie e principalmente a forma como ela encara o sofrimento muda completamente!

Uma ótima leitura, que recomendo para todas as mulheres, gordinhas ou não! Eu adorei!

PS.: Comentário sobre a capa é que poderia ter uma ideia mais original. Ficou meio lesco-lesco. Bonita, mas poderia ser melhor!

PS.2: Troca com a amiga Rosana! Gata, leia logo o seu!!!

Ficha técnica

  • Livro: Bom de cama
  • Autor: Jennifer Weiner
  • Editora: Leganto
  • Nº de páginas: 491
  • ISBN: 858876802X
  • Sinopse:  Cannie Shapiro nunca quis ser famosa. A repórter especializada em cultura pop, inteligente, mordaz e de tamanho avantajado estava perfeitamente satisfeita em escrever sobra a vida de outras pessoas nas páginas do Philadelphia Examiner. Mas no dia em que abre uma revista feminina de circulação em âmbito nacional e descobre que seu ex namorado anda escrevendo crônicas sobre as experiências sexuais que tiveram juntos, sua vida muda para sempre. Escrito com garra humor agridoce, repleto de tiradas espirituosas e surpresas emocionantes, este é a primeiro romance da autora.

Os melhores livros de 2009

Como não poderia deixar de ser, fiz a minha listinha dos melhores livros que li no ano que passou. Separei-os em duas categorias: livros de banca e de livraria, além de uma menção honrosa ao pior de 2009.

Veja a lista e me conte qual que leu ou qual merece sua atenção!

Um ano novo muito literário para todos.

Beijos

Érika dos Anjos

 

De livraria:

1 – Vale Tudo – Biografia do Tim Maia (Nelson Motta)

 

 

 

 

 

 

 

2 – Watchmen (Alan Moore, Dave Gibbons)

 

 

 

 

 

 

 

3 – Slash (Anthony Bozza)

 

 

 

 

 

 

 

4 – Luzes da Broadway (Gillian Hall)

 

 

5 – Don Juan Acorrentado (Wanda Fabian)

 

 

 

 

 

 

 

6 – Minha fama de mau (Erasmo Carlos)

 

 

 

 

 

 

 

7 – Renegado (Diana Palmer)

 

 

 

 

 

 

 

8 – Paixão Pagu (Patrícia Galvão)

 

 

 

 

 

 

 

9 – Cidade Partida (Zuenir Ventura)

 

 

 

 

 

 

 

10 – O signo dos quatro (Sir Arthur Conan Doyle)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

De banca:

1 – Desejos & Mentiras (Jasmine Creswell)

 

 

 

 

 

 

 

2 – O segredo de Carroway (Suzanne Enoch)

 

 

 

 

 

 

 

3 - A tentação do Lobo (Carol Finch)

 

 

 

 

 

 

 

4 – Doce Tentação (Kate Hardy)

 

 

 

 

 

 

 

5 – Feitiço Branco (Bronwin Williams)

 

 

6 – Por justiça ou por amor (Gail Armstrong)

 

 

 

 

 

 

 

7 – Um anel para Hannah / O último Solteiro (Emma Darcy)

 

 

 

 

 

 

 

8 – Destino traçado (Emma Darcy)

 

 

 

 

 

 

 

9 – A noiva do cavaleiro (Lyn Stone)

 

 

 

 

 

 

 

10 – Saga dos Nightwalkers (Jacquelyn Frank)

 

 

 

 

 

 

 

 

Menção honrosa de pior livro de 2009:

O que eu não esqueci (Aluízio Alves)

Resenha: Minha fama de mau (Erasmo Carlos)

Por Érika dos Anjos

Esperei ansiosamente a biografia do Tremendão e ela não me decepcionou. Erasmo Carlos é cru e crível, contando história desde os tempos imemoriais da Rua do Matoso até os dias de hoje, quando atua como um simpático avô e compositor de sucesso internacional.

O início da vida deste tijucano quase baiano (a mãe veio para o Rio grávida dele após o pai não tê-la assumido) foi cheio de bons amigos, muitos dos quais são vistos até hoje na companhia de Erasmo, e de algumas delinquências juvenis que ao invés de marcarem negativamente a memória do cantor, apenas servem para mostrar a personalidade cativante e apaixonada do menino grande que via em Elvis Presley o suprassumo da vida!

Como não poderia deixar de ser, a duradoura amizade com Roberto Carlos merece um capítulo a parte no livro e muitas outras citações no decorrer das histórias do Tremendão. Apesar de pessoalmente não gostar do Roberto, achei interessante a forma como Erasmo descreveu os momentos de composição e, principalmente, o momento em que foi presenteado com a música Amigo (Você meu amigo de fé meu irmão camarada / amigo de tantos caminhos de tantas jornadas / Cabeça de homem mas o coração de menino / aquele que está do meu lado em qualquer caminhada).

Outros grandes mitos da música brasileira também são figurinhas fáceis no livro, como Tim Maia (grande amigo de Erasmo e que está presente também em várias passagens, a maioria delas hilárias), Gal Costa, Bethânia, Gil, Caetano, Wanderléa, Rosemery, André Midani, Marcos Valle e muitos outros. O Tremendão nos presenteia com suas histórias, mas conta, e muita coisa, sobre a intimidade de ídolos de várias gerações.

Em relação à família, Erasmo também conta diversas situações engraçadas que, por vezes, conseguiam tirar sua cabeça do vício musical e também outras que se transformaram claramente em inspirações para suas composições. E nessa parte também há uma boa sinceridade, já que Erasmo mostra que sempre gostou muito da ‘fruta’ e não economiza nas descrições das mulatas, loirinhas, ruivinhas e quem mais caísse na sua rede. Porém, o amor incontrolável por Narinha e a relação especial que eles viveram é o assunto que ele mais descreve e, percebe-se logo, com mais paixão.

Enfim, o Tremendão é na verdade um romântico incontrolável, apaixonado pela vida, adora um belo palavrão e faz a cada linha com que gostemos mais e mais dele. Outro ponto super positivo e elucidador são as explicações sobre como as músicas são feitas. Temos descrições detalhadas de como grandes clássicos da música brasileira foram produzidos. Genial! No entanto, há dois pontos que não me agradaram: a falta de coesão entre as  passagens, pois há certos momentos em que o leitor se perde no tempo, não sabe se esta em 1960 ou 1985; outro ponto que não me agradou, foi ele ter suprimido visivelmente as pessagens sobre drogas e bebidas, problemas sérios e que se fizeram presentes na vida dele e de outros tantos.

Ficha técnica:

  • Livro: Minha fama de mau
  • Autor: Erasmo Carlos
  • Editora: Objetiva
  • Nº de página:360
  • ISBN: 8539000008
  • Sinopse: Com cabeça de homem e coração de menino, Erasmo Carlos conta suas memórias, da infância humilde à consagração como ídolo do rock. ‘Minha Fama de Mau’ conta como o menino criado pela mãe numa casa de cômodos, superou as limitações e o preconceito, consagrando-se, junto ao amigo Roberto Carlos, como o porta-voz sentimental de milhões de pessoas.

Já é Natal – Panetone

Por Leonardo Costa

O que seria do Natal sem o Panetone. O bolo de origem italiana e recheado com muitas frutas cristalizadas  é presença garantida nas festas natalinas.

Como tudo nesse mundo, ele foi “modernizado” para se adaptar aos paladares das pessoas frescas que não gostam de frutas cristalizadas (eu me incluo nesse grupo). Então primeiro surgiu o panetone de chocolate, esse ainda tinha passas, depois o de chocolate sem passas, só de passas, além das versões maxi com mais recheio de chocolate. Daqui a pouco vão inventar um panetone sem massa, só com os recheios, para agradar quem não gosta da massa.

Lembro da minha felicidade quando vi pela primeira vez um de chocolate no supermercado ainda na década de 80. Lembro também como torrei a paciência de todos porque queria aquele, sem as horríveis frutas dentro. Reclamavam que a tal novidade custava caro, mas acabaram cedendo e compraram um.

panetone_bauduco

Bauduco Tradicional:
É encontrado nos tamanhos 80b, 500g, 750 e 4kg. A massa é leve, bem aerada e de sabor agradável. Dos tradicionais é o que tem a melhor massa, meu favorito (apesar das frutas cristalizadas). Nota 8,5 (afinal não gosto das frutas).

Chocotone_bauduco

Bauduco Chocottone original:
A massa é idêntica ao panetone tradicional, porém com gotas de chocolate no lugar das frutas. Nota 8.

panetone_chocotonemaxi

Chocottone Maxi, Top e Mousse:
Acredito que são feitos para agradar crianças e pessoas que não acham graça no tradicional. O Maxi tem mais recheio de chocolate que o chocottone tradicional. Já o Top é coberto com chocolate, o recheio e a massa são iguais. O Mousse é estranho, mais parece um bolo de chocolate com recheio cremoso. O melhor dos três é o Top. Nota 8

panetone_light

Panetone Light:
Mais um da Bauduco. Vi pela primeira vez agora em 2009. Até então eu nunca havia visto nenhum panetone industrializado sem adição de açúcar. É vendido na versão tradicional e Chocottone. A embalagem não traz o selo de produto seguro para diabéticos. Mas lendo os ingredientes vi que ele é feito sem adição de açúcar. Esse fica sem nota porque não tive a chance de provar.

Panetone Guanabara:
A oposição pode falar que é feio, ruim e de pobre. Pura intriga. Dos panetones de supermercado é o que mais gosto. É só ficar atento a data de fabricação, se ele estiver bem fresco, não estará com “aroma de prateleira”. Tem almoço de Natal na casa da sogra e te mandaram levar a sobremesa? Não perca tempo e dinheiro. Compre uns dois ou três e seja feliz. Nota 7,0 (relação custo x benefício).

Dica: se você ficar envergonhado retire da embalagem original. Você pode colocar ele dentro da caixa de um de marca ou falar que é artesanal. Outra opção é jogar alguma cobertura em cima.

Extra:
Mais um de supermercado, tem aroma e sabor agradaveis. Parece um pouco com o Guanabara. Nota 6.5.

panetone_cacaushowCacau Show:
Esse costuma evaporar das lojas. Tem que comprar em novembro.  Sem frutas, recheado apenas com um creme de trufas (o mesmo que recheia os bombons da loja) e coberto de chocolate ao leite. De fato é obsceno, impossível não perder a linha. Pena que custe R$ 36,00 cada bolo de 750g. Este ano a rede lançou novos sabores, não experiementei nenhuma, falo pelo original. Nota 10 editor’s choice.

panetones_nestleNestlé:
A mania de fazer versões dos chocolates em barra chegou aos panetones. Esse fenômeno ocorreu primeiro com os bombons, ovos de Páscoa e sorvetes.  Já vi o de Leite Moça e o Prestígio. Lembro que em 2008 tinha o Alpino. Nunca provei. Mas fiquei curioso.

O panetone é bom sozinho ou acompanhado de sorvete, chantili e outras coberturas. Torrado no café da manhã, lanche etc.

Felizmente temos panetones o ano inteiro graças aos supermercados.

Diploma para quê?

Por Leonardo Costa

OK! Já me convenceram que não é preciso ter diploma para ser jornalista. Vou, inclusive, utilizar o meu para forrar gaiola.

Não, não me convenceram disso, mas como não adianta discutir eu proponho mudanças mais ousadas, afinal para que tolher a liberdade das pessoas fazerem o que tem  talento.

 ADVOGADOS

Deviam acabar com o diploma e com a OAB. Afinal, assim como os jornalistas, um advogado despreparado não põe a vida de ninguém em risco ao contrário de médicos e engenheiros diferentes. Para ter bom desempenho como advogado basta o sujeito ter boa retórica e conhecer a legislação. E pode ter certeza que existem muitas pessoas sem diploma com melhores conhecimentos que outros diplomados e registrados.

MÚSICOS

Pode acreditar, existe um conselho de músicos. Portanto antes de contratar uma bandinha para tocar no seu coreto certifique-se que eles são registrados. Será que o direito a liberdade de expressão nesse caso é diferente? E a manifestação artística? Quem colocou o pé na “inútil faculdade de comunicação” sabe que a arte é uma coisa que o artista faz e entrega ao mundo (mais ou menos assim) e não algora para ganhar dinheiro.

ATORES

Estudar para ser ator e conseguir registro? Novamente o caso da manifestação artística. Se o sujeito for ruim azar o dele, afinal será ele quem estará pagando o mico na TV.

 E você, acha que alguma outra profissão deve ser liberada da exisgência de diploma e registro?

Promoção Eu, prisioneira das FARC

Por Érika dos Anjos

Amigos, seguem os números que concorreram ao sorteio e algumas considerações:

1. Marcio Scheibler
2. Leonardo Sardou
3. Claudio Schamis
4. Maria Eugênia
5. Joyce Pinheiro
6. Michelle Rocha
7. Anne Karoline
8. Pablo Espósito
9. Natasha Juliana
10. Júlio César
11. Angélica Bernardino
12. Inez
13. Rodrigo Sava

- Infelizmente, Jana Cambuí e Vinicius Cortez não responderam à pergunta da promoção.

- Para Leonardo Sardou e Maria Eugênia, obrigada pela discussão que muito enaltece o blog. Continuem que estamos adorando!

Bom, agora, a parte mais importante, o sorteio! O ganhador foi ANGÉLICA BERNARDINO, com o número 11!

Parabéns Angélica! Enviarei um e-mail pedindo seus dados e uma fotinho com o livro para colocarmos no blog!

Obrigada pela participação de todos! Até a próxima!

Resenha e promoção: Eu, prisioneira das Farc (Clara Rojas)

Por Érika dos Anjos

Esse livro pode ser descrito em apenas uma frase: No lugar errado, na hora errada. Isso porque Clara Rojas nada tinha a ver com o sequestro de Ingrid Betancourt, apenas havia o fato de ser amiga e coordenadora de campanha da candidata a presidência da Colômbia e estar dentro do carro no momento em que as FARC resolveram pegá-la. Daí, nasce um martírio de seis anos. No entanto, nesse meio tempo, Clara engravida e tem seu bem mais precioso, seu filho Emmanuel.

Clara é advogada e tem uma boa carreira, estabilizada. Alguns anos atrás, ela havia conhecido Ingrid Betancourt e tinham se tornado amigas. Quando ela resolveu ser candidata a presidência pelo Partido Verde Oxigêncio (achei genial o nome) e convida Clara para ser sua chefe de campanha. Tudo ia relativamente bem, apesar das gigantescas tensões que o país passava por causa das ameaças e dos sequestros impetrados pelas FARC. Porém, em um das viagens, que mais ninguém quis ir, os guerrilheiros montaram seu aparato e sequestraram as duas mulheres, que se juntaram no meio da floresta a outros tantos reclusos.

Aí começa o martírio de Clara Rojas, com andanças sem fim, mosquitos e outros insetos que infestavam a mata, comida de má qualidade e, obviamente, o cerceamento da liberdade. Porém, um fato tornou-se uma surpresa negativa a mais para a advogada: o distanciamento e a falta de  companheirismo de Ingrid Bettancourt, sua amiga por tantos anos e o motivo dela estar ali. Este foi um dos momentos mais complicados para Clara.

Com base em um jogo de xadrez, alguns livros, principalmente a Bíblia, e muita disciplina, Clara conseguiu passar os primeiros anos com relativa paz. Até ter-se descoberto grávida. Em meio ao terror do sequestro, surge o  momento mais importante da sua vida. Mesmo tendo os companheiros quase com inimigos por causa das suas regalias devido à gravidez, Clara dá a luz ao menino Emmanuel, mas quase perde a vida por causa de complicações do  parto. O tempo passa e ela consegue na medida do possível criar o filho. Até  que ele pega uma doença e precisa ser levado para fazer um tratamento pela  Cruz Vermelha.

Passaram-se mais de três anos até que ela pudesse vê-lo novamente, ou seja, só em liberdade.Após a partida de Emmanuel, Clara viveu para o momento de rever o menino e apenas isso lhe fazia viver. No início de 2008, quando foi libertada e levada para a Venezuela, Clara pôde se sentir completa, pois conseguiu ter o filho em seus braços novamente.

O livro é interessante e desperta bastante curiosidade. Porém, a falta de detalhes faz com que o leitor se sinta um pouco desprezado pela autora. Trocando em miúdos, as piores (na verdade melhores, já que são as que causam mais curiosidade) partes ela não falou, que foi como ficou grávida – foi amor, desejo ou estupro -, as torturas que os prisioneiros sofrem… não consigo explicar ao certo, mas senti uma ponta de protecionismo em relação aos membros da FARC. Em momento algum, Clara se revolta com eles, ou os xinga, ou faz qualquer outra coisa, nem os chama de terrosritas, e, inclusive, diz tê-los perdoado por conhecer a luta deles pela pátria. Mesmo ela tendo rechaçado a ideia da síndrome de Estocolmo quando saiu do cativeiro, juro que tive uma leve impressão disso ter acontecido sim. Posso estar errada. Ou não.

Para conhecer mais sobre a autora e o livro acesse http://www.euprisioneiradasfarc.com.br/

Ou

Participe da promoção Eu, prisioneira das Farc em O quarto elemento. Para concorrer é só deixar um comentário com seu nome, e-mail e resp0nder a pergunta: Os guerrilheiros das Farc são criminosos ou apenas lutam pela sua ideologia?

As inscrições vão até dia 30 de novembro, quando será publicada a lista de participantes e seus números. O sorteio será dia 1º de dezembro pelo site random.org. O envio, para qualquer lugar do Brasil, será feito pelo Quarto elemento.

Participe!

Resenha: Slash (Anthony Bozza e Saul Hudson)

Por Érika dos Anjos

O Guns ‘n’ Roses foi um marco para o mundinho se graça que se transformou o rock and roll desde a década de 80. E um dos personagens principais desta bóia de salvação é Saul Hudson, ou se preferir, Slash, o cara por trás da cartola, que revela de corpo e alma grande parte do que aconteceu em sua carreira neste excelente livro.

Junto com o jornalista Anthony Bozza, Slash fala de sua infância conturbada após a separação dos pais (inclusive ele conta do romance de sua mãe com David Bowie) e sua ligação com mundo da arte e da música; depois fala de sua adolescência, dos pegas de bicicleta e da descoberta das drogas e da paixão pela guitarra, o que iria mudar sua vida dali pra frente.

Para acabar com a ávida curiosidade dos fãs, Slash conta todo o começo do Guns, os probelmas para achar um vocalista, as loucuras e, principalmente, a relação de amor e ódio que teve durante anos com Axl Rose. Tudo isso, em uma linguagem simples e deliciosa, que faz com que vc se sinta íntimo desse cara e que, assim que termine de ler este ou aquele capítulo, dê uma vontade incrível de ouvir um CD da banda.

Uma biografia como há muito não se via no rock. O livro pode parecer grande, mas, quando terminar, vc vai achar que se tivesse mais mil páginas, seria ótimo do mesmo jeito!

PS.: Conheci o Velvet Revolver somente após ler o livro e, assim como a obra escrita, recomendo o som dos caras! Muito bom!

Ficha técnica:

  • Livro: Slash
  • Autor: Anthony Bozza, Saul Hudson
  • Editora: Harper Entertainment
  • Nº de páginas: 480
  • ISBN: 9780061351426
  • Sinopse: A biografia do guitarrista do Guns N Roses, Slash, feita pelo próprio e pelo jornalista Anthony Bozza. O livro conta diversas histórias, principalmente na época do Guns, abordando também a época que era viciado em drogas.
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