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Diário de um pai atrapalhado – Resenha “MPBaby Cantigas de roda”

Por Leonardo Costa

Conforme prometido no meu post anterior (Tecnologia acalma neném), faço agora a primeira resenha dos DVDs infantis disponíveis no mercado. Resolvi começar pelo MPBaby por ser 100% brasileiro e uma das nossas últimas aquisições.

Descobri o MPBaby em uma das minhas muitas buscas no You Tube or algo que acalmasse meu filho, na verdade que mo mativesse quisto por alguns minutos. E um dia encontrei esses clipes esquisitos, com uma animação aparentemente tosca e uma música violada. Tosco ou não João adorou, até dormia vendo isso.

Resolvi pesquisar na internet e descobri que o MPBaby é uma série de CDs e dois DVDs. Compramos o primeiro volume, o Cantigas de roda, já que o João não despertou o menor interesse pelos clipes do  Hora de dormir.

São 14 músicas,  todas arranjadas no violão. Embora não tenha vocais, O DVD possui letras em todos os vídeos, para ativar basta ligar as legendas e cantar junto.

As animações, com poucas exceções correspondema música. Adaptadas para o público infantil, então os pais podem ficar relaxados, pois ninguém se afoga após a virada da canoa nem atira pau em gato nenhum.

Atirei o pau no gato merece um comentário a parte.  Tá certo que maltratar animais é errado, inclusive considerado crime, e não é uma coisa que deve ser incentivada. Mas então que alguém me explique porque nessa música  aparece uma abelha, uma formiga e um vaga-lume jogando bola? A formiga leva bolada, não o gato, mas ela não morre, sai sorrindo. Talvez a única faixa que tenha ficado mal resolvida.

Os insetos aparecem apenas com dois pares de patas cada um. Quando o certo seriam três. E o tatu-bola é do tamanho da formiga. Fora esses detalhes,  o DVD é uma ótima opção para fazer os pimpolhos “reduzirem a marcha” ou para a hora de dormir.

Nunca vi os DVDs destá série nas lojas. Compramos o do João na Internet.

Veja no You Tube alguns dos vídeos do DVD:

Peixe Vivo

A Canoa Virou

Sapo Cururu

Samba Lelê

Muito bacana a iniciativa da produtora em colocar quatro dos dez vídeos do DVD na internet. Ao contrário de fazer desistir de comprar nos incentivou.

Na minha humilde e leiga opinião:

prós: música e animação suaves, valoriza a música brasileira, agradável para os pais.

contras: difícil de achar, tem a música Atirei o pau no gato, insetos de quatro patas.

No próximo post: DVD Galinha Pintadinha

Sinopse

Uma produção inovadora, que se destaca no mercado brasileiro como o primeiro lançamento do gênero dedicado às tradicionais cantigas de roda, o DVD MPBaby Cantigas de Roda contribui com pais e educadores na formação de uma cultura interativa de aprendizagem e de confraternização, fundamental para o desenvolvimento dos processos neurológicos, psíquicos e sociais da criança, desde a gestação até a idade escolar.
O conteúdo musical do DVD – 100% instrumental e acústico – foi desenvolvido a partir de cantigas de roda típicas do folclore brasileiro, especialmente recriadas pelo compositor e violonista Reginaldo Frazatto Jr. para o disco MPBaby Cantigas de Roda. Já o conteúdo visual do DVD MPBaby recebeu um tratamento multidimensional, no qual as imagens foram sobrepostas em diferentes níveis de profundidade, que vão além da simples perspectiva de figura e fundo.

Lançamento de Contos de todos nós na Bienal do Livro

Dia 19 de setembro de 2009. Vinte autores. Uma editora. E um sonho realizado.

Basicamente esta é descrição do que aconteceu no estande da Editora Hama (muito obrigada a todos de lá, principalmente a Rosângela Feitosa, organizadora do projeto) naquele delicioso e fatídico sábado. No entanto, esta história começou no fim de semana anterior (entre os dias 10 e 13 de setembro), quando mais 300 pessoas inscreveram seus contos para o projeto Contos de todos nós, uma obra que seria produzida, editada e lançada no decorrer dos dias da Bienal do Livro do Rio de Janeiro.

Durante toda a semana, o pessoal da editora e, é claro, os 20 autores escolhidos (grupo que tenho muito orgulho de participar) aguardavam ansiosamente às 18h do dia 19. E a espera não foi em vão. Em um clima de festa, Contos de todos nós foi lançado com muito sucesso e um agradável clima familiar entre autores, editores e convidados que durante 1h30 lotaram o estande da Hama.

Depois de muitos autógrafos, mensagens de apoio e promessas (já cumpridas) de mantermos contato e levarmos estes e outros projetos para frente, os 20 autores estavam em êxtase. E, particularmente eu, estava realizando um sonho de muito tempo e, quem sabe, estava dando um passo para a concretização de um desejo que há tempos está aqui, às vezes fingindo-se de morto, às vezes dando rumo à minha vida.

Abaixo, algumas das fotos que eternizaram o evento. A todos os presentes, um obrigado maior do que eu (o que é muita coisa, hein?!?!) e a todos que estiveram em pensamento comigo um agradecimento do mesmo tamanho!

Beijos literários!

Érika dos Anjos

Antes de sair de casa… feliz da vida!

Com o crachá de autora! Orgulho da mamãe! Esta é pra você, princesa!

Já no estande, assinando os livros dos colegas autores! Muito bom!

Momento único e cheio de emoção!

Sorriso rasgado de felicidade!

Autores reunidos e orgulhosos!

Maridão me fez uma surpresa, pois, inicialmente, ele não iria! Obrigada minha vida! Você é tudo o que eu sempre sonhei!

Amigos Antônio e Rose! Muito obrigada pela presença!

Lincoln e família também prestigiaram! É uma honra ter esse grande jornalista presente no nosso humilde lançamento.

Amigos do Skoob: Vânia, Roberto Laaf e Dominique. Ter o aval literário desses três grandes leitores não é para qualquer um! Obrigada!

Mais uma dos realizados autores!

Primos amadossss! Amei vocês terem ido! Muito thank you!!!!

Cansada e feliz!

Irmã, amiga, companheira e presente em todos os momentos da minha vida! Sem palavras para agradecer a tudo o que você é pra mim!

Os melhores cunhados do mundo não poderiam deixar de estar presentes!

Ai de quem falar mal de sogra perto de mim! Porque a minha é simplesmente M-A-R-A!

Para finalizar, uma fotinho com o ‘livro’ da minha grande fonte de inspiração: Nelson Rodrigues!

Lançamento do livro Conto de todos nós, com a participação de Érika dos Anjos

Resenhas: Mr. Playboy e Como salvar um casamento (Candy Halliday)

Por Érika dos Anjos

Mr. Playboy

Esse é um daqueles romances que você não dá nada no início, mas que, no fim, vc já está apaixonado pela leitura. A história é super envolvente, contando sobre um pai que tenta reconquistar o amor da filha depois de 13 anos. Porém, não é um pai qualquer. É o famoso Jack, o Lobo, Sims, um dos maiores jogadores de beisebol (ou seria futebol americano?) da história e conhecido como um devorador de mulheres, que estava a cada dia com uma modelo diferente.

A menina morava com a sogra dele, que o impedia de criá-la e que o culpava pelo destempero moral da filha e postereiormente pelo seu suicídio.

Após a morte da ex-esposa, Jack se muda para um novo condomínio onde o pessoal é super família e logo ele descobre que será o lugar cert para criar a rebelde Danielle. Só que ele também descobre que em Woodberry Park também mora Alicia Greene, uma mulher linda, loira, rica e que fica encantada com a beleza máscula do ex-jogador. Mas, para desespero de Alicia e do próprio Jack, as meninas do Clube das Fantasias das Donas de Casa também resolvem dar um ‘jeitinho’ para que eles fiquem juntos, só que o tiro pode sair pela culatra.

A forma como Alicia ajuda Danielle a se enturmar e a história da ‘princesa na banheira’ são ótimasssssss!!!

Ficha técnica:

  • Livro: Mr. Playboy
  • Autor: Candy Halliday
  • Editora: Nova Cultural
  • Nº de páginas: 160
  • ISBN: 0
  • Sinopse: Alicia não se conforma que suas amigas queiram atirá-la nos braços de Jake Sims, o famoso jogador de beisebol que acabou de se mudar para o condomínio onde ela mora. Envolver-se com aquele playboy sedutor é confusão na certa, e confusão é a última coisa de que Alicia precisa… Jake mudou-se para Woodberry Park na esperança de reconquistar o amor de sua filha, disposto a tudo para restabelecer os laços de confiança na menina. O problema é que toda vez que ele vê a deslumbrante Alicia Greene, sua resolução de ser um pai solteiro exemplar e dedicado perde força… Alicia e Jack podem insistir em dizer não um ao outro, mas até quando serão capazes de resistir à força da paixão e à determinação de um leal grupo de amigas, dispostas a dar um empurrãozinho final para transformar o sonho em realidade?

Como salvar um casamento

Já tinha lido  Mr. Playboy há algum tempo e gostei. Um pouco depois, descobri que ele fazia parte de uma saga chamada O Clube da Fantasia. No entanto, como sempre, no Brasil só dois livros haviam sido lançados: Mr. Playboy  e Como salvar um casamento, que conta a história de Rick e Zada, anterior ao outro.

Os protagonistas começam o livro no tribunal, querendo o divórcio pois achavam que tinham sido muito impulsivos ao casarem após apenas dois meses juntos. A voluntariosa morena Zada não aguentava o estilo militar do sexy Rick Clark. Porém, era visível que assim como tomaram por impulsividade a decisão do casamento, tambémo fizeram quanto à separação, pois não podiam nem se olhar que saiam faíscas de desejos de ambos os lados. E meio que percebendo isso, meio que estressado com a quantidade de divórcios que estavam ocorrendo, o juiz decidiu que eles deveriam voltar ali após 90 dias com uma decisão sobre a casa e o cego e fofo cachorro Simon, que eram os motivos deles estarem na frente do magistrado naquele momento.

Rick então propõe que eles façam um espécie de reality show para que seja decidido quem vai ficar com os bens: a partir daquele momento, quem saísse da casa primeiro era o perdedor. E ambos sabiam que seria mjuito difícil um dos dois abrir a guarda, nem em 90 dias nem em 90 anos. Rick entraria em casa na manhã seguinte, então, Jen e Tish (as melhores amigas de Zada, que também tem um livro para si que não foram publicados aqui) ajudam-na a fazer o que o marido mais odeia: bagunçar totalmente a casa para que ele veja com quem está brincando. Assim que abriu a porta na manhã do do outro dia, Rick viu que tinha feito uma besteira ao fazer aquela proposta a Zada. Afinal, eles se separaram por incompatibilidade de gênios. Apenas isso. Já que no sexo, não havia nada, absolutamente nada melhor do que eles faziam.

Em meio a todos os ‘desafios’ que um fazia para o outro, surge o maior deles: Alicia Greene, a advogada linda e rica que também morava em Woodberry Park e que estava solteira. Logo, seus olhos se voltaram para o belo moreno que estava ’separado’ na casa em frente. Eles ainda não sabiam, mas Alicia seria um problema bem maior do que as briguinhas corriqueiras que estavam acostumados…

Os grandes destaques deste livro são a fofura de Simon, o cãozinho que perdeu a visão quando salvou a vida de Rick; as fantasias que elas descrevem durante as reuniões do Clube da Fantasia das Donas de Casa (acho que qualuer semelhança com Desperate Housewives não é coincidência); a tensão sexual que envolve Zada e Rick (prestar bastante atenção no momento em que eles fazem o acordo de ‘não-gozo); e, principalmente, a forma como Alicia entra no clube, no início da muita raiva dela, mas logo depois já torcemos para que tudo dê certo e o big-mega-perfeito JaKe Sims, o Mr. Playboy, entre logo na sua vida!

Ficha técnica:

  • Livro: Como salvar um casamento
  • Autor: Candy Halliday
  • Editora: Nova Cultural
  • Nº de páginas: 125
  • ISBN: 0
  • Sinopse: Zada comparece ao tribunal, certa de que sairá de lá divorciada do homem com quem se casou por impulso, no auge da paixão, para logo descobrir que aquele amante perfeito não estava preparado para o compromisso da vida de casado. Mas a discussão sobre quem vai ficar com a casa e com o cachorro leva o juiz a estipular um prazo de três meses para que Zada e Rick cheguem a um acordo, se não quiserem arcar com conseqüências mais drásticas. Disposto a dar uma segunda chance ao casamento, Rick propõe a Zada que tentem resolver a questão de uma maneira diferente, numa espécie de reality show particular no qual o vencedor ficará com a casa e com o cachorro. Mas o que deveria ser um jogo de astúcia e estratégia acaba se tornando um jogo de sedução e desejo, cujo desfecho poderá ser surpreendente…

Diário de um pai atrapalhado – Tecnologia acalma neném

Por Leonardo Costa

Todos sabemos, embora muitos recusem admitir, que a televisão é de fato é a melhor babá do mundo. Com a popularização da TV a cabo tornou-se uma babá disponível 24 horas por dia, sete dias por semana. E enquanto a criança está paralisada, em estado quase catatônico, assistindo pela centésima vez a reprise do HI-5, com uma expressão de deleite, alegria e surpresa (embora ainda catatônica) como se fosse um programa inédito. Você pode curtir alguns bons momentos da vida.

Oportunidade melhor que essa só quando ela está dormindo. A TV só perde para a casa da avó. Que também tem lá seus efeitos adversos, como biscoitos e bolos pouco antes das refeições; deixar dormir fora de hora entre outras coisas que é melhor nem citar, pois mesmo com os contras é a única oportunidade dos pais curtirem um momento a sós.

Mas voltando a vaca fria. Embora não de para se afastar enquanto o pimpolho está em frente a telinha mágica, você pode fazer algumas coisas boas da vida, por  exemplo: ler livros, jornais, quadrinhos etc.; fazer um lanchinho básico ou mesmo a refeição se for a hora (eu mesmo programo o jantar para o horário do desenho favorito dele); usar internet, computador, falar ao telefone ou mesmo não fazer nada.

Se o programinha for educativo melhor ainda. Você perceberá, que a TV não vai ser útil apenas para a criança te deixar em paz, mas para ela ficar calma e permitir a execução de tarefas simples, corriqueiras e indispensáveis. Como a troca de fraldas, hora da sopinha (a hora da sopinha, gororobinha, comidinha, não importa o período merecerá um post exclusivo), o momento de se arrumar antes da creche. Todas estas, são ocasiões onde ele se agitam, choram, cospem, enfim fazem da sua vida (seja pai, mãe, empregada ou algum parente que está de “bucha”) um inferno na Terra!

Esse nariz de cera, de quatro parágrafos, caminhando já para o quinto, era para entrar no seguinte mérito: o que fazer quando a TV não produz mais os resultados esperados? Acontece, afinal o HI-5 passa “apenas” duas vezes por dia. E a criancinha não quer saber disso. Sempre tem o YouTube, mas de cadeira eu digo: acostume a criança no YouTube e você vai criar um monstro. Jamais conseguira sentar no computador novamente. Salvo os momentos que você vai abrir o dito cujo para seu pimpolho assistir.

Tá certo, assistir aberturas de desenhos no YouTube com a criança tem toda aquela cândida ligação pai e filho etc. Mas isso as vezes cansa. E quem pensar em abrir a boca para me chamar de insensível que tente ficar duas horas vendo os vídeos do HI-5 e Galinha Pintadinha sem parar. Para diminuir o problema e tirar do YouTube o status de babá da casa apelamos para os DVDs.

Com os DVDs do Baby Einstein e Galinha pintadinha já consegui manter o garoto sossegado por mais de uma hora e meia seguida. Fiquei assustado. Em geral não deixo que ele assista mais de duas vezes seguidas. Nós próximos posts farei as resenhas de alguns volumes do Baby Einstein (Disney), MPbaby e da versão completa da Galinha Pintadinha.

Anúncios Hortifruti

Por Érika dos Anjos

Apesar da grande discussão entre publicitários sobre o assunto, eu, uma reles mortal, adoro os anúncios da Hortifruti. São incrivelmente criativos e interessantes, além disso, acredito que surtam bastante efeito no público alvo. Pois, é impossível não entrar em um Hortifruti da rede ou até mesmo passar por um e não lembrar ao menos de uma dessas peças maravilhosas.

Procurando sobre o assunto, acabei descobrindo que os anúncios são feitos pela MP Publicidade, uma empresa do Espírito Santo. A primeira peça feita foi um teaser sobre a campanha, imitando o monte de Hollywood, com direito a letreiro e tudo!

E, para felicidade geral da nação, consegui compilar grande parte deles. Se alguém tiver mais um, por favor, envie para erika@oquartoelemento.com.br , que colocamos aqui no post! Atualmente, esta sendo veiculado o do Curioso Caso de Amendoim Button.

De qualquer forma, o que eu mais gosto é do Edward Mãos de Cenoura, já que, além do trocadilho genial, o desenho está muito bem feito e condiz perfeitamente com o filme! Menção honrosa para A hortaliça rebelde! E vocês, o que vocês acham?

Resenha: Um toque de paixão (Anne Marie Winston)

Por Érika dos Anjos

Com uma capa linda e um enredo envolvente, Anne Marie Winston criou dois personagens apaixonantes e apaixonados: a ex-modelo Lynne DeVane, que queria a todo custo que as pessoas gostassem dele por ser quem é e não pela beleza, e o advogado Brendan Reilly, que é cego mas altamente independente e sedutor.
Lynne resolve sair dos grandes centros e se mudar para um lugar menor, em que as pessoas não a reconheçam (ela pinta o cabelo, alisa e engorda um pouquinho). Durante a mudança, ela deixa suas caixas no corredor e Brendan esbarra nela e solta vários impropérios. No entanto, ao se desculpar Lynne percebe o homem maravilhoso que mora sozinho na porta ao lado e imediatamente os sininhos começam a tocar. Mas, antes de tudo, ela precisava desfazer a má impressão que deixou logo no primeiro dia.
A partir daí, aos poucos, os dois começam a descobrir várias coisas em comum. Brendan faz vários tours com ela pela cidade e conta sobre os momumentos históricos e toda a antiguidade que os rodeiam. Em contrapartida, Lynne tenta fisgá-lo pelo estômago, com deliciosos biscoitos que aprendeu com a avó.

Com uma muita sensibilidade, a autora mostra que independente da sua deficiência, Brendan pode fazer tudo, inclusive seduzir uma das maiores modelos do mundo (mesmo ele não sabendo disso, o que causa muita confusão depois). Os momentos em que ele pede que ela descreva como é, a cor dos cabelos, dos olhos, o rosto, as roupas que usa, são sensuais ao extremo, já que Bredan não tem papas na língua e fala o que quer. A cena em que eles fazem sexo pela primeira vez é um primor, pois o tato e o sabor valem muito mais do que a visão. Fora que o homem sabe das coisas, eu diria… rs

Grande destaque também para os dois cães-guia dele: a aposentada Feather, que se apaixona por Lynne tanto quanto o dono, e o espevitado Cedar. Eles roubam a cena de vez em quando e são super engraçados e cheios de ‘vontades’. Para quem gosta de animais e de um bom romance é um prato cheio!

Ficha técnica:

  • Livro: Um toque de paixão
  • Autor: Anne Marie Winston
  • Editora: Harlequin
  • Nº de páginas: 186
  • Sinopse: Ele nunca viu o rosto dela… E ao conhecer o másculo e sedutor Brendan Reilly, um homem sem interesses ocultos, a ex modelo Lynne DeVane finalmente se sente tentada a retirar a máscara que usou por tanto tempo e mostrar quem ela é de verdade. E mesmo assim, a entendia melhor do que qualquer outro. Brendan queria confiar nela, mas a vida havia lhe ensinado a manter à distância das mulheres misteriosas… E se Lynne realmente desejava Brendan, teria de provar seu amor.

Resenha: É fácil matar / Convite para a morte (Agatha Christie)

Por Érika dos Anjos

Ler Agatha Christie é sempre um prazer para mim. E dessa vez não foi diferente, apesar da pequena ‘mudança’ que percebi logo no início da leitura. Na minha estante, peguei um livro duplo da Rainha do Crime, com o título É facil matar / Convite para a morte. Com uma verdadeira referência comecei a juntar as letrinhas. E qual não foi minha surpresa ao perceber que o livro é escrito em português de Portugal, apesar de estar escrito que ‘A venda só pode ser feita no território dos Estados Unidos do Brasil’. Logo, um livro em português luso e antigo! Já me interessei no por fora da história.

É claro que não dá para fazer uma minuciosa resenha sobre os livros de Agatha, afinal, o grande charme da autora está nos pormenores, detalhes e miudezas que constroem os surpreendentes finais dos livros. Por isso, só vou dar uma pincelada nas duas obras e depois colocar um pequeno dicionário (hilário por sinal) das diferenças entre os ‘portugueses’ que encontrei.

É fácil matar

Neste livro, Agatha não coloca nenhum dos seus detetives principais, como Poirot, Miss Marple ou Tommy e Tuppence. Quem faz as investigações é Luke Fitzwilliam, um policial recém-aposentado. Durante uma viagem de trem, uma velhota desanda a puxar assunto com ele, falando que iria ao FBI denunciar uma série de homicídios que estão acontecendo na sua aldeia, mas ele pouco lhe dá ouvidos. Porém, alguns dias depois, Luke descobre pelo jornal que a mulher, que lembrava muito sua tia, foi inexplicavelmente atropelada. Então, com seus contatos dentro da polícia, ele descobre onde ela morava e vai à aldeia ver até aonde suas suspeitas tem fundamento.

Lá, ele se passa por um primo distante de uma mulher chamada Bridget Conway, que logo irá se casar com o falastrão editor do jornal local. Luke conhece também outro personagens interessantes, como o médico Thomas, a sra. Whiteflet, o coronel Horton e seus buldogues, entre outros. Sua grande dúvida é: como, em um lugar pequeno como esse, pode existir um assassino em série à solta?

Além da história em si, os grandes destaques da obra são a inclusão de um romance, algo raro nos livros da autora; o preconceito e a ideia corrente na época da inferioridade feminina, o que causa boas discussões na trama; e a citação honrosa a outro grande mestre da literatura policial mundial, Sir Arthur Conan Doyle, no seguinte trecho:
- Nesse caso, confessa que fez de propósito?
- É óbvio, meu caro Watson – responde Luke.

Convite para a morte

Logo no início do livro, já fiquei meio cabreira quanto ao título. Pois, se parecia muito com um dos enredos mais conhecidos de Agatha Christie. Depois de mais algumas folhas, tive plena certeza: Convite para morte nada mais é do que o grande Caso dos dez negrinhos! Fiquei boquiaberta, mas a revelação me deu um fôlego a mais na leitura.

O livro começa com o convite a oito pessoas de classes e origens bem diferentes, de alguém que eles basicamente não conhecem, para passar um tempo na Ilha do Negro. Lá, eles encontram um casal de criados, que também nunca viram o tal Sr. Owen, que manda suas instruções por escrito ou através do barqueiro. Chegando ao local, logo após as apresentações de praxe, eles são encaminhados aos seus respectivos quartos e, acima de cada uma das lareiras, está a seguinte história
em um quadro:

Dez negrinhos vão jantar enquanto não chove;
Um deles se engasgou e então ficaram nove.
Nove negrinhos sem dormir: não é biscoito!
Um deles cai no sono, e então ficaram oito.
Oito negrinhos vão a Devon de charrete;
Um não quis mais voltar, e então ficaram sete.
Sete negrinhos vão rachar lenha, mas eis
Que um deles se corta, e então ficaram seis.
Seis negrinhos de um cortiço fazem brinco;
A um pica uma abelha, e então ficaram cinco.
Cinco negrinhos no foro, a tomar os ares;
Um ali foi julgado, e então ficaram dois pares.
Quatro negrinhos no mar; a um tragou de vez.
O arenque defumado, e então ficaram três.
Três negrinhos passeando no Zoo. E depois?
O urso abraçou um, e então ficaram dois.
Dois negrinhos brincando ao sol, sem medo algum;
Um deles se queimou, e então ficou só um.
Um negrinho aqui está a sós, apenas um;
Ele então se enforcou, e não ficou nenhum.

Mesmo achando estranha a ornamentação, eles se reúnem para a janta e a situação começa a ficar mais do que intrigante pois, é colocada uma gravação onde as dez pessoas que se encontram na ilha, incluindo os criados, são acusadas de crimes que cometeram. A indignação é total, mas todos sabem, que há um fundo de verdade e loucura naquela história. E, naquela mesma noite, começam a cair os acusados, o primeiro deles Antony Marston.

Agora resta saber se quem está fazendo isso é alguém de fora ou se um deles é o culpado!Nesta obra, fica evidente a paixão de Agtaha Christie pelo modo de vida inglês e suas nunaces. Destaques para a língua de vaca enlatada (algo que não consigo nem imaginar, quanto mais consumir) e ideia de que os médicos tudo sabem e que não é necessário ter uma especialidade, já que o médico da casa, dr.
Armstrong, cuida desde envenenamento até tiro, passando por um acesso de nervos, que recebe como posologia um belo tabefe na cara de Vera Claythorne para se acalmar!

Depois de todas estas páginas, achei algumas pérolas das diferenças entre o português brasileiro e de Portugal. Veja e divirta-se abaixo:

  • Quanto a horário:

- Qual comboio (só isso já é esquisito, nós falaríamos trem)? O último que parou aqui foi das três e catorze.
- Claro. Aproveitei i das quatro e vinte cinco.
- Faltam cinco para dez e um quarto (não era muito mais fácil falar 10h10??????????)

  • Palavras que não usamos:

- Acabar-se-lhe-á (mas é muito hífen, meu Deus) a corda em breve ou continuará a desfiar o rosário (no sentido de falar) até o fim da viagem?
- Oxalá (aqui ela já seria vista como macumbeira) a desiludam com tacto, coitada

- Acredita em superstições? – perguntou a rapariga, com um sorriso tímido. (veja bem, cá nestas bandas, nunca que chamaríamos alguém com um sorriso tímido de rapariga… normalmente, elas tem o sorriso e várias outras coisas bem abertos)

- Entretanto, o outro prosseguia no seu solilóquio (está aí uma palavra que nunca pensei que existisse, mas com significado simples: monólogo)

- Não queria mesmo que Thomas se casasse consigo? (quase não consigo entender tantos ’s’ e pronomes na frase!)

- Lavínia não mo revelou (isso aparece toda hora. Como assim mo? Mo é como eu chamo meu marido de ver em quando…)

- Ele não pode ter feito isso. Afinal estava em um Rolls (Só porque o cara tinha o Rolls Royce não pode ter matado ninguém? E em itálico ainda por cima? Me lembrou uma vizinha minha que em vez de dizer que vai de carro, insiste em dizer que vai pegar o seu Zafira)

- Houve depois o caso daquele beberrão e rufia (essa aí quase que eu sabia o que era, porque lembrei de rufião e tal, mas para ter certeza, procurei certinho: é o mesmo que aproveitador)

- Um autêntico maná (primeiro, pensei em uma bebida, depois com a mente viajando, pensei nos manas que minha irmã compra no Priston Tale, jogo que ela é viciada, e não é que quase acertei!?!? Maná é uma comida de origem divina!)

- Tornou a guardá-lo na algibeira (também é muito usada e apesar de saber o que é, não conseguia explicar… somente pensava no coletinho do ministro Carlos Minc, mas, segundo o pai do burros, algibeira é  ‘um bolso que faz parte integrante da roupa’)

- Os seis negrinhos brincavam com um cortiço… (fiquei com a pulga atrás da orelha com essa. Afinal, cortiço para mim são aquelas casas grandes, que abrigam várias famílias em quartinhos e tal, aquela coisa bem Aluísio de Azevedo. Mas, vim a descobrir que cortiço também pode ser uma caixa de cortiça dentro da qual as abelhas fabricam a cera e o mel)

- Não temas o escuro da noite nem a flecha que fere ao dealbar da manhã.. (Olha, vivo há 26 anos e nunca soube que minhas manhãs tinham um dealbar. Até descobrir que isso é apenas aclarar, embranquecer, clarear)

  • Expressões hilárias:

- Mas, ele estava bêbado como um cacho (repetida incessantemente. Até já disse isso para um amigo meu…)

- Sim, reside aí o busílis (quando vi isso, pensei que fosse coisa do Mussum, inicialmente. Mas, depois fui procurar nos meu alfarrábios – boa também – e descobri que busílis é o mesmo que ‘a dificuldade principal na resolução de um problema’)

- No fundo, devia-se muito ao seu espírito buliçoso (pensei em várias coisas nesse momento, mas cheguei a conclusão de que não devia ser nada demais. E, batata! Quer dizer apenas inquieto)

- É capaz de resultar incaracterístico como uma peúga esburacada (Jesus amado! Não sabia que Agatha Christie escrevia palavrões em seus livros ou sou muito inculta! Segunda opção… essa tal de peúga esburacada é uma pequena meia esburacada… não é mais fácil assim?)

- Sim. Vestia uma sobrepeliz e sotaina vermelha. (Tudo bem, tudo bem. Não sou nenhum expert em moda, mas, pelo amor dos meus filhinhos, o que é é um sobrepeliz e uma sotaina, vermelha ainda por cima????? Somente São Google e São Aurélio para me responder. Sobrepeliz é uma vestimenta eclesiística feita de tecido leve e branco, que se usa sobre a batina e desce até o meio do corpo. Já sotaina é necessariamente a veste usada pelos padres… e ainda era vermelha)

- Por fim, rodou nos calcanhares e regressou ao rés-do-chão (o que seria isso?? E olha que aperece nos dois livros!! Nem mesmo no contexto consegui entender. Só mesmo depois de uma longa e tenebrosa procura consegui para de ficar rés-do-chão, dós-do-chão, mis-do-chão, fás-do-chão e por aí vai. Rés-do-chão é pura e simplesmente o andar térreo)

- A senhora Brent, direita como um fuso (O que seria estar direita como um fuso? Será que faltou o ‘para’ antes do ‘fuso’? Ou é de fuso horário? Ledas interpretações, direita como um fuso é reta como uma haste, um cabo, uma seta)

- O tal latagão de cabelos ondulados… (na hora, me pareceu um elogio ao personagem, mas fiquei pensando se latagão pode ser uma palavra que elogie alguém… e o Mr. Aurélio me respondeu que ele é uma homem alto e vigoroso… uia!)

- Blasfemando contra o reumatismo, o velho juiz subiu para o leito e deu volta ao comutador elétrico (Nossa, pensei dez milhões de vezes no que seria comutador elétrico. Um relógio? Um cobertor? Uma chave? Nem passei perto! Essa é braba. Comutador elétrico é um interruptor… só isso!!!!)

- Que sarilho! (Nunca, nunquinha mesmo ouvi isso na vida! Essa foi ótimaaaaaaa! Que sarilho! me pareceu muito com o nosso Que caralho! e é mais ou menos isso, quer dizer confusão, rixa, barulho, encrenca)

- Que maçada! (primo do Que sarilho!)

  • Palavras que já entraram no nosso vocabulário, mas que são tratadas como estrangeirismos:

- mise-en-scéne (fazer cena)
- bluff (blefe)
- Cadeira Queen Anne
- delito lèse-majesté (lesa-majestade)
- derby (corrida de cavalos)
- Far-west (Mais ou menos Velho Oeste)
- Cocktail (nem precisa de explicação né?)
- Savoir-faire (tudo bem que não se tornou coloquial, mas em diversos livros brasileiros já se utiliza a expressão, que quer dizer que sabe fazer, tem conhecimento de como é feito)
- Pequeno almoço (acho que seria nosso café da manhã, desjejum, coisas do gênero)
- tribú (nossa simples tribo)
- Ríjida (olha, desde que me entendo por gente, rígida é com ‘g’, mas vá entender…)
- Gostaria de lhes dar uma explicação acerca do pequeno Cyril, de quem eu era nurse (bom, aqui fiquei confusa, pois nurse em inglês é enfermeira, mas aqui o cargo dela era de preceptora. No fim, acho que a ideia era de ama ou algo de gênero mesmo)
- Chut!… Escutem!… (logo imagineu que seria um ‘aportuguesamento’ de Shout up – cale a boca em inglês – mas, procurei, procurei, procurei e não achei nenhuma referência a respeito. Vá entender)
- tricot (o bom e velho tricô da sua avó)
- Casa de banho (nosso usual banheiro)
- Términus (This is Spartaaaaaaaaaaaaaaa!)

Isso tudo sem contar os montes de ‘c’ e ‘p’ que entravam no meio das palavras: acto, exacto, óptimo e por aí vai; uns acentos bizarros como em ‘irónicamente ou trémula; e os momentos Mestre Yoda: ‘também eu’, ‘Isto o que é?”achas que desgostado ele ficará’ e tantas outras.

Ficha técnica:

  • Livro: É fácil matar / Convite para a morte
  • Autor: Agatha Christie
  • Editora: Livros do Brasil
  • Nº de páginas: 439
  • ISBN: 0
  • Sinopse: Matar é Fácil… Desde que ninguém suspeite da identidade do assassino e este não tenha escrúpulos morais. Tal é o título de uma empolgante investigação do superintendente Battles. Em Convite para a Morte (romance adaptado cinematograficamente pelo diretor René Clair: O Vingador Invisível), dez desconhecidos recebem um convite para encontra-se numa ilha deserta onde o extermínio os aguarda.

Diário de um pai atrapalhado – Hipoglós Amêndoas

Por Leonardo Costa

Nem vou entrar no mérito se a Hipoglós comum é boa ou não. O fato é que sempre usei essa pomada no bebê e ela, apesar do cheiro, dá conta do serviço. Porém, este post é para tratar da nova Hipoglós Amêndoas.

A publicidade diz maravilhas.  E a gente, como o Fox Mulder do Arquivo X, quer acreditar. Fui ansiosamente até a farmácia mais próxima comprar um tubo do novo produto. Custou R$ 6,99 por 45 gramas do produto, mas caro do que a original. No entanto, uma hipoglós fácil de aplicar, de limpar e com cheiro de óleo de amêndoas seria perfeita, tudo que um pai atrapalhado precisa para sobreviver.

A esperança se esvaiu logo na primeira troca de fraldas. Eles confundiram fácil de espalhar com uma textura de filtro solar com manteiga.  Pessoas estabanadas terão dificuldades. Além disso, o cheiro consegue ser pior que conhecido cheiro de peixe estragado da versão original.

Na troca de fraldas seguinte lavei e coloquei a original mesmo, pelo menos com essa já estou acostumado.  E mais uma vez, confirmei que publicidade com bebês fofinhos e mamães fazendo cara de felicidade ao limpar cacas é mera ilusão.

Falando em ilusão e imaginação criativa, descobri algo bizarro. Pesquisando na internet sobre a milagrosa pomada contra assaduras, li alguns depoimentos de pessoas que relatam vontade de comer Hipoglós. Não sei de onde esses tarados tiram essas idéias, pois uma cheira a peixe podre e a outra a verniz de madeira. É inacreditável alguém gostar disso!

Os melhores riffs de todos os tempos

Por Érika dos Anjos

Sabe-se que este blog tem um pézinho (ou seria um sasquatch?) no mundo do rock. Então, hoje me deparei com uma lista bastante polêmica do tablóide inglês The Sun: Os 10 melhores riffs de todos os tempos. Com certeza, isso dá muito pano para manga. E como boa blogueira que sou, vou deixar para os leitores a difícil missão de discutir os nomes da lista, mas, antes disso, darei meu pitaco!!! São eles:

1. Guns ‘n’ Roses – Sweet Child O’Mine
2. Eric Clapton – Layla
3. Aerosmith – Walk This Way
4. Michael Jackson – Beat It
5. Motörhead – Ace of Spades
6. Jimi Hendrix – Voodoo Child
7. Queen – Another One Bites The Dust
8. Nirvana – Smells Like Teen Spirit
9. Deep Purple – Smoke on the Water
10. Green Day – American Idiot

Minha humilde opinião:

  • Nada mais justo do que o Slash na primeira posição. O cara é o pica das galáxias! Arrebenta!
  • O riff de Beat It (originalmente do Van Halen) é estupendo também!
  • Joe Perry merece muitos aplausos, concordo, porém, o bronze para ele é demais não!?!?!?!
  • Jimi Hendrix apenas em sexto!?!?!! Que isso!!!!
  • O que é o Green Day????
  • Faltas muito sentidas na lista – Fear of the dark (apesar de não ser muito fã do Iron os riffs dessa música são  coisas do demo, com trocadilhos); Sultans of Swing, do Dire Straits; e, finalmente, vários da vasta discografia do quase brasileiro Jimmy Page!

E aí? O que vocês acham???

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