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Já é Natal – Panetone

Por Leonardo Costa

O que seria do Natal sem o Panetone. O bolo de origem italiana e recheado com muitas frutas cristalizadas  é presença garantida nas festas natalinas.

Como tudo nesse mundo, ele foi “modernizado” para se adaptar aos paladares das pessoas frescas que não gostam de frutas cristalizadas (eu me incluo nesse grupo). Então primeiro surgiu o panetone de chocolate, esse ainda tinha passas, depois o de chocolate sem passas, só de passas, além das versões maxi com mais recheio de chocolate. Daqui a pouco vão inventar um panetone sem massa, só com os recheios, para agradar quem não gosta da massa.

Lembro da minha felicidade quando vi pela primeira vez um de chocolate no supermercado ainda na década de 80. Lembro também como torrei a paciência de todos porque queria aquele, sem as horríveis frutas dentro. Reclamavam que a tal novidade custava caro, mas acabaram cedendo e compraram um.

panetone_bauduco

Bauduco Tradicional:
É encontrado nos tamanhos 80b, 500g, 750 e 4kg. A massa é leve, bem aerada e de sabor agradável. Dos tradicionais é o que tem a melhor massa, meu favorito (apesar das frutas cristalizadas). Nota 8,5 (afinal não gosto das frutas).

Chocotone_bauduco

Bauduco Chocottone original:
A massa é idêntica ao panetone tradicional, porém com gotas de chocolate no lugar das frutas. Nota 8.

panetone_chocotonemaxi

Chocottone Maxi, Top e Mousse:
Acredito que são feitos para agradar crianças e pessoas que não acham graça no tradicional. O Maxi tem mais recheio de chocolate que o chocottone tradicional. Já o Top é coberto com chocolate, o recheio e a massa são iguais. O Mousse é estranho, mais parece um bolo de chocolate com recheio cremoso. O melhor dos três é o Top. Nota 8

panetone_light

Panetone Light:
Mais um da Bauduco. Vi pela primeira vez agora em 2009. Até então eu nunca havia visto nenhum panetone industrializado sem adição de açúcar. É vendido na versão tradicional e Chocottone. A embalagem não traz o selo de produto seguro para diabéticos. Mas lendo os ingredientes vi que ele é feito sem adição de açúcar. Esse fica sem nota porque não tive a chance de provar.

Panetone Guanabara:
A oposição pode falar que é feio, ruim e de pobre. Pura intriga. Dos panetones de supermercado é o que mais gosto. É só ficar atento a data de fabricação, se ele estiver bem fresco, não estará com “aroma de prateleira”. Tem almoço de Natal na casa da sogra e te mandaram levar a sobremesa? Não perca tempo e dinheiro. Compre uns dois ou três e seja feliz. Nota 7,0 (relação custo x benefício).

Dica: se você ficar envergonhado retire da embalagem original. Você pode colocar ele dentro da caixa de um de marca ou falar que é artesanal. Outra opção é jogar alguma cobertura em cima.

Extra:
Mais um de supermercado, tem aroma e sabor agradaveis. Parece um pouco com o Guanabara. Nota 6.5.

panetone_cacaushowCacau Show:
Esse costuma evaporar das lojas. Tem que comprar em novembro.  Sem frutas, recheado apenas com um creme de trufas (o mesmo que recheia os bombons da loja) e coberto de chocolate ao leite. De fato é obsceno, impossível não perder a linha. Pena que custe R$ 36,00 cada bolo de 750g. Este ano a rede lançou novos sabores, não experiementei nenhuma, falo pelo original. Nota 10 editor’s choice.

panetones_nestleNestlé:
A mania de fazer versões dos chocolates em barra chegou aos panetones. Esse fenômeno ocorreu primeiro com os bombons, ovos de Páscoa e sorvetes.  Já vi o de Leite Moça e o Prestígio. Lembro que em 2008 tinha o Alpino. Nunca provei. Mas fiquei curioso.

O panetone é bom sozinho ou acompanhado de sorvete, chantili e outras coberturas. Torrado no café da manhã, lanche etc.

Felizmente temos panetones o ano inteiro graças aos supermercados.

Diploma para quê?

Por Leonardo Costa

OK! Já me convenceram que não é preciso ter diploma para ser jornalista. Vou, inclusive, utilizar o meu para forrar gaiola.

Não, não me convenceram disso, mas como não adianta discutir eu proponho mudanças mais ousadas, afinal para que tolher a liberdade das pessoas fazerem o que tem  talento.

 ADVOGADOS

Deviam acabar com o diploma e com a OAB. Afinal, assim como os jornalistas, um advogado despreparado não põe a vida de ninguém em risco ao contrário de médicos e engenheiros diferentes. Para ter bom desempenho como advogado basta o sujeito ter boa retórica e conhecer a legislação. E pode ter certeza que existem muitas pessoas sem diploma com melhores conhecimentos que outros diplomados e registrados.

MÚSICOS

Pode acreditar, existe um conselho de músicos. Portanto antes de contratar uma bandinha para tocar no seu coreto certifique-se que eles são registrados. Será que o direito a liberdade de expressão nesse caso é diferente? E a manifestação artística? Quem colocou o pé na “inútil faculdade de comunicação” sabe que a arte é uma coisa que o artista faz e entrega ao mundo (mais ou menos assim) e não algora para ganhar dinheiro.

ATORES

Estudar para ser ator e conseguir registro? Novamente o caso da manifestação artística. Se o sujeito for ruim azar o dele, afinal será ele quem estará pagando o mico na TV.

 E você, acha que alguma outra profissão deve ser liberada da exisgência de diploma e registro?

Promoção Eu, prisioneira das FARC

Por Érika dos Anjos

Amigos, seguem os números que concorreram ao sorteio e algumas considerações:

1. Marcio Scheibler
2. Leonardo Sardou
3. Claudio Schamis
4. Maria Eugênia
5. Joyce Pinheiro
6. Michelle Rocha
7. Anne Karoline
8. Pablo Espósito
9. Natasha Juliana
10. Júlio César
11. Angélica Bernardino
12. Inez
13. Rodrigo Sava

- Infelizmente, Jana Cambuí e Vinicius Cortez não responderam à pergunta da promoção.

- Para Leonardo Sardou e Maria Eugênia, obrigada pela discussão que muito enaltece o blog. Continuem que estamos adorando!

Bom, agora, a parte mais importante, o sorteio! O ganhador foi ANGÉLICA BERNARDINO, com o número 11!

Parabéns Angélica! Enviarei um e-mail pedindo seus dados e uma fotinho com o livro para colocarmos no blog!

Obrigada pela participação de todos! Até a próxima!

Resenha e promoção: Eu, prisioneira das Farc (Clara Rojas)

Por Érika dos Anjos

Esse livro pode ser descrito em apenas uma frase: No lugar errado, na hora errada. Isso porque Clara Rojas nada tinha a ver com o sequestro de Ingrid Betancourt, apenas havia o fato de ser amiga e coordenadora de campanha da candidata a presidência da Colômbia e estar dentro do carro no momento em que as FARC resolveram pegá-la. Daí, nasce um martírio de seis anos. No entanto, nesse meio tempo, Clara engravida e tem seu bem mais precioso, seu filho Emmanuel.

Clara é advogada e tem uma boa carreira, estabilizada. Alguns anos atrás, ela havia conhecido Ingrid Betancourt e tinham se tornado amigas. Quando ela resolveu ser candidata a presidência pelo Partido Verde Oxigêncio (achei genial o nome) e convida Clara para ser sua chefe de campanha. Tudo ia relativamente bem, apesar das gigantescas tensões que o país passava por causa das ameaças e dos sequestros impetrados pelas FARC. Porém, em um das viagens, que mais ninguém quis ir, os guerrilheiros montaram seu aparato e sequestraram as duas mulheres, que se juntaram no meio da floresta a outros tantos reclusos.

Aí começa o martírio de Clara Rojas, com andanças sem fim, mosquitos e outros insetos que infestavam a mata, comida de má qualidade e, obviamente, o cerceamento da liberdade. Porém, um fato tornou-se uma surpresa negativa a mais para a advogada: o distanciamento e a falta de  companheirismo de Ingrid Bettancourt, sua amiga por tantos anos e o motivo dela estar ali. Este foi um dos momentos mais complicados para Clara.

Com base em um jogo de xadrez, alguns livros, principalmente a Bíblia, e muita disciplina, Clara conseguiu passar os primeiros anos com relativa paz. Até ter-se descoberto grávida. Em meio ao terror do sequestro, surge o  momento mais importante da sua vida. Mesmo tendo os companheiros quase com inimigos por causa das suas regalias devido à gravidez, Clara dá a luz ao menino Emmanuel, mas quase perde a vida por causa de complicações do  parto. O tempo passa e ela consegue na medida do possível criar o filho. Até  que ele pega uma doença e precisa ser levado para fazer um tratamento pela  Cruz Vermelha.

Passaram-se mais de três anos até que ela pudesse vê-lo novamente, ou seja, só em liberdade.Após a partida de Emmanuel, Clara viveu para o momento de rever o menino e apenas isso lhe fazia viver. No início de 2008, quando foi libertada e levada para a Venezuela, Clara pôde se sentir completa, pois conseguiu ter o filho em seus braços novamente.

O livro é interessante e desperta bastante curiosidade. Porém, a falta de detalhes faz com que o leitor se sinta um pouco desprezado pela autora. Trocando em miúdos, as piores (na verdade melhores, já que são as que causam mais curiosidade) partes ela não falou, que foi como ficou grávida – foi amor, desejo ou estupro -, as torturas que os prisioneiros sofrem… não consigo explicar ao certo, mas senti uma ponta de protecionismo em relação aos membros da FARC. Em momento algum, Clara se revolta com eles, ou os xinga, ou faz qualquer outra coisa, nem os chama de terrosritas, e, inclusive, diz tê-los perdoado por conhecer a luta deles pela pátria. Mesmo ela tendo rechaçado a ideia da síndrome de Estocolmo quando saiu do cativeiro, juro que tive uma leve impressão disso ter acontecido sim. Posso estar errada. Ou não.

Para conhecer mais sobre a autora e o livro acesse http://www.euprisioneiradasfarc.com.br/

Ou

Participe da promoção Eu, prisioneira das Farc em O quarto elemento. Para concorrer é só deixar um comentário com seu nome, e-mail e resp0nder a pergunta: Os guerrilheiros das Farc são criminosos ou apenas lutam pela sua ideologia?

As inscrições vão até dia 30 de novembro, quando será publicada a lista de participantes e seus números. O sorteio será dia 1º de dezembro pelo site random.org. O envio, para qualquer lugar do Brasil, será feito pelo Quarto elemento.

Participe!

Resenha: Slash (Anthony Bozza e Saul Hudson)

Por Érika dos Anjos

O Guns ‘n’ Roses foi um marco para o mundinho se graça que se transformou o rock and roll desde a década de 80. E um dos personagens principais desta bóia de salvação é Saul Hudson, ou se preferir, Slash, o cara por trás da cartola, que revela de corpo e alma grande parte do que aconteceu em sua carreira neste excelente livro.

Junto com o jornalista Anthony Bozza, Slash fala de sua infância conturbada após a separação dos pais (inclusive ele conta do romance de sua mãe com David Bowie) e sua ligação com mundo da arte e da música; depois fala de sua adolescência, dos pegas de bicicleta e da descoberta das drogas e da paixão pela guitarra, o que iria mudar sua vida dali pra frente.

Para acabar com a ávida curiosidade dos fãs, Slash conta todo o começo do Guns, os probelmas para achar um vocalista, as loucuras e, principalmente, a relação de amor e ódio que teve durante anos com Axl Rose. Tudo isso, em uma linguagem simples e deliciosa, que faz com que vc se sinta íntimo desse cara e que, assim que termine de ler este ou aquele capítulo, dê uma vontade incrível de ouvir um CD da banda.

Uma biografia como há muito não se via no rock. O livro pode parecer grande, mas, quando terminar, vc vai achar que se tivesse mais mil páginas, seria ótimo do mesmo jeito!

PS.: Conheci o Velvet Revolver somente após ler o livro e, assim como a obra escrita, recomendo o som dos caras! Muito bom!

Ficha técnica:

  • Livro: Slash
  • Autor: Anthony Bozza, Saul Hudson
  • Editora: Harper Entertainment
  • Nº de páginas: 480
  • ISBN: 9780061351426
  • Sinopse: A biografia do guitarrista do Guns N Roses, Slash, feita pelo próprio e pelo jornalista Anthony Bozza. O livro conta diversas histórias, principalmente na época do Guns, abordando também a época que era viciado em drogas.

Resenha: Emma (Jane Austen)

Por Érika dos Anjos

Como uma fã incondicional da Jane Austen, tenho vários elogios a mais esta obra da dama inglesa do romance. E somente nas hábeis mãos de Jane, Emma poderia se tornar uma anti-heroína adorável.

Dizem que a linha entre o amor e o ódio é muito tênue. Com relação a Emma, tanto livro quanto personagem, essa máxima é super verdadeira. Pois, não há como não adorar a forma como a mimada menina tenta fazer com que as pessoas gostem umas das outras; assim como, não é difícil odiá-la pela forma como ela trata o Sr. Knightley.

Emma deseja arrumar um marido para sua protegida Harriet Smith, que apesar de ‘caipira’ possui sentimentos e discernimentos que Emma ainda precisará aprender. Porém, o coração de Harriet já tem dono, mesmo que Emma, do auge de sua soberba, não acredite que aquele rapaz será páreo para a menina que escolheu ser sua amiga. Até que o áustero Sr. Knightley, sempre amigo e correto, começa a mostrar-lhe que para o amor não há forma, idade, jeito de falar ou dinheiro que possa impedí-lo.

A forma como Jane Austen domina o seu texto é inebriante. Pois, sua Emma, se caísse em outras mãos que não fossem tão talentosas, não teria esse gostinho de menina ou mulher que precisa crescer e deixar de ser intrometida, mas com um jeitinho apaixonante. Recomendadíssimo!

Ficha técnica:

  • Livro: Emma
  • Autor: Jane Austen
  • Editora: Nova Fronteira
  • Nº de páginas: 368
  • ISBN: 8520907628
  • Sinopse: Rica e esnobe, Emma Woodhouse tenta arranjar casamento para Harriet Smith, jovem pobre e de pais desconhecidos. Ao mesmo tempo, lança suspeitas sobre a reputação de Jane Fairfax. Quando suas conspirações ameaçam fugir do controle, seu vizinho e amigo, o senhor Knightly, intervém.

Diário de um pai atrapalhado – Resenha DVD “Galinha pintadinha e sua turma”

Por Leonardo Costa

A primeira vez foi a visão do inferno: um vídeo colorido e tosco, com uma música chata e repetitiva. Era o meu primeiro contato com o clipe Galinha Pintadinha, que na ocasião minha sogra colocava para  meu filho e o primo dele assistirem na internet.

João tinha apenas alguns meses mas a animação já despertava a atenção dele. Com o tempo vi que o referido vídeo nem era tão ruim assim, e melhor (ou pior, depende do ponto de vista): existiam outros vídeos da mesma série.

Então depois da Galinha, veio A Barata, Meu pintinho amarelinho, O Sapo… A essa altura já sabia da existência do DVD. Minha esposa depois de alguns meses acabou comprando o disco, que até então era vendido apenas no site dos produtores. Ele possui um total de 13 clipes, incluindo os quatro da internet, e uma versão karaôke (só com a música base).

Os clipes unem antigas cantigas de roda com uma animação simples e colorida (vamos deixar o tosco para trás, a simplicidade tem uma razão de existir).  A interpretação das músicas  é bem “agitada”, um clima de festa, bem diferente da forma original cantada pelas crianças. Ponto a favor.

A duração do DVD, apenas meia hora, parece pequena, mas é suficiente. Mais que isso a criança já começa a dispersar.

Quem quiser mais detalhes a respeito do DVD Galinha pintadinha e sua turma pode entrar no site www.galinhapintadinha.com.br

Resenhas: Amor imperfeito (Leigh Michaels), O destino de uma mulher (Jillian Hart) e Sedutor dos Mares (Merline Lovelace)

Por Érika dos Anjos

Amor Imperfeito

O tempo passa, o tempo voa e a velha história da secretária com o patrão permanece porreta! E em Amor Imperfeito, ela tem um plus: eles se casam por comodidade e não por aquele amor implacável… isso só vem depois!
Justin é um advogado muito bem-sucedido que trabalha exclusivamente com direito de família, mais precisamente com divórcios, guardas de crianças, divisões de bens etc. Laura, ou Mac para Justin, é uma secretária super eficiente que foi indicada por um grande amigo dele quando ela pediu demissão porque PRECISAVA sair da cidade. Isso porque o seu namorado na época, o idiota-sem noção-fdp do Clay, simplesmente casou com a irmã dela! Obviamente, o chão sumiu para Laura e ela resolveu abandonar tudo.
Sendo os dois tão eficientes e corretos, além de ambos precisarem de se casar (ele por imposição da tia e por estar se achando velho; ela porque a irmã e o cunhado-ex-namorado estão morando na casa dela), Justin e Laura decidem se unir sem aquela paixão tórrida, mas baseados em uma sólida amizade e em uma grande confiança mútua. Aí já viu! Em dois tempos o sexo esquenta e ambos se apaixonam perdidamente!
Um livro bem gostoso de ler, em que o leitor sente na pele o dilema da Laura e torce desesperadamente para eles ficarem juntos, principalmente quando Clay arma uma boa para ela e Justin consegue ser pior ainda! Porém, devidamente calçado pelo amor, é claro!

Ficha técnica:

  • Livro: Amor imperfeito
  • Autor: Leigh Michaels
  • Editora: Nova Cultural
  • Nº de páginas: 220
  • ISBN: 0
  • Sinopse: Com o coração descompassado, Laura vê Justin se levantar para reavivar o fogo na lareira. Então, em vez de voltar para junto dela,ele se deita no sofá, com ar distante, pensativo. Decepcionada, Laura procura uma explicação para o comportamento de Justin.

O destino de uma mulher

É complexo resenhar esse livro. A história é boa. Índio com branca é um excelente mote. Porém, achei muito arrastada a forma como ela foi contada. Acho que poderia ter acontecido muito mais coisas ou o livro poderia ter sido diminuído em umas 30 ou 40 páginas. No entanto, isso não tira totalmente o brilho da obra.
Marie é a filha de um coronel super linha-dura, que nunca a viu como filha e sim como herdeira. Ao completar 21 anos, o coronel a chama para morar com ele (ela vivia com a tia) a fim de que ela se case com um dos seus majores. Porém, não é bem assim que a banda toca. Ao chegar no forte do pai, Marie conhece um índio tudo de bom: Falcão da Noite, um dos homens de confiança do seu coronel. Mas, mesmo assim, um homem que não poderia desposar uma mulher branca e bem nascida como ela.
Em pouco tempo, a paixão pelos cavalos e pelos animais em geral une Marie e Falcão da Noite. Eles passam a se amar e a lutar contra o preconceito. Só que, como não poderia deixar de ser, ela engravida e o pai fica uma fera, deserdando Marie e a obrigando a voltar para a casa da tia. Só que a menina é arretada e com 8 para 9 meses de gravidez faz uma viagem de duas semanas de volta para o forte a fim de dizer ao seu amado que quer ficar com ele, custe o que custar!
Os pontos fortes do livro na minha opinião são os animais, que tem função vital na obra, e a hombridade do major Ned, o homem que o coronel queria que se casasse com a Marie. Ah, e como não poderia deixar de ser, apesar de um pouco covarde por não querer assumir a Marie antes dela falar com o pai, Falcão da Noite é um hômi-tudo, mesmo tendo apenas 22 aninhos. Os pontos fracos são a história arrastada, como já disse no começo da resenha, e a pouca participação do núcleo índio da história, acho que ficaria bacana se eles se envolvessem mais.

Ficha técnica:

  • Livro: O destino de uma mulher
  • Autor: Jillian Hart
  • Editora: Nova Cultural
  • Nº de páginas: 220
  • ISBN: 0
  • Sinopse: Em uma terra devastada pela guerra e pelo preconceito, Marie Lafayette conheceu o homem que se tornou seu destino. Falcão da Noite era gentíl, corajoso e nunca lhe pediu para desafiar as leis tácitas dos brancos. Mas, ao cair da noite e no auge da paixão, Marie pôde apenas seguir os apelos do seu corpo e de sua alma! Quando o pai de Marie descobriu seu romance com Falcão da Noite, ficou furioso. Então, ela partiu,acreditando que esse era o desejo do homem . No entanto, Marie esperava um filho do homem que jamais poderia esquecer, do homem que ansiava por sua volta. Teria Marie coragem de enfrentar a ira do pai e lutar pelo amor de Falcão da Noite?

Sedutor dos Mares

Gosto de livros com reviravoltas e Sedutor do Mares é assim, além disso tem como cenário a distante China, coisa difícil nos romances. Jamie era o capitão do navio Fênix que fazia uns discretíssimos contrabandos, mulherengo ao extremo e confiante até a ponta do dedinho do pé. Muito competente, foi expulso da marinha por pegar a mulher do comandante, fato que não esconde de ninguém mas que sempre o deixa chateado. Sarah é a filha mais velha de um missionário religioso pra lá de doido. O cara é maluquinho, maluquinho e vive se metendo em enrascadas. Numa dessas, foi parar em um além-mar desses da vida por muitos meses, fazendo com que a família ficasse preocupadíssima e obrigasse a destemida e teimosa Sarah a negociar com o infame Jamie.

Com discussões afinadas e humor mais do que cortante, os dois vivem as turras quando ela consegue entrar no navio escondida para viajar com ele. Em meio a muito perigo, eles conseguem achar o desmiolado do pai dela e é aí que a coisa muda de figura. Apesar de todos os defeitos, Jamie é um homem de palavra e promete ao missionário-doido que irá desposar uma das filhas dele, para desespero de Sarah. Então, entra em jogo uma ilha deserta, a irmã dela, o pequeno Charlie e o negócio fica bom!

Com umas tiradas bem engraçadas, Merline Lovelace coloca vários temas e lendas orientais na história enriquecendo bastante o texto. No entanto, a melhor parte e é história do livrinho de cabeceira da tripualção, o Ars Amatoria, uma espécie de Kamasutra dos marinheiros, com direito a várias posições sexuais como ‘macaco descansando na árvore’ e ‘cavalo selvagem pulando’, mas a melhor delas é ‘patos voando ao contrário’, que ninguém a bordo do Fênix conseguiu fazer ainda. Outra parte hilária, é quando um dos tripulantes conta para ela o motivo de terem a bordo, em uma caixinha estilizada, o pênis de um tigre!

Recomendo!

Ficha técnica:

  • Livro: Sedutor do Mares
  • Autor: Merline Lovelace
  • Editora: Nova Cultural
  • Nº de páginas: 223
  • ISBN:0
  • Sinopse: Se Sarah Abernathy desejasse tornar a ver seu pai,unir forças ao devasso homem do mar parecia sua única escolha. Se bem que ela ficou com a impressão de que a busca por seu pai poderia resultar na perda de seu coração… para um aventureiro sem certos princípios. O capitão Jamie Kerrick tinha absoluto controle sobre seu navio e tripulação… assim como fazia com todos os aspectos de sua vida, incluindo suas emoções. Então, como era possível que a filha inocente de um simples missionário conseguisse tornar seu mundo ordenado um completo caos?

Resenha: Cristal na veia (Nic Sheff)

Por Érika dos Anjos

Livros sobre alguém que se afundou nas drogas e tenta largar existem aos montes por aí. Porém, Cristal na Veia tem um bom diferencial: você não fica com peninha do personagem principal. Pelo menos, eu não fiquei. Muito pelo contrário, em certos momentos, achei que ele estava até sofrendo pouco em comparação ao que fazia com as outras pessoas. E esse é o grande lance do livro, querer ver até onde Nic Sheff vai chegar e se, realmente, vai continuar merecendo aquilo.

Nic começa o livro mostrando o quanto estava afundado nas drogas. Sua receita diária incluia doses exageradas de metanfetamina (o tal cristal que dá nome ao livro), cocaína, maconha, álcool e o que mais lhe dessem. Ele rouba, furta, se prostitui e chega ao fundo do poço. No entanto, ele entra no programa dos 12 passos em uma clínica de reabilitação e começa a dominar o vício e mostrar que pode, a muito custo, ficar sóbrio.

Porém, quando as coisas estão se encaminhando, ele reencontra uma antiga namorada de adolescência que também luta contra as drogas; logo depois uma mulher mais velha por quem se apaixonou completamente há algum tempo, mas que agora se separou do marido e o quer de volta. Aí, não presta! Ele volta a se drogar e aparecem no seu caminho várias figuras que só o levam mais para baixo, tanto com os uso da metanfetamina quanto roubando-lhe o pouco dinheiro que tem. Além disso, sua família passa a evitá-lo, pois já haviam lhe dado todas as chances possíveis. E é aí que mora o x da questão: até aonde a família pode ajudar outra atrapalhar a vida de um viciado?

Assim como 95% dos usuários compulsivos de drogas, Nic Sheff no decorrer da narrativa usa vários flashbacks para mostrar sua infância difícil, a separação dos pais, a falta de atenção etc. que sempre caracterizam o motivo para que o drogado entrasse nesse mundo. Porém, durante muito tempo tanto seu pai quanto sua mãe o apoiaram, só que em um determinado momento não há mais o que fazer. E é aí que nosso protagonista começa a se coçar e vê que não há mais saída. Uma outra vez, ele se interna e mais outra e mais outra. Entre as internações, sofre o pão que o traficante amassou. No entanto, desta vez, antes de escrever o livro, ele diz que foi a última…

Assim, com uma narrativa rápida e envolvente, Nic é muito objetivo sofre as desgraças que atingiram sua vida e as que ele mesmo causou. Você nem sente que já se passarm tantas e tantas páginas, pois a curiosidade (e diria até mesmo o masoquismo) aumenta a cada segundo. O autor é cru em algumas passagens, como quando conta sobre suas relações sexuais com homens mais velhos para que eles lhe dessem dinheiro para droga, das dores que sentia por todo o corpo e, principalmente, durante suas crises de privação, o que dá vontade ao mesmo tempo de tentar lhe acudir e de ficar do lado somente assistindo ao que causou a si mesmo.

Tem uma frase perfeita que Nic escreve quase no fim do livro e que acho que retrata fielmente o que sentimos ao ler o livro, apesar dela ter sido usada em outro contexto: ‘é como colocar uma gase no buraco de um tiro’, já que sabemos que outras tantas pessoas passam por isso e que nem todas conseguem sair do precipício. No fim deste livro-que-parece-um-soco-no-estômago parece que Nic Sheff conseguiu… posso parecer muito pessimista, mas a pergunta é: até quando?

Para saber mais sobre o Nic Sheff e sobre o livro Cristal na veia, você pode acessar os seguintes links:

www.cristalnaveia.com.br
www.nicsheff.com
www.nicsheff.blogspot.com
www.myspace.com/nicsheff


Para matar a curiosidade da galera, uma fotinho do Nic Sheff

PS.1: Em um dos momentos contados no livro, Nic vai ao cinema com a mãe ver a estreia do nosso Cidade de Deus e o filme ganha vários elogios!

PS.2: O pai de Nic escreveu um livro contando o outro lado da história, como é a vida dos familiares de um viciado. O nome da obra é Beautiful Boy, mas acho que ainda não foi traduzido para o português.

Ficha técnica:

  • Livro: Cristal na Veia
  • Autor: Nic Sheff
  • Editora: Agir
  • Nº de páginas: 352
  • ISBN: 9788522008308
  • Sinopse: Cristal na Veia é um relato emocionante em primeira pessoa sobre o mundo das drogas. Nic Sheff conta tudo sobre sua relação com as drogas, o auge do vício, suas violentas recaídas e a necessidade de tratamento. O autor não poupa detalhes, conta seus frequentes encontros com a lei, as várias tentativas de tratamento e as vezes em que quase morreu. Um relato vivo, um desabafo atormentado e junto a tudo isso uma enorme esperança de viver.

Dor no coração de uma jornalista

Por Érika dos Anjos

Existem certos momentos em que nos perguntamos continuamente o porquê das coisas. Esse é um deles. Como alguém pode achar que um jornalista não precisa de diploma? E como contratar alguém que escreve Obestreta? Ai Deus, e eu esperando minha chance…

Segue o retrato da vergonha alheia de um jornalista!

Se eles não tiverem consertado, o link é esse aqui

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