Já é Natal – Panetone
Por Leonardo Costa
O que seria do Natal sem o Panetone. O bolo de origem italiana e recheado com muitas frutas cristalizadas é presença garantida nas festas natalinas.
Como tudo nesse mundo, ele foi “modernizado” para se adaptar aos paladares das pessoas frescas que não gostam de frutas cristalizadas (eu me incluo nesse grupo). Então primeiro surgiu o panetone de chocolate, esse ainda tinha passas, depois o de chocolate sem passas, só de passas, além das versões maxi com mais recheio de chocolate. Daqui a pouco vão inventar um panetone sem massa, só com os recheios, para agradar quem não gosta da massa.
Lembro da minha felicidade quando vi pela primeira vez um de chocolate no supermercado ainda na década de 80. Lembro também como torrei a paciência de todos porque queria aquele, sem as horríveis frutas dentro. Reclamavam que a tal novidade custava caro, mas acabaram cedendo e compraram um.

Bauduco Tradicional:
É encontrado nos tamanhos 80b, 500g, 750 e 4kg. A massa é leve, bem aerada e de sabor agradável. Dos tradicionais é o que tem a melhor massa, meu favorito (apesar das frutas cristalizadas). Nota 8,5 (afinal não gosto das frutas).

Bauduco Chocottone original:
A massa é idêntica ao panetone tradicional, porém com gotas de chocolate no lugar das frutas. Nota 8.

Chocottone Maxi, Top e Mousse:
Acredito que são feitos para agradar crianças e pessoas que não acham graça no tradicional. O Maxi tem mais recheio de chocolate que o chocottone tradicional. Já o Top é coberto com chocolate, o recheio e a massa são iguais. O Mousse é estranho, mais parece um bolo de chocolate com recheio cremoso. O melhor dos três é o Top. Nota 8

Panetone Light:
Mais um da Bauduco. Vi pela primeira vez agora em 2009. Até então eu nunca havia visto nenhum panetone industrializado sem adição de açúcar. É vendido na versão tradicional e Chocottone. A embalagem não traz o selo de produto seguro para diabéticos. Mas lendo os ingredientes vi que ele é feito sem adição de açúcar. Esse fica sem nota porque não tive a chance de provar.
Panetone Guanabara:
A oposição pode falar que é feio, ruim e de pobre. Pura intriga. Dos panetones de supermercado é o que mais gosto. É só ficar atento a data de fabricação, se ele estiver bem fresco, não estará com “aroma de prateleira”. Tem almoço de Natal na casa da sogra e te mandaram levar a sobremesa? Não perca tempo e dinheiro. Compre uns dois ou três e seja feliz. Nota 7,0 (relação custo x benefício).
Dica: se você ficar envergonhado retire da embalagem original. Você pode colocar ele dentro da caixa de um de marca ou falar que é artesanal. Outra opção é jogar alguma cobertura em cima.
Extra:
Mais um de supermercado, tem aroma e sabor agradaveis. Parece um pouco com o Guanabara. Nota 6.5.
Cacau Show:
Esse costuma evaporar das lojas. Tem que comprar em novembro. Sem frutas, recheado apenas com um creme de trufas (o mesmo que recheia os bombons da loja) e coberto de chocolate ao leite. De fato é obsceno, impossível não perder a linha. Pena que custe R$ 36,00 cada bolo de 750g. Este ano a rede lançou novos sabores, não experiementei nenhuma, falo pelo original. Nota 10 editor’s choice.
Nestlé:
A mania de fazer versões dos chocolates em barra chegou aos panetones. Esse fenômeno ocorreu primeiro com os bombons, ovos de Páscoa e sorvetes. Já vi o de Leite Moça e o Prestígio. Lembro que em 2008 tinha o Alpino. Nunca provei. Mas fiquei curioso.
O panetone é bom sozinho ou acompanhado de sorvete, chantili e outras coberturas. Torrado no café da manhã, lanche etc.
Felizmente temos panetones o ano inteiro graças aos supermercados.
Postado: December 10th, 2009 em Culinária & Restaurantes
por Leonardo Pereira Costa.
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