Comidinhas – Pamonha
Por Leonardo Costa
Você gosta de pamonha? Eu, apesar de ser um pamonha, nunca comi uma, até a manhã de hoje. Acabei perdendo a virgindade com uma congelada. Pois é, a pamonha entrou para o hall das comidas congeladas, mas a gente come quente. O fato de ela ser produzida por um frigorífico especializado em frangos não me inspirou confiança. Mas como a curiosidade foi mais forte que a desconfiança comprei.
Encontrei a iguariacongelada em um mercadinho perto de casa. Elas custavam R$ 1,69 e estavam disponíveis nas versões salgada e doce (receita do sucesso, veja exemplo do biscoito Globo que só existe nos sabores sal e doce). Reparei que ela também é vendida como “pamonha de goiana”, o porque eu sinceramente não sei, nem tive paciência de perguntar ao oráculo.
Acho que podemos classificar a pamonha entre as confort foods (frescura de estrangeiro para definir aqueles pratos que a gente come no aconchego do lar, sozinho ou acompanhado), bem, elevada agora a comida de elite, afinal confort food é chique, aproveitei uma fria manhã de terça-feira para testar. Que por um mero acaso também é dia primeiro de junho, mês típico para comer pamonha. Agora chega de enrolação e vamos ao que interessa.
A aparência da embalagem não ajuda. E o conteúdo não é muito melhor, parece um bloco de plástico (como todo congelado, convenhamos). Cinco minutos no microondas em potência máxima resolvem o problema da aparência. A casa inteira estava empesteada com um cheiro estranho de milho (espero que a empregada consiga resolver o problema do cheiro). Da para fazer na água quente, leva 10 minutos, mas qal é a graça de usar gás quando se pode usar radiação?
Pronta e desembrulhada. Bem coragem de provar. Quente, macia, sabor de milho verde salgado. De fato a pamonha pura é sem graça. Com algum tempero fica melhor. Com molho de alho e Tabasco ficou ótimo. Não tenho como comparar com uma pamonha “de verdade” porque nunca comi uma. Então quem já conhecer as duas pode ficar a vontade para escrever um comentário comparativo.
É pratica, pode ser preparada a qualquer hora, como todo alimento congelado. É a chance de comer pamonha sem o vendedor chato acordando você sábado de manhã.
Mas como pamonha sem o cara gritando PAMONHAAAAAAAAA no teu ouvido às seis da manhã de sábado é como beijo sem língua, você pode baixar o áudio do vendedor de pamonha no link abaixo para criar o clima ideal.
Ps.: esse arquivo de audio eu peguei no You Tube
Postado: June 1st, 2010 em Culinária & Restaurantes, Cultura
por Leonardo Pereira Costa.
Escreva seu comentário |
Comentários: 6













Sempre fui apaixonada por história, tanto que fiz quatro períodos da cadeira na UFRJ, então, quando vi este livro vendendo na Avon (sim gente, também compro e adoro Avon), resolvi comprar. Apesar de não ser tão profundo quanto eu esperava, é bem interessante e serviu para alimentar minha curiosidade sobre o Rio Antigo.
No início do ano, li novamente o livro Alice no País da Maravilhas, do Lewis Caroll (você pode ler a resenha
entanto, segue o caminho de Avatar ao pecar no roteiro, que visivelmente foi feito para agradar as crianças, somente as crianças, inclusive com um momento ‘vergonha alheia’ quando o Chapeleiro do grande Jonnhy Depp dança o Futterwack. Com uma história fraca e que prende muito pouco a atenção do espectador, a história se desenrola alguns anos depois da primeira visita de Alice ao País da Maravilhas, no entanto, ela nada se lembra disso, apenas em seus sonhos vê os personagens que fizeram parte da sua primeira aventura. Chegando lá, ela percebe que o mundo está aguardando o Dia Frabuloso, quando a Rainha Vermelha, magnificamente interpretada pela Helena Bonham Carter, seria derrotada e a Rainha Branca voltaria ao poder. Porém, para isso, Alice deveria matar a fera mais temida do reino… o grande problema é que Alice não queria matar ninguém, nem mesmo uma fera. E é esse “grande” problema que leva grande parte do filme, até culminar em uma boa cena final, no entanto, bem menos interessante do que se espera.
Dentre os pontos altos do filmes está, como já citei acima, a deliciosa atuação da sra. Burton; as piadinhas sobre a cabeçona da Rainha Vermelha; os fofíssimos Gato Risonho e o cãozinho Bayard; o cuidado da produção em colocar a roupa de Alice idêntica ao do filme homônimo da Disney de 1951 em uma cena de ‘remember’; a voz de Alan Rickman na Lagarta Azul e, como não poderia deixar de ser, os efeitos especiais e a irretocável imagem. Já os pontos fracos ficam por conta da ‘queda’ de Alice no buraco, que para mim é a melhor cena do livro; a falta de elementos 3D em diversas cenas – parece que só alguns pedacinhos estavam em 3D, em vários momentos não era necessário nem usar o óculos -; o excesso de cores em muitas cenas, causando até mesmo confusão; e, infelizmente, o ‘clima’ entre Alice e o Chapeleiro, que achei desnecessário demais, chegou a dar nojo. Pode até parecer puritanismo meu, pois nessa versão ela já é mulher, que inclusive está sendo pedida em casamento no ‘mundo real’, mas para mim foi apelar para clichê, não havia a mínima necessidade de um romance ali.
conversa na roda de amigos durante a semana. Para aqueles que não curtem muito os efeitos especiais e se ligam em um bom roteiro, acredito que haja opções melhores no mercado…
Escrever sobre algo que está muito em voga, como os vampiros e os seres sobrenaturais, acaba tendo duas vertentes distintas: Ou o autor cai na mesma fórmula usada pelos outros e tem garantia de sucesso, ou imprime um novo formato e tenta emplacar como novidade no mercado. Em Imortal, histórias de amor eterno, os dois pontos são utilizados de forma paralela e dão muito certo, cativando o leitor e criando expectativas sobre cada um dos contos.