Li Turma da Mônica e não sou delinquente!
Por Érika dos Anjos
Às vezes fico preocupada quando meu nível de insatisfação sobe demais. E ontem, quando li o texto “Violência na Turma da Mônica“, ele chegou na estratosfera! Por um motivo simples: a pessoa que o escreveu, que nem sei quem é, não se deu ao trabalho de entender, pesquisar e estudar o que realmente a Turma da Mônica representa para as milhares de pessoas que a leem atualmente e para outros tantos milhões que cresceram com esses personagens.
Não quero nem partir para o mérito da velha história de “com tantas coisas no mundo para se preocupar, vai logo encher o saco dos gibis”; quero apenas mostrar a importância que a Turma da Mônica tem para mim e, certamente, para outras pessoas que até hoje são fãs dos escritos de Maurício de Sousa.
Bom, começarei assumindo que sou assinantes dos quadrinhos até hoje. Todos os meses, entre os dias 7 e 10, chegam lá em casa as revistinhas da Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali, Chico Bento e Ronaldinho Gaúcho. Sim, gasto meu rico dinheiro com os gibis e não me arrependo de nenhum centavo. Outro detalhe é que, junto comigo, assinam meu marido (que tem 30 anos), minha cunhada (23) e meu cunhado (32), além do pequeno Lucas, de 8 anos, que também ama as historinhas. Muitas pessoas riem quando digo isso, mas acho essencial para mim hoje, assim como foi para minha infância, quando aprendi a ler e logo me atracava com as revistinhas que minha avó comprava. Ávida por livros como sou, posso estar lendo Dostoiévski, como já aconteceu, mas paro tudo o que estiver fazendo para ler os gibis. É como se pudesse, de alguma forma, voltar para aquela infância em que não tinha preocupações e a minha grande diversão era somente ler, ler e ler sem compromisso. E, logo depois, digitar (ai Deus, acho que é melhor dizer datilografar) todos os diálogos na minha máquina de escrever. Deliciosamente.
Fora que rio muito com eles, rio mesmo, com vontade. Rio da raiva da Mônica, rio da gulodice da Magali, rio das fugas do banho do Cascão, rio (muito) dos planos infalíveis do Cebolinha, rio da ingenuidade deliciosa do Chico Bento e até do Ronaldinho Gaúcho estou gostando. E sabem porque? Por que desde que eu era criança, aprendi que ali estão personagens, não são pessoas verdadeiras (apesar de todos terem sido baseados em familiares do Maurício). E nunca, em momento algum, achei que deveria ‘resolver tudo na força’ como a Mônica, nem que se comesse descontroladamente como a Magali não iria engordar, assim como outras situações. Mesmo porque nunca fui idiota, poderia ser criança e pequena, mas idiota nunca. Sabia muito bem que uma melância inteira não caberia na minha boca e que se ficasse sem tomar banho, ficaria com cheiro ruim. Graças a Deus, nunca fui tratada como demente pela minha família, como algumas pessoas querem fazer com as crianças de hoje, que são criadas em redomas e que ao primeiro ‘não’ gritam e esperneiam até não poder mais.
Para não me alongar mais, quero dizer apenas que nada do que esse senhor Dioclécio Luz disse faz sentido para mim. Oxalá todas as crianças brasileiras tivessem oportunidade de ler a Turma da Mônica e com ela aprender valores realmente importantes, como a amizade que une os meninos e meninas da Rua do Limoeiro e todos nós, que lemos estes gibis desde sempre e não somos delinquentes!

Realmente, eles são maléficos!!!!
Postado: March 2nd, 2010 em Literatura Nacional, Outros
por Érika dos Anjos.
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Há muitos anos queria ler esse livro, afinal, foi escrito pelo meu ex-professor e orientador da minha monografia, Pery Cotta. Enquanto pouquíssimo alunos da faculdade gostavam de suas aulas, eu passei grande parte do tempo ansiando por elas, pois, no fim, sempre ficava conversando com ele e ouvindo histórias maravilhosas dos tempos aureos do jornalismo e dos tempos de chumbo da ditadura.
Adoroooo livros com repórteres, mas achei a tônica desse meio fraca. Os personagens são até interessantes, sendo a Elizabeth muito sagaz e o Jared forte e delicado na medida certa, porém, não sei se por culpa da autora ou da edição, parece que faltam nuances da personalidade e da vida dos dois.
O mito que envolve Leila Diniz continua firme e forte na memória do Rio de Janeiro. E é mais ou menos isso que a autora Mirian Goldenberg quer mistificar ou desmistificar nesse trabalho acadêmico. Isso mesmo, o livro ‘Toda mulher é meio Leila Diniz’ é o trabalho de doutorado da autora. Então, para isso, ela conseguiu entrevistas preciosíssimas de pessoas muito ligadas à atriz, como os irmãos, tios e grandes amigos.




Quando pensamos já ter visto de tudo, e que tudo de errado que poderia acontecer no sistema ferroviário aqui do Rio de Janeiro já aconteceu, nos deparamos com cenas dignas de filmes Norte Americanos classe D que passam na Sessão da Tarde (meu favorito é o Carro desgovernado, mas isso é história para outro post). Ontem, 18 de janeiro, aparece a notícia que um trem, com cerca de 1.200 passageiros dentro, saiu andando sozinho.
Demorei muitos anos para finalmente ler o clássico Alice no País da Maravilhas… e garanto que não me arrependi. Porém, repetindo o lugar-comum, este não é um livro para crianças. Ou melhor, apesar de falar de uma criança (ou pré-adolescente, como queiram) tem muito mais de filosofia e de indagações do que se espera de um ‘conto de fadas’.




Uma mulher avantajada. A repórter Cannie Shapiro sabia que era assim mesmo. Porém, não esperava que o ex-namorado, Bruce, expusesse isso e a dificuldade em namorar uma mulher que pesa mais do que ele em uma revista de circulação nacional.


















