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A origem (Inception)

Por Érika dos Anjos

inception1Depois de todo o tititi e bafafá envolvendo A origem (Inception), não pude me abster de ver a saga de quase 2 horas e meia no cinema. Procurei me despir de todos os comentários que ouvi e li, sejam positivos ou negativos, para poder prestar atenção na trama, o que foi totalmente necessário, e ter minha própria opinião. Sem mais delongas, tenho que admitir: o filme é muito bom. Para não dizer excelente.
A história do ladrão de sonhos que se perde em sua própria teia alcança vários níveis de percepção, com trocadilhos por favor. Leonardo di Caprio, o Dom Cobb, é proibido de voltar ao EUA onde foi acusado da morte da mulher. Sua única opção para poder voltar para os filhos é fazer um serviço para o empresário Saito (Ken Watanabe), que tem o “poder necessário”, leia-se dinheiro e corruptividade, para retirar todas as acusações. Porém, esse serviço envolve algo muito mais poderoso do que retirar informações da mente alheia. É colocar ideias na mente alheia, o que eles chamam de Inception.
A partir daí, Dom recruta o que há de melhor em especialistas no roubo de sonhos para conseguir colocar a ideia na mente do jovem Robert Fischer (Cillian Murphy), herdeiro da maior empresa de energia do mundo, concorrente direto do Saito. Fazem parte da equipe um bom químico para ajudar nos sedativos, Yussuf (Dileep Rao); um falsário de primeira, Eames (Tom Hardy); e uma nova arquiteta para os seus sonhos, Ariadne (Ellen inception3Page). No entanto, o fantasma de sua esposa, Mel (Marion Cottilard), e sua fixação por ele, pode acabar com tudo.
Com sequências de tirar o fôlego e edição primorosa do diretor Christopher Nolan (Batman e Amnésia), o filme te coloca para pensar desde o primeiro minuto, quando muitas informações são jogadas ao mesmo tempo na tela e você precisa, aos poucos, encaixá-las na trama. Até os momentos finais, quando tudo começa a se desenrolar (mais ou menos também), é necessário estar muito bem entendido do contexto e buscar nos diálogos dos personagens (sim, isso é vital para o entendimento completo do filme) as deixas e explicações que serão vitais para se inception4compreender todos os níveis de subconsciência e como eles chegaram lá.
Além do excelente roteiro, o filme preza pelas boas atuações. Sim pessoal, o Leonardo Di Caprio é um bom ator e tem escolhido muito bem seus papéis (os dois melhores filmes que vi este ano, A origem e A Ilha do Medo, são com ele). Mas, não é só o loirinho que se destaca. Marion Cottilard, com seu ar de diva, dá muita vida ao fantasma de Mel; Joseph Gordon-Levitt (de 500 dias com ela) se encaixa muito bem na trama, como fiel escudeiro do Cobb, assim como Cillian Murphy (que fez o Espantalho em Batman Begins) na pele de Robert Fischer; Ellen Page deixa para trás a menininha de Juno com louvor; Michael Cane é um brinde a qualquer cinéfilo, mesmo aparecendo bem pouco como pai de Dom Cobb; e, chegando onde eu queria, temos Tom Hardy, que faz de Eames, sem dúvida, o melhor personagem do filme com muito deboche, olhares maliciosos e carisma para dar e vender. Ele rouba a cena eamesquando aparece. Certamente, o britânico Hardy tem cacife para atuar em filmes interessantes daqui para frente (ele já está filmando o novo Mad Max) e ainda fará muitas mulheres suspirarem (assumo que já sou uma delas).

Enfim, A origem é um filme denso e complexo (para usar dois clichês de uma só vez) que faz com que você saia do cinema ainda pensando e discutindo os acontecimentos, fator vital para um bom filme de suspense/drama. Vale a pena ver. E se não entender de primeira, não se preocupe, veja de novo e de novo e de novo. Haverá desejo para isso. Só não incomode a pessoa que estiver na poltrona ao lado, pois se ela perder uma frasezinha do filme por sua causa, certamente, ficará irada! Fica a dica!

inception2

PS.: No mesmo dia (desempregada é fogo) também vi Meu malvado favorito e recomendo! É muito legal o filme para crianças e adultos, pois há algumas piadas que, definitivamente, não são para os pequenos. Um exemplo é que o subtítulo do Banco do Mal é Ex-Lehman Brothers. Alguma criança entende isso?

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Capa do Meia Hora do dia 6 de agosto de 2010

Por Érika dos Anjos

Gente, sei que estou bastante sumida aqui do blog. Porém, juro que irei ficar mais atualizada. E para recomeçar meus posts, nada melhor do que uma capa G E N I A L do Meia Hora.

Toda vez que venho aqui falar das manchetes dos caras eu digo que eles se superaram, mas, dessa vez, o negócio foi simplesmente demais! O título é “Preso surdo pedófilo” e em vez da clássica careta do criminoso na capa, eles puseram a frase em libras. Perfeito é pouco! Prêmio Esso pra eles!

meiahora

Bom demais né?

E como fiquei muito tempo fora, ainda vou colocar como menção honrosa uma que minha irmã lembrou hoje cedo: a capa do bola gato! É muita audácia! AMO!

menção

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O analfabeto político

Por Érika dos Anjos

Pensando na quantidade de candidaturas que podem (e serão) impugnadas, em quantos candidatos estão por aí mentindo e enganando, pensando em quantas pessoas estão (e às vezes até precisam) vendendo seus votos e imaginando quantos anos levará ainda para que tenhamos uma política decente e realizadora, lembrei do genial texto de Bertold Brecht chamado “O analfabeto político”.

Então, oportunamente, o reproduzo aqui.

Tirem suas próprias conclusões.

O analfabeto político

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.

TRAJANO

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Resenha: Saga Crepúsculo

Por Érika dos Anjos

Depois de muito tempo, finalmente, li a saga Crepúsculo. Muitas pessoas me perguntaram o motivo, já que era horrível, coisa de adolescente, isso e aquilo. Respondia apenas que EU precisava ler para saber isso, que não adiantava malhar os livros sem conhecê-los de verdade. Os leitores deste blog sabem que eu só falo mal, ou bem, depois de ler. Então, a leitura da Saga Crepúsculo foi um exercício antropológico para mim.
No geral, dou nota 5 para a saga. Não é tão ruim quanto pintaram, nem tão bom quanto as ‘crespusculetes’ falam. É algo mediano, que chegou no momento em que havia a necessidade de suprir a lacuna que o fim dos livros da série Harry Potter deixou, com um pouco mais de açúcar do que o necessário na verdade.
Uma coisa que me incomodou realmente foi que a saga não é definida, está sempre limítrofe. Não é nem um livro de vampiros, longe disso, nem um romance normal. Certamente, alguém vai me dizer que eu rotulo tudo. E acho que é bem verdade, pois não vi um ponto-base na trama, seja no relacionamento entre Bella e Edward, seja no ‘universo’ vampírico. Acho que faltou uma graça a mais, um embasamento maior para criar uma identificação com os leitores que não buscavam única, apenas e exclusivamente o romance. Fora o final que é, no mínimo, no mínimo, decepcionante para qualquer pessoa que já tenha lido algo sobre seres imortais, como a profundidade das últimas cenas de Drácula, o fio de novelo com final das tramas de Anne Rice, a ação pungente em cada página dos livros do André Vianco… mas aí é outra história.

Bom, explicado isso. Segue minha opinião sobre cada um dos livros.

Crepúsculo:

CREPUSCULO_1237516085PA primeira parte do livro, quando Bella começa a se ‘explicar’, mostrar quem é, foi de uma chatice sem tamanho. Porém, quando ela começa a descobrir que são os Cullen e como vivem, passa a ficar mais bacana, mais curioso. Porém, contudo, no entanto, todavia, é um showwwwwww de adjetivos. Não consigo me lembrar de um livro que seja mais adjetivado do que esse. Parece que a autora pegou o dicionário e começou a passear pelos verbetes escolhendo pelo menos um 30 mil para descrever os olhos do Edward, o cabelo do Edward, o sorriso torto do Edward… ó Deus. Encheu. Mas, fora isso, a história tem pontos altos, como o diálogo entre eles quando Edward conta do que é capaz e os momentos em que ela ‘descobre’ cada um dos Cullen.

Lua Nova:

LUA_NOVA_1237514923PNa minha opinião, o melhor livro da série. Pois, sem a presença do Edward, a história melhorou muito, pois Bella não se fixou tanto nas maravilhas geradas por ele e pode ser um pouquinho menos chata. Além disso, o crescimento de Jacob, suas brincadeiras e seu jeito descontraído são ótimos, pois ele tem uma inconsequência bem interessante. Fora isso, as cenas da Itália são boas, inclusive conseguindo causar alguma tensão. Me surpreendeu.

 

 

Eclipse:

ECLIPSE__1259285331PHá muito tempo não via um livro tão, mas tão maçante. Gostaria que alguém resumisse o que acontece nesse livro, porque para mim não aconteceu NADA. Se não fosse o finalzinho, com os vampiros de Seatlle, o livro passaria todinho em branco, sem emoção alguma. Acho que demorei mais para ler esse livro do que para ler os outros três. Única e exclusiva exceção para o diálogo cheio de farpas entre Edward e Jacob, quando a Bella está dormindo, antes da invasão dos recém-criados. E só.

 

 

Amanhecer:

AMANHECER_1246762301PFiquei muito na expectativa desse último livro, pois a maioria das pessoas me disse que era o melhor. Sinceramente, não concordo. Os três primeiro capítulos é água com açúcar pura e as descrições que são feitas do Brasil mostram o que os americanos acham de nós, que somos indígenas e que vivemos em tribos.
Bom, depois as coisas começam a ficar mais interessantes com o nascimento da Renesmee, e tudo o que envolveu como o fofo Imprinted, e com a iminente invasão dos Volturi. Porém, toda aquela preparação chega a cansar, fica-se muito tempo preparando, aguardando, esperando. Por outro lado, a chegada das testemunhas é bem bacana, mostrando um, pouca é verdade, variedade de vampiros do mundo.  Destaque também para brincadeirinha Jacob Wolfe! Ri sozinha.
Como já disse anteriormente, o fim deixou MUITO a desejar, muito mesmo. Conclusão fraca e pouquíssimo amarrada, dando claramente a entender que ela pretende sim escrever outros livros. Agora, obviamente, ela vai dizer que não irá escrever e tal. Mas, guardem minhas palavras, vem mais por aí. É fato!

Submarino.com.br

Cazuza e São Pedro conversam sobre Ezequiel Neves

Por Érika dos Anjos

Já estava com vontade de escrever algo sobre Cazuza, na minha opinião, um dos maiores poetas da música brasileira. E na quarta-feira, dia 7, quando completou 20 anos sem ele me pareceu o momento ideal. Porém, um fato me chamou ainda mais atenção: a morte do produtor Ezequiel Neves exatamente no mesmo dia do seu pupilo. O que seria isso? Uma missão? Um  escrito? Um chamado? Saudade da esbórnia? Prefiro acreditar na última opção…


cazuzaCazuza, ligeiramente entediado, pergunta para São Pedro:

- Pedrão, meu velho, tenho uma parada para te pedir.

São Pedro, já calejado dos pedidos do cantor, faz aquela cara de ‘manda lá’.

- Sabe o que é, tem um amigão meu, do peito, que está lá embaixo ainda. Sei que ele está sofrendo, cheio de problemas e como as coisas andam calmas por aqui, acho que você poderia chamar logo ele, né? – perguntou Cazuza, fazendo aquela irresistível carinha de cachorro abandonado.

O santo, que também não ficava imune ao carisma do Caju, como a avó chamava o pequeno Agenor, pensou um pouco e disse:

- Mas, Cazuza, você já tem tantos amigos aqui. Em 94, eu trouxe o Kurt Cobain; em 96, o Renato Russo; esse ano, chamei o James Dio… fora o pessoal da antiga, John Lennon, Janis, Hendrix, o Raulzito… – lembrou São Pedro, que já conhecia intimamente esse grupinho que vivia tirando um som nas nuvens mais pesadas.

Cazuza não se convenceu e começou a descrever a grande amizade que o unia a Ezequiel Neves.

- Mas, Pedrão, veja bem! O Zeca é meu parceiro de sempre. Foi ele que me colocou pra cantar, que me apoiou durante toda a carreira, que me mostrou o que era o bom rock and roll. Sabe aquela sua amizade com São João? Vira e mexe sei que o senhor está lá na área do Arraiá dele para ter um dedinho de prosa – falou Cazuza piscando o olho. São Pedro anuiu e ele continuou o discurso:

- Então! É disso que estou falando. De amigo do peito, daqueles que não podemos largar, que participou ativamente de todas as fases da vida. O Zeca é esse cara, Pedrão. Sinto tanta falta dele e ele está sofrendo, sentindo dor – disse Cazuza, com lágrimas nos olhos.

São Pedro, já não aguentando a ladainha de Cazuza, pensou nos argumentos que lhe foram dados e decidiu ajudar.

- Tá bom Cazuza, tá bom. Quando você quer que o traga?

- Pode ser no dia 7 de julho? É que foi quando o senhor me trouxe, sabe… há 20 anos. Aí, ficaria legal, meio místico o Zeca subir também nesta data.

- Sabia que você ainda iria querer mandar um recado pro seu pessoal. Nada com você é de graça, menino – brincou São Pedro, já se distanciando e rindo da ideia de Cazuza.

No dia 7, Cazuza estava inquieto, nervoso, ansioso pela chegada do amigo/irmão. Passou a primeira metade do dia, quieto,  pensativo e distante, bem longe de sua habitual eletricidade. No início da tarde, São Pedro o chama com sua voz de trovão.

- Cazuzaaaaaaaaaaaa!

Ele olha para traz e se prepara para o sonhado reencontro. Cazuza e Zeca se abraçam e choram, felizes por estarem juntos novamente e tristes por terem ficado 20 anos longe um do outro.

São Pedro se emocionou com a felicidade dos dois e saiu de fininho para deixá-los à vontade.

Assim que o santo se distanciou o suficiente para não ouví-los, Cazuza explodiu em alegria e disse logo:

- Zeca meu camarada! Conheço um barzinho aqui perto que vende maná da melhor qualidade…

O céu nunca mais será o mesmo!

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Adiado o sonho do hexa…

Por Érika dos Anjos

kakaÉ… acabou a Copa para nós, infelizmente. Não culparei um jogador ou outro. O Felipe Melo errou? Sim. O Kaká não jogou nada? Sim. O Júlio César falhou? Aham. O Lúcio não foi o capitão que se esperava? É aí que mora grande parte da questão.
Na minha humilíssima opinião, como já havia dito aqui, o que faltou à seleção brasileira deste ano foi alguém que chamasse a responsabilidade para si, que não deixasse o Brasil esmorecer após levar o segundo gol. O baque é grande? Óbvio. Mas, deveria haver um cara que colocasse a equipe nas costas e não deixasse que o Robinho perdesse a cabeça, que o Kaká ficasse firulando, que o Juan ficasse dandos trotinhos em campo em vez de marcar com afinco… ou seja, faltou ‘o’ homem, ‘o’ líder, como foi o próprio Dunga em 94 e como tivemos em todos os títulos mundiais.
Agora, isso leva a outro problema: a escalação brasileira para este a Copa. Muito se falou de Neymar e Ganso, jogadores que estão em excelente fase, mas que não têm, ainda, nenhuma história com a amarelinha; no entanto, mais uma vez na minha opinião, faltou o cara experiente e seguro, que soubesse que poderia resolver. Atualmente, acho que esse nome seria o de Ronaldinho Gaúcho, que já foi campeão e que já passou por altos e baixos, sabe o que é vencer e ganhar e que pode resolver uma partida. O Lúcio é experiente e tal, mas não resolveria… o Nilmar é bom, mas é um garoto… como poderia unir os dois?

Enfim, não adianta chorar sobre o suco de laranja derramado. Vamos ver se em 2014 teremos um técnico de verdade (não leva jca mal, mas o Dunga nunca treinou nem o Oswaldo Cruz Atlético Clube), um líder em campo (nem sei quem pode ser) e, principalmente, um time com sangue, com raça, que se entregue… três coisas que faltaram na  seleção da Copa de 2010.

Que o hexa seja no Maraca! Amém.

Diário de um pai atrapalhado – Toys from hell

Por Leonardo Pereira

Parece exagero, mas somente aqueles que têm filhos ou netos (nesse caso, o sofrimento tem um gosto de déjà vu) concordarão com a afirmação de que alguns brinquedos parecem ter sido feitos pelas mãos do capeta.  Não que sejam perigosos ou ruins para as crianças, longe disso. Eles só existem para você começar a pagar seus pecados aqui na Terra. A lista é pequena porque me baseei apenas em brinquedos do meu João.

Mini laptop Dican

lap´top

O bichinho até que é bonitinho, pisca luzes, toca musiquinhas. Bem simples. João ganhou este antes de nascer. Porém, duas coisas fazem deste brinquedo infernal: o volume dos sons, que é excessivamente alto, e uma trava na tampa, que o bebê sempre fechava a tampa e não conseguia abrir. Resultado? Choro. Mas você abre e ele fecha novamente no segundo seguinte. Como todo o castigo é pouco, ele ganhou um novo de aniversário, presente da tia-avó.

E foi na má intenção mesmo. Vingança por causa de presentes do gênero para sua filha no passado. Mas, como Deus existe, e ainda gosta de mim não sei o porquê, o priminho do João estava perto e se apaixonou pelo brinquedo. Claro, nem pensamos duas vezes, demos o mini laptop novo para ele. Cunhada foi embora feliz da vida. Coitada, nem sabia que eu estava era passando o batata quente. O antigo já estava escondido no fundo do armário há um tempo.

Máquina fotográfica Dican

maquina

Pode paracer campanha contra a Dican, mas eu juro que não é. O que posso fazer se essa maquininha também é vendida por eles? Nesse brinquedo o diabo fez hora extra. É a essência do lobo em pele de cordeiro saltitante. Pisca o flash, grande, colorida e tem vários sons pré-gravados. O problema começa quando a criança começa a apertar os botões sem parar e os Sorria, Olha o passarinho, Vamos tirar uma foto e outros sons se repetem de forma tão rápida e interminável que você nem vai mais achar o CRÉU na velocidade cinco tão ruim. Essa foi presente da tia!

Chocalho lagarta

lagarta

Essa eu não sei de onde veio, nem o fabricante. Se você encontrar essa carinha sorridente, só posso sugerir que você faça a coisa mais sensata ao seu alcance: saia correndo. Ela é bonitinha. Fato. O barulho de chuva em telhado de metal nem incomoda tanto. O problema é o peso da criatura. Lagartas são molengas, mas essa atinge o chão como uma marreta. A vizinha de baixo deve ser uma santa, pois quando João inventava de usá-la como bate estacas no chão a sensação era que o prédio ia desabar. Potencialmente perigosa para pés, cabeças e dentes. Morte certa para TVs e monitores LCD.

Piscina de bolas

bolas_big

Antes restritas aos parquinhos de shoppings, chegaram às festas infantis e finalmente aos nossos lares. Faça seu filho aprender que piscina de bola “é para brincar no parque ou na festinha, não para ter em casa”. Ignore aqueles e-mails alarmistas que alertam para o perigo de cobras venenosas nessas piscinas.

Sabe o que uma criança faz com a piscina de bolas em casa? Joga todas as bolas para fora. E não cata. E chora para você catar… Enfim, infernal. Se mesmo assim você quiser embarcar nessa aventura (seja porque seu filho te enche o saco ou porque você ainda acredita no e-mail da cobra) tenha o cuidado de comprar uma piscina de bolas e não uma piscina que vem com bolas. Avó do João fez isso. Comprou uma “piscina de bolas” de dois metros e meio de comprimento, acompanhada de 50 bolas. Foi engraçado ver as bolas correndo pelo fundo como bolas em uma mesa de bilhar.

Tico-ticos, carinhos andadores e coisas do tipo

tico tico speed pequenaJoão já ganhou vários. Inclusive da companheira aqui do BLOG, mas a Érika dos Anjos um dia vai ter bebê também! Quando esse dia chegar vou dar um lindo casal de periquitos para ela :OP

O velocípede, inclusive, rendeu um braço engessado. Fora esses ossos do ofício, estes brinquedos só oferecem dois problemas: quando acertam seus pés e canelas (dói pra chuchu) e quando arremessados pela criança enfurecida, o que invariavelmente leva a outro momento “parece que o prédio vai desabar”.

Pensando na minha infância, lembrei que eu tive uma metralhadora da estrela, cujo nome eu não lembro, que só brinquei uma vez. Depois, as pilhas sumiram e ninguém nunca comprava pilhas para ela. Passei mais de um ano pedindo pilhas e sempre me enrolavam. Agora, sei o motivo…

E você, já teve, conhece ou presenteou alguém com um brinquedo infernal?

O que falta na seleção brasileira de 2010

Por Érika dos Anjos

Bom jogador, mas não empolga

Bom jogador, mas não é 'o cara' de que precisamos

Escrevo este post logo depois da vitória, com gostinho de derrota, do Brasil na estreia da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. Colocarei em letras o que já penso há algum tempo: esta seleção não empolga, não tem carisma e vai ter que se reinventar para vencer. Mas, vamos por partes.

Não empolga porque foi mal convocada. No sentido de não ter jogadores interessantes, que possam ser o ‘tcham’ da seleção, que possam dar um sal maior ao caldo. O Kaká é um bom jogador? Sim, claro. Mas, não é aquele cara que possa ser definido como ‘o cara’, que chama a responsabilidade para si, que tenha culhão de aguentar uma saraivada de críticas e ainda dizer que vai resolver. Não é esse o perfil dele e nem de nenhum dos jogadores. E o Brasil precisa disso, de alguém que seja a referência, que possamos cobrar (mesmo que para a televisão, of course). Nos nossos títulos mundiais, tínhamos Didi, Newton Santos e Bellini, em 1958; na Copa seguinte já existia a liderança de Pelé, que mesmo sem ter jogado muito (o Garrincha carregou a equipe nas costas nesse ano) é um baita símbolo e inspiração; em 1970, o rei do futebol continuava em ação, apoiado em caras como Gérson, Rivellino e Jairzinho; já em 1994, havia o maior expoente desse tipo de jogador nos últimos anos, o baixinho Romário, o cara sabia puxar a responsabilidade para si como poucos; e, finalmente, em 2002, Cafu e Ronaldo faziam esse papel a contento. Em 2010, quem pode ser esse cara? O Lúcio? Not. Kaká? Nem pensar. Robinho? Um fofo mas não rola. Quem?

Esse sabia ser 'o cara', chamava a responsabilidade

Esse sabia ser 'o cara', chamava a responsabilidade

Quanto ao carisma, é inegável que esta é a pior seleção de todos os tempos, começando pelo técnico. Nunca vi ninguém tão pouco carismático como o Dunga e sua comissão técnica. Tratam os jornalistas como se fossem inimigos, quando, ao contrário, são esses caras que fazem grande parte da imagem deles para o público. Merecem, pelo menos, respeito. Quantos aos jogadores, Júlio César e Robinho são minhas esperanças de que haja um remelexo naquela equipe, porque no que depender dos outros, a situação será, no mínimo, sonolenta. Não venho nenhum desses caras fugindo da concentração ou armando um pagode (lembram em 2002 da música do Zeca Pagodinho e da história da Fátima Bernardes? Pelo menos era bacana). Vocês sabem qual é a diversão deles nas horas livres: BINGO! Tem coisa mais sem graça que isso? Me diz se conquista uma nação de 170 milhões de pessoas? Não, não e não. Prefiro a concentração da Argentina, onde o Maradona liberou o sexo, churrasco e vinho. Aposto que os jogadores, e a torcida, são muito mais felizes.

Agora, quanto ao futebol em si, só tenho uma coisa a falar: tomar suor da Coreia do Norte é bizarro, tosco e inaceitável! Se quiser vencer, tem que melhorar, tem que ter mais vontade e sangue na veia, parecem um monte de baratas em campo. Cadê a garra? Cadê a vontade? Cadê a gana de ser campeão do mundo? Deve ter ficado no feijão com que marcaram o bingo, só pode…
PS.: A parte mais emocionante Todo mundo fez nhóóóóó!do jogo foi o choro do Jong Tae Se durante o hino. Fofura mode on, né?

Resenha: O roubo do punhal sagrado (Amâncio Leão)

Por Érika dos Anjos

O_ROUBO_DO_PUNHAL_SAGRADO_1272645210PComo as pessoas que acompanham O quarto elemento já devem saber, sou apaixonada por livros de suspense e por livros infanto-juvenis. Quando encontro algo que consiga unir essas duas paixões – menção honrosa para Os Karas, do eterno e maravilhoso Pedro Bandeira -, fico bastante contente. Todo esse nariz de cera serviu para dizer que O roubo do punhal sagrado é um baita livro de detetives para adolescentes!
A história é sobre um grupo de amigos que são impelidos a descobrir o que, realmente, aconteceu com o francês namorado da mãe da menina da história. Com isso, eles se metem em um intrincada história que envolve policiais, colecionadores, ciganos e organizações secretas. Um prato cheio para esse tipo de obra!
As personalidades de cada um dos personagens é bem delineada com os clichês básicos do grupinho de adolescentes, porém, com uma pitada de humor em todos eles, o que faz com que o leitor sinta uma grande simpatia pelo grupo e que os adolescentes até se identifiquem com eles, como quando matam aula ou quando são repreendidos pelos pais. Nesse sentido, o autor conseguiu colocar a dose certa, sem apelar para o pieguismo, nem ser grosso ou insípido.
Quanto a narrativa em si, obviamente, há alguns furos, porém, nada que atrapalhe a trama, que mesmo não sendo brilhante (dá para saber bem antes quem é o cabeça da história) prende o leitor e, no fim, ainda guarda uma boa surpresa, além do épico final meio ‘O código Da Vinci’.
Para quem gosta deste tipo de literatura ou para aqueles que têm o poder de influenciar adolescentes a ler, esta é uma boa opção, que irá deliciar um ou outro do início ao fim.

Ficha técnica:

  • Livro:  O roubo do punhal sagrado
  • Autor: Amâncio Leão
  • Editora: Escrita fina
  • Nº de páginas: 95
  • ISBN: 9788563248053
  • Sinopse: No Rio de Janeiro, um punhal muito antigo é roubado de um colecionador. Mas não se trata apenas do roubo de uma relíquia de valor histórico. Através do punhal, uma milenar e cruel divindade pode ressurgir e dominar o mundo.
    Perseguidos por um grupo de fanáticos que deseja o místico objeto, quatro adolescentes tentam assim mesmo impedir a reencarnação da sinistra entidade. Mas o que pode um grupo de garotos contra o poder das trevas?

Resenha: Punição para a inocência (Agatha Christie)

Por Érika dos Anjos

imgUma das grandes virtudes de Agatha Christie é tentar sempre reinventar o tema do crime, normalmente, um assassinato. Neste livro, a autora resolveu reviver o acontecido após a morte do réu que, condenado, pereceu na prisão. Porém, não é tão fácil, pois Jacko Argyle foi preso pela morte da própria mãe adotiva… só que o Dr. Calgary apareceu dois anos depois para limpar sua memória! Será tarde demais?

Este livro deixa claro a fragilidade familiar dos Argyles, que adotaram cinco filhos durante a vida… mas, agora, após sofrer por um deles ter “matado” a matriarca do clã, descobre-se que ele era inocente e qualquer outro poderia tê-lo feito. Como olhar para o pai, a irmã ou o irmão com medo de ser o próximo a ser assassinado?

Nesta obra, Agatha cria um thriller bastante psicológico, onde desvenda aos poucos como cada um dos personagens é, até mesmo com um pouco de minúcia demais, deixando a trama lenta em alguns momentos; e suas influências genéticas e de criação, gerando até mesmo uma discussão complexa, já que nos idos dos anos 30 e 40 pouco se sabia sobre o assunto. Com isso, algumas bizarrices, para o padrão atual, são descritas no livro, mas que devem ser relevadas devido ao tempo em que foi escrito.

Enfim, não há muito o que falar sem revelar spoilers ou detalhes que podem tirar um pouco a graça do livro. Mas, Ághata se mostrou uma boa relatadora dos sentimentos humanos em qualquer idade… vale a pena ler este romance e entendê-lo nas entrelinhas, principalmente, levando em conta quando foi escrito. Recomendo.

PS.: Descobri o assassino e a trama faltando poucas páginas do final… nada que possa me enaltecer na verdade… rs. Ainda mais porque no decorrer do livro desconfiei de outras duas pessoas!

PS.2: Na edição que eu li, a capa não tem absolutamente nada a ver com o livro? Editora Record, quem fez esta capa nem leu a sinopse, pois não tem nem revólver na trama… a morte principal é com um atiçador de lareira! REVÓLVER NOT!

Ficha técnica:

  • Livro: Punição para a inocência
  • Autor: Agatha Christie
  • Editora: Record
  • Nº de páginas: 260
  • ISBN: 9788520905210
  • Sinopse: Enquanto cumpria a pena pelo assassinato de sua mãe – um crime de que se dizia inocente – Jacko Argyle morre na prisão. Dois anos depois, surge um homem que possui um álibi para inocentar Jacko e fazer lembrar a todos que o crime ainda é parte daquela desgraçada família.
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