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Resenha: 1808 (Laurentino Gomes)

Por Érika dos Anjos

1808_1226438428PSempre fui apaixonada por história, tanto que fiz quatro períodos da cadeira na UFRJ, então, quando vi este livro vendendo na Avon (sim gente, também compro e adoro Avon), resolvi comprar. Apesar de não ser tão profundo quanto eu esperava, é bem interessante e serviu para alimentar minha curiosidade sobre o Rio Antigo.

Por isso, em vez de repetir aqui o mote da história e contar o que todo mundo já sabe (pelo menos por alto) desde a 5ª série, resolvi enumerar algumas da coisas que me chamaram atenção no livro:

- O nome completo da Praça 15 é Praça 15 de Novembro;
- A Igreja do Rosário já foi a Catedral da cidade;
- Gomes Freire – personagem que dá nome a uma rua ao lado da minha casa – foi um grande vendido! Que pulava de galho em galho – Brasil, Portugal, França – atrás de quem pagasse melhor pelos seus ’serviços’;
- Apesar da fama de bonachão e medroso de D. João VI, Napoleão disse que ele foi a única pessoa que o enganou, saindo de Portugal e vindo para o Brasil;
- O Banco do Brasil já faliu uma vez e ficou em off por 25 anos;
- Carlota Joaquina era mais jararaca do que aparece no filme, vivia separada do marido, tentou dar 6 golpes neles e retirá-lo do poder, além de tudo indicar que era ligeiramente devassa (não é propaganada de cerveja não, rs);
- Segundo o livro, D. João VI tinha uma caso com o seu camareiro;
- Desde sempre o Brasil é um cabide! Junto com a corte, vieram outros milhares de ‘amigos’ dos ‘amigos’ que queriam levar algum;
- Finalmente, descobri que o mausoléu que há na esquina da Rua do Riachuelo com Rua dos Inválidos (que hoje serve de estacionamento, pois só tem paredes, mas não pode ser derrubado por ser um patrimônio histórico – apesar de estar todo pichado e ainda servir apenas de muro para colar cartazes de show que vão ter na Lapa) era a moradia de Bento Tragini, comandante do erário real e que chegou a ser considerada uma das casas mais chiques do reino!

Bom, acho que ainda há outras curiosidades (muita coisa cultura inútil, também), mas que eu lembre agora são essas! No mais, vale a pena!

Ficha técnica:

  • Nome: 1808
  • Autor: Laurentino Gomes
  • Editora: Planeta
  • Nº de páginas: 408
  • ISBN: 9788576653202
  • Sinopse: A fuga da família real portuguesa para o Rio de Janeiro ocorreu num dos momentos mais apaixonantes e revolucionários do Brasil, de Portugal e do mundo. Guerras napoleônicas, revoluções republicanas, escravidão formaram o caldo no qual se deu a mudança da corte portuguesa e sua instalação no Brasil.
    O propósito deste maravilhoso livro, resultado de dez anos de investigação jornalística, é resgatar e contar de forma acessível a história da corte lusitana no Brasil e tentar devolver seus protagonistas à dimensão mais correta possível dos papéis que desempenharam duzentos anos atrás. Escrita por um dos mais influentes jornalistas da atualidade, 1808 é o relato real e definitivo sobre um dos principais momentos da história brasileira.

Alice no País da Maravilhas, o filme

Por Érika dos Anjos

tim-burtons-alice-in-wond-005No início do ano, li novamente o livro Alice no País da Maravilhas, do Lewis Caroll (você pode ler a resenha aqui), já me preparando para a versão de Tim Burton. No entanto, a comoção pública que o filme conseguiu é algo que me surpreendeu. Tanto que no dia da estreia só consegui um ingresso para ver o filme às 00h30, no Largo do Machado. Todas, eu disse, todas as outras sessões estavam lotadas. A expectativa cresceu e fiquei me perguntando o porquê da dupla Depp/Burton causar tanto frison… Independente disso, cheguei no cinema, coloquei meu digníssimo óculos 3D e aguardei o início do filme.

Um espetáculo visual do início ao fim! Assim pode ser definida a película, no alice_no_pais_das_maravilhas_tim_burton_11entanto, segue o caminho de Avatar ao pecar no roteiro, que visivelmente foi feito para agradar as crianças, somente as crianças, inclusive com um momento ‘vergonha alheia’ quando o Chapeleiro do grande Jonnhy Depp dança o Futterwack.  Com uma história fraca e que prende muito pouco a atenção do espectador, a história se desenrola alguns anos depois da primeira visita de Alice ao País da Maravilhas, no entanto, ela nada se lembra disso, apenas em seus sonhos vê os personagens que fizeram parte da sua primeira aventura. Chegando lá, ela percebe que o mundo está aguardando o Dia Frabuloso, quando a Rainha Vermelha, magnificamente interpretada pela Helena Bonham Carter, seria derrotada e a Rainha Branca voltaria ao poder. Porém, para isso, Alice deveria matar a fera mais temida do reino… o grande problema é que Alice não queria matar ninguém, nem mesmo uma fera. E é esse “grande” problema que leva grande parte do filme, até culminar em uma boa cena final, no entanto, bem menos interessante do que se espera.

2009-07-23-sdcc-alice01-533x376Dentre os pontos altos do filmes está, como já citei acima, a deliciosa atuação da sra. Burton; as piadinhas sobre a cabeçona da Rainha Vermelha; os fofíssimos Gato Risonho e o cãozinho Bayard; o cuidado da produção em colocar a roupa de Alice idêntica ao do filme homônimo da Disney de 1951 em uma cena de ‘remember’; a voz de Alan Rickman na Lagarta Azul e, como não poderia deixar de ser, os efeitos especiais e a irretocável imagem. Já os pontos fracos ficam por conta da ‘queda’ de Alice no buraco, que para mim é a melhor cena do livro; a falta de elementos 3D em diversas cenas – parece que só alguns pedacinhos estavam em 3D, em vários momentos não era necessário nem usar o óculos -; o excesso de cores em muitas cenas, causando até mesmo confusão; e, infelizmente, o ‘clima’ entre Alice e o Chapeleiro, que achei desnecessário demais, chegou a dar nojo. Pode até parecer puritanismo meu, pois nessa versão ela já é mulher, que inclusive está sendo pedida em casamento no ‘mundo real’, mas para mim foi apelar para clichê, não havia a mínima necessidade de um romance ali.

Enfim, é um filme obrigatório para os cinéfilos, sem dúvida, e para quem quer ter caterpillar-550x401conversa na roda de amigos durante a semana. Para aqueles que não curtem muito os efeitos especiais e se ligam em um bom roteiro, acredito que haja opções melhores no mercado…

PS.: Jurei para mim mesma que não iria fazer comentários sobre isso, mas não resisto… esse filme está parecendo uma sucursal da franquia Harry Potter. Prestem atenção: Helena Bonham Carter é a Rainha Vermelha e Belatrix Lestrange; Alan Rickman é Snape e a voz da Lagarta Azul; Timonth Spall é o Rabicho e a voz do Bayard; Frances de la Tour é a Tia Imogene e a Madame Maxime; e a Imelda Stauton como a voz das florzinhas e Dolores Umbridge! Haja coincidência!

A polêmica campanha da Veja para José Serra

SERRA - CAPA DA VEJA

Por Érika dos Anjos

Foto do pré-candidato à presidência José Serra seguida da frase em letras pretas e fundo amarelo: Ele tem uma difícil missão – transformar o Brasil em um país sério.

Se eu já não estivesse acostumada com a “ideologia” da Veja, cairia para trás depois dessa. Em um momento onde não pode ser feita, ainda, propaganada política e todo mundo está metendo o pau (com perdão da expressão) no Lula por causa da Dilma, a revista de maior circulação do país sai com uma dessa. Independente de juízos de valores ou posição política, mesmo porque não pretendo votar em nenhum dos dois, isso é um absurdo! Uma esculhambação com a imprensa séria e, principalmente, com os milhares de leitores do veículo.

Seguindo a matéria, está uma extensa exclamação sobre as possibilidades do candidato tucano em cada uma das regiões e frases que enaltecem o partido e seus aliados como “O ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves, que também sonhava em se lançar na disputa pelo Planalto, abriu-lhe passagem, no fim do ano passado, num gesto maduro e generoso”. Outro ponto que chama muito a atenção são as frases proferidas por José Serra na matéria como “Me preparei durante toda a vida para ser presidente”, também usada na capa, um mapa astral bastante favorável do candidato e um ‘Decano do bom governante”, com dicas elencadas por Serra de temas como ‘Não atender a indicações políticas’ e ‘Pôr em prática o ativismo estatal’.

Sem entrar em maiores detalhes ou valorizar a campanha deste ou daquele, a postura da Veja foi extremamente paternalista e imparcial. A não ser que faça o mesmo com Dilma Roussef, Marina Silva e com os outros candidatos a presidência nos próximos meses (IMPOSSÍVEL, eu diria), é uma aula de falta de postura jornalística, ética e qualquer outro sinônimo do manual da profissão. Um verdadeiro, e triste, caso para estudo nas cadeiras da Comunicação.

Até onde irá a Veja nessas eleições? Façam suas apostas.

PS.: Para não dizerem que estou falando isso por ser o Serra e tal, também irei falar sobre o caso da Globo e a polêmica da vinheta dos 45 anos da emissora. Segundo o coordenador de campanha de Dilma Roussef, a repetição do 45 (número do PSDB e de idade da Globo) e a frase ‘Todos queremos mais’ (segundo ele, parecida com o slogan do tucano: ‘O Brasil pode mais’)  seria uma alusão ao ex-ministro da Saúde. Achei o cúmulo da forçação de barra! E olha que adoro uma teoria da conspiração… mas, nesse caso, foi viagem mesmo!

Resenha: Imortal, histórias de amor eterno (Várias autoras)

Por Érika dos Anjos

IMORTAL_1267712720PEscrever sobre algo que está muito em voga, como os vampiros e os seres sobrenaturais, acaba tendo duas vertentes distintas: Ou o autor cai na mesma fórmula usada pelos outros e tem garantia de sucesso, ou imprime um novo formato e tenta emplacar como novidade no mercado. Em Imortal, histórias de amor eterno, os dois pontos são utilizados de forma paralela e dão muito certo, cativando o leitor e criando expectativas sobre cada um dos contos.

Em Amor assombrado, a autora experimenta mesclar suspense e romance na história, conseguindo muito sucesso principalmente no primeiro, já que consegue manter as identidades do mocinho e do vilão em sigilo durante todo o tempo. Muito bom!
Em Névoa amarela, Kristin Cast, filha da autora, surpreende com um conto bem interessante, que enfatiza a mitologia e descreve seres visionários de forma criativa, além de trabalhar com a ideia de viagem no tempo que é sempre algo complicado. Mamãe deve ter ficado orgulhosa!
Já em Perseguição a um homem morto, vampiros e humanos vivem em uma considerável harmonia, porém, isso pode ser quebrado a qualquer momento. O mote é bom, mas achei esse o mais fraco dos contos.
Bons modos à mesa é de um simplicidade incrível, que cativa desde o início e faz com que nos percamos na história até o final, que poderia ter sido mais bem trabalhado, mas que de qualquer forma cumpre consistentemente seu papel.
Richelle Mead mostra a que veio em Lua Azul, o conto mais original e fascinante do livro. A autora desenvolveu personagens excelentes em uma história sólida e que tem todos os atributos para um bom conto: ação, suspense, romance e bons diálogos na medida certa. Realmente, me surpreendeu.
Transformação tem aquele típico enredo de filme da sessão da tarde, com mocinha que gosta do mocinho que gosta de outra… ops… no caso é outro! Nancy Holder ousa bastante em seu conto ao falar sobre homossexualidade em um mundo devastado de vampiros, com direito a pais ignorantes, traição e moral da história no fim. Bacana!
O conto Farra finaliza o livro de forma intrigante, contando a história de um fada e de uma sirena com uma amizade muito peculiar e uma forma bem diferente de lidar com a sociedade, tão diferente que pode levar a morte. Este conto se destaca também pela ideia musa/gênio que eu, particularmente, achei genial (com trocadilho, por favor).

Enfim, Imortal é um livro para ler e diferir rápido, sem pensar muito, apenas devorar e sentir suas histórias contadas e reinventadas com estilos diferentes, mas bastante qualidade. O livro me surpreendeu de forma bem positiva. Recomendo!

Ficha técnica:

  • Livro: Imortal, histórias de amor eterno
  • Autor: Claudia Gray, Rachel Caine, Kristin Cast, Nancy Holder, Tanith Lee, Richelle Mead, Cynthia Leitich Smith e Rachel Vincent. Organização P.C. Cast
  • Editora: Planeta
  • Nº de páginas: 253
  • ISBN: 978-85-7665-492-6

Resultado promoção O Albatroz Azul

Tcharammmmmmmmmmmmm! Finalmente, saiu o resultado da segunda promoção do blog O Quarto elemento! Agradeço a todos que participara e a editora Nova Fronteira por nos ter cedido o livro para o sorteio.

E a vencedora foi: SUELI FERNANDES

 

vencedor2

Sueli, você receberá um e-mail solicitando seu endereço e dados pessoais para o envio do livro. Totalmente por conta do O quarto elemento.

Valeu pessoas! Até a próxima!

Um bom feriado para todos e muitos livros!

Promoção O Albatroz Azul (João Ubaldo Ribeiro)

 Amigos, chegou o dia do sorteio do livro O Albatroz Azul, do escritor João Ubaldo Ribeiro.

Seguindo a ordem em que os comentários foram colocados no blog, os concorrentes são os seguintes:

sorteio

PS.1: Os amigos Pobre Esponja e Fabrício Bezerra da Guia não responderam a pergunta e não poderão participar.

PS.2: O amigo Raphael Zarko não poderá participar pois respondeu após dia 31/03 (grrrrrrrrrr!!!)

PS.3: O amigo barney Gumble não via participar por ser um desenho animado, como ele mesmo disse!

O sorteio será realizado às 17h!

Resenha e promoção: O Albatroz Azul (João Ubaldo Ribeiro)

Por Érika dos Anjos

O_ALBATROZ_AZUL_1256068322PQuando você pensa que João Ubaldo Ribeiro não tem mais o que inventar, descobre-se que ele segue seus textos se reinventando. E em O Albatroz Azul, o baiano segue mais baiano do que nunca, conseguindo descrever com perfeição todo o pensamento, todo o entendimento e as tradições de um povo riquíssimo em cultura e ‘jeito de ser’.

Neste livro, Ubaldo nos brinda com a história de Tertuliano Jaburu, um homem que já viver muitos anos e que tem uma carga em sua vida, um escolha que precisou fazer, que faz com que ele nunca seja realmente livre, nunca seja realmente alguém profundo e verdadeiro.

Porém, antes de começar a contar ao leitor sua biografia, Tertuliano tem uma visão, tem um entendimento de tudo o que fez da vida até aquele sublime momento, o nascimento de um neto homem, como há muito não se via naquela família. Então, a partir daquele instante, o velho começa se sentir que a vida e a morte estão mais próximas do que se imagina. E se a vida chegou para um, a morte está chegando para outro.

Tertuliano começa, então, a antever e, até mesmo, desejar a morte, que seria muito bem vinda após todo o sofrimento de sua vida, após todos o revés que teve que enfrentar desde sempre, desde que ainda era um pequeno menino, que foi preterido e teve que enfrentar muitos momentos difíceis. Então, o derradeiro momento passa a ser não só uma consequência, mas uma delicada e deliciosa obsessão.

Em cada linha, em cada página percebe-se que o autor quis passar a maior humanidade possível ao seu personagem, que passou muitos anos para descobrir o que é a realidade de todos nós: a morte chegará, mais cedo ou mais tarde.

Para conhecer mais sobre o livro acesse http://www.oalbatrozazul.com.br
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Quer ganhar O Albatroz Azul??? É só responder a pergunta NOS COMENTÁRIOS , logo abaixo: Você tem medo de morrer? Por quê?

As inscrições vão até dia 31 de março, quando será publicada a lista de participantes e seus números. O sorteio será dia 1º de abril (E juro que não é mentira!) pelo site random.org. O envio, para qualquer lugar do Brasil, será feito pelo Quarto elemento.

Participe!

Resenha – O Mapa dos Ossos (James Rollins)

Por Leonardo Costa

Espionagem, religião e simbologia misturados em uma única história. Similar aos livros de Dan Brown? Sim. O Mapa dos Ossos é o primeiro volume da trilogia Força Sigma, escrito por James Rollins. O romance conta a história da busca por tesouros escondidos desde a antiguidade. A pista para estes tesouros está nos supostos ossos dos Reis Magos guardados em uma catedral alemã. Paro por aqui, porque já entreguei demais a história.
A intercalação de capítulos com duas ou três histórias diferentes segue o estilo de Dan Brown, assim como a história por muitas vezes rocambolesca e inverossímil. Mas ao contrário dos livros do autor de O Código da Vinci, O Mapa dos Ossos não possui capítulos de uma página, cujo intuito é apenas criar suspense e quebrar o ritmo da leitura, embora o leitor perceba que estas diferentes histórias contadas de forma intercalada se unam mais a frete. Às vezes fica cansativo ver a ação passar subitamente dos porões de um templo francês para uma fortaleza suíça. Como uma novela, que sempre termina em um momento de clímax.
No mais, a luta entre os mocinhos, uma equipe de agentes da Sigma (uma agência de espionagem norte americana), liderada pelo quase imortal agente Gray, um membro do Vaticano e uma policial romana, contra os vilões, uma obscura agência chamada Guida, aliada a uma sociedade secreta chamada Corte do Dragão, não passa de um amontoado de clichês. Com espaço até para uma super, e misteriosa, assassina oriental a serviço da turma do mal, perigosos artefatos antigos e muita violência.
Embora não seja especialista, na verdade não sou especialista em nada, achei os personagens interessantes. E querer descobrir se o autor desenvolve-os nos próximos livros despertou minha curiosidade para acompanhar o restante da trilogia.
O Mapa dos Ossos reúne momentos de muita ação, violência e clichês, mas afinal que mal tem já que a própria vida real é um amontoado deles, com momentos do mais puro tédio quando os personagens passam intermináveis páginas (que nem são tantas assim) tentando desvendar em minutos segredos que ficaram guardados por milhares de anos (e sempre conseguem). Longe de ser o melhor livro que já li, ainda é uma boa opção para aqueles que gostam deste gênero ou buscam uma leitura fácil para aliviar a tensão e passar o tempo.
Ficha técnica:
  • Nome:  O Mapa dos Ossos
  • Autor: James Rollins
  • Editora: Ediouro
  • Nº de páginas: 477
  • ISBN: 9788500330735
  • Sinopse: um grupo de mercenários disfarçados de monges rouba ossos dos Reis Magos e extermina fiéis com hóstias envenenadas. Ao seguir a única pista deixada pelos assassinos? O símbolo de dragão na roupa do líder?, a equipe de Gray Pierce se depara com um segredo sagrado há muito perdido e que colocará as chaves do mundo na mão do seu descobridor. É impossível largar esse romance enquanto não terminar a corrida contra o tempo para salvar o planeta de uma fraternidade tão antiga e secreta quanto mortal.

Resenha: O símbolo perdido (Dan Brown)

Por Érika dos Anjos

O_SIMBOLO_PERDIDO_1252019318PTem uma comunidade no orkut que se chama ‘Dan Brown sempre caga no final’. Achei-a genial, pois é exatamente isso que eu penso. E em O Símbolo Perdido acho que o início também deixou muito a desejar por ser arrastado e sem sal. Porém, o meio do livro é aquilo que esperamos mesmo do autor, adrenalina, mistérios e muita explicação sobre coisas que pouco se sabe.

A história começa com um Robert Langdon que ainda não entendeu que ele é o centro da inteligência mundial. E acredita em uma história furada de que seu velho amigo Peter Solomon está precisando dele com urgência para uma palestra em pleno Capitólio dos Estados Unidos. Ao chegar lá, o máximo que ele escontra é a mão de Solomon, com seu anel de Maçom grau 33, apontando para o céu.

A partir daí, começa uma trama contra o tempo, com muitas explicações de rituais e da importância da maçonaria na história da evolução das civilizações, o que em partes é bem verdade. Robert, como não poderia deixar de ser, conta com uma ajuda feminina, neste caso da irmã de Peter, Katherine Solomon, cientista noética que fez revelações que podem mudar o mundo! Porém, acima de tudo, ela quer salvar o irmão, que já sofreu muito na vida, com o abandono da esposa, a morte do filho e da mãe.

Vocês devem estar se perguntando sobre o vilão, né?! É aí que Mr. Brown caga tudo. O cara, que se autodenomina Mal’akh, é o mal personalizado, mas sua identidade é MUITO óbvia. Em tudo o que ele diz, pensa e faz parece que tem sua assinatura, não dá nem a sensação de ‘quem será?’. Fora que a explicação final sobre suas atrocidades é o ó do borogodó, assim como seu desfecho! Enfim, defecar sobre o ‘the end’ é a especilidade da casa!

Concluindo, para quem já leu os outros livros do Dan Brown é um mais do mesmo apimentado e bem temperado. Para quem nunca leu nada do autor, acredito que seja melhor começar por outro livro, talvez Anjos e Demônios que é o melhor dele na minha opinião. Já que em O Símbolo Perdido a cagada final é maior. Mas isso não faz com que o livro perca totalmente sua graça. Vale a leitura e vale procurar as imagens que ele cita no livro, que ocorre todo na cidade de Washington, na internet. É bem bacana ‘estudá-las’ depois.

PS.: Duas partes que me chamaram atenção: 1º – O Langdon não pega a personagem principal, pelo menos não explicitamente, pois quando eles se encontram ela diz algo no sentido de ‘desde a última festa pensei que você não me ligaria mais’. Onde será que o simbologista colocou o totem dele? 2º – A parte em que Katherine descreve sua maior descoberta, na cena da ‘pesagem’, é muitoooo bacana. Fiquei pensando um tempão nisso.

Ficha técnica:

  • Nome:  O Símbolo perdido
  • Autor: Dan Brown
  • Editora: Sextante
  • Nº de páginas: 489
  • ISBN: 9788599296554
  • Sinopse: Depois de ter sobrevivido a uma explosão no Vaticano e a uma caçada humana em Paris, Robert Langdon está de volta com seus profundos conhecimentos de simbologia e sua brilhante habilidade para solucionar problemas. Em O Símbolo Perdido, ele desperta o interesse dos leitores por temas tão variados como ciência noética, teoria das supercordas e grandes obras de arte, os desafiando a abrir a mente para novos conhecimentos.

Resenha: O mais querido do Brasil em quadrinhos (Ziraldo)

Por Érika dos Anjos

O_MAIS_QUERIDO_DO_BRASIL_EM_QUADRINHOS_1251824419PApesar de pessoalmente não ir muito com a cara do Ziraldo, ameiiiiiii o livreto sobre o Flamengo! É lindo, emocionante, único e muito real. Além diss, ter feito em primeira pessoa foi uma ótima ideia, pois deu um ‘quê’ de depoimento muito emocionante.

O livro começa com a descoberta do Flamengo por um pequenino Ziraldo, ainda em sua cidade natal. Depois disso, o autor vai narrando com delicadeza e um coração rubro-negro a história do Clube de Regatas Flamengo. desde os primórdios, quando ainda tinha somente o remo, até a conquista do penta-tri campeonato estadual no primeiro semestre de 2009.

Uma das partes que mais gostei, foi quando ele mostrou a história dos grandes ídolos rubro-negros, como Dida, Júnior, Rondinelli e, claro, Zico, maior ídolo do clube. Outra parte muito legal é a galeria de títulos brasileiros, onde é contada a história dos campeonatos e as emoções da final.

Enfim, para todos os flamenguistas é um prato cheio de gols, vitórias e ídolos. Recomendadíssimo!!!!!!

PS.: Foi uma pena não ter entrado o hexacampeonato! Espero que façam um nova edição incluindo-o.

PS.2: O livro me foi presenteado pelo Leonardo Costa (Diário de um pai atrapalhado) que é vascaíno e anti-flamenguista, não necessariamente nesta mesma ordem! rssss Isso é que é uma prova de amizade!

Ficha técnica:

  • Livro: O mais querido do Brasil em quadrinhos
  • Autor: Ziraldo
  • Editora: Globo
  • Nº de páginas: 112
  • ISBN: 9788525047526
  • Sinopse: Com uma das maiores torcidas do mundo – 35 milhões de torcedores espalhados por todo o país – só mesmo um verdadeiro apaixonado pelo rubro-negro poderia ser escalado para relembrar as glórias do Flamengo. São as ilustrações do Ziraldo e os personagens que ele criou que contam a história do time no livro “>O Mais Querido do Brasil em Quadrinhos.
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