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Resenha: Um romance conveniente (Stella Cameron)

Por Érika dos Anjos

UM_ROMANCE_CONVENIENTE_1232123992PJá havia recebido críticas e elogios quando peguei esse livro para ler. Porém, como todos sabem, preciso fazer a leitura para tirar minhas próprias conclusões. Descobri que o mote é muito bom, a história boa e personagens interessante (como direito a um vilão de matar, literalmente). No entanto, há muita, muita, muita embromação por parte da autora, o que deixa o livro com uma barriga terrível, que praticamente faz com que você durma lendo; e o outro grande defeito é a falta de uma revisão de qualidade por parte da editora. Uma tremenda bola fora da Harlequin Books. O que há de erros de digitação, erros de português, falta de palavras, frases desconexas e até palavras que não foram traduzidas, não está no gibi. Esses dois fatores fizeram com que o livro caísse muito de qualidade.
A história é sobre Hattie, que aos 21 anos é obrigada a casar com um homem de 62 para saldar a dívida de seus pais. Só que o cara é o cão, um vilão de marca maior, que a trata como uma vagabunda em casa e na rua a exibe como um troféu. Só que há um problema: ele não consegue “consumar o casamento”, ou seja, é brocha. E mesmo com quase 2 anos de casados ela ainda é virgem e as pessoas ficam cobrando a eles um herdeiro.
Como não é flor que se cheire, o marido, Leggit também estava envolvido na morte dos primos do Lorde Granville, que resolve se vingar usando a esposa dele como isca. Ele decide seduzi-la para humilhar o malvado publicamente. Só que não contava com a inocência, inteligência e a situação triste que ela vivia. Assim, como não poderia deixar de ser, eles se apaixonam e começam a ter muitos problemas para conseguirem ficar juntos.
Um dos grandes destaques da trama são os personagens secundários, que também tem histórias paralelas que aos poucos são resolvidas, como a tias solteironas de Granville e seus dois irmãos, que chegam no meio do livro. Ainda tem as empregadas esquisitas de Hattie e a doida, e cativante, Snowdrop que salva o Lorde da morte.

Uma leitura que não é obrigatória, mas que diverte razoavelmente. Ainda mais se der uma puladinha nas partes chatas e repetitivas, além de não ligar para erros. Mas, se não quiser ler, te garanto que há livros bem melhores dando sopa por aí!

PS.: Capa bem ok.
PS.2: Parece que há os livros dos outros irmãos. Mas, não sei nada sobre isso. Será que procede?

Ficha técnica:

  • Livro: Um romance conveniente
  • Autor: Stella Cameron
  • Editora: Harlequin Books
  • Nº de páginas:  396
  • ISBN: 857687170X
  • Sinopse: Um romance conveniente é uma história de amor divertida e sensual, com um elenco de personagens fabulosos em um enredo construído com toques de mistério, vingança e muita paixão.

Resenha: Admirável mundo novo (Aldous Huxley)

Por Érika dos Anjos

ADMIRAVEL_MUNDO_NOVO_1244513534PDepois de um tempo sem aparecer por aqui (viajei e tive muito estresses), estou de volta para falar de um dos livros mais polêmicos e visionários da história da literatura.

Muitíssimo já se falou sobre Admirável mundo novo, suas percepções e analogias (grande parte já confirmada com o mundo atual). Então, para não chover no molhado, vou falar apenas das minhas impressões no decorrer da leitura da genial obra de Aldous Huxley.

Primeiro, já comecei a ler o livro (que peguei na biblioteca aqui do condomínio onde moro. Por isso, nota 10 para a iniciativa!) com aquela expectativa de estar com um clássico da literatura mundial em mãos. De todo não me decepcionei. Realmente, a história e suas nuances são maravilhosas. Porém, no fim do fim quando há o último embate entre o ‘Selvagem’ e Mustafá Mond, e suas consequências, acho que faltou um pouco de sal e de uma maior paixão entre os envolvidos, já que os pontos de vista são tão diferentes e levaram a humanidade a chegar no ponto em que chegou. De qualquer forma, esta é a única e exclusiva ‘reclamação’ (ó heresia!) que posso fazer sobre a obra… Tá bom, só para ser um pouquinho mais chata, tiro mais 0,1% da nota por causa de uma leve barriga no meio do texto e mais 0,02% pelo fim meio tresloucado da Lenina.

Continuando.

As portas da percepção (alô Jim Morrison!) que Huxley abre no livro, em 1932, levam diretamente ao mundo atual. Disso não tenho dúvidas. Os casos mais impactantes e factuais, certamente, são:
- A utilização contínua do soma, que pode ser comparado aos calmantes e antidepressivos que lotam as prateleiras de hoje. Lembro que estava lendo a descrição de uma pessoa em um fórum da internet sobre o maravilhoso uso do lexotan durante as viagens de avião e fiquei embasbacada. Era basicamente a mesma feita por Huxley para descrever o soma. Incrível;
- A sociedade modelo pregada para que as pessoas não fiquem sozinhas, não se sintam sozinhas ou desamparadas, e que converge diretamente com o que a publicidade e os governantes pregam como assistencialismo e o falso ‘estamos pensando em você’;
- A banalização do sexo e da sexualidade (nada contra nem a favor, galera. Só uma constatação);
- A ‘produção’ de novos indivíduos, a partir de laboratórios. Nesse caso, a diferença é que ainda não chegamos ao estágio de um ser humano ser criado do nada… no entanto, a parte do laboratório e da escolha das características já é realidade há algum tempo;
- A divisão da população em castas ou, atualmente, em definições pré-programadas, como ‘executivo-bem-sucedido-branco-com-terceiro-grau’ chamado na obra de ‘alfa mais mais’, ou o ‘pobre-com-pouco-ou-nenhum-estudo-que-serve-para-fazer-o-que-os-outros-não-querem’, ou seja, os Ípsilons;
- Por fim, e não menos importante, a figura do ‘Nosso Ford’ como o salvador, sendo usado como forma de convencimento para aceitar o que é imposto pelos Governantes/Alfa Mais Mais. Algo que praticamente todas as religiões pregam como o ponto de mudança do mundo atual e de obediência total e irrestrita.

Somado a tudo isso e a um grande carisma na forma de escrever do autor, estão as diversas e deliciosas citações das obras de Shakespeare (adorei Tróilo e Cressida), além do amor e suas desilusões, como não poderia deixar de ser, fazendo com que as pessoas mudem de status, como o que aconteceu com Linda e, inversamente, com a Lenina.

Certamente, Admirável mundo novo é um livro que já está marcado como uma das maiores obras de ficção científica (será mesmo?) de todos os tempos. Leitura obrigatória e, sem dúvida, interessantíssima para todos!

Ficha técnica:

  • Livro: Admirável Mundo Novo
  • Autor: Aldous Huxley
  • Editora: Globo
  • Nº de páginas: 318
  • ISBN: 85-250-3347-2

Sinopse: Escrito em 1932, este livro é uma antevisão de um futuro no qual o domínio quase integral das técnicas e do saber científico produz uma sociedade totalitária e desumanizada. Esta ficção científica surpreende pela clareza do texto, pela lucidez do autor e pela atualidade das questões levantadas. Aldous Huxley (1894-1963) nasceu na Inglaterra. Aos dezessete anos, uma doença reduziu sua visão a um décimo do normal. Huxley passou grande parte da vida longe da terra natal: morou na Itália, na França e, em 1937, no auge da fama, mudou-se para os EUA, onde morreu, por coincidência, no mesmo dia do assassinato do presidente John F. Kennedy.

Nosso lar, o filme

Por Érika dos Anjos

NOSSO LAR O FILMEFoi com um pouquinho de pé atrás que fui ver o blockbuster brasileiro, que já é a 10ª maior bilheteria do ano, Nosso lar. Como já li a obra em livro e conheço razoavelmente sobre espiritismo, que é minha religião, sabia que algumas da ‘licenças poéticas’ do filme me incomodariam. Mas, felizmente, isso não aconteceu. Fora a utilização de laptops para psicografia, que achei meio forçado demais, a adaptação da parte espiritual ficou ótima, linda mesmo. Mas, há um porém: faltaram explicações.

Com uma fotografia belíssima, elenco afinado (Renato Prieto merece um parágrafo à parte), direção correta e efeitos especiais que nunca antes foram usados em um filme canarinho, o roteiro, na minha humilíssima opinião, é nosso lar filmeque deixou um pouco a desejar. Explico o motivo. Alguém que nunca leu um livro sobre espiritismo ou não está ligado à crença vai entender o que é perispírito, umbral ou quantas são as colônias espirituais e porque todo mundo que está ali fala português? Acredito que não. Meu marido, que pouco entende sobre o assunto, me perguntou porque não havia nenhum japonês na colônia! Essas pequenas coisas não são explicadas no filme e, acredito eu, para o espectador leigo acaba fazendo diferença.

nosso_lar_2010_gMesmo com esta derrapada, o filme é lindíssimo e, em certos pontos, emocionante mesmo para quem não acredita em vida após a morte. A história do médico André Luiz, baseado no livro psicografado por Chico Xavier, que chega à colônia sem nada saber e aos poucos vai entendendo como funciona aquele mundo espiritual é delicada, fiel à descrição de outros livros espíritas e ainda ganha toques de humor refinados, que fazem o espectador gostar ainda mais do protagonista.

nosso-lar-obeservar-e-criticarE como falei acima, Renato Prieto merece uma atenção especial nesse texto. Poucas vezes vi um ator ser tão convincente em um papel com essa densidade e polêmica. Sinto que por acreditar tanto naquilo que ele está representado, Prieto consegue transmitir essa crença de forma especial e sincera. Você olha aquele homem e vê o André Luiz que leu nos livros. Uma atuação como poucas. Obviamente, os ‘coadjuvantes’ da obra também merecem muitos aplausos, como Paulo Goulart, Chica Xavier e Ana Rosa (espíritas convictos) e Werner Schumermann, que não sei qual é a religião, mas que está ótimo com o papel de Emmanuel, o espírito guia de Chico Xavier, como foi mostrado no filme homônimo lançado no ano passado.

Enfim, é um filme obrigatório para qualquer pessoa que se interesse pelo assunto. Se já tiver alguma bibliografia sobre espiritismo compreenderá melhor a história. Se não, ficará com algumas dúvidas, mas que podem ser sanadas com facilidade. Para todos, vale a pena. Nos vemos do lado de lá!

Trailer do filme Nosso lar

Resultado do sorteio “Contos de todos nós”

Por Érika dos Anjos

Amigos, chegou o dia do sorteio do livro Contos de todos nós! Dezesseis pessoas se inscreveram para participar! Segue abaixo o nome e o número correspondente para o sorteio.

Participante Sorteio

O sorteio foi feito pelo site random.org (http://www.random.org/) e o ganhador é

Resultado Sorteio

Luciene Mendes!

Parabéns, Luciene! Irei fazer o contato com você por email e o livro será enviado, sem nenhum custo, para sua casa ainda esta semana!

Obrigada pela participação de todos!

Dorival

Por Érika dos Anjos

ressaca-webA noite havia sido animada. Dorival e mais dois amigos foram ao show de um cantor badalado, conheceram mulheres interessantes e beberam durante quase cinco horas. Nada de anormal. Porém, sabe-se lá o porquê, o dia seguinte, um domingo, foi injusto. Uma ressaca de fazer os cabelos do braço ficarem eriçados a cada instante fez com que Dorival desejasse nunca ter nascido.
- Aiiiiiiiiiiiiiii – gritava o jovem em cima da cama.
A mãe, acostumada com a denguice do filho, não fazia. E ele só reclamava.
- Minha cabeça vai explodir mãe. Já caguei três vezes e já vomitei duas. Nem água para no meu estômago. O que eu faço? – perguntou já desesperado e sentindo uma nova onda de calafrios subindo pelo corpo.
Dona Juracy já estava escaldada e começou a lançar as famosas pérolas que toda mãe parece ter decorado na noite anterior.
- Tá vendo? Acha que a cerveja do mundo vai acabar em um dia!
- Eu já te disse várias vezes que não é pra beber a vida de uma vez!
- Não fui eu que enchi a cara, você que se vire agora.
- Aquele seu amigo não é boa companhia. Já te disse isso. Se você tivesse saído com o Olavinho, ele não teria deixado você beber assim.
- Se você quiser, o máximo que posso fazer é trazer uma cervejinha aqui na cama.
- Vamos ver se dessa vez você aprende a maneirar.
E assim foi durante toda a manhã. Dorival gemia e ia ao banheiro. Dona Juracy reclamava e desfilava seu rosário de reclamações.
Dorival conseguiu se arrastar da cama e foi pra internet ver o que poderia fazer para terminar com aquele calvário. Tinha receita de tudo pra terminar a maldita ressaca, desde o famoso chá de boldo, que Dona Juracy disse terminantemente que não iria fazer para não estimular um bêbado, a tomar gatorade com bolo de aipim, que é tiro e queda.
Dorival, que não tinha nem boldo, nem gatorade e muito menos condições de sair de casa, resolveu apelar para a aspirina e muita água. No entanto, as horas passavam e nada de melhorar.
- Aiiiiiiiiiiiiiii. Minha cabeça dói, meu pescoço dói, parece que tem um revoada de pombos no meu estômago. Ai, meu Deus, juro que nunca mais vou beber – prometeu o ressacado, como faz todo mundo após a bebedeira.
De noite, após achar por diversas vezes que preferia estar morto a passar por Dicas para combater a ressacaaquela situação novamente. Dorival conseguiu ficar de pé por 5 minutos e fazer um miojo. Com bastante água que é pra ajudar a descer. E esta foi a única “refeição” que ficou no seu estômago durante aquele maldito domingo.
Na segunda-feira, Dorival levantou para ir trabalhar ainda com a cabeça latejando e mais uma vez prometia que não ia beber. Falou para todos os colegas do serviço que já não aguentava mais passar por ressaca e que dali para frente seria um novo homem. Resistiu na segunda e na terça. Quarta-feira era aniversário da Daiane, uma moreninha linda que ele estava de olho há algum tempo. Todo mundo saiu no almoço para comemorar e, como ninguém é de ferro, tomar um chopinho em homenagem à aniversariante. Dorival, resoluto, ficou tomando água tônica.
Os colegas ficaram surpresos com a força de vontade do amigo e nem insistiram tanto. Chegou a quinta-feira e Dorival já se sentia um novo homem. Sem dores, com o corpo desinchado e acreditando que tudo seria diferente agora.
Sexta-feira e o pessoal já estava saindo para o happy hour sagrado no Bar das Quengas, onde batiam ponto toda semana há mais de um ano e Dorival ainda pensava se ia. Era complicado sair com o pessoal e ver todo mundo bebendo, se divertindo e sem poder tomar nem um copinho.
- Acho que dessa vez não vou não, pessoal. A decisão de parar de beber ainda é recente, sabe como é – desculpava-se Dorival, enquanto seus colegas tentavam convencê-lo de que poderia ir e ficar no refrigerante, sem problemas.
- Vamos lá, menino. Você fica só um pouquinho. Só para falarmos mal do chefe. Depois vai embora – insistia Marcelão, companheiro de várias bebedeiras.
- Não vai dar cara. Dessa vez não rola mesmo – dizia Dorival, já com a mochila nas costas. Procurava lembrar de tudo o que sentiu naquele último domingo terrível para fugir da tentação. Dor de cabeça, enjoo, arrepios, mais dor de cabeça, outra sessão de calafrios, vômito, cagadas fenomenais…
Já estava quase na porta, quando Daiane chegou com um vestidinho florido todo esvoaçante, maquiada e com os cachos presos em um presilha caindo pelos ombros. Linda. vestido_
- Ah, Dorival, o pessoal estava dizendo que você não iria com a gente. Vamos sim, poxa! São tão poucas as oportunidades que temos de conversar fora daqui – falou a morena lançando seu mais singelo sorriso.
Dorival pesou a morenice de Daiane com a dor de cabeça, o perfume de rosas com o enjoo, o sorriso derretido com os calafrios. E não pensou duas vezes. Por aquela ali, vale qualquer ressaca.

Sorteio Contos de todos nós

Por Érika dos Anjos

capa_contosHá exato um ano, em setembro de 2009, eu e mais 305 pessoas enviamos contos para a Editora Hama durante a Bienal do Livro do RJ. A intenção era fazer um livro em apenas uma semana, que seria lançado n o outro fim de semana do evento. Desses 306 textos, apenas 20 foram selecionados!

E tenho a honra de ser um desses escritores, pois todos os contos do livro são ótimos. Por isso, resolvi fazer um sorteio aqui no blog para lembrar esse momento tão importante para mim, como você pode ver aqui e aqui.

Para concorrer ao livro Contos de todos nós, que inclui o conto “Dorotéia”, desta aprendiz que vos fala é só deixar seu nome e email no espaço de Comentários deste post e responder a pergunta: VOCÊ PERDOARIA UMA TRAIÇÃO? Já que este é o tema do meu texto.

O sorteio será feito no dia 19 de setembro, dia em que comemoramos o lançamento do livro.

O envio será feito por mim, sem nenhum custo para o sorteado, para qualquer lugar do Brasil.

Inscreva-se já!

bienal6

Siga-me no twitter @erika_dos_anjos

A arte de aprender a correr

Por Érika dos Anjos

pernasComeçarei esse post de forma bem clara e direta. Sou gorda. Assim sendo, quero (e principalmente preciso) emagrecer para atingir meus objetivos, leia-se ter dois lindos filhinhos. Bom, vamos ao que interessa. Achei que uma das forma mais fáceis seria correndo. Afinal, todo mundo corre. Desde criança é algo que inerente ao ser humano, faz parte da “continuação” do andar. Moleza! Ledo engano!

Para quem está quase chegando aos 30 e com muitos quilos acima do peso, é algo difícil, que requer concentração, disciplina e muito foco. Juro que cheguei a essa conclusão sozinha, com minhas experiências pessoais, porém, ao procurar saber sobre os corredores amadores e de fim de semana, vi que outros milhares pensam como eu.

Cansaço extremo ao correr menos de um minuto foi o primeiro sintoma de que não seria tão fácil. A zebra aqui estava há mais de 3 meses sem exercícios físicos e achava que iria, fácil, fazer os primeiros quilômetros. Tadinha.

Tentei de novo, quase tive um filho roxo  e coloquei os bofes para fora. Uma cena patética.

Mais uma vez e o chão quase fugiu. Só então caiu a ficha: “Senhora Érika dos Anjos, aqui quem fala é o seu corpo. Acha que ainda tem o mesmo peso e preparação física de 10 anos atrás, quando jogava vôlei seis horas seguidas e ainda tinha que dar cinco voltas no estádio. Nananinanão. Vamos negociar essa história de correr”.

Assim sendo, resolvi que era preciso entrar nessa negociação com meu corpo. E fui procurar sobre o assunto (coisa que deveria ter feito bem antes). Realmente, comecei da pior maneira possível. Muito mal. Então, juntando uma info aqui e outra ali, conversando com o professor da academia, passei a fazer o meu próprio esquema. Procurei não chegar ao meu limite, mas ser bem focada e me esforçar de verdade.

Comecei fazendo 6 quilômetros em 1h1m35s de caminhada rápida. Podem rir. É muito lento. Mas, saí esbaforida da esteira, achando que fiz uma maratona. No dia seguinte, não era ninguém de tanta dor nas pernas. Acreditei que aquilo não era para mim. Porém, algo lá no fundo do cérebro me disse que estava no caminho certo. Então, dois dias depois da primeira tentativa, fiz a segunda. Mesmo percurso, e baixei alguns segundos. Terceira vez a mesma coisa, quarta idem, quinta ibidem e assim foi.

Com o tempo, comecei a pegar confiança e dava uns trotes. Pa pum pa pum pa pum. Mais uns trotes. Depois, uma corridinha mais rápida. Trote. Caminhada. Caminhada. Trote. Corridinha.

Hoje, ainda não corro todo o período, mas já dei uma boa melhorada e estou prestar a chegar na casa dos 50 minutos para 6 quilômetros. Já fiz em 51m e pouquinho. Sei que não é o suprassumo da velocidade, mas, para quem, há dois meses, não aguentava nadica de nada e saía ofegante, já é alguma coisa. Não quero o ouro olímpico… apenas me livrar desse excesso de peso olímpico! rs

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Fora isso, ainda aprendi coisas pontuais maravilhosas sobre a arte da corrida. veja:

1. Não comece a correr como um desesperado. Não vai aguentar muito tempo;
2. Músicas de academia irritam. Irritam muito. Leve sua própria radiola e coloque músicas que gosta. É mais produtivo do que o bate-estaca tumtitumtumtitum;
3. Gaste um pouquinho mais em um tênis apropriado. Seus pés, pernas, joelho e coluna agradecem;
4. Não tenha vergonha de suar. São as gotas de suor as responsáveis por expurgar grande parte das suas gordurinhas indesejadas;
5. Não fique conversando enquanto corre/anda, você perde o fôlego com muito mais facilidade;
6. Não fique olhando compulsivamente para o relógio da esteira. Nunca. O tempo não passa. Já comprovei isso quase cientificamente, rssssss!
7. Última e principal constatação para você mulher: não corra de sutiã. Já arrebentei dois. O ideal são tops bem apertadinhos, bem mesmo. Acredita nisso. De verdade.

Resenha: A breve segunda vida de Bree Tanner (Stephenie Meyer)

Por Érika dos Anjos

THE_SHORT_SECOND_LIFE_OF_BREE_TANNER_1273683989PDepois de ler toda a saga Crepúsculo (veja aqui), obrigatoriamente não poderia deixar de lado sua pseudo continuação, A breve segunda vida de Bree Tanner. E não me arrependi. Afinal, ao contrário da história completa, neste livro os vampiros são realmente vampiros, com traqueias explodindo e corpos drenados do seu fluido vital. Muito melhor assim.
A obra de Stephenie Meyer conta a vida nas trevas de uma menina-vampiro, Bree, que, com cerca de 16 anos mortais, é recrutada para o bando que Riley criou para enfrentar os ‘olhos amarelos’, leia-se a família Cullen, Bella e seus companheiros. Porém, o que há de mais interessante é a descrição de como realmente são os recém-criados, pois durante toda a saga original eles são descritos como terríveis, fortíssimos e incontroláveis. Contudo, somente conhecemos uma recém-criada nos quatro livros, a Bella, que já “nasce” com muito mais poderes do que o normal e com um autocontrole inquestionável.
Outro ponto interessante, é que a autora não precisou humanizar a personagem principal, nem os outros mocinhos da trama, Diego e Fred. Eles conquistam o leitor mesmo sendo chupadores de sangue, com desejos irresistíveis e dores horríveis quando são privados da caça. E mesmo assim são cativantes e, mesmo sabendo como é o final da história, torcemos por eles.
Na minha visão, um outro questionamento importante também é respondido: a situação dos Volturi, já que, nos livros originais, eles são retratados como vilões mas no fim, broxante por sinal, não parece que são tão ruins assim. E em A breve segunda vida de Bree Tanner, vemos que a antiga família pode ser um pouco mais malzinha do que se deixou transparecer no início.
Enfim, é um livro mega rápido de ser lido, com letras grandes e espaçadas, e que serve para horizontalizar a história inicial. A maior diferença é que os vampiros são realmente vampiros que vivem de sangue, o que já dá um novo gosto à trama (com trocadilho, por favor).

PS.: Gostei muito do Fred e acho que seu meio-final no livro pode deixar brecha para uma nova publicação… será?

Ficha técnica:

  • Livro: A breve segunda vida de Bree Taner
  • Autor: Stephenie Meyer
  • Editora: Intrínseca
  • Número de páginas:192
  • ISBN: 9788598078809
  • Sinopse: Pela primeira vez Stephenie Meyer oferece aos fãs uma nova perspectiva do universo de “Crepúsculo”. Na voz de Bree Tanner, uma jovem vampira integrante do violento exército de recém-criados que assola a cidade de Seattle no terceiro volume da série, “Eclipse”, somos apresentados ao lado sombrio da saga. Bree vive nas trevas, sedenta por sangue. Não conhece sua verdadeira natureza e não pode confiar nos de sua espécie. Sua breve história acompanha a semana que antecede o confronto definitivo entre os recém-criados e os Cullen – a última semana de sua existência.

Resenha: Melancia (Marian Keyes)

Por Érika dos Anjos

melanciaPeguei Melancia emprestado com uma colega e fiquei pensando: “será que vai ser mais uma série que vou querer ler completa? Se for, haja dinheiro, afinal já são uns sete livros”. Porém, por mais divertidinho que seja, não é daquelas obras que te façam ficar acordada até o final, nem que te façam sair correndo para a livraria mais próxima atrás do segundo volume. Concluindo, é bacana. Mas não é o último biscoito do pacote.

Claire Walsh havia acabado de parir sua primeira filha quando o marido aparece na sala da maternidade afirmando que irá se separar. Ele alega que se apaixonou pela vizinha e que irá morar com ela. Obviamente, a protagonista fica em choque e praticamente enlouquece, imaginando diversas formas de matar os dois traidores e o motivo da separação. Como não poderia deixar de ser, a baixa autoestima falou mais alto e Claire acreditou que sua forma de melancia (que deu nome ao livro) durante a gravidez  foi a grande responsável.

Então, para tentar se curar da dor de ser preterida e conseguir cuidar minimamente da filha, Claire volta para o sanatório, quer dizer, casa dos pais na Irlanda e lá encontra tudo como deixou. Os pais continuavam apaixonados mais brigando, a irmã Anna sumida e alterada pelas drogas e Helen (garantia de risadas), a irmã caçula, linda e parvoneando-se disso o tempo todo. No entanto, de qualquer forma, era seu lar.

Clarie então passeia por todas as fases da rejeição, da depressão à raiva, passando pelo desespero e pela dor. Mesmo achando que nada mais tinha sentido, ela conhece Adam, um amigo de Helen, e que é um amor de homem. Lindo, fofo, inteligente e que cai de quatro por ela. Então, a protagonista começa a se reerguer… mas, James, seu ex-marido reaparece e tenta voltar com o casamento deles como se nada tivesse acontecido (e uma história bem esfarrapada). E agora? Ela tentava uma vida nova ou voltava a segurança anterior?

Enfim, Melancia é bom e diverte, principalmente, com as conversas que Claire tem com a própria mente e com os objetos a sua volta. Além disso, as descrições do modo de vida irlandês também têm seu charme. Leitura sem maiores expectativas ou problemas. Se alguém tiver os outros livros para me emprestar, agradeço. Se não, não morrerei por isso!

Ficha técnica:

  • Nome: Melancia
  • Autor: Marian Keyes
  • Editora: Bertand Brasil
  • Nº de Páginas: 489
  • ISBN: 8528609162
  • Sinopse: Um livro encantador! Melancia é impulsionado não só pela presença de uma heroína charmosa, ao longo de uma trajetória vivenciada aos trancos e barrancos, repleta de imprevistos e reunindo personagens peculiares, como também é incrementado pelo estilo singular de Marian Keyes.

Nomes verdadeiros

Por  Érika dos Anjos

Gente, tinha que dividir isso com vocês. Na edição deste mês da revista Mundo Estranho, descobri o nome de  três personagens fantásticos da ficção, que conhecemos apenas pelos apelidos. São eles:

Salsicha, do Scooby Doo, que na verdade se chama NORVILLE ROGERS (sou outra pessoa agora que sei disso”)

salsicha001

O cara da loja de quadrinhos dos Simpsons, que se chama Jeff Albertson (personagens secundários são ótimos também)

albert

E a Barbie, que na verdade é Barbara Millicent Roberts (tinha que ter nome chique, off course)

barbie

Ainda tinha o Mágico de Oz (Oscar Zoroaster Phadrig Isaac Norman Henkel Emmanuel Ambroise Diggs) e a Peppermint Patty’s, dos Peanuts (Patricia Reichart). Como esses não são tão ativos na minha vida não coloquei a foto, mas é bacana saber também!

Cultura inútil de primeira, mas genial né? :-)

Siga-me no twitter: @erika_dos_anjos
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