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Os melhores de 2010

Por Érika dos Anjos

Depois das férias de dezembro, estou de volta ao blog. E para manter o ritmo e exorcizar 2010, farei o já tradicional top 10 dos livros lidos no ano que passou. No total, 66 obras passaram pelas minhas mãos. Foram romances (muitos), suspense, livros espíritas, quadrinhos e biografias. No entanto, acabou sendo difícil realizar esse top 10 pois o nível geral dos livros foi relativamente fraco. Acho que andei escolhendo mal no ano que passou…

De qualquer forma, consegui pincelar bons títulos para meus queridos 8 leitores deste blog que podem até vir a ser boas indicações.

Saõ eles:

1º Para minhas filhas (Barbara Delinsky) Veja a resenha aqui

PARA_MINHAS_FILHAS_1232140238P
2º O mais querido do Brasil em quadrinhos (Ziraldo) Veja a resenha aqui

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3º Última conquista (Lori Foster) Veja a resenha aqui

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4º Admirável mundo novo (Aldous Huxley) Veja a resenha aqui

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5ºImortal – Histórias de amor eterno (organizado por P.C. Cast) Veja a resenha aqui

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6º Aconteceu na casa espírita (Emanuel Cristiano, pelo espírito Nora)

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7º A
volta (Andrea Leininger, Bruce Leininger e Ken Gross) Veja a resenha aqui

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8º MSP 50 anos (Maurício de Sousa por 50 artistas) Esse ainda não tem resenha, mas veja porque amo tanto a Turma da Mônica aqui

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9º Gêmeas – Não se separa o que a vida juntou (Monica de Castro, espírito Leonel) Veja a resenha aqui

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10º Era uma vez no passado (Nora Roberts) Veja a resenha aqui

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Menção honrosa de pior livro de 2010:

Eclipse (Stephenie Meyer – terceiro da saga Crepúsculo) Veja a resenha aqui

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Depois das férias de dezembro, estou de volta ao blog. E para manter o ritmo e exorcizar 2010, farei o já tradicional top 10 dos livros lidos no ano que passou. No total, 66 obras passaram pelas minhas mãos. Foram romances (muitos), suspense, livros espíritas, quadrinhos e biografias. No entanto, acabou sendo difícil realizar esse top 10 pois o nível geral dos livros foi relativamente fraco.
De qualquer forma, consegui pincelar bons títulos para meus queridos oito leitores que podem até vir a ser boas indicações.
Saõ eles:

1º Para minhas filhas (Barbara Delinsky)
2º O mais querido do Brasil em quadrinhos (Ziraldo)
3º Última conquista (Lori Foster)
4º Admirável mundo novo (Aldous Huxley)
5ºImortal - Histórias de amor eterno (organizado por P.C. Cast)
6º Aconteceu na casa espírita (Emanuel Cristiano, pelo espírito Nora)
7º A volta (Andrea Leininger, Bruce Leininger e Ken Gross)
8º MSP 50 anos (Maurício de Sousa por 50 artistas)
9º Gêmeas - Não se separa o que a vida juntou (Monica de Castro, espírito Leonel)
10º Era uma vez no passado (Nora Roberts)

Menção honrosa de pior livro de 2010:

Eclipse (Stephenie Meyer - terceiro da saga Crepúsculo)

Resenha: Era uma vez no passado (Nora Roberts)

Por Érika dos Anjos

ERA_UMA_VEZ_NO_PASSADO_1261766666PDefinitivamente, não gosto de livros de viagem no tempo ou os chamados ‘místicos’. São pouquíssimos que me apetecem e que a história não parece forçada demais para existir e as autoras ainda colocam um q de mistério maior do que o necessário. Porém, não é o que acontece em Era uma vez no passado, da Nora Roberts, que consegue dosar muito bem a situação etérea dos vindos do futuro e um romance bem construído. E na duas histórias. O que é mais difícil ainda.

A primeira história conta de um ‘caminhoneiro do futuro’ que estava levando uma carga para um outro planeta e acaba caindo em um buraco negro, voltando mais de 200 anos no tempo. Caleb se fere na queda e é encontrado pela antropóloga Libby, uma excelente cientista mas que não conhece quase nada da vida e é bem acanhadinha. Inicialmente, ele fica com muito medo de contar-lhe a verdade, mas, aos poucos, vai descobrindo que ela é uma ótima pessoa e a calmaria que ele precisa. Tudo isso, temperado com grandes doses de história mundial, incluindo civilizações antigas e hábitos de outrora baseados em uma pesquisa muito bem feita, que enriquece bastante a leitura.

A segunda história é sobre o irmão de Caleb, Jacob que é a antítese do mais velho. Impetuoso e senhor da verdade, ele segue as instruções de Caleb e após dois anos consegue também voltar no tempo. Mas, dessa vez com segurança e conhecimento de causa. Ele conhece a irmã de Libby, Sunny, que é praticamente um furacão e, ao contrário da antropóloga, já é bem rodadinha e não tem nada de ‘coitada’. Obviamente, saem farpas para todos os lados, além disso, o humor (negro ou não) contido nos diálogos dos dois é delicioso. Os personagens são conduzidos de forma coerente com as personalidades que são apresentadas desde o início. Não mudam de uma hora para outra, mostrando um pouco de veracidade em um enredo fantasioso.

Enfim, para quem gosta de Mrs. Roberts é um livro que denota todo o talento da autora; para quem gosta de livros místicos, uma ótima pedida; e para quem, como eu, tem um pé atrás com esse tema, vale a pena ler por curiosidade, pois, na pior das hipóteses, terá um livro bem escrito em mãos e que será um bom passatempo!

Ficha técnica:

  • Livro: Era uma vez no passado (dividido em Além do céu azul e Viagem ao coração)
  • Autor: Nora Roberts
  • Editora: Harlequim Books
  • Nº de páginas: 420
  • ISBN: 9788576873983
  • Sinopse: Além do céu azul – O maior problema do viajante do tempo Caleb Hornblower é voltar para o Futuro, o século XIII, ao qual pertence. Ao ficar preso no século XX, Caleb é acolhido pela encantadora antropóloga Libby Stone. Conhece, então, o significado do verdadeiro amor, e descobre que este pode ser encontrado a qualquer momento. Com Libby, Caleb aprendeu a amar com todas as forças, apesar das limitações temporais. Mesmo pertencendo ao Futuro, como poderia deixar Libby e o Passado para trás? *** Viagem ao Coração – Cínico e durão, o astrofísico Jacob Hornblower consegue voltar ao Passado para encontrar Caleb, seu irmão, e levá-lo de volta para o Futuro. Ao seguir as instruçoes deixadas por Caleb, chega a uma cabana nas montanhas, onde encontra Sunny, uma garota audaciosa. Em pouco tempo a missão de Jacob toma novos rumos. Agora, ele precisa descobrir uma forma de viver em duas épocas distintas o único amor de sua vida.

Capa do Meia Hora de 24.11.2010

Por Érika dos Anjos

Até quando o carioca está morrendo de pavor de sair de casa, o Meia Hora consegue fazer rir e, nesse caso, tentar causar uma ‘vergonhinha’ nos bandidos que estão tacando fogo nos carros e ônibus no Estado!

Mais uma vez, Editor da capa do Meia Hora, beijo no cérebro!

Meia24.11

Menção honrosa para a segunda chamada de capa do Meia Hora de São Paulo ontem, sobre a queda do Paul McCartney (eu vi ao vivo, rá) no show de domingo, no Morumbi!

Paul de pé e Paul Caído! Genial!

MeiaPaul

Resenha: Os ossos sagrados (Michael Byrnes)

Por Érika dos Anjos

OS_OSSOS_SAGRADOS_1253446777PUm Dan Brown piorado. Assim pode ser descrito o livro Os ossos sagrados pois, ao contrário do autor de O código Da Vinci, Anjos e demônios e O Símbolo perdido, não conseguiu promover algo inédito, nem prender tanto a atenção do leitor em um romance que pode ‘abalar as estruturas do que a sociedade acha correto e tem como verdade absoluta’.

Ou ponto que diferencia bastante as obras, apesar das indiscutíveis ‘chupadas’, é que Michael Byrnes destrói e depois acha uma curva, uma brecha para que a história que instituição do Vaticano contou para todo o mundo seja mentira e verdade ao mesmo tempo. De repente, com medo de atrair a fúria dos católicos ou dos defensores da Bíblia.
Assim, se por um lado o livro conquista e tem destaque no que se refere à ação, por outro há um quinhão de negatividades como diálogos inúteis e sem sentido, falta de profundidade nas explicações, mistura exagerada de assuntos e etnia, um vilão ‘mais mau do que o pica-pau’ e, infelizmente, um texto demasiado longo para a ideia inicial.

A obra fala sobre uma relíquia religiosa que pode mudar a visão do mundo católico como vemos hoje: a descoberta dos ossos de Jesus Cristo, que assim não teria ressuscitado e subido aos céus ao terceiro dia como diz a Bíblia. Porém, para ter certeza disso, o Vaticano, nas figuras de um ‘primeiro-ministro’ terrível e um bibliotecário que sabe mais do que o google, contrata um experiente arqueólogo e uma geneticista de renome para confirmar a veracidade do artefato.

No entanto, para complicar ainda mais a situação, o ossário foi retirado do Monte do Templo, em Jerusalém, em uma ação com várias mortes e destruição (feita pelo vilão ‘mais mau do que o pica-pau’), que acabou sendo um estopim para uma nova batalha no Oriente Médio. Entra em cena então um diplomata especializado nesses assuntos e um historiador inglês, que acabam criando uma história paralela que pouquíssimo tem a ver com o mote inicial, mas que reserva alguns dos momentos para interessantinhos do livro, com ataques terroristas e comentários ácidos.

Tudo isso, segue em capítulos rápidos e com aquela técnica do que ‘o que vem a seguir’ mas que na maioria das vezes não empolga nem atiça a curiosidade do leitor, culminando em um final que tenta ser apoteótico, porém fracamente escrito e conduzido.

Enfim, na minha opinião, é uma leitura fraca e não obrigatória. Porém, para quem gosta do estilo ação/enrolação/explicação é um prato cheio!

Ficha técnica:

  • Nome: Os ossos sagrados
  • Autor: Michael Byrnes
  • Editora: Prumo
  • Número de páginas: 448
  • ISBN: 9788579270253
  • Sinopse: Uma relíquia é roubada dos subterrâneos do Monte do Templo, em Jerusalém. Treze soldados israelenses são mortos. As tensões estão no limite e diante do ultraje a um dos símbolos sagrados da comunidade palestina, o serviço de investigação israelense trabalha contra o relógio para encontrar pistas sobre os criminosos antes que a comoção popular deflagre uma onda de violência. Enquanto isso, no Vaticano, a cientista americana Charlotte Hennesey e o antropólogo italiano Giovanni Bersei são secretamente contratados para analisar um misterioso tesouro arqueológico que pode desvendar um grande mistério: um esqueleto humano de aproximadamente dois mil anos, com inconfundíveis marcas de crucificação.  Sob vigilância do malévolo Salvatore Conte, mercenário de confiança do Vaticano, Charlotte precisa trabalhar rápido para descobrir a surpreendente verdade que ameaça os pilares da fé.

Morte (Pablo Neruda)

Por Érika dos Anjos

Estava ontem em um evento e o apresentador leu o poema Morte, de Pablo Neruda, que fala justamente da vida e da suas nuances. Não conhecia tais versos e fiquei apaixonada por eles. Acho que por ter dado uma sacolejada na minha vida nos últimos tempos, aquelas palavras me tocaram fundo.

Por isso, resolvi colocá-lo aqui para vocês. Quem sabe não chega ao coração de alguém também!

Bjs

Morte (Pablo Neruda)


Morre lentamente quem não viaja

Quem não lê, quem não houve música

Quem destrói o seu amor próprio

Quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito

Repetindo todos os dias o mesmo trajeto

Quem não muda as marcas no supermercado,

Não arrisca vestir uma cor nova

Não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixão

Quem prefere o “preto no branco” e os “pontos nos is”

Há um turbilhão de emoções indomáveis

Justamente as que resgatam brilho nos olhos,

Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho

Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho

Quem não se permite, uma vez na vida,

Fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da

Chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo

Não perguntando sobre um assunto que desconhece

E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo

Exige um esforço muito maior do que o simples ato de respirar.

Estejamos vivos, então!

neruda

Resenha: Gêmeas – Não se separa o que a vida juntou (Mônica de Castro pelo espírito Leonel)

Por Érika dos Anjos

GEMEAS_1244371846PTalvez, este tenha sido o livro que mais procurei para trocar ou comprar nos últimos tempos. Foram dias em busca de uma promoção bacana ou alguém que quisesse fazer um escambo por algum dos meus livros. Mas, consegui lê-lo graças ao empréstimo da minha prima (Valeu, Lica!) e se por um lado gostei bastante da obra, por outro, menor é verdade, fiquei um tanto decepcionada. Explico.

Ao ler a sinopse da orba, esperava algo completamente espiritual, com explicações ‘do andar de cima’ para as centenas de coincidências e para os motivos encarnatórios de tudo o que aconteceu com as gêmeas. No entanto, o que há é um lindo e emocionante romance, contando a saga da mãe das duas meninas para ficarem juntas, com direito a intrigas nacionais, imprensa corrupta, suspense, amores perdidos, pobre que se apaixonada pela rica e assim vai. Ou seja, todos os ingredientes necessários para um ótimo romance contemporâneo, e não um livro espiritual. Minha expectativa como espírita foi esvaziada, mas como amante de literatura foi certeira.

Alguém pode me dizer que a minha expectativa que estava errada. Pode até ser. Às vezes sou realmente levada pelas, digamos, emoções que a obra possa gerar. Tanto é, que a parte que mais gostei do livro foi o breve relato da vida anterior dos personagens, na época da escravidão, que levou todos a se encontrarem novamente na atualidade. Isso me deixou vidrada e, normalmente, são essas comparações que mais me chamam atenção nos romances espíritas. Porém, repito, acho que em Gêmeas foi muito pouco explorado. No entanto, literariamente, o livro está de parabéns.

Bom, vamos à história em si. Tudo começa no interior do Mato Grosso, com uma ardilosa história de tráfico de bebês. Dessa vez, a ‘luta’ era por gêmeos que nasceriam de um casal muito pobre e pouco instruído. Os traficantes acreditaram que haviam se livrado de todas as testemunhas. Mas, a mãe das crianças sobreviveu e nunca mais foi a mesma. Anos depois, por incríveis coincidências e ‘mãos do destino’ e dos seus guias espirituais, ela chega ao Rio de Janeiro, onde moram suas duas filhas raptadas, sendo que cada uma foi criada por uma família e, na medida do possível, foram muito felizes.

Aos poucos, ela vai conhecendo a realidade das meninas. Porém, acaba se envolvendo em uma trama complexa de pessoas com um passado muito mais obscuro do que o dela, e acaba correndo risco de vida. Além disso, ela descobre que há importantes personagens secundários na vida das filhas que podem fazer a diferença no contexto em que se encontram.

O livro é lindo, delicado e envolvente pois você sofre com o sofrimento das mães, não só da biológica, mas daquela que criou. E pode ter certeza de que o amor é o mesmo. Essa foi uma mensagem passada pela obra que foi bem bacana. Enfim, uma literatura de alto escalão, mas que, a meu ver, não pode ser classificada como livro espírita.

Ficha técnica:

  • Livro: Gêmeas – Não se separa o que a vida juntos
  • Autor: Mônica de Castro pelo espírito Leonel
  • Editora: Vida e Consciência
  • Nº de páginas: 512
  • ISBN: 9788577220533
  • Sinopse: Gêmeas têm como cenários o interior do Mato Grosso e as cidades do Rio de Janeiro e Brasília. No enredo, duas irmãs gêmeas recém nascidas são vendidas pela mãe e, assim, separadas ao nascer. O pai das crianças, ao descobrir a negociata, é assassinado ao tentar evita-la. A trama, a partir dessas fatalidades, é repleta de situações aparentemente eventuais que vão moldando a vida de mãe e filhas até que o inevitável reencontro acontece. A história, que começa em meados da década de 80, mostra como a espiritualidade pode interferir em nossa vida terrena e nos ensina que as casualidades, sincronicidades e coincidências nada mais são do que a aplicação das leis cósmicas e perfeitas que Deus criou para nos auxiliar na trajetória da nossa evolução. A falta de conhecimento sobre a espiritualidade, no entanto, muitas vezes impede que tenhamos uma visão mais real da vida e do quanto ela é generosa, sempre favorecendo o nosso crescimento. Afinal, a vida colabora com nosso desenvolvimento, mas exige que cada um faça a sua parte.

Capas do Meia Hora: Engarrafados e furiosos

Por Érika dos Anjos

Mais uma vez, o Meia Hora alegra meu dia! Hoje, foi a vez do pessoal do Velozes e furiosos incluindo o Deus tudo de bom maravilhoso e supremo Vin Diesel pagarem o pato! Afinal, como ser veloz e furioso com obra pra todo canto, blitz de IPVA e Lei Seca para aumentar a arrecadação a torto e a direito, radar de 40 km em frente à favela… enfim, coisas do RJ!

Editor da capa do Meia Hora, beijo no cérebro! Como sempre!

Meia Vin

Resenha: Para minhas filhas (Barbara Delinsky)

Por Érika dos Anjos

PARA_MINHAS_FILHAS_1232140238PDizem que amor de mãe não tem tamanho. E este livro da Barbara Delinsky comprova isso. Porém, Virgine St. Claire não é uma mãe normal e suas filhas se ressentem muito disso. Com este mote, a autora consegue comover os leitores e fazer com que nos apaixonemos por todos os seus personagens. Cada um com uma particularidade e características diferentes, mas recheados de emoções verdadeiras e aquela sensação de ‘isso pode acontecer comigo’ ou ‘também penso assim’. Há muito tempo não dava cinco estrelas para um livro, mas este romance merece isso e muito mais.

Prestes a completar 70 anos e com alguns problemas de saúde, Virgine resolve fazer as pazes com as três filhas, que em comum só têm a mãe e um ressentimento muito grande pela falta de atenção materna. Isso porque Virgine nunca pode dar a elas o amor que mereciam pois seu coração ficou seco após a maior desilusão da sua vida.
Cada uma das filhas tem uma personalidade marcante e bem diferente.
Caroline é uma advogada super-rígida e totalmente focada na profissão, tanto que aos 40 anos não se casou e não quis ter filhos, pois eles podiam roubar o tempo que precisava dedicar ao escritório. Afinal, não é fácil se mulher e sócia de alguns dos melhores advogados do mundo, sempre prontos para puxar o seu tapete.
Annette é exatamente ao contrário. Por não ter tido um lar amoroso e acolhedor, faz de tudo para que sua casa seja assim. É completamente apaixonada pelo marido e por seus cinco filhos. É o alicerce de toda família. O pilar de sustentação da casa. Chegando a ser sufocante de tanto que se dedica ao lar.
Leah é fútil e linda. A caçula das irmãs é quem mais se parece com a mãe, no sentido de adorar festas e alta sociedade. No entanto, já percebeu que sua vida não tem sentido e que precisa nortear o seu destino.
Por falta de tempo e por divergências, as três mulheres praticamente não se viam e nunca poderiam ser chamadas de amigas. Só que uma bem planejada artimanha de Virgine colocou-as na mesma casa e elas precisaram aprender a se amar e se entender. Isso tudo envolto à aura de mistério e amor que cobre Star End’s, a tal casa comprada por Virgine de forma muito específica. É lá na pequena cidadela que elas se reencontram com tudo o que deixaram para trás e, principalmente, onde reencontram o significado do palavra família, além de Jesse e Will, homens apaixonantes e que nunca deixaram de estar presentes no dia a dia das mulheres St. Claire.

Enfim, o livro é delicado e de uma beleza extraordinária. A autora consegue, aos poucos, mostrar que todos somos diferentes, mas que a genética tem uma grande influência na nossa vida. Querendo ou não. Recomendadíssimo.

Ficha técnica:

  • Livro: Para minhas filhas
  • Autor: Barbara Delinsky
  • Editora: Bertand Brasil
  • Nº de páginas: 415
  • ISBN: 85-286-0570-1
  • Sinopse: Às vésperas de completar 70 anos, Virginia St. Clair envia uma carta a cada uma de suas filhas, pedindo-lhes ajuda para decorar sua nova residência, uma mansão isolada na costa do Maine. Seu maior desejo é dar um ponto final e criar uma nova intimidade entre elas – sentimento que sempre esteve ausente em suas vidas, desde a infância.

As três mulheres, bastante diferentes, escolheram deliberadamente caminhos diversos para trilhar -decisão essa que só serviu para afastá-las uma das outras.

Resenha: A volta – A incrível e real história da reencarnação de James Huston Jr. (Bruce e Andrea Leininger com Ken Gross)

Por Érika dos Anjos

A_VOLTA_1248192154PEspiritualmente verdadeiro. Historicamente fascinante. Literariamente fraco. Assim pode ser definido o  livro A volta, feito pelos pais do pequeno James, Bruce e Andrea Leininger e pelo escritor Ken Gross. O relato conta a incontestável história de um menino de dois anos que afirma, com provas, ter sido um piloto morto na Segunda Guerra Mundial.
James é fruto do segundo casamento de Bruce e primeiro de Andrea. Eles são a típica família americana, que comemora o Dia de Ação de Graças. No entanto, essa forma american way of life começa a ruir quando James começa a ter pesadelos terríveis, com gritos que acordam toda a casa. Inicialmente, ele não sabe ao certo o motivo desses pesadelos que se tornam cada vez mais recorrentes, até que um dia começa a falar sobre um avião pegando fogo, que ele não conseguia sair e fica se debatendo como se realmente estivesse preso. A partir dali, a família Leininger nunca mais seria a mesma.
Com o passar do tempo, as histórias e movimentos repetidos por James começam a ficar assustadores, já que uma criança naquela idade, que ainda não sabia nem ler, não poderia conhecer termos específicos de aviação, nem saber exatamente qual foi o papel do Natoma Bay na Segunda Grande Guerra. familiaAndreia, a mãe, foi a primeira a aceitar a ideia de reencarnação. No entanto, Bruce, o pai, era veementemente contra isso, já que sempre foi um católico fervoroso que não aceita outra visão do que lhe foi ensinado durante toda a vida.
A partir daí, o livro se torna uma descrição, por vezes maçante, da luta diária dos dois com os sonhos e revelações do filho correndo paralelamente à vontade de esclarecer o que havia de verdade naquilo. Ou seja, tudo!

A história é envolvente e, principalmente para quem acredita, se torna uma fonte de conhecimento da forma como as crianças são inteligentes e têm james3muito mais ligações com o ‘lado de lá’ do que nós, adultos, que já temos pré-conceitos formados sobre tudo. No entanto, acho que o livro peca literariamente, no sentido de haver parte muito maçantes, chatas e repetitivas, fazendo com que a leitura não flua como deveria. por exemplo, são incontáveis vezes em que Bruce reafirma sua condição de católico e aponta os possíveis furos, que depois ele veria serem reais, da história do filho. Uma vez vai, duas ok, três começa a encher, mas 347 não dá. E isso acontece em vários momentos, deixando um livro que poderia ser perfeito bem menos atrativo. Além disso, acho que poderia ter havido um enfoque maior em James e menor nas dificuldades financeiras da família ou nas situações vividas pelos parentes de Andreia, que acabam tendo um destaque não mereciam e que não faz diferença na história.
De qualquer forma, é um lindo relato sobre a veracidade da reencarnação, jamesDcom momento de extrema delicadeza e emoção, que podem facilmente levar o leitor às lágrimas. Recomendo o livro para todos que creem ou não na existência de algo depois daqui.

PS.: Uma das partes mais lindas do livro é quando James diz para os pais que os escolheu quando eles estavam no ‘prédio rosa’. Após cinco semanas daquele passeio onde ficaram em um hotel cor de rosa, Andrea descobriu que estava grávida! Chorei e tudo!

Ficha técnica:

  • Nome: A volta – A incrível e real história da reencarnação de James Huston Jr.
  • Autores: Bruce e Andre Leininger com Ken Gross
  • Editora: Best Seller
  • ISBN: 978-85-7684-369-6
  • Nº de páginas: 320
  • Sinopse:Uma incrível e real história de reencarnação que impressionou milhares de telespectadores da rede de televisão norte-americana ABC. James Leininger, de apenas 2 anos de idade, tem pesadelos que lhe permitem falar sobre pessoas e cenas com uma riqueza de detalhes assustadora. Preocupados, seus pais Bruce e Andrea Leininger, começam uma busca incansável pela verdade por trás das palavras da criança. O resultado é a descoberta da história de James Huston Jr., piloto norte-americano que morreu na Segunda Guerra Mundial e a impressionante ligação entre este e o pequeno James. Uma obra que coloca à prova tanto os nervos quanto a fé das pessoas envolvidas no caso, unindo-as pelo destino e mudando para sempre suas vidas.

Poema do advérbio de pensamento

Por Érika dos Anjos

“Nunca mostrei que senti dor
Nunca deixei de emanar amor
Nunca pensei em abandonar
Nunca cansei de lutar

Sempre demonstrei meu valor
Sempre deixei-me empolgar
Sempre pensei em cantarolar
Sempre quis ajudar

Hoje cansei de pensar
Hoje deixei de mostrar
Hoje parei de cantar

Amanhã cansarei de mim
Amanhã não chorarei nem sorrirei
Amanhã não sei quem serei”

PS.: Fiz esse poema em 2005, mas gosto dele até hoje!

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