Chama-se assistencialismo às políticas de Assistência Social, mas a maioria dos governantes não possui a noção exata do que isso seja. Deveriam existir políticas públicas com propósito voltado à recuperação da dignidade e auto-estima da população carente.
Ao se procura garantir o mínimo àqueles que se encontram em situação difícil, dando-lhes as condições para que usufruam seus direitos, a começar pelo direito ao amparo, há que se estabelecer critérios para identificar esses indivíduos, cujos direitos lhes têm sido sonegados.
Haverá segundas intenções ao se ajudar as camadas mais pobres, com aquilo que é chamado de bolsa família. É como se fosse um jogo para conservar o poder, manipulando-se as políticas do bem estar da população de baixa renda que é a maior parcela e que certamente será aliciada para fins eleitoreiros.
Essas ações não são fiscalizadas e assim a plebe não evolui socialmente servindo aos propósitos deles…
E a população carente joga também, decidindo se quer ou não trabalhar.
Entre deixar o couro para ganhar um salário de fome, ou receber de mão beijada, um salário equivalente; escolhe então o ócio, é óbvio.
Esse tipo de assistencialismo não modificando nem ajudando a mudar esse estado de coisas, cria pessoas inaptas ou de uma baixa produtividade
O incentivo é dado a quem não produz, ou ao que não tem qualificação profisional, quando isso deveria ser feito a quem rala. Como se costuma dizer: dá-se o peixe, mas não se ensina a pescá-lo.
Este assistencialismo, ao dar atenção às populações desfavorecidas, oferece a própria atenção como uma “ajuda”.
É pela “gratidão” que os carentes se atrelam àquele que o assiste, e vai-se distanciando da noção elementar de que tais pessoas possuem o direito a esse amparo. Não é favor, é obrigação dos governantes ampará-los.
O que se constata no assistencialismo, é a possibilidade dos assistidos “retribuírem” eleitoralmente e por isso, os socorridos devem ser submissos e condicionados, não devendo se organizar de forma independente e, muito menos, expressar ações políticas como se pessoas fossem.
O assistencialismo é, por isso, uma prática de dominação ao produzir indivíduos obedientes e manobráveis.
O governo aumenta impostos e não os aplica em benefício da coletividade, não exige do assistido nada em troca, nem que reverta isso, na reintegração no mercado de trabalho ou freqüentado cursos profissionalizantes como acontece nos Estados Unidos. Mas que também aqui, não são oferecidos normalmente.
E quem paga essa pesada conta?
Nós da classe média que estudamos e investimos em nós mesmos e com nossos próprios recursos.
É de nosso bolso que sai a transferência de renda para as classes pobres, pois nós, não representamos número suficiente para decidir as eleições.
Será o fim de uma classe. Somos animais em extinção e não apareceu até agora,ninguém quem possa nos salvar… Será que deveremos apelar para o Chapolin e gritar:
E agora, quem poderá nos defender?
Na pura expressão da palavra eu afirmo: Isto é maquiavélico!
Mas… Como dizia Chaplin em “O Grande Ditador”:
Lutemos por um mundo novo… Um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.