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Um dia normal

As facilidades que a vida moderna nos traz são indescritíveis e inestimáveis. A maioria das coisas, dos afazeres, são mais rápidos ou mais simples com os milhões de inventos do homem. Se não fosse assim, ninguém estaria lendo este post em um blog agora, não? Excelente. Sim e não.

De uns tempos para cá, tenho sofrido de uma séria necessidade de voltar no tempo. Não para mudar tudo e retroceder. E sim para conseguir Ter um dia, somente um dia, normal na minha vida. É sério. Hoje mais uma semana de trabalho começa e tenho a certeza de que centenas de coisas precisarão ser feitas, outras tantas surgirão e ainda há aquelas que ficarei pensando durante este tempo. Não estou reclamando não. Mas, queria um dia apenas só para mim. Para fazer o que quiser sem Ter a obrigação e nada com ninguém. Acho que seria muito bom se cada um de nós tivesse pelo menos um dia desse no ano para se sentir vivo.

Aí alguém me pergunta: Mas você não trabalha todos os dias, 24 horas por dia, não é? Sim, sim. Claro que não. Porém, não é só o ‘trabalho do emprego’ que preocupa as pessoas. Existe o trabalho de dentro de casa (ser agente duplo é muito difícil. Nunca brinque com as donas de casa, a vida de todas nós é árdua), existe o trabalho de Ter que resolver os problemas de fora, como pagar as contas, existem os trabalhos psicológicos e outros tantos que só quando chega a hora de resolvê-los conseguimos perceber o quão complicado é. Às vezes uma simples ida ao supermercado se transforma em um martírio hercúleo se sua disposição estiver abaixo de zero.

Vocês devem estar me achando uma chata, não? Mas juro que só precisava de um dia que seguisse os seguintes preceitos:

* Não Ter hora para acordar, mesmo sabendo que não consigo mais passar das 10 na cama;
* Ter tempo para tomar um delicioso cafezinho, feito na hora, acompanhado de pão quentinho (que terei ânimo de ir na padaria e esperar que saia) com manteiga derretida;
* Depois, pegar um bom livro, sentar perto da janela e ler até cansar;
* Não precisar me preocupar com o almoço. Pois, posso comer uma besteira qualquer que tenha na geladeira;
* Depois de encher a barriguinha, tirar um soneca de uma hora, só para dar o acabamento;
* Levantar e fazer quebra-cabeça, achando aquela pecinha que faltava há dois dias;
* Quando desse 16 horas, começaria um filme excelente, que estava doida para ver na TV;
* Quando acabar o filme, desceria só para comer uma bola de sorvete de passas ao rum com bastante calda;
* Ao retornar para casa, mais um pouquinho de livro;
* Na janta, ir ao restaurante e comer um salmão grelhado com molho de alcaparras;
* Depois do rango, uma esticada no cinema, para ver um filme com o Javier Bardem ou com o Clive Owen;
* Chegando em casa, a cama está arrumadinha e pronta para me receber, após um dos dias mais felizes da minha vida!

Vai dizer que você também não queria um dia assim!?!?!

Dia Internacional da Mulher

Eu sei que é só amanhã. Mas, como preciso escrever hoje, já irei homenagear várias mulheres que eu conheço e que são digníssimas de congratulações. São muitas mesmo. Vou citar apenas algumas importantíssimas como Aninha, Maria Cristina, Aline, Tia Sandra, Nina, Débora, Mariana, Bia, Sayonara, Beth, Lili, Vivi, as mamães Michelle e Renatinha, minha madrinha, minhas avós lindas, minhas tias, minha sogra, minha cunhada… nossa, como disse são muitas mesmo. E cada uma delas com uma história de vida e de amor inigualáveis.

Porém, existem duas que eu preciso realmente tirar o chapéu. Não tenho nenhuma vergonha em dizer, pelo contrário muito orgulho, que são as mulheres da minha vida. Guerreiras, carinhosas, amigas, fortes, batalhadoras, amorosas, enfim, adjetivos são poucos para traduzir o amor que tenho por essas mulheres. Mamãe e Irmã, acima de tudo quero homenageá-las. Obrigado por serem fora de série. Dedico este dia a vocês!

E também a todas as mulheres que são dignas da benção que é ser mulher!

Pode ser a mãe, irmã, filha, mulher, mas todo homem tem aquela pessoa que faz com que o mundo fique mais florido, que o faz ter certeza de que tem um alicerce firme e aquela que faz com que o ‘homem deaço’ se torne um menino novamente.

Desde pequeno, os homens estão acostumados a manter sua fama de durões, mas lá nos primórdios já mostram a necessidade que têm de uma mulher ao seu lado. Seja na festinha da escola no dia das mães, seja na paquerinha na hora do recreio, nas brigas com as irmãs ou nos paparicos da avó. Na infância essa necessidade é ainda mais forte e intrínseca na formação da personalidade.

Já na adolescência, com os hormônios a flor da pele, o homem passa a descobrir as mulheres de fora de casa. Percebe que com elas várias coisas fortes e emocionantes podem acontecem e passam a vê-las como verdadeiros ícones de beleza, inteligência e sensualidade.

Quando adultos, as escolhas na vida são sempre baseadas nas opiniões delas. Seja nos conselhos sábios da mãe, na praticidade da irmã, na ingenuidade da filha, que rapidamente se torna o maior xodó, mas, principalmente, na certeza do amor da mulher que escolheu para viver ao seu lado.

Enfim, em todas as fases da vida de um homem existe uma grande mulher, que nunca será esquecida!

Melancia é bom e eu adoro

Esta semana ocupou as manchetes dos tablóides populares a guerra entre cariocas e paulistas. A melancia é patrimônio do Rio ou de São Paulo? Tudo porque Andressa, este monumento, posava para um jornal paulista com a camisa do Palmeiras, além do boato de que ela iria fazer a dança do creu no Viaduto do Chá, um dos símbolos de São Paulo. O babado chegou ao ponto de um dos jornais lançar uma campanha cívica: a mulher melancia é nossa!

Para os desavisados de plantão, Andressa Soares é uma das dançarinas do Mc Créu, que canta o “Funk do Créu”. É, esse funk chato que virou febre nacional em que título e letra se confundem, parecem uma coisa só. Bom, eu não sou muito chegado a esse tipo de musica, mas a menina tem um “pandeirão” que eu vou te contar. E ainda tem uma companheira de palco que não fica atrás, a mulher jaca.

Essa confusão toda repercutiu bem para a carioca e para a galera que gosta de folhear uma revistinha de peladonas. A Playboy aumentou o valor do cachê e tudo indica que é mais uma revista para minha coleção. Olha, cento e vinte poucos centímetros de quadril, cinturinha de violão e gatinha! E poder apreciar essa musa do jeito que papai do céu mandou pro mundo! Ô loucura! Loucura! Loucura!

“Nunca vou trocar o Rio por São Paulo. Sou todinha dos cariocas. Só vou lá a trabalho” afirmou Andressa em entrevista para um dos jornais. Seja lá para aonde for, carioca ou paulista, vascaína ou palmeirense, o importante e que aí está mais um exemplo da beleza e sensualidade da mulher brasileira. Não é à toa que a gente fica maluco com essa mulherada. Agora filhinho, abre o olho ta? Já diziam meus ancestrais: “Perereca tem poder!” Te cuida malandro!

Fumantes

Ilmo Sr. Fumante,

Segundo a Lei 9294 do Governo Federal o senhor não é mais bem vindo nos corredores dos shoppings do Rio de Janeiro, pois a fumaça emitida pelo seu cigarro, charuto, cachimbo ou afins, incomoda a todas as pessoas que estão ao seu redor. Isso não quer dizer que nós, que fizemos a lei, tenhamos perguntado a todos os freqüentadores de todos os shoppings. Mas nós achamos por maioria que sim! Sua presença como fumante tem incomodado todos os transeuntes do West Shopping ao Fashion Mall; e o senhor não poderá reclamar, pois se foi o senhor mesmo que nos colocou lá por meio do sufrágio universal ao qual tem direito e nos elegeu como seus legítimos representantes; nós decidimos que o Senhor está terminantemente proibido de se auto-poluir!

Também venho por meio desta informar-lhe que como não temos mais o que fazer em relação à: saúde pública, educação, segurança e saneamento básico; estamos gastando bastante dinheiro com a propaganda desta lei. Com certeza o senhor há de concordar com isso! Afinal, o senhor pode andar naturalmente pela rua a qualquer hora do dia ou da noite e terá a convicção de que nada poderá lhe acontecer pois nossa bem paga polícia militar estará atenta a qualquer pessoa que possa importunar o seu trajeto; assim como, se ao atravessar a rua o senhor for atropelado por algum carro desgovernado, será levado imediatamente para o próximo hospital público e lá terá todos os cuidados e equipamentos necessários para sua plena recuperação! E não podemos esquecer da sua calma perante uma tórrida chuva de verão no fim da tarde, pois todos os bueiros estarão desobstruídos e não existirá nenhum desabrigado pela enchente. Como também nenhum morador de rua está passando fome, frio e lhe pedindo esmola a cada esquina.

Portanto, Sr. Fumante, estamos lhe dando toda a chancela para que está lei não o irrite ainda mais com o seu governo! Pois todas as providências estão sendo tomadas para que o seu bom humor goze ainda de muitos e muitos anos.

Já íamos esquecendo de afirmar que com certezas todos irão entender corretamente este comunicado, pois têm toda instrução acadêmica para tal!

Atenciosamente,
Os Eleitos.

Felicidade

Esta semana andei escutando por aí que fizeram um estudo sobre a felicidade no mundo (pesquisa totalmente irrelevante para formação de opinião, mas como a imprensa adora divulgar descobertas feitas por cientistas australianos, formados em pequenas Universidades do Cazaquistão, ou sei lá de onde, sinto no dever de informa-lá), e a nossa “Pátria Amada” nos encheu de felicidade, literalmente. O “País dos Canarinhos” ficou entre as primeiras, ai vem a pergunta em minha mente:

Onde encontraram tanta felicidade?

Teriam eles visitado a favela da Rocinha (Um dos pontos turísticos de nossa cidade), ou apenas assistido ao desfile no sambódromo? Talvez tenham escutado as sábias palavras de nosso “Inocente” presidente em um de seus maravilhosos discursos de improviso à nação? Nosso representante “Magno” em suas últimas palavras, com todo seu conhecimento acadêmico, declara:

“Seria Tão Bom, se o Judiciário Metesse o Nariz Nas coisas Dele!”

Sábias palavras companheiro! Ai Pensei, o que diabos o Judiciário faz??? Julga??? Minha gente, estudar é importante!!!

Os Motivos para a felicidade são muitos, como por exemplo, a aposentadoria do Guga, Sandy e Junior enfim separaram-se (Agora é aturar os dois em Carreira Solo, não sei o que é pior…), Serginho Malandro está de volta à TV e a Xuxa Xata, que a Mãe da Xaxa, nos deu um tempo, entre outros.

Ainda dizem que não sou feliz…. mas como dizia uma velha canção: “Mas louco é quem me diz, que não é feliz, Eu sou feliz!”.

Pedro Amorim é Publicitário e um dos apresentadores e produtores do programa Independência ou Morte, da Estácio Radio Site. Visite o blog do programa.

Veio comeu, bebeu, foi e não pagou

No ultimo sábado também estive no Bar do Manolo comemorando o aniversário de nossa amiga no Shopping Nova América. Tive uma impressão um pouco diferente do amigo e também colunista Léo. O arquiteto que projetou aquele recanto foi, no mínimo, inspirado por Santo Onofre. Um espaço externo, no meio do shopping, entre duas praças de alimentação. Uma rua estilo centro da cidade, toda de paralelepípedo, com chafariz e que reúne os grandes nomes da gastronomia cervejeira.

Coberto por uma lona enorme, oferece a sensação de estar ao ar livre, mas protegido da chuva e do sereno. Música ao vivo, que pode ser apreciada de quase todos os cantos, completa o ar de boemia do local, mantendo as tendências de modernidade e requinte das melhores choperias do Rio. A facilidade de estacionamento e segurança é também um bom atrativo do local.

Se você é como eu que odeia shopping, mas se vê obrigado a ficar horas perambulando pelos corredores porque a sua mulher ainda não encontrou aquela sandália que combine com o brinco, seu filho já te pentelhou a semana inteira pra comprar aquele jogo novo do PS2 ou a sua filha quer aquela boneca que apareceu na TV que come, caga e faz xixi.

Meu amigo, eis a solução: largue a patroa e as crianças nos corredores deste parque do consumo tresloucado e vá para a Rua do Rio. Escolha uma das várias opções de bar, sente e relax. Desta vez, eu garanto que você não vai se incomodar com a demora, além de não se estressar com o valor das compras e com o entra e sai de loja.

Voltando ao que interessa, no sábado, o que me incomodou de verdade foi o final da comemoração. Depois de eu ter enchido o saco do garçom que estava nos atendendo – o cara já tinha até virado amigo –, ele deixou escapar o fato. Minutos antes, tinha levado um calote de dois casais de uma mesa perto de onde estávamos sentados. Atitude que condeno e acho uma p…. covardia. Se os muquiranas não sabem, quem acaba pagando a conta é o garçom.

Adjetivos “in English”

Para inaugurar os posts sobre língua inglesa em O Quarto Elemento, escrevo sobre um assunto que costuma confundir na hora de falar ou escrever: a ordem dos adjetivos.

O texto é uma breve explicação com objetivo de ajudar em momentos de dúvida. Se você quer saber sobre outros pontos de inglês, mande sua sugestão por e-mail ou deixe um comentário.

Enjoy! ;-)

Em inglês, os adjetivos aparecem de duas maneiras. Uma delas é antes de substantivos (Ex.: I bought a new dress.) e depois de alguns verbos (Ex.: His car is new.). Até aí, tudo bem. A dúvida surge quando usamos mais de um termo para qualificar os substantivos (Ex.: Paul likes big black dogs.). Como saber em que ordem eles devem aparecer na frase?

Por convenção, os adjetivos que expressam opinião em relação ao substantivo vêm primeiro. Em seguida, usamos os que expressam fatos sobre o substantivo.
Ex.: He bought a nice French car.
(nice expressa a opinião de quem fala e French é uma característica real do substantivo)
Jane has beautiful black hair.
(beautiful é opinião de quem fala sobre a Jane e black é uma qualidade de fato)

Entre os adjetivos de qualidades reais também existem ordem: tamanho, idade, forma, cor, material, origem. Ih… complicou? rs  Vejam se o exemplo ajuda:

Maggie wants a big, old, square, black, wooden Chinese table.
(Melhorou? A frase acima traz os adjetivos na ordem para facilitar a decoreba.)

É preciso lembrar que antes dos adjetivos – de opinião ou fato – usamos os determinantes. São artigos (a, the), pronomes possessivos (my, your…), demonstrativos (this, that…), quantificadores (some, any, few, many…) e números (one, two…).
Ex.: Two nice old round red candles were found yesterday.
(Two: número, nice: opinião, old: idade, round: forma, red: cor)

Os adjetivos também vêm depois do verbo to be e daqueles que expressam sentido (become, get, seem, look, feel, sound, smell, taste)
Ex.: Ram is English.
Because she had to wait, she became impatient.
Is it getting dark?
The examination did not seem difficult.
Your friend looks nice.
This towel feels damp.
That new film doesn’t sound very interesting.
Dinner smells good tonight.
This milk tastes sour.

Bar do Manolo

Sábado passado fui ao Bar do Manolo, fica no shopping Nova América, para comemorar o aniversário de uma velha amiga. Como não bebo bebida alcoólica sempre fico como um peixe fora d’água nestes lugares. Geralmente com poucas e caras opções de comida. Fui somente por consideração, afinal não poderia deixar de ir a festa de aniversário dela.

Logo na chegada a visão do inferno: diversos bares, todos lotados, com garçons chatos perguntando se você quer mesa (é, lugares de grande concorrência são assim, pegam o cliente no laço), barulho, muito barulho, aquela massa de vozes inteligíveis. Encontrei nosso grupo, nos acomodamos e bateu a fome. Tomei coragem e peguei o cardápio.

A primeira boa surpresa aconteceu. Havia diversas opções de comida de bar e os preços eram bem razoáveis. Eu e minha esposa dividimos uma porção de carne seca desfiada, com aipim gratinada com mussarela e parmesão (R$ 29,50). O prato parecia uma lasanha. O aipim ia por baixo, coberto pela carne e o queijo fechava. Muito saborosa e não estava exageradamente salgada.

Depois partimos para os pasteis (R$ 8,00 a porção com 6). Pedi os meus de camarão, da para resumir em uma palavra: excelentes. Minha esposa provou os de carne. Como eu detesto pastel de carne nem quis provar. Segundo ela, apesar de bons, estavam com o recheio um pouco seco e, pecado mortal, não tinham azeitona dentro.

A única dificuldade foi conseguir as bebidas, o garçom sempre se enrolava, esquecia de trazer, demorava. Para conseguir um simples suco ou refrigerante era preciso pedir no mínimo duas vezes, mas nada que tenha comprometido a noite! O local é uma boa opção para reunir os amigos ou fazer uma pequena refeição no intervalo das compras.

O Bar do Manolo fica na Rua do Rio, no Shopping Nova América.

Computadores populares

O programa “Computador para Todos” foi criado pelo Governo Federal para facilitar o acesso de famílias de baixa renda a informática. Computadores com configurações mais simples vendidos por preços mais baixos. Eles são polêmicos. De um lado os defensores afirmam que os micros de baixo custo permitem que mais pessoas tenham acesso a informática e a internet. Do outro lado, os opositores, dizem que tais PCs utilizam tecnologia defasada e são oferecidos ao público a preços altos.

Ambos os lados têm razão. Eu tenho minha opinião pessoal a respeito desse tipo de computador, mas no momento ela não importa. Várias pessoas já me perguntaram se esses PCs populares valem a pena? Vale lembrar que não sou técnico de informática, mas uso computadores e internet há bastante tempo e me sinto a vontade para escrever a respeito.

Já tive contato com algumas destas máquinas populares, algumas são melhores, outras nem tanto. Não da para responder secamente se valem ou não a pena, pois, como todo o produto, os PCs populares possuem vantagens e desvantagens.

Primeiro as vantagens:
- São encontrados em grandes redes de varejo, possuem assistência técnica e garantia de fábrica;
- Pagamento facilitado em até 24x dependendo da loja;
- Sistema operacional e programas originais pré-instalado.

Desvantagens:
- Defasagem tecnológica (pouca memória, processador fraco, HD pequeno, mouse de bolinha);
- nos que possuem Windows a versão é muito limitada;
- alguns modelos não aceitam o acréscimo de novas placas de vídeo;
- preço ainda alto se comparados aos modelos montados em lojas de informática.

Apesar da defasagem tecnológica, os PCs populares rodam qualquer programa (desde que sejam compatíveis com o sistema operacional). Não acredite quando alguém falar que eles só servem para usar “word, excel e internet”. A maior limitação são os jogos, estes na maioria dos casos não rodam mesmo.

Outra consideração, prefira Linux ao Windows. O Linux na maior parte das vezes já vem com todos os programas, enquanto a versão Starter do Windows Vista é pesada e limitada. Para quem não suporta o Linux, uma opção é comprar uma versão do Windows a partir da Home Basic.

Antes de comprar pesquise preços, formas de pagamento, não se prenda apenas as grandes redes de varejo e avalie qual é a melhor opção custo benefício.

Tio me dá qualquer coisa

Tio me dá qualquer coisa???

Existem pequenas coisas que mexem com minha cabeça, me fazem pensar… neste final de semana mais um fato me ocorreu. Eu, na porta da minha casa, fui abordado por uma criança que deveria ter cerca de oito anos.

- Tio, o senhor pode me dar qualquer coisa?

Ao pensar que era dinheiro, respondi com o coração apertado, agora não tenho nada…, ele me respondeu, com grande educação e um olhar que não sai da minha memória.

- Muito obrigado senhor.

E logo depois saiu. Saiu da minha frente mas, permaneceu na minha cabeça até agora, refletindo sobre o diálogo, pensei em mil maneiras de respondê-lo, queria falá-lo.

- Filho, eu quero te dar tudo, saúde, educação, lazer e, principalmente, uma vida digna, onde poderá lutar de igual para igual, contra tudo e todos deste mundo.

O pior não é eu me sentir incapaz pelo fato de um menino me pedir qualquer coisa. E, pensando melhor, acho que dinheiro era a última coisa que ele queria, pelo seu olhar, acho que um pouco de atenção e carinho já o deixaria feliz. O pior mesmo foi eu não ter feito nada, isso sim me doí… Pois, por adorar e santificar pessoas que hoje ainda são reconhecidas pelo o que fizeram, não me perdôo por esta falha, pois, o que mais me agonia em relação à nossa sociedade é esta passividade que também me acometeu, apesar de vermos, sentirmos e sofremos, às vezes, por nossos próprios erros, somos incapazes de fazer algo, incapazes de gritar.

Refletindo ainda mais… se cada criança pedindo esmolas, fazendo malabares no sinais de trânsito, vendendo balas, etc… fossem tratadas com o mínimo de dignidade e tivessem acesso à educação, com certeza nossos problemas seriam resolvidos em um longo prazo. O grande problema é que não ofertamos nada às crianças de hoje, apenas cobramos, indignamos e as revoltamos, fazendo com que nos mostrem todo o sofrimento passado e a falta de perspectivas que assolaram sua infância sejam mostradas na ponta de uma faca, na bala de um revólver, quando na adolescência percebem que nunca serão aquilo que seu sonho queria, o conto de fadas acabou.

Hoje me coloco no lugar daquela criança, do qual nem o nome, nem identidade sei, e peço:

- Tio, me dá qualquer coisa, não quero nada demais, quero apenas lutar de igual para igual com seu filho, ter direito a um lugar ao sol, quero ter uma familia, quero me alimentar, ir e vir, e se for possível, quero também participar desta sociedade, e consumir todo o lixo que ela produz… Caso o contrário, tio, seu filho também não terá tudo que me foi tirado…

Este é Léo Sardou, jornalista e apaixonado pelo Flamengo.

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