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Resenha: A modelo e o guarda-costas (Merline Lovelace)

Por Érika dos Anjos

Fazendo parte da saga da família Fortune, A modelo e o guarda-costas peca por deixar muitas coisas em aberto, principalmente no final, quando não se sabe ao certo quem é que perseguia Allie Fortune. No entanto, vale a pena pela delicadeza com que a autora consegue mostrar os traumas que Rafe Stone tem devido a suas diversas cicatrizes, fruto de seu trabalho como agente da polícia.
Rafe é contratado pelo pai de Allie para protegê-la enquanto ela faz um trabalho que será de vital importância para a Cosméticos Fortune. E, bem diferente do que ele imaginava, Allie é uma mulher forte, decidida e acima de tudo uma profissional, já que Rafe passa a conhecer o difícil trabalho de uma modelo que leva a profissão a sério. Ao mesmo tempo, eles percebem que a atração que sentem um pelo outro pode acabar atrapalhando o intento dele, pois pode ficar mais desatento exatamente no momento em que as ameaças a moça estão se intensificando, mesmo eles estando no Novo México.
Porém, quando eles percebem que ficará cada vez mais difícil resistir ao que estão sentindo, se entregam a paixão e Rafe passa a ficar quase ‘obcecado’ pela mulher que tem que proteger. No entanto, ele tem medo que suas marcas façam com que ela desista dele, como aconteceu com sua ex-mulher, principalmente, porque Allie é um verdadeiro modelo de beleza.
As melhores partes do livro são quando Rafe começa a colocar apelidos nos ‘homens’ da vida de Allie. Suas tiradas são hilárias quando fala do Zebra, do Charuto, do Viking, entre outros. Rendeu algumas boas risadas!

Ficha técnica:

  • Livro: A modelo e o guarda-costas
  • Autor: Merline Lovelace
  • Editora: Harlequin
  • Nº de páginas: 218
  • ISBN: 8576870827
  • Sinopse: Ao ser ameaçada por um fã maníaco e desconhecido, a modelo Allison Fortune passa a contar com a proteção de Rafe Stone, um ex-mercenário contratado para ser seu guarda-costas. Enquanto protege a bela, Rafe percebe que o maior perigo é justamente Allison. Sua beleza estonteante e seu jeito sedutor são capazes de derrubar qualquer um, até mesmo um homem acostumado a lidar com grandes adversidades. Rafe começa a sentir seu autocontrole ameaçado… Mas será que Allison permitirá que ele resista até o fim do contrato?

Resenha: Corações Indômitos (Ruth Langan)

Por Érika dos Anjos

Quando se fala em Ruth Langan, já se espera um livro de bom nível. E Coração indômitos não foge à regra. Neste livro, a autora consegue criar um clima bem rústico à pacata cidadezinha de Misery (nome bem a calhar) e tratou de forma muito delicada a ‘ignorância’ sexual da protagonista.
Kitty Conover passou por maus bocados na infância. A mãe saiu de casa com 3 filhos em busca do marido, mas, durante a viagem, morreu deixando as três crianças sozinhas. Até que eles se deparam com o velho Aaron, que apesar de não ter quase nada para ele, divide com aqueles três pequenos órfãos. E assim, cresce Kitty, cercada pela natureza e pelos animais, tendo se especializado em domesticar cavalos selvagens.
Em uma de suas caçadas, ela conhece o misterioso Bo Chandler, que estava à beira da morte após ter sido atacado. Ela cuida dele e o leva para casa. Lá, mesmo com toda a pobreza que os cerca, ele descobre um clima familiar que há muito não tinha e mesmo após ficar bom, continua por lá, consertando as coisas, cozinhando e se apaixonando pela jovialidade e pela inocência de Kitty. Mas, até quando ele iria conseguir refrear seus desejos???

O livro é gostoso de ler e bem delicado, mesmo sem ter cenas hots, a autora consegue transmitir o desejo desenfreado que um sente pelo outro. Ela sem entender direito o que era aquela ’sensação de fogo no corpo’, e ele se culpando por querer alucinadamente aquela jovem casta. Esse dilema acompanha os dois durante grande parte do livro.
Uma cena muito boa é quando Kitty, do alto de sua ignorância sexual, pergunta se o que um homem e uma mulher fazem é igual ao acasalamento que ela vê entre os cavalos e éguas! Outra parte lindinha é quando Bo explica para ela a diferença entre sexo e fazer amor! Recomendo!

PS.: Durante todo o livro me incomodou o nome do protagonista ser Bo. É muito estranho. Foi o principal motivo para eu não ter dado quatro estrelas, pois Bo, não rola!

Ficha técnica:

  • Livro: Corações Indômitos
  • Autora: Ruth Langan
  • Editora: Nova Cultural
  • Nº de páginas: 219
  • ISBN: -
  • Sinopse: Seu jovem coração era tão indômito quanto a terra onde ela vivia e os cavalos que perseguia! Kitty Conover era uma jovem bem diferente das que moravam em Misery. Sempre vestida com trajes masculinos de pele de gamo e com os cabelos loiros e encaracolados presos sob um chapéu de aba larga, ela era conhecida por sua tenacidade em perseguir, por semanas a fio, os rastros de cavalos selvagens. Dormia tão bem ao relento, sob as estrelas, quanto no calor de uma cama. Distinguia as rochas pelo formato, conhecia os picos das montanhas um por um e cada curva das trilhas. Acima de tudo, ela aprendera a esperar o inesperado e a resolver qualquer contratempo. Mas Bo Chandler foi uma surpresa que pegou Kitty desprevenida. Depois de salvar a vida de Bo, ela começou a sentir os primeiros e inegáveis sintomas do verdadeiro amor. E não ficou nem um pouco satisfeita com isso! Ela entendia de cavalos, mas os homens eram uma espécie bem mais complicada. Kitty não estava disposta a confiar seu coração a um desconhecido que acendia nela faíscas mais eletrizantes do que os relâmpagos de uma tempestade de verão!

Resenha: Anjos e demônios (Livro e filme)

Por Érika dos Anjos

Quando li O Código Da Vinci, me perguntei centenas de vezes o motivo de tamanha festa em cima do livro. Pois, na minha opinião, apesar de ter uma boa história, tem uma escrita muitíssimo fraca. Pensei que nunca mais leria nada de Dan brown, porém, perto do lançamento do filme, resolvi me aventurar com Robert Langdom mais uma vez, mesmo esperando ser o mesmo fracasso do outro. No entanto, Anjos e demôminos me surpreendeu positivamente.
Apesar de ainda não ser um livro excelente ou que mereça tamanha devoção, é mais bem escrito do que o Código e possui uma história mais redonda, com menos furos do que a outra. E nisso tudo, o que mais me surpreende é que Anjos e demônios foi escrito antes do Código, o que pressume-se deveria ser a iniciação acabou se transformando em algo superior.
Nesta primeira empreitada de Robert Langdom, o autor procura esmiuçar demair o caráter e a genialidade do seu professor de Harvard, pecando no excesso de detalhes de sua vida acadêmica. Ao mesmo tempo, ele coloca em Vittoria Vetra características que a deixam beirando a ‘mulher perfeita’, receita que repetiria com a criptógrafa de Código. Os demais personagens são bem estereotipados: ‘o grande cientista’, ‘aquele dividido entre a ciência e a religião’, ‘o provável traíra’, ‘o louco que faz tudo’ etc.
Quanto a história em si, há algo de possível no início e até mesmo fácil de acontecer, pois a religião ainda é uma fonte riquíssima de questionamentos, porém, no desenrolar dos fatos, qualquer vestígio de possível verdade é jogado no ralo com cenas inacreditáveis e situações bizarras.
No frigir do ovos, o Vaticano acaba fortalecido e o autor deixa no ar aquela coisa de ‘é melhor que a humanidade continue acreditando em Deus’. Ao mesmo tempo, ele deixa na cabeça de algumas pessoas que adoram confundir realidade com ficção (vide o fenômeno do Código) a sensação de que Bento XVI pode cair com a língua negra a qualquer momento…

Ficha técnica:

  • Livro: Anjos e demônios
  • Autor: Dan Brown
  • Editora: Sextante
  • Nº de páginas: 465
  • ISBN: 8575421468
  • Sinopse: Antes de decifrar ´O Código Da Vinci´, Robert Langdon, o famoso professor de simbologia de Harvard, vive sua primeira aventura em Anjos e Demônios, quando tenta impedir que uma antiga sociedade secreta destrua a Cidade do Vaticano. Às vésperas do conclave que vai eleger o novo Papa, Langdon é chamado às pressas para analisar um misterioso símbolo marcado a fogo no peito de um físico assassinado em um grande centro de pesquisas na Suíça. Ele descobre indícios de algo inimaginável: a assinatura macabra no corpo da vítima – um ambigrama que pode ser lido tanto de cabeça para cima quanto de cabeça para baixo – é dos Illuminati, uma poderosa fraternidade considerada extinta há quatrocentos anos.

Anjos e demônios, o filme

Tendo me surpreendido positivamente com o livro, fui de coração aberto ver a segunda aventura de Robert Langdon nos cinemas. E só tenho uma coisa a dizer: sofrível! Sempre sou muita atenta às nuances necessárias para se transformar uma obra literária em roteiro de cinema e acredito que muitas vezes são importantes as grande mudanças. No entanto, o que foi feito com a história original do livro foi uma mutilação sem precedentes! Uma coisa abusrda!
Pode-se dizer, sem parecer exagero, que o filme foi levemente inspirado no livro, pois mais de 50% das situações foram modificadas e sumariamente descartadas. Há certas coisas que são quase impossível de se entender, começando pela mudança do nome dos personagens. Alguém pode me explicar porque Leonardo Vetra virou Salviano? Ou porque o carmelengo Carlo Ventresca se transformou em Patrick? Não há motivo!
Fora as mudanças dos nomes, objetivos e motivações também foram arruinadas, como a retirada do parentesco de Vittoria e Leonardo vetra; os ‘depósitos’ na conta do Hassasin (e sua morte, então???); a supressão de um dos personagens mais intrigantes e importantes da trama, Maximilian Kohler; e, até mesmo, o futuro papa! Onde já se viu!?!?!?!
Fora isso, o final que já era lunático no livro, no filme acabou sem nexo total, deixando muitas pontas soltas, que nem quem leu o livro consegue explicar. Porque fulano fez aquilo? Mas, sicrano não conseguiria fazer aquilo outro! São questinamentos recorrentes de quem acaba de assistar à película.
E o amis triste de tudo: nem as atuações de Tom Hanks e Ewan MacGregor salvam o filme. Até esses dois atores estão fora de sintonia! Muito triste.

Enfim, a emenda ficou pior do que o soneto. Nunca pensei que diria isso, mas o livro do Dan Brown é melhor do que o filme! E você, o que achou?


Resenha: O caminho do poço de lágrimas (André Vianco)

Por Érika dos Anjos

Não sei se estava muito sensível na época em que li este livro. O que tenho certeza, é de que chorei muito com o final, pois esta obra é daquelas em que você vai sendo cativando momento a momento pelos personagens, que em determinado momento você já sabe o que Jonas, Ingrid ou Bosco decidirão fazer exatamente pelo sentimento de conhecê-los. Com esta obra, André Vianco mostra seu lado mais sensitivo e místico com grandes doses de emoção.

Jonas, um homem muito trabalhador e com pouco tempo para a família, resolve levar os filhos para passear, a fim de recuperar um pouco do tempo perdido com eles. No entanto, em determinado momento da viagem, eles acordam em um campo verde, sem o carro, e com uma estrada de tijolos delineada a frente. A dúvida é: precisamos mesmo seguí-lo? No caminho, muitos acontecimentos misteriosos e fabulosos parecem não querer deixar que eles cheguem ao seu destino.

Um verdadeiro conto de fadas do século XXI, que te faz pensar muito após o seu término!

PS.: Apesar de ser um dos chamarizes do livro, não gostei dos desenhos. Não acrescentaram nadica a história.

Ficha técnica:

  • Livro: O caminho do poço de lágrimas
  • Autor: André Vianco
  • Editora: Novo Século
  • Nº de páginas: 208
  • ISBN: 9788576792024
  • Sinopse: Em seu 13º romance o escritor André Vianco aventura-se através de uma fábula gótica moderna. O Caminho do Poço das Lágrimas é um livro ilustrado, cheio de metáforas, que leva a reflexões acerca da morte, da maneira como levamos a vida nos dias de hoje. O Caminho do Poço das Lágrimas nasceu depois do autor ter se dedicado durante três anos às histórias de terror, envolvendo vampiros. Há algum tempo seus leitores vinham dizendo que estavam com saudades de livros como A Casa por isso, quando a idéia para essa fábula surgiu, ele não conseguiu fazer mais nada direito, até que finalmente a colocou no papel: “A idéia para escrever O Caminho do Poço das Lágrimas nasceu de uma história de ninar que eu inventei para as minhas filhas. Durante muito tempo essa história ficou remoendo em minha mente, ela se apoderou de mim de uma maneira que eu precisei parar tudo para dar vida a ela.”, explica André Vianco.

Resenha – Crepúsculo (Stephenie Meyer)

Por Leonardo Pereira

“Melhor livro da década segundo a Amazon.com. A série de Meyer fervilha com a atração das paixões proibidas somada ao tempero inebriante do sobrenatural (The New York Times).”

A editora do Crepúsculo utilizou grande parte da contracapa para exibir criticas exaltando a obra. Ler a afirmação da Amazon.com me perturba ao imaginar o quão ruins estão os livros dos dez últimos anos. Porque afirmar que Crepúsculo é o melhor livro da década é o fim.

“Paixões proibidas”, essa é de matar. Quem leu o livro, e tem mais de 12 anos de idade, faixa etária do público alvo desta história, percebe que não há nenhuma paixão proibida. Bella e o vampiro Edward se apaixonam e começam a namorar. Com a aprovação imediata dos pais dos dois. Isso para não falar da tensão sexual entre os dois personagens que resulta apenas em um selinho.

“Tempero inebriante do sobrenatural” , novamente: tempero inebriante, só mesmo para as criancinhas que ainda dormem de luz acessa. A construção dos personagens é bem fraca. Principalmente do protagonista. Podemos aceitar uma adolescente confusa e afetada. Mas um ser imortal que caminha na terra há 90 anos se comportando como um garotinho de 15 não da para admitir

A história segue arrastada até a segunda metade do livro, reservando a ação para os quatro últimos capítulos, isso mesmo, os quatro últimos. O resto é tomado por uma espécie de diário de menininha (pra piorar o livro é narrado em primeira pessoa). Aí vai um trecho para ilustrar o que estou dizendo:

As opções de vestidos não eram muitas, mas as duas acharam algumas coisas para experiementar. Fiquei sentada em uma cadeira baixa do lado de fora das cabines de prova,…

… Jess ficou dividida entre dois – um tomara que caia longo e preto bem básico e um azul elétrico na altura dos joelhos com alças finas. Eu a estimulei a ficar com o azul, por que não realçar seus olhos? Ângela escolheu um vestido rosa claro…

A história, primeira parte de uma quadrilogia, possui dois finais: um no último capítulo e outro no epílogo (nem vou comentar sobre este), que deixa um gancho de mistério. Afinal a autora quer que os leitores leiam a seqüência. Só que o mistério cai por terra, já que a  editora brasileira colocou o primeiro capítulo do Lua Nova como uma espécie de aperitivo.

Crepúsculo é mais um livro que entra para o hall dos best sellers, catapultado por criticas levianas. Como eu disse no início do post, não merece sequer ser incluído entre os melhores livros da história, muito menos ser taxado de livro da década. Expressão repetida a exaustão por todos que falam do livro.
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Embora com a primeira metade muita chata, talvez por eu não ser menina, Crepúsculo não deixa de ser interessante. Recomendo o livro nos seguintes casos:

- meninas e adolescentes (que vão achar o livro o máximo);

- Emos em geral (vão ter a mesma opinião das meninas);

- Para ler e relaxar entre dois livros mais elaborados, depois de A Sangue Frio, do Capote e O Outono do Patriarca, do Gabriel Garcia Márquez, por exemplo.

Crepúsculo foi lançado, no original, em 2005. Então a década dele compreende os anos entre 1995 e 2005. Para você qual é o melhor livro publicado neste período?

Resenha: Alta fidelidade (Nick Hornby)

Por Érika dos Anjos

Eu queria ser Rob Fleming. Acho que todo mundo que lê este livro tem essa mesma idéia, pois, em algum momento da vida, já quis ser um solteirão (ou solteirona) dono de uma loja de discos e que passa o dia inteiro ouvindo músicas excelentes! E o grande mérito de Nick Hornby nesse livro é exatamente isso: construir um personagem ‘comum’, mas ao mesmo tempo apaixonante, que faz com que você torça descaradamente por ele durante toda a leitura.

Rob é um cara simples, que tem uma loja quase falida de discos, dois amigos loucos e um dom para não dar certo com as mulheres. Quando Laura, uma bem-sucedida advogada, troca o relacionamento deles por um com Ian, o vizinho de cima, Rob resolve fazer um apanhado de sua vida e das mulheres que teve e marcaram sua vida. Até que o pai de Laura morre, eles se reencontram e tentam achar onde estava o erro.

Tudo isso, banhado a muito rock and roll e música pop, recheado de boas tiradas, muitos TOP 5 sobre tudo (isso realmente vicia, duvido que alguém não faça pelo menos um TOP 5 de sua vida durante a leitura) e aquele gostinho de ‘queria uma vida assim’.

PS.: Outra conquista desse livro é ter conseguido uma versão cinematográfica quase perfeita! John Cusack é o melhor Rob Fleming que poderia haver!

 

 

Ficha técnica:

  • Livro: Alta fidelidade
  • Autor: Nick Hornby
  • Editora: Rocco
  • Nº de páginas: 264
  • ISBN: 853250888X
  • Sinopse: Uma história sobre monogamia, relações amorosas, solidão e sensibilidade masculina, temperada por música pop, ironia e bom humor. Assim é o romance de estréia de Nick Hornby, Alta fidelidade.

Resenhas: Quadrinhos dos Vampiros do Rio D’Ouro 1 e 2 (André Vianco)

Por Érika dos Anjos

Os Vampiros do Rio D’Ouro Volume 1

Quem já leu os épicos Os Sete e Sétimo tem a incrível curiosidade de conhecer a vida pré-caixa de prata dos vampiros. E André Vianco tentou resolver este ‘problema’ com este primeira HQ sobre a história portuguesa. No entanto, o resultado não foi o esperado.

Com um texto confuso e, principalmente, desenhos amadores que tentavam ser, no máximo, pitorescos, a revista ficou com cara de ‘boneca’, ou seja, um croqui inicial que ainda precisava ser finalizado. É claro que algo da curiosidade inicial conseguiu ser saciada, mas os verdadeiros fãs ainda precisam de algo mais profundo, mais esmiuçado para se sentirem completos com a genial história dos sete vampiros do Rio Douro.

Porém, para um país que não tem tanto esta cultura multimídia, a iniciativa valeu muito a pena!

Ficha técnica:

  • Livro: Os Vampiros do Rio D’Ouro Volume 1
  • Autor: André Vianco
  • Editora: Novo Século
  • Nº de páginas: 63
  • ISBN: 8576790945
  • Sinopse: Em Vampiros do Rio Douro o autor e roteirista André Vianco conta como surgiram os protagonistas de “Os Sete” e “Sétimo” em meados do século XIV, numa Portugal medieval, conturbada e cheia de misticismo. Vilas isoladas, personagens insólitos, tocaias, tramas e traições formam o cenário por onde transitam Dom Guilherme, o senhor feudal da vila Castelo Douro, os pescadores Miguel e Sétimo, bem como tantos outros personagens ora temíveis, ora estranhamente cativantes.

Os Vampiros do Rio D’Ouro Volume 2

Esta segunda HQ dos vampiros do Rio Douro realmente deixou muito a desejar. Primeiro, porque os desenhos continuam ruins e com cara de croqui e, segundo, porque, infelizmente, o autor perdeu a mão com os textos. Os diálogos ficaram muito confusos e às vezes prolixos, mas sem explicar nada.

Além disso, visando uma terceira edição, várias pontas foram deixadas de lado. No entanto, devido ao alto custo de uma revista daquele porte e da baixa venda (acredito eu) não foi para a frente e André Vianco resolveu voltar à carga em outros projetos, mais lucrativos e mais aceitos pelo público.

Ficha técnica:

  • Livro: Os Vampiros do Rio D’Ouro Volume 2
  • Autor: André Vianco
  • Editora: Novo Século
  • Nº de páginas: 72
  • ISBN: 8576791096
  • Sinopse: No primeiro volume, os habitantes da vila Castelo Douro são acometidos por uma estranha doença, que deduzem ser a peste negra. Muitos acabam padecendo e o desespero e a tristeza tomam conta de toda a cidade. Inexplicavelmente as pessoas retornam da morte, com estranhos comportamentos, inclusive o senhor da vila, Dom Guilherme. Padre Justino chega para tentar descobrir que mal aflige o lugarejo na tentativa de salvar seus habitantes. Logo percebe que não é simplesmente a peste negra que assola o povo, e sim algo muito mais terrível e sombrio, algo já revelado em seus pesadelos. No segundo volume de Vampiros do Rio Douro a situação da vila piora. As primeiras transformações acontecem e Padre Justino começa a ter certeza de que o mal do vampirismo assola a região. Os personagens do romance Os Sete , de André Vianco, começam a tomar forma e a revelar suas personalidades, tão cativantes quanto controversas, características que mesclam o lado humano e o lado fera, em episódios que arrebataram uma legião de leitores.

Resenhas: Saga dos Nightwalkers (Jacquelyn Frank)

Por Érika dos Anjos

Jacob

Jacquelyn Frank iniciou sua saga dos Nightwalkers com Jacob, o Defensor da raça. A idéia, basicamente, é de várias espécies de seres da noite que convivem com os seres humanos, apesar de ser proibido qualquer relacionamento entre eles.

No entanto, Jacob conhece Isabella, que descobre-se não ser uma humana como outra e outros fatos se desenrolam a partir desse acontecimento.

Apesar da autora ter sido prolixa em alguns momentos, principalmente, quando ela tenta explicar um pouco da história dos Nightwalker, a história é muito bom e bem desenvolvida. Vale as continuações (Gideon, Elijah, Damien e Noah, este ainda não publicado no Brasil).

Ficha técnica:

  • Livro: Jacob
  • Autor: Jacquelyn Frank
  • Editora: Nova Cultural
  • Nº de páginas: 224
  • ISBN: 978-0821780657
  • Sinopse: Desde o início dos tempos existem os Nightwalkers – seres noturnos que vivem nas sombras da lua. Amar uma humana é absolutamente proibido, e um homem garante o cumprimento dessa antiga lei: Jacob, o Defensor…
    Por 700 anos ele resistiu à tentação, imune aos desejos proibidos, ao apetite incontrolável ou à maldição da lua. Seu controle é total, até o momento em que ele vê Isabella numa rua sombria de Nova York. Salvar a vida daquela jovem não faz parte de seus planos… Tampouco Jacob estava preparado para a força dos sentimentos que ela lhe desperta. Mas, no momento em que acolhe nos braços, o delicado e tentador corpo feminino, uma atração poderosa explode entre eles, uma paixão proibida que sobrepuja tudo aquilo em que Jacob sempre acreditou e que sempre defendeu…

 

Gideon

Ao contrário do acontece com a maioria das séries, os Nightwalkers não perdem o fôlego no segundo livro de Jacquelyn Frank. O médico-demônio Gideon, no topo do seu milênio de vida, encontra uma nova situação: se apaixonar por Legna, a irmã do Rei Noah, de ‘apenas’ 250 anos. Porém, acima de tudo, eles devem pensar nos problemas que enfrentarão com os nigromantes, caçadores e nas duas demônios que querem se vingar da raça.

Um grande destaque para este livro é a maior presença das outras raças de Nightwalkers, como o vampiros e os licantropos, além de fazer menção aos seres da sombras, que serão a segunda série da autora.

Os outros livros da série Nightwalkers são: Jacob (1º), Elijah (3º), Damien (4º) e Noah (5º – ainda não lançado no Brasil).

Ficha técnica:

  • Livro: Gideon
  • Autor: Jacquelyn Frank
  • Editora: Nova Cultural
  • Nº de páginas: 224
  • ISBN: 0104-2653
  • Sinopse: Desde o início dos tempos existem os Nightwalkers – seres noturnos que vivem nas sombras da lua, e agora estão sendo perseguidos por humanos praticantes de magia negra. De repente, a batalha se torna pessoal demais para Gideon! Por muito tempo, Gideon resistiu ao desejo primitivo e poderoso que sente por Magdalegna, irmã do rei dos demônios. O exílio, então, lhe pareceu a única solução. Até o dia em que feiticeiros humanos dominam o seu povo, atrevendo-se a reinvidicar a mulher que ele ama. Agora, o destino exige que ele intervenha… porém, a paixão poderá destruí-lo para sempre…

 

Elijah

E Jacquelyn Frank aprofunda ainda mais o mundo Nightwalker em Elijah. A autora mantém o mesmo padrão de qualidade dos outros dois livros e transforma o chefe guerreiro dos demônios em um personagem genial, que une uma força e delicadeza surpreendentes.

O grande destaque deste livro são as cenas de luta, cada vez mais intensas e reais. Assim como, a união entre todos os personagens, dos livros que já passaram e dos que ainda estão por vir.

Elijah é o terceiro livro da série Nightwalkers. O primeiro é Jacob, o segundo Gideon, o quarto Damien e o quinto Noah (ainda não lançado no Brasil).

Ficha técnica:

  • Livro: Elijah
  • Autor: Jacquelyn Frank
  • Editora: Nova Cultural
  • Nº de páginas: 224
  • ISBN: 0104-2653
  • Sinopse: Desde o início dos tempos existem os Nightwalkers – seres noturnos que vivem nas sombras da lua. Um deles é Elijah, guerreiro poderoso e implacável, que venceu todas as batalhas que lutou… até agora! Dado como morto, Elijah é descoberto pela mulher que poderia muito bem aplicar-lhe o golpe final: Siena, a rainha Licantropo. Depois de séculos de lutas, uma frágil trégua instalou-se entre os licantropos e os nightwalkers. Agora, o guerreiro Elijah se defronta com outro tipo de batalha: conquistar o coração de Siena. E enquanto dois inimigos seculares se tornam amantes inseparáveis, uma nova ameaça se aproxima, um perigo que tem o poder de destruir a todos.

 

Damien

O quarto livro da série Nightwalker pode ser considerado e melhor e o mais envolvente até agora. O príncipe dos Vampiros, Damien, se apaixona pela princesa do licantropos, Syreena. No entanto, devido a preconceitos e tradições milenares, eles não podem ficar juntos e Ruth está cada vez mais poderosa e maligna, querendo esterminar todos os Nightwalkers.

A grande riqueza desse livro é demonstrar a parte mais humana dos seres da noite e, principalmente, como eles conseguem se reagrupar para enfrentar a poderosa demônio que se corrompeu com a magia negra. A maior participação dos seres mistrais e dos habitantes das sombras também merece espaço, pois eles ganharão um ’série’ só para eles.

Enfim, este quarto livro foi o grande ápice da série de Jacquelyn Frank até o momento. Que venha, Noah! O último livro programado da história dos Nightwalkers.

Ficha técnica:

  • Livro: Damien
  • Autor: Jacquelyn Frank
  • Editora: Nova Cultural
  • Nº de páginas: 224
  • ISBN: 010-2653
  • Sinopse: Desde o início dos tempos existem os Nightwalkers – seres noturnos que vivem nas sombras. Um dos mais poderosos deles é Damien, o príncipe dos vampiros. Mas uma mulher o tentará com um desejo mais forte de tudo que ele conhece e, juntos, eles enfrentarão um inimigo atemorizante e implacável… Como príncipe dos vamiros, Damien já experimentou todos os prazeres possíveis. Cansado de aventuras, ele agora concentra suas energias em preteger seus semelhantes. A guerra entre humanos e Nightwalkers avança, e quando o inimigo rapta Syreena, a princesa licantropo, Damien audaciosamente vai atrás e consegue resgatá-la… mas não está preparado para o desejo que aquela mulher lhe desperta! Dotada de raras capacidades, Syreena cresceu confinada, proibida de fazer contato com outras pessoas, porém a atração que Damien sente por ela é imediata e impossível de resistir. No entanto, o desejo por Syreena pode ter repercussões desastrosas para um homem como Damien, e deixar seus inimigos ainda mais perigosos que antes…

Resenha: O que eu não esqueci (Aluizio Alves)

Por Érika dos Anjos

Definitivamente, este foi o pior livro que li na vida. Apesar de Aluizio Alves ter sido um bom político e amado pelo povo do Rio Grande do Norte, a obra é muito fraca em termos literários e em interesse do público.

Alguém irá me perguntar: “Se acha chato, porque leu um livro sobre política?”. Respondo rápido que eu adoro política e já li vários livros sobre o assunto. No entanto, O que eu não esqueci não desperta nenhum antagonismo ou simpatia; não faz grandes revelações; não se aprofunda em nenhum ‘case’ etc.

Além disso, por se tratar de um compilação de escritos de Aluizio Alves em um jornal local, muitas coisas estão repetitidas. Não era uma frase ou outra e sim, paráfragos inteirooooosssss foram repetidos por duas, três ou até quatro vezes. O que contou também negativamente para o livro foi a vontade do autor em demonstrar publicamente sua legitimidade e necessidade de ‘ajudar’ o povo, principalmente com seus projetos miraculosos: a termelétrica Afonso Arinos e a transposição do Rio São Francisco.

 

Ficha técnica:

  • Nome: O que eu não esqueci
  • Autor: Aluizio Alves
  • Editora: Leo Christiano Editorial
  • Nº de páginas: 240
  • ISBN: 8585020520
  • Sinopse: “O meu mérito terá sido o de viver e fazer da vida uma campanha, um trabalho e alguns sonhos. Uns realizados, outros não”.

Resenha: Purgatório. A verdadeira história de Dante e Beatriz (Mario Prata)

Por Leonado Costa

Foi a primeira vez que tive a oportunidade de ler uma obra do Mario Prata e  foi uma grata surpresa.  Purgatório é uma comédia, quase, divina, pois não há como não acabar rindo sozinho com as peripécias de Dante, um bancário de meia idade, que passa pelo Céu e pelo Inferno para poder ficar ao lado de sua amada Beatriz. Essa busca vai mudar a vida de todos que o rodeiam. Não da para contar muito mais para não entregar a história, que embora pareça meio óbvia (mas nem é tanto), compensa pelas horas de diversão.

Acabei lendo em três dias. E só não o fiz em um por absoluta falta de tempo.

Algumas considerações a respeito do livro:

Mario Prata criou uma das definições mais legais de inferno que eu já vi (lembra um pouco meu último emprego):

“-Tem fogo não. Aqui é o SDO. – SDO?  – Serviço Datilografia de Ofícios. Tu vais passar um século digitando ofícios. Três vias, com papel carbono. – Um século? – Se não houver nenhum erro de digitação, no século seguinte passas para o SDBA. Serviço de Datilografia de Bulas Avançado…” A carreira lá tem mais outro nível, tudo ao som de PAMONHAAAAAAAAA e vestindo terno cinza com gravatinha vermelha;

Eu quero é ir para o Céu!!!!!!!!!

Ficha técnica:

  • Nome: Purgatório. A verdadeira História de Dante e Beatriz
  • Autor: Mario Prata
  • Editora: Planeta
  • Nº de páginas:  268
  • ISBN: 978-85-7665-257-1
  • Sinopse:  No estilo divertido e inteligente de Mario Prata, Purgatório conta na íntegra a história de Dante e Beatriz. Dante é casado com Gema, mas seu verdadeiro amor é Beatriz, que há 25 anos vive na França. A temática que os envolve é a idéia de pecado e de culpa. E como explica o próprio Mario Prata: ´O que é pecado hoje? Não digo apenas diante da Igreja, mas diante dos nossos semelhantes. Quem são os honestos hoje? Quem iria para o céu, o purgatório ou o inferno?´. Esta obra é uma mescla de romance, humor e crítica na medida certa, escrita por quem é mestre nisso.
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