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Série Manchetes Geniais

Por Kiki Black

Durante anos da minha vida, aprendi que as manchetes deveriam seguir um rígido padrão de qualidade, com verbo no centro da frase, determinado número de toques etc. No entanto, descobri que as manchetes que mais funcionam são as geniais. Sim, geniais. E o jornal carioca Meia Hora é o rei das manchetes geniais. Como por exemplo: “Polícia manda oito pro colo do Capiroto”, “Ministério do Vuco-Vuco adverte: Cuidado com os travecos” ou “Virou Purpurina”, falando sobre a morte do Clodovil. Por isso, esta publicação deverá ser a mais citada nesta série que começa hoje.

No entanto, o primeiro post será sobre o jornal O Dia, pai do Meia Hora. Ontem, dia 1º de abril de 2009, a Argentina tomou uma bela lambada da ‘fortíssima’ e ‘temerária’ seleção boliviana por 6 a 1. E O Dia sai com a seguite manchete:

 

 

 

 

De uma sutileza única, não?!!?!?!? Poderia haver um milhão de trocadilhos, como ‘Time de Maradona é uma droga’. Porém, a delicadeza da duplicidade de ‘carreira’ merece aplausos!

E você? O que achou? Comente!

Resenha: A história do galo Marquês (Ganymedes José)

Por Érika dos Anjos

Há quase uns 20 anos, li este livro, se não me engano foi o primeiro livro com mais letras do que figuras que li. E, de lá pra cá, de tempos em tempos pego-o para ler, pois, me marcou de uma forma inigualável, já que foi um dos primeiros contatos que tive com a morte e como as perdas podem afetar a vida de uma pessoa.

Com um texto ágil e didático, Ganymedes José conta a história de um pequeno escravo, de apenas oito anos, que cria um galo desde que ele ainda estava dentro do ovo, ajudando-o a sair da casca, dando comida, colocando uma fralda (essa parte é hilária), vendo-o se tornar um belíssimo galo e sempre companheiro de todas as horas. Porém, um dia, quando todos os galos da fazendo estavam doentes e um iminente barão iria jantar na fazenda naquele dia, os senhores sacrificam o coitadinho, para desespero do menino. Um pouco antes do Natal, o garoto morre de tanta tristeza por terem arrancado dele seu melhor amigo. E, à meia-noite do dia do nascimento do senhor, naquela fazenda, viu-se uma estrela mais brilhante do que as outras e ouviu-se um canto de um galo, tão forte e profundo como nenhum outro. Então, houve a certeza de que os amigos haviam se encontrado.

Desculpe, se eu contei a história quase toda, mas é que é muitoooooo linda, muito emocionante e que marca qualquer um em qualquer idade. Se vc tiver a oportunidade, algum dia, de comprar este livro, com 15, 20, 30, 40, 50, 60 anos, pode ter certeza de que valerá a pena. Afinal, a sensibilidade não é medida pelo tempo.

Ficha técnica:

  • Livro: A história do galo Marquês
  • Autor: Ganymedes José
  • Editora: Moderna
  • Nº de páginas: 68
  • ISBN: 6849777764
  • Sinopse: “Aquele menino nao possuia nada: apenas a amizade de um galo…”

Resenha: A casa (André Vianco)

Por Érika dos Anjos

Neste livro, André Vianco foge da sua ‘doutrina’ de livros sobre vampiros e bruxas, buscando algo que tem um contato mais direto com a espiritualidade do indivíduo. Não chega a ser um livro espírita, mas existem vários momentos em que vc pensa que está lendo um livro, necessariamente, espírita.

São quatro pessoas atormentadas por problemas durante a vida que recebem uma ’segunda chance’ de poder reviver certos momentos e mudar sua história dali para frente. Cada um delas vive com um fantasma interior, de algo que poderia ter sido feito ou poderia ter sido modificado apenas com uma ação.

Um livro cheio de sensibilidade e que te faz pensar bastante quando termina de ler. E a primeira coisa que vem a mente é: o que EU faria se pudesse voltar atrás?

Ficha técnica:

  • Livro: A casa
  • Autor: André Vianco
  • Editora: Novo Século
  • Nº de páginas: 302
  • ISBN: 8588916312
  • Sinopse: Uma viagem ao fundo do coracao humano. Impossível o leitor nao se emocionar com o drama vivido pelos atormentados protagonistas da obra.

Resenha: Violetas na Janela (Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho)

Por Érika dos Anjos

Já li vários títulos publicados por médiuns e ditados por espíritos. Porém, ainda não havia lido o famoso Violetas na Janela. Ano passado, minha prima me emprestou e fiquei encantada com aquela forma simples e leve de falar sobre o maior de todos os medos: a morte.

Patrícia, aos 19 anos, morreu e deixou na terra uma família que a amava muito, mas que tinha alguma espiritualização. Mas, mesmo assim, o sofrimento dos entes queridos chegava a ela. E, querendo entender cada um dos fenômenos que aconteciam, Patrícia faz muitas perguntas aos espíritos que a cercam e começa a entender sobre fluidificação, vestes, comida, possibilidades na ‘escola’ em que ela se encontrava para acordar no céu.

Essas descobertas e esses sentimentos são narrados com uma fluência incrível, que acalenta e acalma os ‘nervosinhos’ da terra, que têm medo do que acontece durante a passagem. Para quem gosta deste tipo de literatura, é excelente.

PS.: O espírito de Patrícia ainda ditou mais três livros para Vera Lúcia: O vôo da gaivota, Vivendo com os espíritos e A casa do escritor.

Ficha técnica:

  • Livro: Violetas na Janela
  • Autor: Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho
  • Editora: Petit
  • Nº de páginas:  152 páginas
  • ISBN: 857253010X
  • Sinopse: Com uma linguagem cativante, Patrícia conta como foi seu desencarne, aos 19 anos, e como é a vida no plano espiritual – como é a alimentação, a vestimenta e a sensação que teve ao rever a família.

Resenha: Elite da tropa (Luis Eduardo Soares, Rodrigo Pimentel, André Batista)

Por Érika dos Anjos

Certamente, quase 100% das pessoas que leram o livro Elite da Tropa o fizeram por causa do sucesso estrondoso do filme. E, acredito, não se decepcionaram. Pois, o filme é basicamente uma cópia fiel do que está no livro, salvaguardando alguns momentos ‘barra pesada’ demais, que nem o Padilha conseguiria defender na telona.

No entanto, vendo pelo sentido literário, o livro é visivelmente escrito por um iniciante (s), que não conseguiu desenvolvê-lo uniformemente e o fez em duas partes: a primeira falando sobre os ‘causos’ do Bope e o cotidiano dos soldados da corporação, o que eles passaram para chegar lá e as dificuldades que enfrentam, assim como em qualquer profissão. Já na segunda parte, a história fica mais densa, já que envolve outros personagens, de maior escalão, em uma trama de traição e corrupção pura, como a que vemos em todos os jornais do país.

É claro que não se trata de um livro de cabeceira, senão ninguém conseguiria dormir, mas, é uma pauta interessante para se conhecer um lado que ainda era novidade para a sociedade brasileira, que a versão do policial. No meu caso, ainda tive uma ligação maior com a obra por conhecer bem a grande maioria dos locais descritos, o que dá uma melhor dimensão do conteúdo.

Enfim, é o livro que baseia o filme, mas que entra no hall da criatura que devora o criador, já que na tela a situação fica mais impactante e, se possível, mais cruel.

Ficha técnica:

  • Livro: Elite da tropa
  • Autor: Luis Eduardo Soares, Rodrigo Pimentel, André Batista
  • Editora: Objetiva
  • Nº de páginas: 315
  • ISBN: 8573027738
  • Sinopse: Na primeira parte do livro, concentram-se relatos impressionantes sobre o cotidiano dos policiais de elite. Na segunda, um dos nossos personagens seguirá numa trama envolvendo autoridades de segurança, traficantes, políticos e policiais – uma rede que tece alianças improváveis entre os vários atores deste cenário. Depois de cavalgar 100 quilômetros, sem arreio e sem descanso, mortos de fome e sede, eles têm licença para um descanso brevíssimo até que alguém anuncie que a comida está servida – sobre a lona, onde o grupo exaurido vai se debruçar para comer tudo o que conseguir, com as mãos, em dois minutos. Esta é apenas uma das etapas de treinamento da tropa de elite da polícia. Eles obedecem a regras estritas, as leis da guerrilha urbana. Na dúvida, mate. Não corra, não morra. Máquinas de guerra, eles foram treinados para ser a melhor tropa urbana do mundo, um grupo pequeno e fechado de homens atuando com força máxima e devastadora.

Resenha: A história de Snow (Charlotte Vale Alle)

Por Érika dos Anjos

Este livro fala, sobretudo, sobre o quão frágil pode ser nossa realidade, sobre o quanto simples é desmontar o castelo de areia em que estão apoiados os mais sinceros sentimentos. É assim que Snow Devane se sente ao descobrir, aos 31 anos, que não era filha biológica da mãe que cuidava dela com tanto amor e carinho, na verdade até sufocando demais, e que, na verdade, não passava de uma ladra de bebês.

Esta revelação acabou por desestruturar toda a vida da fotógrafa, que tanto profissionalmente quanto pessoalmente, acaba vivendo para descobrir o verdadeiro motivo da sua ‘mãe’ ter feito o que fez.

Snow começa a procurar pessoas que tiveram contato com sua mãe na época do ‘roubo’ e, dentre essas pessoas, se apaixona por um homem muitos anos mais velho que ela e que fez parte do passado. Deixando de lado o atual namorado.

A história é muito envolvente e, apesar de ter sido publicado pela Harlequin Books, o livro, necessariamente, pouco fala de romance. Toda a narrativa é das melhores, porém o final deixa um pouco a desejar, o que acaba, na minha opinião, fazendo com que o livro não tenha a classificação de ‘Ótimo’, ficando apenas como ‘Muito Bom’. O que, de qualquer jeito, não interfere na qualidade geral da obra.

Ficha técnica:

  • Livro: A história de Snow
  • Autor: Charlotte Vale Alle
  • Editora: Harlequin Books
  • Nº de páginas: 310
  • ISBN: – / -
  • Sinopse: Aos 31 anos, Snow Devane, uma fotógrafa bem-sucedida, realiza um dos seus maiores sonhos: se desgarrar dos sufocantes laços maternais.
    Então, Anne Cooke, sua mãe, faz uma revelação surpreendente: Snow não é sua filha. Na verdade, Anne a raptou em um supermercado em Nova York quando era apenas um bebê.
    A vida de Snow fica de cabeça para baixo – toda a sua existência não passa de uma mentira.
    Agora Snow tem de recuperar sua verdadeira identidade. Mas, acima de tudo, achar resposta para a seguinte questão: o que levou Anne Cook a roubar a criança de outra mulher?

Resenha: Trilogia Bento (André Vianco)

Por Érika dos Anjos

Bento

Neste livro, André Vianco se poisicona concretamente como o mairo autor brasileiro de fantasia na atualidade. Saindo da linha de ‘Os Sete’, o paulista cria um novo mundo, pós-Noite Maldita, onde as pessoas são divididas em vampiros e não-vampiros, a exceção dos Bentos, seres, até então, normais que descobrem ter um dom especial para caçar os seres das trevas.

Em um texto viril e claustrofóbico, o autor conta a história do trigésimo Bento, Lucas, o homem que viria para salvar a sociedade dos dentes daqueles que tinham sido transformados. Com uma narrativa forte e rápida, Vianco também conta sobre os outros heróis Bentos e descreve várias histórias secundárias tão interessantes e gratificantes quanto a principal. Outro detalhe importante, é que neste livro o autor usa várias cidades do país, apesar das cenas principais de desenrolarem em São Paulo, como sedes ou fortalezas onde estão os outros 29 Bentos. assim, o leitor começa a gostar mais de um ou outro Bento, por ter vindo deste ou daquele lugar (todos com descrições ótimassss). Destaque para o Bento Teodoro, que rende cenas hilárias com seu baseadinho ‘básico’.

Começando uma segunda vertente tão interessante quanto a primeira de Os Sete/Sétimo, Bento já tem mais duas sequências: O Vampiro Rei 1 e O Vampiro Rei 2.

Ficha técnica:

  • Livro: Bento
  • Autor: André Vianco
  • Editora: Novo Século
  • Nº de páginas: 520
  • ISBN: 8588916541
  • Sinopse: Em uma noite infestada de magia, metade do mundo adormece e a população que ainda está desperta se vê mergulhada em acontecimentos inexplicáveis, como o surgimento de vampiros, o desaparecimento das doenças e mais grandes acontecimentos que acabam fazendo com que as pessoas fujam das grandes cidades e passem a formar fortificações afastadas dos centros abandonados. Durante o dia trabalham para refazer o mundo e entender o que os rodeia, durante a noite lutam para continuarem vivos e manter os vampiros afastados dos novos centros. Quando tudo parece perdido surge a profecia dos 30 guerreiros bentos. Quando eles se unirem, quatro milagres se desencadearão para salvar a humanidade. O livro demonstra também que com essa volta do mundo para os campos, longe da urbanização, o mundo começa a melhorar, acabando com os efeitos do aquecimento global dentre outros problemas ambientais e sociais.

O Vampiro-Rei – volume 1

Segundo livro da linha ‘Bento’ de André Vianco, O Vampiro Rei é um pouco mais lento nos acontecimentos do que seu antecessor, principalmente, porque Cantarzo, o vilão, está sendo carregado dentro de uma caixa durante grande parte do livro, assim, perdemos por várias páginas o humor ácido do vampiro.

Em contrapartida, Vianco encaixa outros elementos interessantíssimos nos livro, como a bruxa Tereza e os enigmas que a cercam. Pelo lado do ‘bem’, Lucas começa a treinar outros sobreviventes para que eles também possam lutar de igual para igual com outros vampiros, além de conseguir cada vez mais pessoas para defesa da fortaleza. Os outros Bentos também passam a ter mais importância e características próprias, que fazem o leitor se apaixonar por cada um dos ‘escolhidos’.

O fim do livro, na Barreira do Inferno, no Maranhão, é recheado de momentos inusitados, diálogos geniais e muita ação, em um dos melhores momentos de toda a obra do autor.

Ficha técnica:

  • Livro: O Vampiro-Rei – volume 1
  • Autor: André Vianco
  • Editora: Novo Século
  • Nº de páginas: 408
  • ISBN: 8576790041
  • Sinopse: Lúcio, o escravo de Cantarzo, carrega seu mestre vampiro encerrado numa caixa de madeira. Sua missão é levá-lo até Tereza, uma bruxa que vive ao norte do Brasil, que fará com que Cantarzo desperte e se torne o rei dos vampiros. Com poucas pistas sobre o real paradeiro da tal bruxa, o lacaio do vampiro começa uma jornada que trará resultados nefastos caso alcance seu objetivo. Do lado dos humanos, bento Lucas faz crescer em seus semelhantes a chama da esperança, empurrando-os pelos trilhos da reconquista do país até então assolado pelos inimigos noturnos. Os destinos de Lucas e de Cantarzo estão a ponto de se cruzar e nas páginas de O Vampiro-Rei, o leitor se encontrará com um mundo fantástico e assistirá de camarote todo o desenrolar dessa saga inigualável, imaginada e conduzida por André Vianco, o talentoso contador de histórias que vem se destacando no campo da literatura fantástica brasileira.

O Vampiro-Rei – Volume 2

No último livro da linha Bento, André Vianco se aprofunda na crise existencial de Bento Lucas, que não se lembrava de nada do que viveu antes de acordar pós-noite maldita. De uma forma envolvente, o leitor vai descobrindo junto com o ‘escolhido’ seus sérios problemas. Além disso, os bentos Vicente e Francis também mostram porque eram os grandes mestres antes de Lucas aparecer.

Nesta obra, Lucas e Cantarzo finalmente se encontram para uma batalha eletrizante na beira da praia. No entanto, esta é apenas um dos diversos embates que ocorrem neste livro entre humanos e vampiros, vampiros e bentos, bentos e bruxas e outras misturas.

Com um final surpreendente, com outros seres que Vianco encaixa no livro, o Vampiro Rei 2 é um final digno para um excelente trilogia. Porém, como não poderia deixar de ser, o autor deixa alguns pontinhas abertas para que os leitores e seus fiéis seguidores continuem tendo muito o que pensar e discutir após a 502ª página.

Ficha técnica:

  • Livro: O Vampiro-Rei – Volume 2
  • Autor: André Vianco
  • Editora: Novo Século
  • Nº de páginas: 512
  • ISBN: 8576790335
  • Sinopse: Bento Lucas, o guerreiro de luz, e Cantarzo, o “Vampiro-Rei”, finalmente se encontram e protagonizam o grande combate. O “Vampiro-Rei” Vol. 2 é o tomo mais recheado de aventuras, combates e criaturas fantásticas de toda a saga iniciada em Bento. Com uma narrativa envolvente e atual, a saga do guerreiro Lucas é o presente certo para aqueles que buscam se apaixonar pelo hábito da leitura e também para aqueles que já se amarram em literatura há muito tempo. André Vianco não é só certeza de boa leitura, é também a garantia de uma deliciosa e nova experiência. Embarque nessa história e conheça um mundo novo.

Resenha: À noite todos os gatos são pardos (Alvaro Valle)

Por Érika dos Anjos

Sou uma daquelas pessoas chatas, que sempre tem um ditado ou provérbio para todas as situações. Coisa de ‘vó’ mesmo. E com este livro deliciei um pouco minha curiosidade e aprendi outros tantos, que estão deixando meu amigos de cabelo em pé.

Álvaro Valle (sim, ele mesmo. Aquel político magrelo, que parecia com o Betinho) descreve várias situações que teriam culminado na criação dos provérbios ao longo do tempo. Alguns são bem engraçadas, outras difíceis de entender e existem também aquelas bem chatas. Mas, no geral, vale a pena!

Uma das coisas mais legais do livro são as traduções dos ditados em outras língus. Muitíssimo interessante. Só por isso, já valeria a pena!

Ficha técnica:

  • Livro: À noite todos os gatos são pardos
  • Autor: Alvaro Valle
  • Editora: Léo Christiano Ltda.
  • Nº de páginas: 269
  • ISBN: 85-85020-5-8
  • Sinopse: No interior do Mato Grosso, a mulher de um fazendeiro que fora a Corumbá, volta mais cedo, e chega a casa, de surpresa, à noite. Ouve barulho em seu quarto. Entra e vê saindo pela janela um vulto de mulher com uma capa cinza. O marido rapidamente explica. Era um gato que “agora vem me amolar todas as noites e eu tenho de abrir a janela para ele sair. Você não viu a cor? À noite todos os gatos são pardos”.Meses depois, aconteceu o contrário. O marido cancela uma viagem e quando chega, surpreende o capataz, pulando a janela do seu quarto. Quando vai falar, a mulher, de pouca imaginação, mas insinuante, encosta-se na janela e diz ao marido: “Miau…”.

    Foi a última vez que ela miou. O enterro foi no domingo, com a presença do Prefeito e do Delegado. Do capataz, nunca se achou nem o corpo.

Resenhas: Fora da lei e Renegado (Diana Palmer)

Por Érika dos Anjos

Este foi o primeiro livro da Diana Palmer que li. E, sinceramente, achei estilo “novela das oito”. Pois, no meio da obra, existe um barriga enorme, que se o leitor se interessar apneas pelo início e pelo fim do livro, já saberá a história inteira.

No entanto, passando por cima dessa barriga, não teria a chance de conhecer Cash Grier, o chefe da polícia de Jacobsville que tenta se aproximar da mocinha. Ele sim, vale a pena! Tanto, que ganhou um livro só para ele, chamado Renegado, que é muito melhor!

Continuando. Os dois personagens principais não me inspiraram muito, o Texas Ranger Judd Dunn é um troglodita de marca maior, que não enxerga um palco à frente do nariz; e a jovem Christabel Gaines é uma menina bem da chatinha e mimada. Sinceramente, não seguram o livro.

Ainda bem que tenho ótimas referências de outros livros da autora. Pois, se não as tivesse, pararia por aqui, já que Fora da Lei (nome qua também não tem nada a ver com a história) não entra na categoria ‘leria de novo’.

Ficha técnica:

  • Livro: Fora da lei
  • Autor: Diana Palmer
  • Editora: Harlequin Books
  • Nº de páginas: 346
  • ISBN: 8576870657
  • Sinopse: Cinco anos atrás, Judd Dunn, um patrulheiro do Texas, colocou o pai de Christabel Gaines atrás das grades. Mas a presença de Judd na vida de Christabel estava longe de terminar. Eles se casam apenas no cartório, jurando salvar o rancho que pertence aos dois e ignorar a grande atração que existe entre eles. Quando Judd enfim decide libertá-la de um compromisso fadado ao fracasso, é perseguido por um inimigo sedento de sangue que resolve atingi-lo em seu ponto fraco: sua esposa. Não mais uma menina inocente, Christabel é uma mulher inteligente e destemida com desejos insatisfeitos. E fará qualquer coisa em nome do amor… até mesmo ser baleada no lugar de seu marido…

 

Renegado

Quando li Fora da Lei, também da Diana Palmer, já havia percebido a força do personagem Cash Grier, que ofuscou os ‘mocinhos’ da história. Em Renegado, essa teoria é comprovada, e com louvor, em uma história excitante e que prende o leitor do início ao fim.

Grier é um chefe de polícia do Texas que se vê envolvido com uma bela modelo/atriz, Tippy Moore. Ambos têm vários traumas no passado, como todos os personagens da Diana, e acreditam ser difícil manter uma relacionamento. Principalmente, no caso de Cash, que já passou foi espião do Governo, mercenário, torturador e torturado, entre outras ‘atribuições’. Tippy também tem muitos problemas, além de cuidar do irmão mais novo e ser perseguida pela mãe alcóolatra.

Com muita aventura, ação, romance e humor, o livro se desenrola, basicamente, em três partes: a primeira, quando eles se conhecem e Tippy engravida; a sehunda, quando Rory, o irmãozinho, é sequetrado e ela troca de lugar com ele; e a terceira, quando eles voltam para o Texas e Cash precisa resolver vários problemas com políticos corruptos e tráfico de drogas.

Enfim, um livro eletrizante, que vale a pena ser lido mesmo por quem não é fã da autora ou de romances em geral.

Ficha técnica:

  • Livro: Renegado
  • Autor: Diana Palmer
  • Editora: Harlequin Books
  • Nº de páginas: 333
  • ISBN: 8576872137
  • Sinopse: O chefe de polícia Cash Grier leva a sério sua missão: manter a lei e a ordem nas ruas de Jacobsville, mesmo que para isso tenha de enfrentar políticos influentes e corruptos.
    Desde cedo Cash teve de aprender que nada, nem ninguém, deve ser avaliado apenas pela aparência. E quando se trata da encantadora Tippy Moore, o cuidado é redobrado.
    Apesar da vida glamourosa como modelo e atriz, Tippy tem traumas profundos, além de ser insegura em relação aos homens.
    Quando Cash começa a acreditar que Tippy pode ser a mulher com que sempre sonhou, um terrível acontecimento o torna novamente um homem descrente e amargo. mas ele é desafiado pelo detino para reavaliar seus sentimentos… e salvar o verdadeiro amor de sua vida!

Resenha: Preconceito linguístico (Marcos Bagno)

Por Érika dos Anjos

Mesmo sendo uma defensora incorrigível da última flor do lácio inculta e bela, este livro de Marcos Bagno fez com que eu visse certos ‘erros’ de uma forma bem diferente, bem menos punitiva do que antes.

O autor mostra que esses erros e mitos que vemos no dia a dia são decorrentes de várias transformações de vida e de meio dos seres humanos, como ‘no Maranhão se fala o português mais correto do Brasil’, ‘Português é muito difícil’ ou ‘O certo é falar assim porque se escreve assim’.

Um excelente livro-base para quem quer entender um pouco mais sobre linguística e sobre as modificações da língua portuguesa.

Ficha técnica:

  • Livro: Preconceito linguístico
  • Autor: Marcos Bagno
  • Editora: Loyola
  • Nº de páginas: 186
  • ISBN: 8515018896
  • Sinopse: Existe uma regra de ouro na Lingüística que diz: “só existe língua se houver seres humanos que a falem”.E o velho e bom Aristóteles nos ensina que o ser humano “é um animal político”. Usando essas duas afirmações como os termos de um silogismo (mais um presente que ganhamos de Aristóteles), chegamos à conclusão de que “tratar da língua é tratar de um tema político”, já que também é tratar de seres humanos. Por isso, o leitor e a leitora não deverão se espantar com o tom marcadamente politizado de muitas de minhas afirmações. É proposital; aliás, é inevitável. Temos de fazer um grande esforço para não incorrer no erro milenar dos gramáticos tradicionalistas de estudar a língua como uma coisa morta, sem levar em consideração as pessoas vivas que a falam.
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