Resenha: O símbolo perdido (Dan Brown)
Por Érika dos Anjos
Tem uma comunidade no orkut que se chama ‘Dan Brown sempre caga no final’. Achei-a genial, pois é exatamente isso que eu penso. E em O Símbolo Perdido acho que o início também deixou muito a desejar por ser arrastado e sem sal. Porém, o meio do livro é aquilo que esperamos mesmo do autor, adrenalina, mistérios e muita explicação sobre coisas que pouco se sabe.
A história começa com um Robert Langdon que ainda não entendeu que ele é o centro da inteligência mundial. E acredita em uma história furada de que seu velho amigo Peter Solomon está precisando dele com urgência para uma palestra em pleno Capitólio dos Estados Unidos. Ao chegar lá, o máximo que ele escontra é a mão de Solomon, com seu anel de Maçom grau 33, apontando para o céu.
A partir daí, começa uma trama contra o tempo, com muitas explicações de rituais e da importância da maçonaria na história da evolução das civilizações, o que em partes é bem verdade. Robert, como não poderia deixar de ser, conta com uma ajuda feminina, neste caso da irmã de Peter, Katherine Solomon, cientista noética que fez revelações que podem mudar o mundo! Porém, acima de tudo, ela quer salvar o irmão, que já sofreu muito na vida, com o abandono da esposa, a morte do filho e da mãe.
Vocês devem estar se perguntando sobre o vilão, né?! É aí que Mr. Brown caga tudo. O cara, que se autodenomina Mal’akh, é o mal personalizado, mas sua identidade é MUITO óbvia. Em tudo o que ele diz, pensa e faz parece que tem sua assinatura, não dá nem a sensação de ‘quem será?’. Fora que a explicação final sobre suas atrocidades é o ó do borogodó, assim como seu desfecho! Enfim, defecar sobre o ‘the end’ é a especilidade da casa!
Concluindo, para quem já leu os outros livros do Dan Brown é um mais do mesmo apimentado e bem temperado. Para quem nunca leu nada do autor, acredito que seja melhor começar por outro livro, talvez Anjos e Demônios que é o melhor dele na minha opinião. Já que em O Símbolo Perdido a cagada final é maior. Mas isso não faz com que o livro perca totalmente sua graça. Vale a leitura e vale procurar as imagens que ele cita no livro, que ocorre todo na cidade de Washington, na internet. É bem bacana ‘estudá-las’ depois.
PS.: Duas partes que me chamaram atenção: 1º – O Langdon não pega a personagem principal, pelo menos não explicitamente, pois quando eles se encontram ela diz algo no sentido de ‘desde a última festa pensei que você não me ligaria mais’. Onde será que o simbologista colocou o totem dele? 2º – A parte em que Katherine descreve sua maior descoberta, na cena da ‘pesagem’, é muitoooo bacana. Fiquei pensando um tempão nisso.
Ficha técnica:
- Nome: O Símbolo perdido
- Autor: Dan Brown
- Editora: Sextante
- Nº de páginas: 489
- ISBN: 9788599296554
- Sinopse: Depois de ter sobrevivido a uma explosão no Vaticano e a uma caçada humana em Paris, Robert Langdon está de volta com seus profundos conhecimentos de simbologia e sua brilhante habilidade para solucionar problemas. Em O Símbolo Perdido, ele desperta o interesse dos leitores por temas tão variados como ciência noética, teoria das supercordas e grandes obras de arte, os desafiando a abrir a mente para novos conhecimentos.
Postado: March 15th, 2010 em Literatura Internacional
por Érika dos Anjos.
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Comentários: 3
Comentários
Comment de Celtapp
Time 10/08/2010 at 13:09
Logo a cena da pesagem…em termos puramente leigos, achei um pouco rebuscado pois ele continuava ligado ao oxigenio, pelo menos penso que sim, mas mesmo que não chegaria o suspirar da chorosa esposa para fazer variar o peso sentido na balança. resumindo achei o meio pouco esteril para a experiencia.
Pingback de O Quarto Elemento » Resenha: Os ossos sagrados (Michael Byrnes)
Time 23/11/2010 at 13:22
[...] o livro Os ossos sagrados pois, ao contrário do autor de O código Da Vinci, Anjos e demônios e O Símbolo perdido, não conseguiu promover algo inédito, nem prender tanto a atenção do leitor em um romance que [...]





Comment de oscar de castro
Time 21/06/2010 at 18:28
já vi que fez, acho todos bem legais, pena que vc não acha. já que gostou de anjo e demónios, como o carmelengo conheceu o assassino? não entendi essa parte.
valeu.