Resenha: Toda mulher é meio Leila Diniz (Mirian Goldenberg)
Por Érika dos Anjos
O mito que envolve Leila Diniz continua firme e forte na memória do Rio de Janeiro. E é mais ou menos isso que a autora Mirian Goldenberg quer mistificar ou desmistificar nesse trabalho acadêmico. Isso mesmo, o livro ‘Toda mulher é meio Leila Diniz’ é o trabalho de doutorado da autora. Então, para isso, ela conseguiu entrevistas preciosíssimas de pessoas muito ligadas à atriz, como os irmãos, tios e grandes amigos.
E este é o ponto alto do livro: as revelações e histórias contadas por essas pessoas. São momentos da Leila irmã, da Leila amiga, da Leila mãe, da Leila mulher, independente da revolucionária e rebelde (mesmo sem querer ser) que conhecemos.
Momentos únicos como a entrevista para o Pasquim, que fez com que ela fosse perseguida pelos militares da ditadura e censurada em todo seu esplendor; ou o grande instante em que ela saiu linda e glamourosa da água com sua barriga de mulher grávida de seis meses e completamente feliz! A ela devemos muito nesse sentido de libertação, de liberação, de podermos mostrar o que quisermos!
Agora, infelizmente, os maus momentos que fizeram com que a leitura se tornasse chata e modorrenta, como quando ela tenta desmistificar a Leila, dizendo que era uma mulher comum, com problemas familiares etc; ou quando comparou a trajetória dela com a de Cacilda Becker, o que achei muito sem graça, apesar da peculiaridade da vida das suas atrizes.
Bom, no geral, é um belo tratado sobre o mito e a mulher Leila Diniz, mas se você pular algumas partes, ficará com uma ideia muito melhor do que ler o livro na íntegra!
Abaixo, seguem algumas fotos da diva, incluindo a polêmica da gravidez!




Postado: February 5th, 2010 em Literatura Nacional
por Érika dos Anjos.
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Comentários: 1





Comment de Rodrigo
Time 01/11/2010 at 12:42
Oi:
Interessante o texto!
Realmente: foi uma pessoa ‘polêmica’, quebrando tabus (e sendo a pioneira em alguns temas/costumes)…
Até reconheço que coisas que ela mencionava (sobre SEXUALIDADE, INTIMIDADE) não PRECISAVAM ‘VIR À TONA’: embora o fato de usar biquini na gravidez ‘abriu as portas’ para o FEMINISMO, libertação de costumes…
Por que mulheres grávidas não poderiam usar tais peças de banho? E se muitas mulheres não usam a peça ‘por inteiro’? Tipo MAIÔS…
E faço algumas técnicas artesanais (velas, caixas) e ela é uma dos temas: era muito bonita!
Rodrigo Rosa (Porto Alegre)