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Resenhas: O guia do mochileiro das galáxias (Douglas Adams), A hora da estrela (Clarice Lispector) e Assassinato na Academia Brasileira de Letras (Jô Soares)

Por Érika dos Anjos

Grande parte das resenhas que coloco aqui é de livros que gostei ou que tenham algo interessante a ser dito. Porém, existem alguns de onde não consigo extrair nada, nem mesmo falar mal sobre ele. Então, resolvi colocar três deles juntinhos em um post. Pode ser que eu esteja errada, o que é bem provável, mas nessas três obras quase nada me chamou atenção e não consegui desenvolver as ideias. Alguém concorda? Discorda?

O guia do mochileiro das galáxias (Douglas Adams)

Acho que sou uma das poucas pessoas que não gostou do livro. Achei muito chato, sem continuação ou uma idéia a ser seguida. Além disso, as poucas piadas com graça pareciam fora do contexto. Foi uma das poucas vezes em que quis me desfazer do livro. Acabei dando para meu cunhado, que adora o Monthy Python. Para mim, foi bem fraco!

Ficha técnica:

  • Livro: O guia do mochileiro das galáxias
  • Autor: Douglas Adams
  • Editora: Sextante
  • Nº de páginas: 208
  • ISBN: 9788575421048
  • Sinopse: Arthur Dent tem sua casa e seu planeta (sim, a Terra) destruídos em um mesmo dia, e parte pela galáxia com seu amigo Ford, que acaba de revelar que na verdade nasceu em um pequeno planeta perto de Betelgeuse. Considerado um dos maiores clássicos da literatura de ficção científica, este livro vem encantando gerações de leitores ao redor do mundo com seu humor afiado. Este é o primeiro título da famosa série escrita por Douglas Adams, que conta as aventuras espaciais do inglês Arthur Dent e de seu amigo Ford Prefect. A dupla escapa da destruição da Terra pegando carona numa nave alienígena, graças aos conhecimentos de Prefect, um E.T. que vivia disfarçado de ator desempregado enquanto fazia pesquisa de campo para a nova edição do Guia do Mochileiro das Galáxias, o melhor guia de viagens interplanetário. Mestre da sátira, Douglas Adams cria personagens inesquecíveis e situações mirabolantes para debochar da burocracia, dos políticos, da “alta cultura” e de diversas instituições atuais. Seu livro, que trata em última instância da busca do sentido da vida, não só diverte como também faz pensar.

 

A hora da estrela (Clarice Lispector)

Infelizmente, mesmo conhecendo a genialidade de Clarice por outros livros, A hora da estela não conseguiu nem mesmo me entreter. Achei a história da Macabéa chata e sem vida, sem o brilho que estamos acostumados a ver nos textos da autora.

Ficha técnica:

  • Livro: A hora da estrela
  • Autor: Clarice Lispector
  • Editora: Rocco
  • Nº de páginas: 120
  • ISBN: 9788532521279_
  • Sinopse: Obra de despedida de Clarice Lispector, A hora da estrela foi lançada pouco antes da morte da escritora, em 1977. A hora da estrela tem uma trama dupla. É, por um lado, o relato da vida triste e sem perspectiva da alagoana Macabéa, que pontua sua vida de solitário e silencioso desespero com as informações do Você sabia? da rádio Relógio, sinistro metrônomo a comandar o ritmo inútil de seus últimos dias de vida. Para a cartomante Carlota, a quem Macabéa procura em busca de um sopro de esperança, esses dias derradeiros deveriam ser coroados com o casamento com um estrangeiro rico. Mas, em sinistra ironia, Macabéa termina sob as rodas de um automóvel de luxo Mercedes-Benz. Por outro lado, A hora da estrela estabelece uma reflexão sobre a escrita e sobre a morte da própria escritora, por intermédio do alter-ego de Clarice, o escritor Rodrigo, que se sabia condenado por uma doença terminal. Desta forma, dois níveis de existência se fundem e dialogam entre si – a vida estéril da personagem incapacitada pela pobreza e as condições sociais, e a vida fértil do escritor, mestre do destino de seus personagens, mas tão vítima quanto eles diante do Destino maior e inexorável.

 

Assassinato na Academia Brasileira de Letras (Jô Soares)

Dos três livros já publicados por Jô Soares, sem dúvida, esse é o mais fraco. Pois, antes da 50ª página, a história já se tornou maçante e repetitiva, além dos acontecimentos estarem cada vez mais óbvios.
A favor do autor, temos a boa pesquisa sobre os costumes e tradições dos beneméritos da Academia Brasileira de Letras, que enriquecem o texto. No entanto, infelizmente, a história se perde e a leitura fica sem graça. Não é assim  que ele vai entrar para ABL.

Ficha técnica:

  • Livro: assassinato na Academia Brasileira de Letras
  • Autor: Jô Soares
  • Editora: Companhia das Letras
  • Nº de páginas 256
  • ISBN: 85359061773
  • Sinopse: A princípio aquilo parecia um paradoxo ou uma brincadeira de mau gosto: durante seu discurso de posse, o senador Belizário Bezerra, o mais novo imortal da Academia Brasileira de Letras, caiu fulminado no salão do Petit Trianon. A morte de outro confrade, em circunstâncias semelhantes – súbita, sem sangue e sem violência aparente – trouxe uma tensão inusitada para a tradicionalmente plácida casa de Machado de Assis; um serial killer literário parecia solto pelo pacato Rio de Janeiro de 1924, e não estava pra brincadeira. Queria ver mortos todos os imortais. Os “Crimes do Penacho”, como a imprensa marrom apelidou a série de assassinatos, despertaram a curiosidade do comissário Machado Machado, um tipo comum na paisagem carioca não fosse o indefectível chapéu-palheta, a pinta de sedutor irresistível e a obstinação em provar que aquelas mortes jamais poderiam ser coincidências. Em sua investigação, que serpenteia entre um chope e outro no Café Lamas, reduto dos intelectuais e jornalistas, uma visita ao teatro São José (mais precisamente ao camarim da deslumbrante Monique Margot, a estrela da peça “Alô… Quem Fala?”), uma passada no cemitério São João Batista e outra na Lapa, Machado Machado se vê às voltas com uma fauna exótica e muito particular. Os suspeitos estão em toda parte: políticos, jornalistas, religiosos, nobres falidos, embaixadores, crupiês, poetas maiores e menores, homens de letras, magnatas da imprensa, quase todos com um pendor inescapável para o assanhamento e a malandragem. “Assassinatos na Academia Brasileira de Letras” combina o sabor da prosa de Jô Soares a uma pesquisa histórica que reconstitui nos mais ricos detalhes um Rio de Janeiro que até agora não estava nos livros: parecia estar apenas na memória de quem o viveu. Como quem não quer nada, Jô mistura erudição e humor, texto e imagens, suspense e comédia de costumes – fórmula secreta que, na mão dos grandes autores, garante a marca da melhor literatura.
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Comentários

Comment de Aline
Time 31/07/2009 at 12:37

Eu, particularmente, gostei muito de A hora da Estrela. Do filme tb. Não chamaria de instigante, ms é interessante.

Comment de Léo Lago
Time 12/08/2009 at 17:51

Eu gostei bastante de você não ter gostado do Guia do Mochileiro. Espero que você não goste de mais livros (tirando os florzinhas).

Comment de darlanzinhoo
Time 07/09/2009 at 22:06

vcs são viados porra só do florzinha caralho

Comment de Érika dos Anjos
Time 07/09/2009 at 22:30

Darlan, seu comentário será publicado e respeitado como todos são aqui no O quarto elemento. Porém, quero lembrá-lo de que entrou aqui porque quis e não entendo o motivo de ter colocado, ainda que de forma inapropriada, o seu comentário em um post que não tem nada a ver com a sua ‘revolta’. De qualquer forma, seja bem vindo ao blog e, sempre que tiver uma crítica construtiva, queremos ouví-la.
Cordialmente,
Érika dos Anjos

Comment de Mariana
Time 14/09/2009 at 18:55

Você não pode analisar o Guia e todos os livros de Adams de forma séria e crítica. Abra a mente e veja que o que ele busca é exatamente NÃO FAZER SENTIDO algum e não ser analisado. Exatamente como o Universo é e devia ser…

Comment de fred
Time 27/03/2010 at 21:06

Mariana esta certa…
sem duvida um dos maiores autores dos ultimos tempos… mas opnião é igual *$ cada um tem o seu né.

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