Resenha: Anjos e demônios (Livro e filme)
Por Érika dos Anjos
Quando li O Código Da Vinci, me perguntei centenas de vezes o motivo de tamanha festa em cima do livro. Pois, na minha opinião, apesar de ter uma boa história, tem uma escrita muitíssimo fraca. Pensei que nunca mais leria nada de Dan brown, porém, perto do lançamento do filme, resolvi me aventurar com Robert Langdom mais uma vez, mesmo esperando ser o mesmo fracasso do outro. No entanto, Anjos e demôminos me surpreendeu positivamente.
Apesar de ainda não ser um livro excelente ou que mereça tamanha devoção, é mais bem escrito do que o Código e possui uma história mais redonda, com menos furos do que a outra. E nisso tudo, o que mais me surpreende é que Anjos e demônios foi escrito antes do Código, o que pressume-se deveria ser a iniciação acabou se transformando em algo superior.
Nesta primeira empreitada de Robert Langdom, o autor procura esmiuçar demair o caráter e a genialidade do seu professor de Harvard, pecando no excesso de detalhes de sua vida acadêmica. Ao mesmo tempo, ele coloca em Vittoria Vetra características que a deixam beirando a ‘mulher perfeita’, receita que repetiria com a criptógrafa de Código. Os demais personagens são bem estereotipados: ‘o grande cientista’, ‘aquele dividido entre a ciência e a religião’, ‘o provável traíra’, ‘o louco que faz tudo’ etc.
Quanto a história em si, há algo de possível no início e até mesmo fácil de acontecer, pois a religião ainda é uma fonte riquíssima de questionamentos, porém, no desenrolar dos fatos, qualquer vestígio de possível verdade é jogado no ralo com cenas inacreditáveis e situações bizarras.
No frigir do ovos, o Vaticano acaba fortalecido e o autor deixa no ar aquela coisa de ‘é melhor que a humanidade continue acreditando em Deus’. Ao mesmo tempo, ele deixa na cabeça de algumas pessoas que adoram confundir realidade com ficção (vide o fenômeno do Código) a sensação de que Bento XVI pode cair com a língua negra a qualquer momento…
Ficha técnica:
- Livro: Anjos e demônios
- Autor: Dan Brown
- Editora: Sextante
- Nº de páginas: 465
- ISBN: 8575421468
- Sinopse: Antes de decifrar ´O Código Da Vinci´, Robert Langdon, o famoso professor de simbologia de Harvard, vive sua primeira aventura em Anjos e Demônios, quando tenta impedir que uma antiga sociedade secreta destrua a Cidade do Vaticano. Às vésperas do conclave que vai eleger o novo Papa, Langdon é chamado às pressas para analisar um misterioso símbolo marcado a fogo no peito de um físico assassinado em um grande centro de pesquisas na Suíça. Ele descobre indícios de algo inimaginável: a assinatura macabra no corpo da vítima – um ambigrama que pode ser lido tanto de cabeça para cima quanto de cabeça para baixo – é dos Illuminati, uma poderosa fraternidade considerada extinta há quatrocentos anos.
Anjos e demônios, o filme
Tendo me surpreendido positivamente com o livro, fui de coração aberto ver a segunda aventura de Robert Langdon nos cinemas. E só tenho uma coisa a dizer: sofrível! Sempre sou muita atenta às nuances necessárias para se transformar uma obra literária em roteiro de cinema e acredito que muitas vezes são importantes as grande mudanças. No entanto, o que foi feito com a história original do livro foi uma mutilação sem precedentes! Uma coisa abusrda!
Pode-se dizer, sem parecer exagero, que o filme foi levemente inspirado no livro, pois mais de 50% das situações foram modificadas e sumariamente descartadas. Há certas coisas que são quase impossível de se entender, começando pela mudança do nome dos personagens. Alguém pode me explicar porque Leonardo Vetra virou Salviano? Ou porque o carmelengo Carlo Ventresca se transformou em Patrick? Não há motivo!
Fora as mudanças dos nomes, objetivos e motivações também foram arruinadas, como a retirada do parentesco de Vittoria e Leonardo vetra; os ‘depósitos’ na conta do Hassasin (e sua morte, então???); a supressão de um dos personagens mais intrigantes e importantes da trama, Maximilian Kohler; e, até mesmo, o futuro papa! Onde já se viu!?!?!?!
Fora isso, o final que já era lunático no livro, no filme acabou sem nexo total, deixando muitas pontas soltas, que nem quem leu o livro consegue explicar. Porque fulano fez aquilo? Mas, sicrano não conseguiria fazer aquilo outro! São questinamentos recorrentes de quem acaba de assistar à película.
E o amis triste de tudo: nem as atuações de Tom Hanks e Ewan MacGregor salvam o filme. Até esses dois atores estão fora de sintonia! Muito triste.
Enfim, a emenda ficou pior do que o soneto. Nunca pensei que diria isso, mas o livro do Dan Brown é melhor do que o filme! E você, o que achou?
Postado: June 9th, 2009 em Cinema, Literatura Internacional
por Érika dos Anjos.
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Comentários: 15
Comentários
Comment de Stefanie
Time 09/06/2009 at 20:53
Poxa… A resenha tá muito boa!!
Muito boa mesmo!!
Teti!!
Comment de Bia
Time 10/06/2009 at 13:41
Gostei dos dois livros, mas concordo que Anjos e Demônios é muito melhor!
Comment de Júlio
Time 13/06/2009 at 00:21
Não li os livros, porém vi os 2 filmes. Muitos furos em ambos, mas ainda prefiro o Código da Vinci ! Tb pudera, a história é plágio. Boa resenha !
Comment de Laís
Time 19/06/2009 at 00:55
Realmente concordo. Li o livro e também fui achando que seria ótimo, mas foi um desastre!
Também detestei a mudança dos nomes e o descarte de personagens como Kholer..
Simplesmente ridiculo!
Mas o livro é 100!
Comment de Guaxaim
Time 03/07/2009 at 10:45
Quando assisti o filme dei graças por ter pensado e dito “vou ler o livro antes, não quero que o filme estrague o final do livro”.
Ótima resenha.
Comment de Tatiana
Time 25/07/2009 at 00:27
Boa noite.
Não li o livro, só vi o filme.
Estão dizendo por ai que o final do filme não tem nada a ver com o final do livro.
Se é verdade como eh o final do livro?
Estou curiosa
Comment de Érika dos Anjos
Time 27/07/2009 at 13:23
Olha Tatiana. Muda um bocado de coisas. No livro, há um outro personagem que não tem no filme, é o diretor da maior casa de ciência do mundo. Esse cara, o Kohler, é que descobre as falcatruas do Carmelengo após conseguir o diário do pai da Vitória Vetra. Ele é paraplégico e filma tudo com a câmera da super cadeira de todas que tem e tal. E a polícia do Vaticano que o mata. Só que durante todo o livro, o Dan Brown dá a entender que ele, o Kohler, é o grande vilão pq ele é super antipático e grosso. Bom, só lendo mesmo para entender bem, mas acredito que o roteiro do Anjos ficou melhor do que o do Código, onde muitas coisas foram mudadas e não explicadas. Ficando para quem não leu muito mais dúvidas do que o Anjos. Beijos e obrigada pela visita ao Quarto elemento. Volte sempre!
Comment de oscar de castro
Time 21/06/2010 at 18:37
Não te surpreendeu o final do livro código da Vinci, tudo não passou de um sonho, legal.
valeu.
Comment de Talita
Time 20/10/2010 at 09:42
Estou terminando o livro, e já ia pegar o DVD para ver…e já desisti rsrsrs.
Me decepcionei bastante ao ler o Código da Vinci, e depois ver o filme, muita coisa foi alterada, como a cena em que Sphie Neveu agride o monge no avião (isso não acontece no livro). E como que o filme de Anjos e Demônios exclui Maximiliam Kohler?Ele é a chave para o desenrolar da história…que coisa absurda!Nem vou assitir, prefiro ficar com a história verdadeira intecta na minha mente. E o próximo livro a ser lido é O SIMBOLO PERDIDO!
Comment de Érika dos Anjos
Time 20/10/2010 at 11:47
Decidiu muito bem em não ver o filme. Apesar dos ótimos atores (como o próprio Tom Hanks e o Ewan McGregor), deixa muito a desejar no roteio. O fim é inacreditavelmente diferente e frustante para quem gostou do desfecho do livro!
O Símbolo Perdido eu achei meio forçado, mas vale a leitura. Dá uma olhada na resenha que eu fiz aqui.
Bjs
Comment de errosebah
Time 23/10/2010 at 01:09
Informações e estatíticas dos estados e cidades do Brasil
O Brasil é um país continental, com 8 514 876 599 quilômetros quadrados e uma extensa costa banhada pelo oceano Atlântico, o Brasil tem características só encontrada em continentes.
O Brasil está divido em cinco grandes regiões, que são: sul, sudeste, centro-oeste, nordeste e norte.
Na região sul há os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Juntos estes três estados têm 1.188 cidades.
A região sudeste é a mais populosa do Brasil, com 1,668 cidades espalhadas pelos quatro estados desta região: São Paulo, o mais populoso do Brasil, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Na Região centro-oeste além da capital federal do Brasil, Brasília, está os estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e o Distrito Federal. Nesta região há 466 cidades.
A região Nordeste é a que tem o maior numero de estados, são 10 ao todo e é também aqui que está a maioria das cidades brasileiras, 1932 ao todo.
A região norte é maior em área e ocupa uma importância singular para o Brasil, já que é considerado uma espécie de pulmão para o Brasil. O local está quase todo tomado pela floresta amazônica, a maior do mundo. Na região norte há 7 estados e 433 cidades.
Os estados e cidades do Brasil são independentes em algumas ações administrativas e conta com o apoio do governo federal em ações de interesse nacional com saúde pública, economia e o planejamento geral do país.
para mais informações acesse o site:
http://www.estadosecidades.com/





Comment de underground
Time 09/06/2009 at 19:22
Anjos e demônios, o filme- tb é muito melhor que o Código – muito longo e lento….
=D