Diário de um pai atrapalhado – Viajando com o bebê

Vai viajar e pretende levar teu rebento junto? De carro? Prepare os ouvidos e a paciência, pois a viagem poderá ser bem longa.
Com tudo já arrumado, mamadeira d’água, remédio para nariz, assadura, picada de mosquito, febre, tosse etc, fraldas sobressalentes, roupas sobressalentes, brinquedinhos para distrair etc. E o assessório mais importante do bebê viajante: A cadeirinha para automóvel.
Os assentos são as únicas coisas que protegem as crianças em casos de acidentes, já que os cintos de segurança não são projetados para elas. Levar no colo não é boa idéia, não há como segurar em caso de acidente.
Então cadeirinha nele. A viagem de ida foi moleza. De manhã cedo, ele ainda com sono dormiu o caminho todo, quase não reclamou. O maior trabalho foi montar a dita cuja no carro. Isso as vezes é bem chato. Agora a volta…
A volta… O que falar dela. Meio-dia, sol de rachar, bebê ligadão. Para não perder mais tempo, e tentar evitar o mega engarrafamento previsto para o fim daquele dia, resolvemos almoçar na estrada. A primeira perna da viagem foi fácil como a de ida, ele dormiu até a hora do almoço. Deu para almoçar na maior paz.
Um adendo que nada tem a ver com o assunto. De sobremesa resolvi tomar um picolé de uva. Fiquei com ele no colo enquanto degustava a sobremesa gelada enquanto minha esposa comprava água mineral. Que dó, ele ficou o tempo inteiro com a carinha de felicidade achando que ia ganhar alguma coisa. É mas fazer o que, sorvete ainda não podia.
De volta a vaca fria, ou melhor a estrada. O trânsito ficou lento no pedágio, com o carro sem se movimentar ele começou a ficar impaciente e reclamar. Essa reclamação virou um chorinho, não o ritmo musical, quem dera fosse brasileirinho do Waldir Azevedo, daí passou a ficar mais forte. No clímax chegou a um grito agudo, contínuo (lembram dos Nazguls do Senhor dos Anéis? Pois é…) e acompanhado de um sacudir frenético e incessante dos braços e pernas.
Basicamente foi assim até o fim da viagem. Para quem nos acompanhava só restava repetir a frase feita impressa no manual da cadeirinha, alguma coisa mais ou menos assim: não importa o quanto a criança chore. Não ceda, com o tempo ela entenderá que é o melhor para ela. Blá blá blá… A foto do post sintetiza o momento.
Postado: January 20th, 2009 em Diário de um pai atrapalhado
por Leonardo Pereira Costa.
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Comentários: 2
Comentários
Comment de Fabiana Godoy
Time 24/09/2009 at 03:31
Amei a foto e o post, minha bebê com 10 meses ainda não entendeu/ conformou que é lá o lugar dela. Fazer o quê?
No meu blog tem dicas para viajar de avião, dê uma olhada. http://sonodobebe.blogspot.com/2009/08/viajar-com-um-bebe-pode-e-uma-missao.html





Comment de Lourdes Ramos
Time 21/01/2009 at 10:13
É, Léo… Criança também sabe reclamar das coisas que a encomodam, mesmo quando ainda não sabe falar… Mas mesmo assim, são umas gracinhas!
Gostei muito de seu desabafo!
A foto está bem ilustrativa, rsrs.
Bj,