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Batman – O Cavaleiro das Trevas

No último sábado, fui ao cinema assistir ao filme Batman – O Cavaleiro das Trevas. Filmes de super-heróis nunca fizeram a minha cabeça, com exceção dos do homem morcego. Gosto dele pelo ar misterioso – que não chega a ser um diferencial – e, principalmente, por não ter super poderes. Ele derrota os maus elementos contando apenas com seu conhecimento científico, sua vocação para detetive e é claro, a força física. Isso faz dele muito mais um guardião de Gotham do que um super-herói tradicional.

Havia uma longa fila a espera da última sessão naquele dia. Todos com grande expectativa por conta das críticas favoráveis – o filme é o maior lançamento cinematográfico de 2008 no Brasil, desbancando Indiana Jones – e dos rumores de um possível Oscar póstumo a Heath Leager.

Pois bem, lá fui eu ansiosa! Após um trailler quase sem fim, eis que começa a saga do meu super-herói favorito. O clima é pesado, sombrio e as cenas trazem violência, mas tudo é coerente com a trama do filme. Sinceramente, não me pareceu exagerado.

Bruce Wayne é mais uma vez interpretado por Christian Bale. Acho que há Batmans melhores! Prestem atenção na entonação de Bale; tem um quê de Darth Vader. Risos Ponto para o Coringa! Ou melhor, para Heath Ledger, brilhante no papel do vilão. Sua missão era difícil, já que Jack Nicholson foi, no mínimo, marcante na pele do palhaço. Mas Ledger não só deu conta do recado, como superou expectativas (a minha inclusive! E olhem que sou fanzoca de Nicholson!) Seu Coringa recebeu pitadas de loucura, desequilíbrio e frieza na medida certa (se é que isso existe! risos), aproximando-o do personagem dos quadrinhos.

Aliás, esta parece mesmo ser a proposta deste filme e de seu antecessor – Batman Begins. Prova disso é o personagem Harvey Dent, o Duas Caras. A versão mais conhecida do papel é de Tommy Lee Jones, em Batman Forever (1995). Em O Cavaleiro das Trevas, presenciamos o surgimento do vilão, com a boa interpretação de Aaron Eckhart – o mocinho de Sem Reservas (2007).

Além dos vilões conhecidos da ficção, há um time de meliantes “barra pesada” comuns no mundo real. Como um pouco de teoria da conspiração não faz mal a ninguém, queria fazer um comentário em relação a isso. Um dos cabeças da turma é chinês, mas o tom com que isto usado no filme me remeteu aos longas da época de grande rivalidade EUA – URSS. Lembram dos vilões espiões russos, normalmente interpretados por Dolph Lundgren (tá bem, peguei pesado agora! risos)?

O longa traz ainda outros coadjuvantes de primeira linha, como Gary Oldman, Michael Kane, Morgan Freeman e Maggie Gyllenhaal.

O talento do elenco e a inspiração do diretor Christopher Nolan atrai o público durante as 2 horas e meia de filme (lembrem-se: peguei a última sessão, agora, imaginem a hora que saí do cinema risos). Sem dúvida, valeu a pena.

É bom lembrar que o protagonista de Batman – O Cavaleiro das Trevas é o Batman mesmo. Parece uma observação redundante e boba, mas se considerarmos as peças promocionais do filme espalhadas pelas salas brasileiras e o trailler há tempos exibido, podemos atribuir este papel ao Coringa. Isto não só pela importância do personagem e pela memorável atuação de Heath Ledger, mas também pelo sensacionalismo por trás da morte do ator, no início deste ano.

Há rumores de uma possível indicação ao Oscar e até uma premiação/homenagem póstuma. No início, confesso que achei exagero e parte de uma jogada de marketing para aumentar a audiência do evento. Hoje, continuo vendo o lado publicitário da coisa, mas considero a premiação de Ledger muito justa.

Agora, aguardo mais filmes do Batman, um novo Coringa e um candidato a Pingüim. Será que alguém supera o de Danny DeVito? Surpresas serão bem-vindas.

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Comentários

Comment de Kiki Black
Time 22/07/2008 at 20:41

Amei o post. Porém, dizer que o Gary Oldman é coadjuvante é sacanagem!!! Ele é o cara, the man, ele é o Siriussssssssssssssssssssss!!!

Fim

Comment de Cláudia
Time 10/08/2008 at 22:58

Vi ontem (9/8) o filme a simplesmente ADOREI !!! O mais curioso é que este tipo de longa não faz muito o meu gênero, mas na falta de opção, resolvi assisti-lo. Como sou da época do seriado e vi alguns trechos dos filmes que se sucederam, achei que a proposta deste foi completamente diferente das anteriores e, por isso, bem mais interessante. Começa pelo próprio Bruce Wayne, que não faz o tipo coitadinho riquinho e infeliz. Ele não é o super herói, tem personalidade !!! Também gostei muito da esteriótipo dado ao Coringa, pois ele não era apenas mau, mas sim um homem cheio de problemas psicológicos que o levaram a criar um personagem próprio, para que as pessoas o enxergassem de uma forma diferente da convencional. A cena em que ele queima uma montanha de dinheiro e prefere explosivos denota o grau de insanidade a que chegou. Tenho apenas uma ressalva a fazer: o elenco é bom demais para os papéis que foram escalados. Michael Caine como Alfred é o maior desperdício !!! Morgan Freeman sem comentários !!!! Gary Oldman, depois de vê-lo na brilhante interpretação de Sirius Black, aparece como o comissário Gordon, que nunca teve grande expressão na série original e nem nos filmes posteriores. Quanto a Aaron Eckhart no papel de Duas Caras, não posso comentar, pois não vi o personagem na versão de 1989, protagonizado por Tommy Lee Jones. Mas conheço o trabalho do ator e o achei excelente. Os efeitos especiais e a maquiagem estavam perfeitos. Outra ressalva que faço, aí discordando com a autora do post, é a indicação póstuma do Oscar para Heath Ledger. Apesar da interpretação impecável, ainda não supera Jack Nicholson, que, além de não haver palavras para descrever o seu talento, sua cara é a própria figura de um louco. Rsrsrs Vale mesmo conferir esta última versão do filme.

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