Crítica para quem não gosta de críticos
O Incrível Hulk
* Por Kiki Black
Realmente é muito fácil esconder num cara de três metros de altura, meia tonelada e, simpaticamente, verde por cinco anos. E ele ser achado em uma favela do Rio de Janeiro. Começa assim um filme com o roteiro mais difícil de se engolir do que True Lies: O incrível Hulk, segundo da última ‘leva’ de longas do herói da DC Comics.
Aí eu te pergunto caro leitor: por quê cargas d’água devemos achar que o cara é corajoso se diz que vai pra Rocinha e está na Tavares Bastos, usa fio dental e ainda parece um frango? Não dá, não mesmo. Mas explicarei esses pontos de vista.
No começo do filme, Bruce Banne, que ninguém nunca percebeu ser o Hulk, está há cinco anos fugindo da polícia americana. Repare bem que Osama Bin Laden está fugindo há sete, mas o Hulk, pequeno e delicado, só conseguiu fugir por cinco. Então, o cara é achado em uma favela do Rio, que eles dizem ser a Rocinha, mas na verdade é a Tavares Bastos, no Catete. A comunidade mais calma do Estado, por abrigar ‘somente’ a sede do Bope, principalmente do Capitão Nascimento. Ou seja, para o Verdão, que não é o Palmeiras, colocar medo em alguém, a favela primeiro tem que ser dominada pelo nosso grande héroi de Tropa de Elite.
Segundo ponto. As roupas do cara rasgam toda, ele praticamente duplica o seu tamanho, mas continua de bermuda e cueca! Ou seja, mesmo com aquela cara de mau e aquela pose toda, usa fio-dental. Não venham me convencer de que a cueca rasgou e a bermuda não, porque não cola. É fio-dental sim! Só falta colocar silicone e fazer topless.
Terceiro e último ponto, porém não menos importante. Como tiveram a coragem de trocar o Eric Bana, que é maravilhoso, pelo frangote do Eduard Norton? Deixe ele para o Hannibal Lecter, é bem melhor.
Pelo menos no outro filme pude me deliciar o com o Bana, nesse nem isso.
* Kiki Black é um personagem de ficção que odeia qualquer filme… que não seja Harry Potter
Postado: June 11th, 2008 em Cinema
por Érika dos Anjos.
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Comentários: 1





Comment de Leonardo
Time 12/06/2008 at 17:26
As calças do Hulk do antigo seriado de TV também não rasgavam na cintura só nas pernas…
Mas voltando ao filme, o primeiro já era um lixo, nem quero imaginar o segundo.
Verde por verde um filme baseado em coisa verde que talvez fosse bem melhor seria um filme baseado no livro O Menino do Dedo Verde.
Menos enjoado, por ser menos verde (afinal é só um dedo) e infinitamente mais pacífico.