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Resenha: Álbum de família (Danielle Steel)

Por Érika dos Anjos

LBUM_DE_FAMILIA_1275509773MiniContinuando a linha de Mrs. Steel, a resenha de um segundo, e bom, livro que li da autora. Se eu me empolgar, de repente, teremos um terceiro amanhã. Vamos ver.

Bom, a história fala sobre uma vida contada através de quatro décadas. No livro, a estonteante atriz Faye Price abdicou de tudo por causa do amor. Mas, será que ela fez o certo? Será que foi mais feliz assim? Ainda daria tempo de retomar o seu posto em Hollywood?

A obra começa com a visita de Faye a um dos acampamentos dos soldados americanos durante a Segunda Guerra Mundial. A ida de astros e atrizes de renome aos fronts era uma tática comum do exército para incentivar seus soldados e Faye o fez com orgulho. Lá em Guadalcanal, ela conhece muitas pessoas e uma delas é Ward Thayer, um jovem soldado que como muitos outros se apaixona pela estrela. No entanto, ele consegue se aproximar dela e eles passam um noite conversando e rindo como se fossem velhos amigos. Só que no futuro, ele seria muito mais do que apenas um amigo.

Dois anos depois, quando ela quase não se lembrava do jovem soldado que a encantara, ele reaparece: vivo e dono de uma quantia milionária. Como não poderia deixar de ser, o encantamento inicial retorna e a paixão entre os dois se torna inevitável. O amor é tão arrebatador e eles se completam tanto que ela decide abrir mão do sucesso que havia conquistado na vida para se tornar apenas usa esposa. Tudo está às mil maravilhas durante anos, eles têm três belíssimos filhos, mas Ward parece não ter amadurecido nem sequer um dia após o primeiro contato deles e se transforma em um playboy sem escrúpulos e perde todo o seu dinheiro, além de trair Faye.

A partir deste momento, ela começa a repensar sobre tudo que havia feito de sua vida e se teria tomado uma boa decisão. Ainda restava coragem para reassumir seu destino ou seria mais cômodo tentar levar a vida nas aparências? Será que o público, diretores e amigos ainda se lembravam de Faye Price? Será que ainda há chance de recomeçar? Estas são algumas da perguntas que a autora vai respondendo aos poucos no decorrer do livro e mostrando que mesmo para quem é linda e famosa, há muitos percalços e que a maioria das pessoas só pensa em usufruir das vantagens de estar ao lado de uma diva das telas.

Ficha técnica:

  • Livro: Álbum de família
  • Autor: Danielle Steel
  • Editora: Record
  • Nº de páginas: 415
  • ISBN: 8501163074
  • Sinopse: Mais uma vez, a mulher é o centro das atenções de um romance de Danielle Steel. Em “Álbum de família” ela fala de uma atriz que se privou de sua vida profissional para se dedicar aos filhos.

Resenha: O fantasma (Danielle Steel)

Por Érika dos Anjos

O_FANTASMA_1276745409MiniMuitas pessoas torcem o nariz para Danielle Steel. Afinal, ela é do tipo de autora que escreve com uma rapidez impressionante, tendo livros publicados praticamente de seis em seis meses, fazendo com que os ‘puristas’ achem esta literatura como fraca ou superficial. No entanto, O fantasma é uma das provas cabais de que isso é uma inverdade. Neste livro, Mrs. Steel se supera contando não uma, mas duas histórias lindas, algo que nem todos os autores conseguem fazer e, principalmente, fazer de forma que mantenha o leitor preso e apaixonado pelos dois momentos distintos.

Charles Waterston é uma pessoa bem-sucedida no trabalho e que acha que leva uma vida perfeita. No entanto, quando tudo vai bem, Carole, sua esposa o abandona e ele perde completamente o chão. Tendo pensado em diversas formas de aliviar aquele sofrimento e o baque inesperado de ter sido preterido, Charles resolve mudar de cidade. Porém, antes disso, precisa ficar um tempo sozinho e entender tudo que está sentindo, pois devido ao seu descontrole com a separação, arruma problemas até com seus sócios no escritório de arquitetura em que trabalha. É quando ele decide permanecer na pequenina cidade de Shelburne Falls e sua vida muda.

Lá, ele conhece a hospitaleira Sra. Palmer e a linda história de amor e preconceito entre Sarah Ferguson e o francês François, ocorrida há 100 anos, que de uma forma sobrenatural e instintiva acabou se unindo a sua própria história ao conhecê-la, praticamente in loco, e os sabores e dissabores de cada uma das pessoas viveram naquele tempo. Além disso, ainda encontrou Francesca, a bibliotecária do local, que havia sofrido tanto quanto ele e conhecia profundamente a história de Shelburne Falls… podendo, com isso, até mesmo curar algo que ele julgava incurável: a dor que sentia.

Um linda história, que encanta e nos faz acreditar que sempre há alguma influência do que aconteceu anteriormente em cada lugar que vivemos. Você sabe quem morou na casa em que vive hoje? O que aconteceu lá? Se há uma história de amor lindíssima para ser desvendada? Charlie e Francesca conseguiram descobrir!

Ficha técnica:

  • Livro: O fantasma
  • Autor: Danielle Steel
  • Editora: Record
  • Nº de páginas: 366
  • ISBN: 8501052981
  • Sinopse: O arquiteto americano Charlie Watson radicado em Londres volta à sua terra natal, arrasado com o fim de um casamento perfeito de dez anos. De férias, Charlie acaba deparando-se com uma antiga construção – um castelo construído por um conde francês para sua amante, Sarah Ferguson, cuja história vai sendo descortinada à medida em que lê os diários da condessa. Com isso, Danielle Steel narra duas histórias paralelamente – a da vida de Sarah Ferguson que, assim como Charlie, fugira de Londres após um destruitivo casamento com um aristocrata inglês. E a de Charlie, que tenta reconstruir sua vida sentimental após o fim de seu casamento.

Resenha: O diário de Anne Frank

Por Érika dos Anjos

diario de anne frankHá pouquíssimas pessoas que ainda não conheçam a história de O diário de Anne Frank, pois, além da literatura, vários filmes e documentários já foram feitos sobre o assunto. Porém, quando se está com o livro em mãos a história parece que toma vida e você se apega de uma forma inebriante à autoria e ao seu fatídico destino. Quando li o livro, obviamente já sabia o que aconteceria com a pobre menina judia, que passou anos escondida em um sotão em Amsterdã, mas garanto que não estava preparada para tamanho desconforto ou tamanha tristeza que me invadiu no fim da leitura.

No início do diário, Anne conta sobre sua vida pré-guerra, seus problemas na escola (o que hoje chamariam de Bullying) e o dia a dia com sua família. Só que aos poucos as batalhas se aproximam, os nazistas passam a se infiltrar em todos os locais e a caçada aos judeus se torna ferrenha e acaba com os alicerces da família Frank, que precisa fugir e ser escondida em um sotão com várias outras pessoas que também precisavam não serem descobertas pelos soldados a fim de que não fossem mortas sumariamente ou enviadas para os temidos campos de concentração.

Aos poucos, o leitor se encanta com a ingenuidade e o sofrimento daquela criança que escreve noite após noite em seu diário e consegue mostrar toda a confusão de seus sentimentos e a falta de entendimento sobre o motivo de estarem passando por aquele inferno. Para tentar fugir do seu triste cotidiano, Anne ainda cria uma amiga imaginária chamada Kitty, que acaba sendo um alterego de cada um de nós, leitores. Ela passa por todos os nie-anneproblemas inerentes à infância e ao início da juventude, como uma paixão por Peter, um dos moradores do anexo, e a necessidade de continuar os estudos, mesmo estando em tão precária situação, ordens expressas de seu pai Otto Frank, no fim, o único sobrevivente e que ficou responsável por transformar o diário da filha em livro após sua morte por tifo, no campo de Bergen- Belsen.

Pessoalmente, algo que me marcou muito nesse livro foi a forma como termina pois o diário é, literalmente, interrompido do nada quando chega a polícia de segurança para levá-los após descobrirem o esconderijo. É como se estivéssemos ali ao lado de Anne, já que não há respostas para suas perguntas, não há fim para suas dúvidas, não há fim, tudo é interrompido. Inclusive, a vida daquela que nos afeiçoamos em todas as outras páginas.

Ficha técnica:

  • Livro: O diário de Anne Frank – Edição definitiva
  • Autor: Anne Frank
  • Editora: Record
  • Número de Páginas: 349
  • ISBN: 8501044458
  • Sinopse: “12 de junho de 1942 – 1° de agosto de 1944. Ao longo deste período, a jovem Anne Frank escreveu em seu diário toda a tensão que a família Frank sofreu durante a Segunda Guerra Mundial. Ao fim de muitos dias de silêncio e medo aterrorizante, eles foram descobertos pelos nazistas e deportados para campos de concentração. Anne inicialmente segui para Auschwitz e mais tarde para Bergen-belsen.”

Resenha: O outono do patriarca (Gabriel Garcia Márquez)

Por Érika dos Anjos

O_OUTONO_DO_PATRIARCA_1292770556MiniApós ler os maravilhosos Cem anos de solidão e Amor nos tempos do cólera, minha próxima escolha de livro do genial Gabriel Garcia Márquez recaiu sobre O Outono do Patriarca, que apesar de brilhar em alguns momentos, não tem todos os componentes excelentes dos outros dois. Não sei se é porque lembramos muito de pessoas verídicas e histórias verdadeiras, o que não acontece com o realismo mágico de Cem anos ou o amor impossível dos tempos do cólera, ou se é porque a prolixidade de Márquez está ainda mais exacerbada neste número, que contém páginas e páginas de um mesmo parágrafo e, em determinado momento, perde a ‘graça’ para se tornar enfadonho.

A história conta a vida de um ditador, sem nome definido, que está há incontáveis anos no poder e começa a ‘confundir’ suas experiências devido ao tempo infindável de vida que o está assolando em seu próprio palácio. O ditador acredita que ainda é o dono absoluto do país, mas já vive de uma farsa programada por aqueles que tomaram as rédeas do poder, além de contar aos seus invisíveis seguidores suas proezas do passado e tudo o que já viveu até chegar àquele momento decrépito. Dentre os impropérios do seu reinado está a venda do mar que banha o país para pagar a dívida externa (em um dos diálogo mais inimagináveis do livro), uma traição digna de Júlio César e seu ‘até tu Brutus, meu filho?’ e a paixão desmedida pela jovem Letícia Nazareno, que acaba tomando o pouco que ainda restava da verdadeira vida do ditador.

Obviamente, Garcia Márquez dá todo um toque pessoal à falta de carisma do protagonista, porém, acredito que ainda não foi o suficiente para que torçamos ou para que nos encantemos com o ditador. Sei que esta não é a intenção do autor ao criar este livro, mas acho que por toda falta de simpatia pelo homem, acabei não conseguindo gostar ou me apegar à obra tão importante no cenário literário do ganhador do Nobel de 82.

Ficha técnica:

  • Livro: O outono do Patriarca
  • Autor: Gabriel Garcia Márquez
  • Editora: Record
  • Nº de páginas: 256
  • ISBN: 8501009733
  • Sinopse: O Outono do Patriarca” traz a saga de um ditador com idade indefinida entre 107 e 232 anos, vagando num universo onde tudo conduz à lembrança do tempo acumulado. No palácio presidencial, onde pastam vacas, o patriarca é um solitário entre concubinas, perseguido por um apetite sexual senil, ouvindo harpas ao vento e a subida das marés, atrasando relógios e maquinando em um cenário em que galinhas errantes bicam móveis e cadáveres, a solidão precipita o terror e desfralda a superstição em um imenso bazar da mitologia sobre o poder no continente. As formigas mortais do último capítulo de “Cem Anos de Solidão” compõem uma epígrafe deste outono anunciado. São obras-primas, que se completam, se seguem, constituindo as fabulações insuperáveis.

Resenha: Cassino Royale (Ian Fleming)

Por Érika dos Anjos

CASSINO_ROYALE_1229553800PFilmes de 007 existem aos montes, porém não são todos que conhecem os livros de Ian Fleming. Para aqueles que querem entrar nesse mundo de literatura ‘bondiana’, aconselho Cassino Royale. Primeiramente, por ser o livro inicial do escritor sobre o agente de sua majestade,  e também porque o livro é muito bom e nos faz imaginar fielmente a tensão em um jogo que vale milhões em dinheiro e em status. Outro ponto genial do filme é que, literalmente, o leitor consegue aprender a jogar Bacará, pouco difundido no Brasil. Passei a conhecer e adorar!

Mesmo se tratando do primeiro livro que tem Bond, James Bond como personagem principal, Fleming não se digna a apresentá-lo da forma usual de outros autores. O agente é mostrado no seu dia a dia, sem maiores explicações e já começando em um caso enviado por M, que acaba terminando muito mal e faz com que Bond precise a todo custo resolver o que ocorre no Cassino Royale e prender Le Chiffre (isso é nome de vilão? rs) a fim de manter sua posição no Serviço Secreto.

Durante o livro, percebemos que Bond não é nem um pouquinho linear em suas posições e que faz de tudo para conseguir o sucesso de suas missões, algo que frequentemente é deixado de lado nos filmes, quando parece que o agente é politicamente correto; a adoração de Bond pelas mulheres já está na alma do personagem desde esse primeiro número, no entanto, ele se apaixona de verdade pela maravilhosa Vesper Lynd, trama que terá consequências por todos os outros livros e filmes já que ele se desilude, por assim dizer; outra comparação que acredito ser pertinente fazer é quanto à cena final do jogo, pois no filme ela é muito benfeita e descrita, utilizando plenamente vários recursos de suspense e música para impressionar o espectador. No entanto, no livro não há esse tipo de recursos mas o autor consegue transmitir por meio de palavras todas as sensações que Bond tem naqueles momentos finais, pré-desmaio. Simplesmente emocionante!

Enfim, para os fãs das aventuras do agente secreto com permissão para matar nas telonas é excelente e para aqueles que simplesmente curtem um bom livro também é um prato cheio!

Ficha técnica:

  • Livro: Cassino Royale
  • Autor: Ian Fleming
  • Editora: Record
  • Nº de páginas: 204
  • ISBN: 8501077755
  • Sinopse: Primeiro livro do agente secreto James Bond, escrito por Ian Fleming em 1953, “Cassino Royale” apresenta o charmoso espião inglês em aventuras pela costa francesa, no encalço de Le Chiffre, tesoureiro de perigosos comunistas.

Resenha: Luxúria (Judith Krantz)

Por Érika dos Anjos

LUXURIA_1283742111BUm calhamaço de quase 500 páginas que fala sobre toda a vida de uma mulher fútil, mal-amada, ninfomaníaca e, às vezes, até malvada. Se formos levar por esse ponto de vista, o livro de Judith Krantz não vale nem a pena passar perto. Porém, lendo nas entrelinhas e deixando de lado, um pouquinho, a falta de caráter e até mesmo de carisma da protagonista, dá pra levar. Principalmente, se você, como eu, se encantar com a história dos coadjuvantes Valentine O’Neill, Spider Elliot e a hilária Dolly Moon!

A história começa com a loja Luxúria, a mais chique do país e com o nome mais parecido possível com sua dona, a riquíssima Billy. Ela contrata os 171, mas gente da melhor qualidade, Vallentine e Spider para gerenciar sua loja, que gastou milhões mas que não está rendendo o esperado. Porém, Billy faz isso com o jeito mais nojento possível e com o maior ar de ’sou a melhor’ que consegue.

No entanto, nem sempre foi assim. Logo depois, conhecemos como era Billy na infância e adolescência. Uma menina gordinha e inteligente, que sofria bulliyng até da família e que só foi se descobrir quando viajou para Paris e conheceu pessoas muitíssimo interessantes, além de fazer uma dieta restritíssima (na verdade nem propositalmente). Vamos acompanhando aos poucos a evolução de Billy, suas malfadadas tentativas sexuais e sua sede de conhecimento, até que ela conhece o rico empresário Ikehorn. Aí tudo muda.

Inicialmente, eles têm a melhor vida do mundo e ela o acompanha em tudo. Porém, ele fica doente e é aí que vemos a verdadeira Billy aparecer, dando para todos os homens que vê na frente, maltratando as pessoas e, como não poderia deixar de ser, sofrendo o pão que o diabo amassou e culpando sua família e seu passado. Até que ela conhece o cineasta Vito Orsini, um italiano em todos os sentidos, e se apaixona por ele. Mesmo assim, sua veia ruim não se altera, mas ela passa a baixar a cabeça para o homem.

Nesse meio tempo, continuamos acompanhando as aventuras, e principalmente desventuras, de Vallentine e Spider, que conseguem fazer da Luxúria novamente a melhor. Porém, enquanto profissionalmente estão na melhor, pessoalmente a coisa é diferente e eles têm vários embates por causa disso. Na minha opinião, bem mais interessantes do que os de Billy.

Também acompanhamos o núcleo do filme que está sendo gravado por Orsini e é aí que entra a ótima Dolly, que dá uma novo gás ao livro que ia se perdendo em suas centenas de páginas. Com ela, o clima se torna mais leve e até mesmo a megera Billy passa a ser mais tolerante e até mesmo simpática.

Tudo se desenvolve para a noite do Oscar, citada logo no primeiro capítulo do livro, e onde termina a história. Porém, antes disso, o leitor se depara com várias barrigas de texto, momentos sem grandes inspirações, mais e mais homens pegando a Billy e, pelo lado positivo, alguns bons diálogos e até mesmo ação, envolvendo os envelopes do Oscar, uma Dolly com a barriga de 9 meses de gravidez e um nerd apaixonante!

Enfim, se você estiver com bastante tempo disponível, vale a leitura. Mas, não se sinta culpado se der vontade de avançar algumas pagininhas… garanto que é bem normal neste livro!

Ficha técnica:

  • Livro: Luxúria
  • Autor: Judith Krantz
  • Editora: Record
  • Nº de páginas: 495
  • ISBN: 850101429X
  • Sinopse: Luxúria é o primeiro romance de Judith Krantz, onde ela narra a história de Wilhelmina Hunnewell Winthrop Ikehorn Orsini, mais conhecida como Billy. O livro começa com Billy pedindo a sua amiga e funcionária, Valentine O’Neill, para criar um vestido para ser usado na premiação do Oscar. Seu segundo marido, Vito Orsini, fez um filme que está concorrendo ao premio de melhor filme. A partir daí, ficamos conhecendo Billy, sua vida em Boston,quando era uma mulher gorda e forasteira, acompanhamos seu emagrecimento e sua transformação para beldade em Paris, seus casamentos, primeiro com o poderoso milionário Ellis Ikehorn e depois com o produtor Vito Orsini. Do mesmo modo, também ficamos conhecendo Valentine O’Neill, uma estilista francesa, o requintado Spider Elliot da Califórnia, a exuberante atriz Dolly Moon, que Billy conhece nos sets de filmagem do filme de seu marido e muitos outros personagens complexos e adoráveis. Neste livro aprendemos tudo sobre o mundo da alta costura, a vida em Paris, o estilo de vida dos ricos e famosos de Beverly Hills. Apesar de Judith Krantz não ser uma escritora para estimular o espírito ou o intelecto, ela tem um texto bem humorado, diversificado e sensível.

Resenha: Ouro de Aspen (Janet Dailey)

Por Érika dos Anjos

O_OURO_DE_ASPEN_1255458821PKit Masters foi criada em uma fazenda e sempre foi apaixonada pelo lugar e pelos animais de lá. Além disso, morava na fazenda ao lado o caubói Tom Bannon, seu melhor amigo e a partir de um determinado momento seu amor. Porém, após algumas brigas homéricas com a mãe, resolve ir buscar a carreira de atriz em Los Angeles como sempre sonhou. Mantendo, é claro, seu relacionamento com Bannon, que estava indo para a universidade.

Só que ela não contava que ele fosse se apaixonar por uma linda, e perigosa, mulher, casar com ela e ter uma filha. Quando ela voltou, viu que seu mundo tinha caído. Assim, voltou para Hollywood e buscou com mais fôlego ainda sua carreira.

Alguns anos depois, durante um teste para o que seria o maior dos seus filmes, ela conhece o astro John Travis. Logo, ele se encanta por aquela menina forte do interior e passa a cortejá-la como era acostumado a fazer com tantas mulheres que sempre estavam aos seus pés. No entanto, com Kit a situação era diferente e ele penou para conquistá-la e se apaixonou de verdade (na minha opinião, esse período em que ele tenta conquistar o coração dela é um dos melhores do livro).

Kit acaba ganhando o papel e vai filmar o tal filme justamente na cidade onde morou durante sua infância e adolescência. Só que agora ela volta como uma estrela de cinema e as pessoas que a viram crescer estão completamente diferente com ela. Outro problema que precisa resolver é se vende ou não a fazenda que era dois pais dela, assim como conseguir sempre mandar dinheiro para a mãe que está em um asilo. Porém, o que mais a preocupa é a proximidade de Tom Bannon, que agora é viúvo e sempre mexe com o seu coração!

Assim, o livro todo se desenrola com as situações que envolvem as filmagens, muito bem descritas por sinal, com direito à troca de farpas entre atores e diretor; um milionário que quer comprar de tudo um pouco; uma amante louca de Bannon, que é corretora de imóveis e quer vender até a alma; além de personagens ótimos, como o pai e a filha de Bannon e a atriz ruiva que diz que só consegue papel de vilã e mulher sedutora!

Mesmo com uma boa história, a autora se perde em alguns momentos e deixa a situação muito arrastada, além de, como disse acima, errar a mão em ‘quem fica com a mocinha’! Mas, não cabe a mim opinar sobre isso!

SPOILER:

Janet Dailey é mestra em criar personagens apaixonantes ou odiosos. Em Ouro de Aspen, ela conseguiu que os mocinhos, Kit Masters e Tom Bannon, fossem as duas coisas. Porém, o que deveríamos chamar de vilão, por ser o terceiro vértice do triângulo, Jonh Travis, é apaixonante e cativante ao extremo, além de fazer das tripas coração para ficar com ela! Torci por ele até o fim e acho que tanto Kit Masters quanto Janet Dailey erraram na decisão!

Ficha técnica:

  • Livre: Ouro de Aspen
  • Autor: Janet Dailey
  • Editora: Record
  • Nº de páginas: 381
  • ISBN: 8501039411
  • Sinopse: Depois de muitos anos, a loura e extrovertida Kit Masters volta à sua cidade natal, Aspen, no Colorado, para contracenar com o astro John Travis – um conquistador famoso e homem fascinante, que começa a se interessar por uma linda vaqueira urbana. O que Travis desconhece é que Kit irá se encontrar com Tom Bannon – sua grande paixão do passado. Em meio a vinganças e tormento, Kit enfrenta decisões difíceis e perigosas, que põe à prova os reias valores de sua vida.

Ficção ou realidade?

Por Érika dos Anjos

“Cinquenta homens obstinados poderão salvar o mundo de uma ameaça atômica. Após um terremoto de 8.9 na escala Ritcher e um tsunami varrerem a costa do Japão e danificarem reatores nucleares, esses cientistas tentarão minimizar o problema e evitar que milhões de pessoas sofram contaminação. Porém, o tempo é curto, pois a radiação já chegou a Tóquio, a maior cidade japonesa. Conseguirão esse homens salvar a população nipônica?

Veja o trailer da mais nova ficção científica do Estúdio 2012…

ops…

É o noticiário de hoje em todos os jornais do mundo!

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Diário de um pai atrapalhado – Festinha de aniversário

Por Leonardo Costa

Bolo de aniversário

Bolo de aniversário

Festa de criança. Tá aí uma coisa para a qual muita gente torce o nariz, afinal festa infantil é um saco. Quem não tem filhos pode se dar ao luxo, já os afortunados pela paternidade não escapam, precisam ir as festinhas. Pense positivo, apesar das armadilhas escondidas estes eventos podem ser divertidos. Aqui falo das experiências de convidado, ser o pai do aniversariante e bancar o evento é outra história.

Presentes. Deixe as roupas para os pais comprarem. Nada mais irritante e triste para uma criança do que ganhar meias e cuecas sob o pretexto de sua utilidade.

Roupas leves. O Rio de Janeiro é quente igual ao inferno e você vai ficar o tempo inteiro correndo atrás do pimpolho. Nessas horas roupas quentes,  apertadas ou que limitam os movimentos causam muito desconforto. Lembre-se: nas festas de criança o conforto prevalece sobre o estilo.

Coma antes. Aqui a polêmica. As casas de festa prometem caminhões de comida e bebida, o pai da criança acredita e na vida real, digo na festa, a mini pizza só da uma volta no salão. Chegou tarde? perdeu o “evento da mini pizza”.  Reze para que a pipoca e o cachorro quente ainda não tenham feito suas aparições.  Em resumo, pode haver pouca comida e você ficará com fome.

Mas não se engane, mesmo em uma festa regada, como as promovidas pelo Amigo Américo: certa vez levei o pequeno João na festa da filha desse amigo. Tinha muita comida, comida boa, jantar mesmo, a vontade… Passei fome! Porque? Levei o garoto sozinho, não tinha a figura da mãe para tomar conta enquanto eu comia, e não tinha quem olhasse ele. Então ou eu comia e deixava ele subir e descer escadas, levar boladas dos mais velhos etc. Escolhi não comer.

Vejam como é o azar: antes de ter filho as festas não tinham comida (ou ela era em sua maioria horrorosa). Agora elas são uma orgia gastrônomica eu eu não consigo comer em paz.

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Língua de sogra, brinquedo raro nas festas atuais

Exercite seu lado Óleo de Peróba. Isso mesmo, cara de pau é fundamental. Não pense você que seu filho é o modelo do comportamento exemplar. Como  as coisas acontecem antes que você possa fazer algo só lhe restará a expressão sem graça com o sorriso amarelo quando lhe dirigirem aquele olhar típico de “olha-que-pais-mais-relapso-e-que-não-da-educação-ao-filho”. Saia de casa conformado com a seguinte ideia: o meu garoto vai me deixar em algumas saias justas.

Os recreadores são pessoas cuidadosas e confiáveis. Tenha fé.

Um anjinho fazendo outro

Um anjinho fazendo outro

Quem disse que só da para fazer anjinhos na neve? Nãoooo, anjinho também se faz naquele sujo e melequento piso de salão pós-festa. Nessa hora fazer o que? só resta lembrar daquela campanha de uma famosa marca de sabão em pó: se sujar faz bem. Faz bem para a criança e, sem dúvida nenhuma, para o cara que vende sabão.

Crianças brigam. Primeiro fato:o brigadeiro da outra  é sempre mais doce, assim como brinquedo é sempre mais interessante. Segundo fato:  as outras crianças pensam exatamente da mesma forma. Resultado: briga. Não esquente a cabeça. fique atento e separe  os pequenos antes que o imbrólio se torne mais sério e envolva os pais. Nada mais feio qo que adultos brigando por causa de crianças (geralmente nessa hora os pequenos já fizeram as pases).

Mágicos e brincadeiras miquentas. Se você não tem vocação para palhaço, bobo da corte ou mesmo se o trote da faculdade já te bastou fuja, se esconda ou concentre-se em tomar conta da sua criança. Saudade do tempo que as brincadeiras nas festas infantis eram reservadas para as crianças.

Vamos cantar o PARABÉNS! É a deixa para comer bolo, doce e finalmente voltar pra casa :O)

Diário de um pai atrapalhado: bancando o Papai Noel

ALERTA DE SPOILER!
Este texto contém segredos do Papai Noel, caso não queira conhece-los não prossiga!

É eu sei que é “quase” Carnaval e eu aqui com um post de Natal. Confesso que estou relapso com esse blog, mas meu mico como Papai Noel merece ser contado.

25 de dezembro de 2010.

Criança dormindo, sapato na janela, presente resgatado do armário e colocado no sapato. Agora é só esperar amanhecer. E o que esperamos nessa hora? Que a pimpolho saia correndo pegue o pacote e rasgue o embrulho. Pois é, só que isso vai ficar para 2012 (se o planeta chegar até o Natal). Se você acha que o garoto pegou o presente se enganou. Depois de eu muito apontar para o presente do Papai Noel no sapatinho. Ele foi até a janela e…

Pegou a P%!$#@%$ dos sapatos. Mais cinco vezes nãooo João, pega o seu presente! Até que ele finalmente pega o pacote e…

Me entrega!

Muita calma nessa hora, tem que ter paciência mesmo. Ajudei na hora de abrir o pacote e quando ele viu a caixa começou com o  “Qué abri,  qué abri“, finalmente uma reação! E convenhamos esperar que uma criança compreenda toda essa presepada de Papai Noel é demais. Mas espero mesmo que este ano ele pelo menos comece pegando o presente e não os sapatos.

Isso me trouxe a mente outra tentativa desastrada de bancar o bom velhinho para o meu irmão mais novo. Tá certo que o nome é diário de um pai atrapalhado, mas irmão, de certa forma, é um ensaio para a paternidade.

24 de dezembro de 2001:

“Leo, pega o cartão de crédito, vai no Meier e compra um lava rápido (Hot Wheels) para ser o presente de Papai Noel do seu irmão.”

Então lá fui eu cumprir a missão. Só eu na minha ingenuidade para acreditar que ia encontrar alguma coisa que prestasse na véspera do Natal, quiçá o lava rápido. Americanas, Casa & Vídeo etc. e a cada visita menos brinquedos, menos variedade e uma certeza. Tava parecendo cena do filme Um Heroi de Brinquedo. Teria que improvisar.

Plano B, comprar um novo controle para o Nintendo 64. Nada em nenhuma loja. (Na verdade eles acabaram naquele ano e jamais voltariam as prateleiras das grandes redes). Plano B mixado, plano C saindo da manga. Cinco da tarde e lá estou eu na última esperança: a loja da Blockbuster. Lá consegui comprar um CD-ROM com o jogo Dinossauro. joguinho infantil baseado no filme da Disney. Não era o que a gente queria, mas ia ter que servir. Como não tinha papel de presente aceitei o embrulho da BB mesmo, um grande saco de TNT com a logomarca da loja.

Presente comprado, mãe decepcionada, é hora de montar o circo. Expliquei que não precisava se decepcionar, afinal a culpa era do Papai Noel e não dela. Quem nunca fez isso não tem ideia de como a tarefa é complicada. Você precisa entrar em casa com o pacote, enconder em algum lugar e depois colocar no sapatinho. Sem que a criança veja, é claro. Sem entrar nos pormenores, feito isso foi só aguardar pela manha seguinte.

Em tempo, lá em casa a cultura era abrir todos os presentes meia noite. Então era meio estranho para meu irmão encontrar o presente pela manhã.

— Alberto, acorda e vai ver se Papai Noel trouxe presente para você.

— Estranho, tem uma emrembrulho da Blockbuster no sapato! Acho que não foi o Papai Noel, foram vocês!

— Que isso garoto! Foi ele sim, por que acha que não foi!

— Papai Noel não traz presente da Blockbuster!

— Deixa de ser tonto Alberto. Você acha que o Papai Noel tem como fabricar presentes para todas as crianças? Claro que não! Coisas que ele não tem como fazer, como esse jogo, ele manda os ajudantes comprarem em lojas normais. Entendeu porque seu presente veio da Blockbuster.

— Ahhh agora eu entendi, eu tinha achado que vocês estavam mentindo para mim! Manheeeeee, vem ver o que o Papai Noel trouxe para mim!!!!

Bem, vamos respeitar a inocência das crianças. Mas confesso que foi por pouco, pois o pirralho ficou muito desconfiado mesmo.  Quase dez anos depois chega a vez do Noel visitar  o meu pequeno João. Com dois anos e sete meses ele ainda não tem ideia direito nem do que é Natal ou mesmo presentes, apesar de pedir e tentar abrir desesperadamente qualquer pacote de brinquedo.

Como podem ver, bancar Papai Noel não é fácil como parece. É uma missão dura, complicada e que necessita de muito planejamento e suporte logistico dos familiares. Vale a pena pela alegria estampada no rosto dos pequenos. Expressão esta que eu ainda não vi, mas não desistirei, pois enquanto as crianças acreditarem na figura do velhinho de vermelho eu continuarei colocando os sapatos na janela.

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