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Resenha: O mais querido do Brasil em quadrinhos (Ziraldo)

Por Érika dos Anjos

O_MAIS_QUERIDO_DO_BRASIL_EM_QUADRINHOS_1251824419PApesar de pessoalmente não ir muito com a cara do Ziraldo, ameiiiiiii o livreto sobre o Flamengo! É lindo, emocionante, único e muito real. Além diss, ter feito em primeira pessoa foi uma ótima ideia, pois deu um ‘quê’ de depoimento muito emocionante.

O livro começa com a descoberta do Flamengo por um pequenino Ziraldo, ainda em sua cidade natal. Depois disso, o autor vai narrando com delicadeza e um coração rubro-negro a história do Clube de Regatas Flamengo. desde os primórdios, quando ainda tinha somente o remo, até a conquista do penta-tri campeonato estadual no primeiro semestre de 2009.

Uma das partes que mais gostei, foi quando ele mostrou a história dos grandes ídolos rubro-negros, como Dida, Júnior, Rondinelli e, claro, Zico, maior ídolo do clube. Outra parte muito legal é a galeria de títulos brasileiros, onde é contada a história dos campeonatos e as emoções da final.

Enfim, para todos os flamenguistas é um prato cheio de gols, vitórias e ídolos. Recomendadíssimo!!!!!!

PS.: Foi uma pena não ter entrado o hexacampeonato! Espero que façam um nova edição incluindo-o.

PS.2: O livro me foi presenteado pelo Leonardo Costa (Diário de um pai atrapalhado) que é vascaíno e anti-flamenguista, não necessariamente nesta mesma ordem! rssss Isso é que é uma prova de amizade!

Ficha técnica:

  • Livro: O mais querido do Brasil em quadrinhos
  • Autor: Ziraldo
  • Editora: Globo
  • Nº de páginas: 112
  • ISBN: 9788525047526
  • Sinopse: Com uma das maiores torcidas do mundo – 35 milhões de torcedores espalhados por todo o país – só mesmo um verdadeiro apaixonado pelo rubro-negro poderia ser escalado para relembrar as glórias do Flamengo. São as ilustrações do Ziraldo e os personagens que ele criou que contam a história do time no livro “>O Mais Querido do Brasil em Quadrinhos.

Li Turma da Mônica e não sou delinquente!

Por Érika dos Anjos

Às vezes fico preocupada quando meu nível de insatisfação sobe demais. E ontem, quando li o texto “Violência na Turma da Mônica“, ele chegou na estratosfera! Por um motivo simples: a pessoa que o escreveu, que nem sei quem é, não se deu ao trabalho de entender, pesquisar e estudar o que realmente a Turma da Mônica representa para as milhares de pessoas que a leem atualmente e para outros tantos milhões que cresceram com esses personagens.

Não quero nem partir para o mérito da velha história de “com tantas coisas no mundo para se preocupar, vai logo encher o saco dos gibis”; quero apenas mostrar a importância que a Turma da Mônica tem para mim e, certamente, para outras pessoas que até hoje são fãs dos escritos de Maurício de Sousa.

Bom, começarei assumindo que sou assinantes dos quadrinhos até hoje. Todos os meses, entre os dias 7 e 10, chegam lá em casa as revistinhas da Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali, Chico Bento e Ronaldinho Gaúcho. Sim, gasto meu rico dinheiro com os gibis e não me arrependo de nenhum centavo. Outro detalhe é que, junto comigo, assinam meu marido (que tem 30 anos), minha cunhada (23) e meu cunhado (32), além do pequeno Lucas, de 8 anos, que também ama as historinhas. Muitas pessoas riem quando digo isso, mas acho essencial para mim hoje, assim como foi para minha infância, quando aprendi a ler e logo me atracava com as revistinhas que minha avó comprava. Ávida por livros como sou, posso estar lendo Dostoiévski, como já aconteceu, mas paro tudo o que estiver fazendo para ler os gibis. É como se pudesse, de alguma forma, voltar para aquela infância em que não tinha preocupações e a minha grande diversão era somente ler, ler e ler sem compromisso. E, logo depois, digitar (ai Deus, acho que é melhor dizer datilografar) todos os diálogos na minha máquina de escrever. Deliciosamente.

Fora que rio muito com eles, rio mesmo, com vontade. Rio da raiva da Mônica, rio da gulodice da Magali, rio das fugas do banho do Cascão, rio (muito) dos planos infalíveis do Cebolinha, rio da ingenuidade deliciosa do Chico Bento e até do Ronaldinho Gaúcho estou gostando. E sabem porque? Por que desde que eu era criança, aprendi que ali estão personagens, não são pessoas verdadeiras (apesar de todos terem sido baseados em familiares do Maurício). E nunca, em momento algum, achei que deveria ‘resolver tudo na força’ como a Mônica, nem que se comesse descontroladamente como a Magali não iria engordar, assim como outras situações. Mesmo porque nunca fui idiota, poderia ser criança e pequena, mas idiota nunca. Sabia muito bem que uma melância inteira não caberia na minha boca e que se ficasse sem tomar banho, ficaria com cheiro ruim. Graças a Deus, nunca fui tratada como demente pela minha família, como algumas pessoas querem fazer com as crianças de hoje, que são criadas em redomas e que ao primeiro ‘não’ gritam e esperneiam até não poder mais.

Para não me alongar mais, quero dizer apenas que nada do que esse senhor Dioclécio Luz disse faz sentido para mim. Oxalá todas as crianças brasileiras tivessem oportunidade de ler a Turma da Mônica e com ela aprender valores realmente importantes, como a amizade que une os meninos e meninas da Rua do Limoeiro e todos nós, que lemos estes gibis desde sempre e não somos delinquentes!

turma_monica

Realmente, eles são maléficos!!!!

Resenha: Calandra (Pery Cotta)

Por Érika dos Anjos

CalandraHá muitos anos queria ler esse livro, afinal, foi escrito pelo meu ex-professor e orientador da minha monografia, Pery Cotta. Enquanto pouquíssimo alunos da faculdade gostavam de suas aulas, eu passei grande parte do tempo ansiando por elas, pois, no fim, sempre ficava conversando com ele e ouvindo histórias maravilhosas dos tempos aureos do jornalismo e dos tempos de chumbo da ditadura.
No entanto, por melhores que fossem suas explanações durante nossas conversas, o livro acabou deixando um pouco a desejar. É bom, sim, mas acredito que o Pery tenha se atido apenas a alguns momentos, ou melhor, apenas aos momentos do qual ele fez parte. Ou seja, o título ‘O sufoco da imprensa nos anos de chumbro’ deveria ser ‘O MEU sufoco na imprensa nos anos de chumbo’.
Mesmo com essa pequena ‘diferença’, o livro traz momentos emocionantes, como a prisão e a quase fuga do angar; e a invasão da redação do Correio da Manhã, outro ponto que foi bastante lembrando (na verdade, exaustivamente) pelo querido professor. Outra parte muito bacana foi a explicação de como surgiu a apuração do Caso PARA-SAR, o responsável por toda a perseguição política que sofreu (neste projeto militar, as lideranças partidárias, políticas e estudantis que iam contra o governo seriam raptadas e jogadas de avião a quilômetros da costa).
Enfim, é um livro forte, que fala de pessoas que fizeram parte da nossa história e que, principalmente, lutaram para que tivéssemos a liberdade (contestada pelo autor, mas afirmada por mim – tadinha!) de fazer o jornalismo que temos hoje. Para quem gosta do assunto, vale muito a pena.

PS.: Amei a parte em que o Pery fala que na redação, como editor, raramente dava elogios aos seus comandados. Posso dizer por experiência própria que para os alunos também não! rs Suei muito para conseguir um elogio dele… e depois de um árduo esforço, conquistei meu ‘ESSE TEXTO ESTÁ REALMENTE BOM’! rssss

Ficha técnica:

  • Nome: Calandra
  • Autor: Pery Cotta
  • Editora: Bertrand Brasil
  • Nº de páginas: 240
  • ISBN:
  • Sinopse: Movimentado e inédito relato a respeito do lado oculto da recente história do Brasil, ainda hoje pouco conhecido até dos que viveram os chamados anos de chumbo, Calandra conta principalmente, como o regime autoritário sufocou a liberdade de imprensa e o principal jornal político da época o Correio da Manhã.

Resenha: Crônicas de um solteiro (Lissa Manley)

Por Érika dos Anjos

Crônicas de um solteiroAdoroooo livros com repórteres, mas achei a tônica desse meio fraca. Os personagens são até interessantes, sendo a Elizabeth muito sagaz e o Jared forte e delicado na medida certa, porém, não sei se por culpa da autora ou da edição, parece que faltam nuances da personalidade e da vida dos dois.
Além disso, algumas passagens do livro não têm absolutamente nada a ver com o contexto e acabam ficando soltas e sem função, como Jared ter pegado a sobrinha para criar após a morte da irmã e a depressão da mãe de Elizabeth. São episódios que não acrescentam em nada ao livro.
Por outro lado, gostei bastante da forma como é retratado o dia a dia da redação, o jeito como ela trabalha, prazos, envio de matérias etc. Isso ficou bastante real, o que me agradou muito e contou pontos positivos para o livro.
Na história, ela é divorciada e o marido a abandonou com uma dívida enorme. Então, ela vê no concurso dentro da redação para escrever a ‘Crônica de um Solteiro’, que lhe daria um dinheiro a mais, a chance da redenção. Ela escolhe então entrevistar o milionário Jared Warfild, dono de uma rede de restaurantes. O início não é dos melhores e ele recusa a entrevista, mas como boa repórter que é, Elizabeth tenta de outra forma e aos poucos vai conquistando a confiança dele.
Como não poderia deixar de ser, a atração mútua é praticamente palpável, mas o ciúme pode acabar estragando a relação…

PS.: Comentário básico sobre a capa. É bem bonita e pode até ter a ver com o história, mas como a parte física e as situações hots são MUITO poucas, não dá pra saber direito.

Ficha técnica:

  • Livro: Crônicas de um solteiro
  • Autor: Lissa Manley
  • Editora: Nova Cultural
  • Nº de páginas:  126
  • ISBN: 0
  • Sinopse:  Elizabeth James precisava ganhar o concurso do jornal onde trabalhava para escrever a série “Crônicas de um solteiro”. Para isso, escolheu o mais misterioso e reservado dos milionários de Portland, Jared Warfield. No entanto, o que era para ser uma entrevista ganhou proporções muito maiores e a história de um homem poderia virar a história de um casal…

Resenha: Toda mulher é meio Leila Diniz (Mirian Goldenberg)

Por Érika dos Anjos

Toda mulher é meio Leila DinizO mito que envolve Leila Diniz continua firme e forte na memória do Rio de Janeiro. E é mais ou menos isso que a autora Mirian Goldenberg quer mistificar ou desmistificar nesse trabalho acadêmico. Isso mesmo, o livro ‘Toda mulher é meio Leila Diniz’ é o trabalho de doutorado da autora. Então, para isso, ela conseguiu entrevistas preciosíssimas de pessoas muito ligadas à atriz, como os irmãos, tios e grandes amigos.
E este é o ponto alto do livro: as revelações e histórias contadas por essas pessoas. São momentos da Leila irmã, da Leila amiga, da Leila mãe, da Leila mulher, independente da revolucionária e rebelde (mesmo sem querer ser) que conhecemos.
Momentos únicos como a entrevista para o Pasquim, que fez com que ela fosse perseguida pelos militares da ditadura e censurada em todo seu esplendor; ou o grande instante em que ela saiu linda e glamourosa da água com sua barriga de mulher grávida de seis meses e completamente feliz! A ela devemos muito nesse sentido de libertação, de liberação, de podermos mostrar o que quisermos!
Agora, infelizmente, os maus momentos que fizeram com que a leitura se tornasse chata e modorrenta, como quando ela tenta desmistificar a Leila, dizendo que era uma mulher comum, com problemas familiares etc; ou quando comparou a trajetória dela com a de Cacilda Becker, o que achei muito sem graça, apesar da peculiaridade da vida das suas atrizes.

Bom, no geral, é um belo tratado sobre o mito e a mulher Leila Diniz, mas se você pular algumas partes, ficará com uma ideia muito melhor do que ler o livro na íntegra!

Abaixo, seguem algumas fotos da diva, incluindo a polêmica da gravidez!

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Meia Hora me surpreende a cada dia!

Gente, todos vocês sabem que eu AMO as capas do jornal Meia Hora. E hoje, mais uma vez, eu me surpreendi com a audácia e sagacidade dessa turma que faz a publicação! A capa está demais! Segue, com comentários, a dita cuja!

Meia-Hora-Tessalia

Viram só? Dessa vez não foi apenas uma chamada genial, foram TODAS! Vamos por partes:

1º – TESSÁLIA – Pessoas, não há nada mais in no mundo da internet por esses dias, principalmente no twitter, o tal do boquete da Tessália no Michel do BBB10. É um tal de #tessaliaserveparatudo e #boquetessalia que não para! Então, o Chupa com totallll duplo sentido é perfeito!

PS.: Não é por nada não, mas a produção do BBB 10, sabendo dessa repercussão toda, colocar picolé para os participantes chuparem no dia seguinte foi de uma maldade única! Boa Boninho!

2º FLAMENGO – Outra coisa que já está enchendo é a história do Pet e do Marcos Braz. E como também não poderia deixar de ser, a Nação está com o gringo. Então, CARTOLA PIPOCA ficou maravilhoso!

3º MORTE DO ET – Cara, colocar o cartaz do poster do filme ET, de 1982, foi sublime! Só faltou a Drew Barrymore chorando ao lado! rs

4º MODELO COM CRACK – Gata Cracuda é de uma falta de delicadeza maravilhosa! E o chapéu com Vai embelezar o xadrez ficou show!

Conclusão da ópera: O Meia Hora arrebenta! E tenho dito!

O trem fantasma do ramal Japeri

Trem fantasmaQuando pensamos já ter visto de tudo, e que tudo de errado que poderia acontecer no sistema ferroviário aqui do Rio de Janeiro já aconteceu,  nos deparamos com cenas dignas de filmes Norte  Americanos classe D  que passam na Sessão da Tarde (meu favorito é o Carro desgovernado, mas isso é história para outro post). Ontem, 18 de janeiro, aparece a notícia que um trem, com cerca de 1.200 passageiros dentro, saiu andando sozinho.

Imaginem a cena:

o trem enguiça, o condutor desce para verificar, e fica lá, do lado de fora, vendo o trenzinho seguindo viagem feliz e faceiro.

O resultado desse incidente vai ser o seguinte. sindicato acusa empresa, que por sua vez, no máximo dirá que foi uma rebimbóca frouxa que provocou a pane que só aconteceu porque o condutor esqueceu de puxar o freio de mão. Bingo, em resumo o condutor vai acabar sendo o bucha da história (talvez seja, talvez não, como bom jornalista devo dizer que deve-se aguardar as ivestigações, mas acredito que isso jamais seja selucionado, já que cada um defenderá o seu).

A respeito da incrível cobertura jornalística do episódio deu para ver que os jornalistas pouco conhecem a geografia da Zona Norte da cidade, tampouco se deram ao trabalho de consultar o mapa de estações para saber que é impossível sair de Ricardo de Albuquerque, passar por Oswaldo Cruz e chegar a Deodoro, uma vez que Deodoro fica antes de Oswaldo Cruz, para quem segue no sentido Centro, como no caso em questão.

Outra pérola saiu na mesma  matéria, um paragráfo abaixo. Desta vez informando que o trem “parou entre Deodoro e Osvaldo Cruz”. Ignoraram a existência de Marechal Hermes e Bento Ribeiro (pois é moradores destes bairros, isso tudo faz um plano para riscar vocês do mapa). É a mesma coisa que dizer que o carro enguiçou entre o Rio de Janeiro e Santa Catarina.

O trem  estava sem freio num declive e saiu andando. OK, mas então por que a necessidade de cortar a energia?Sem freio e ao mesmo tempo acelerado? A Empresa diz que é impossível o trem acelerar sozinho, mas quem vai saber. MAS É IGUALZINHO A ESTÓRIA DO FILME O CARRO DESGOVERNADO.

Vão aparecer váriadas explicações e possibilidades, eu em particular tenho duas das quais gosto muito:

Baixou um espirito bem tinhoso, do mal mesmo e resolveu aprontar, como no livro Cristine de Stephen King. Se bem que nesse caso não adiantaria cortar a energia.

Ou outra mais fofa que seria a locomotiva ter saído da Ilha de Sodor e perdido a memória. Acordou, não entendeu onde estava e saiu em disparada tentando se reuniar ao Thomas e seus amigos.

Não ficou claro se era um trem antigo ou novo. A TV mostrou um Coreano, mas os jornais fizeram as ilustrações com o antigo, assim como nas declarações dos passageiros nos jornais que informavam ser o modelo antigo.

Assumindo que tenha acontecido com o modelo coreano, porque será que entre  as cerca de 1.200 pessoas a bordo, nenhuma tenha tido a ideia de acionar o freio de emergência?

E não me venham com comentários do tipo “Tinha que ser o Japeri mesmo”.

Pode parecer piada, mas piada mesmo são as concessionárias de serviços públicos (trem, metrô, barcas, ônibus etc.) que fazem o que bem entendem, tudo isso com a condescêndencia dos órgãos públicos.

E se você acha que não da para piorar, sinto informar que para piorar sempre dá!

Trem lotado

Resenha: Alice no País das Maravilhas (Lewis Caroll)

Por Érika dos Anjos

Alice no país da maravilhasDemorei muitos anos para finalmente ler o clássico Alice no País da Maravilhas… e garanto que não me arrependi. Porém, repetindo o lugar-comum, este não é um livro para crianças. Ou melhor, apesar de falar de uma criança (ou pré-adolescente, como queiram) tem muito mais de filosofia e de indagações do que se espera de um ‘conto de fadas’.
A história e o mote nem vale a pena contar mais uma vez, porém, separei alguns pormenores que me chamaram atenção durante a leitura:
- A percepção de Alice sobre as mudanças no seu corpo, aumento e diminuição. O que me faz crer ainda mais na ideia de uma Alice pré-adolescente;
- A curiosidade inerente dos jovens, que nem sempre acabam bem;
- O coelho como um persongem que retrata (já naquela época) a tendência do ser humano em querer fazer mais e mais em menos tempo; além do medo dos superiores no trabalho;
- A Dama de Copas como uma crítica à monarquia; assim como o rei muito mais frouxo que a rainha;
- O chapeleiro louco e a lebre de março, que em seu eterno chá, podem querer dizer as eternas voltas que damos na vida sem chegar lugar nenhum;
- As funções do naipes como uma lembrança de que cada um tem seu lugar no mundo, sua função;
- Mas, acima de tudo, os questionamentos sobre o ser e o estar, a diferença entre o que se sente e o que os outros veem de você e outras perguntas que, até hoje, têm várias respostas, mas que nenhuma responde perfeitamente.

Enfim, um livro gostoso e que faz você continuar pensando depois de terminar de lê-lo…

PS.: Medo, muito medo da adaptação do Tim Burton… mas, com certeza, vou encarar! Seguem algumas fotos já liberadas do filme!

Jonnhy Deep como o Chapeleiro Louco

 Anne Hathaway como a Rainha Branca ou Duquesa

 

Helena Bonham Carter como a Rainha Vermelha ou Rainha de Copas

 

O fofíssimo Coelho

 

O Sorriso do gato é o ponto alto do filme!

Resenha: Bom de Cama (Jennifer Weiner)

Por Érika dos Anjos

Bom de camaUma mulher avantajada. A repórter Cannie Shapiro sabia que era assim mesmo. Porém, não esperava que o ex-namorado, Bruce, expusesse isso e a dificuldade em namorar uma mulher que pesa mais do que ele em uma revista de circulação nacional.
É com esse mote que começa um dos livros mais envolventes e emocionantes sobre o tema ‘gordinha-inteligente’ que já li. Obviamente, quando vi a sinopse da obra fiquei mais do que propensa a já gostar dele devido às muitas coincidências: Cannie é jornalista, eu também; Cannie se destaca pela inteligência, sagacidade e língua ferina, modéstia à parte, eu tb; Cannie, na medida do possível, não tem problemas com o excesso de peso, eu tb. Ou seja, essa menina era quase meu alter ego! No entanto, por nada desse mundo gostaria de passar pelo o que ela passou…

Depois de terminar um relacionamento de 3 anos com Bruce, Cannie soube que ele estava escrevendo uma coluna em uma revista de grande circulação (mesmo ele tendo sido um ‘estudante profissional’ durante todo o namoro deles) e ao ler a primeira coluna, intitulada Bom de cama, daí o nome do livro, ele começa a falar sobre a ex-namorada, C., que era uma mulher avantajada, que pesava mais do que ele e a dificuldade que ele tinha em relação a isso. Desde a desaprovação dos outros ao momentos mais íntimos!

Cannie ficou, inicialmente, enfurecida. Mas, com o passar do tempo, achou que estava perdendo grande coisa em ficar longe dele. Tentou a reaproximação e levou um fora. Porém, neste meio tempo, o pai dele morre e ela vai ao enterro. No meio das condolências, Bruce e Cannie acabam transando… um momento que trará consequências para a vida dos dois.

Mesmo depois da transa, ele dá um chega-pra-lá em Cannie e ela resolve mudar de vida. Entra em um projeto experimental de uma nova droga para emagrecer (a sibutramina, que eu já tomei e realmente é boa! Mais uma coincidência). Lá ela conhece o dr. Peter, gente fina e da melhor qualidade, que simpatiza demais com ela. Porém, depois dos exames preliminares para o programa da sibutramina, Cannie descobre que ficou grávida de Bruce após aquele último encontro. Aí a coisa pega fogo!

Durante os meses de gravidez, Cannie fica bem resolvida consigo mesma, conta a Bruce (que se mostra um idiota de marca maior), fica cada vez mais amiga do dr. Peter e conhece uma estrela de cinema durante uma entrevista que a faz ver o mundo de outra forma. E, o mais importante, o roteiro dela é aprovado e vai virar filme em Hollywood! Uhuuuuuuuuuuuu! Menina de sorte!

Porém, essa sorte não dura muito e após o nascimento do bebê, a vida de Cannie e principalmente a forma como ela encara o sofrimento muda completamente!

Uma ótima leitura, que recomendo para todas as mulheres, gordinhas ou não! Eu adorei!

PS.: Comentário sobre a capa é que poderia ter uma ideia mais original. Ficou meio lesco-lesco. Bonita, mas poderia ser melhor!

PS.2: Troca com a amiga Rosana! Gata, leia logo o seu!!!

Ficha técnica

  • Livro: Bom de cama
  • Autor: Jennifer Weiner
  • Editora: Leganto
  • Nº de páginas: 491
  • ISBN: 858876802X
  • Sinopse:  Cannie Shapiro nunca quis ser famosa. A repórter especializada em cultura pop, inteligente, mordaz e de tamanho avantajado estava perfeitamente satisfeita em escrever sobra a vida de outras pessoas nas páginas do Philadelphia Examiner. Mas no dia em que abre uma revista feminina de circulação em âmbito nacional e descobre que seu ex namorado anda escrevendo crônicas sobre as experiências sexuais que tiveram juntos, sua vida muda para sempre. Escrito com garra humor agridoce, repleto de tiradas espirituosas e surpresas emocionantes, este é a primeiro romance da autora.

Os melhores livros de 2009

Como não poderia deixar de ser, fiz a minha listinha dos melhores livros que li no ano que passou. Separei-os em duas categorias: livros de banca e de livraria, além de uma menção honrosa ao pior de 2009.

Veja a lista e me conte qual que leu ou qual merece sua atenção!

Um ano novo muito literário para todos.

Beijos

Érika dos Anjos

 

De livraria:

1 – Vale Tudo – Biografia do Tim Maia (Nelson Motta)

 

 

 

 

 

 

 

2 – Watchmen (Alan Moore, Dave Gibbons)

 

 

 

 

 

 

 

3 – Slash (Anthony Bozza)

 

 

 

 

 

 

 

4 – Luzes da Broadway (Gillian Hall)

 

 

5 – Don Juan Acorrentado (Wanda Fabian)

 

 

 

 

 

 

 

6 – Minha fama de mau (Erasmo Carlos)

 

 

 

 

 

 

 

7 – Renegado (Diana Palmer)

 

 

 

 

 

 

 

8 – Paixão Pagu (Patrícia Galvão)

 

 

 

 

 

 

 

9 – Cidade Partida (Zuenir Ventura)

 

 

 

 

 

 

 

10 – O signo dos quatro (Sir Arthur Conan Doyle)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

De banca:

1 – Desejos & Mentiras (Jasmine Creswell)

 

 

 

 

 

 

 

2 – O segredo de Carroway (Suzanne Enoch)

 

 

 

 

 

 

 

3 - A tentação do Lobo (Carol Finch)

 

 

 

 

 

 

 

4 – Doce Tentação (Kate Hardy)

 

 

 

 

 

 

 

5 – Feitiço Branco (Bronwin Williams)

 

 

6 – Por justiça ou por amor (Gail Armstrong)

 

 

 

 

 

 

 

7 – Um anel para Hannah / O último Solteiro (Emma Darcy)

 

 

 

 

 

 

 

8 – Destino traçado (Emma Darcy)

 

 

 

 

 

 

 

9 – A noiva do cavaleiro (Lyn Stone)

 

 

 

 

 

 

 

10 – Saga dos Nightwalkers (Jacquelyn Frank)

 

 

 

 

 

 

 

 

Menção honrosa de pior livro de 2009:

O que eu não esqueci (Aluízio Alves)