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Sorteio Contos de todos nós

Por Érika dos Anjos

capa_contosHá exato um ano, em setembro de 2009, eu e mais 305 pessoas enviamos contos para a Editora Hama durante a Bienal do Livro do RJ. A intenção era fazer um livro em apenas uma semana, que seria lançado n o outro fim de semana do evento. Desses 306 textos, apenas 20 foram selecionados!

E tenho a honra de ser um desses escritores, pois todos os contos do livro são ótimos. Por isso, resolvi fazer um sorteio aqui no blog para lembrar esse momento tão importante para mim, como você pode ver aqui e aqui.

Para concorrer ao livro Contos de todos nós, que inclui o conto “Dorotéia”, desta aprendiz que vos fala é só deixar seu nome e email no espaço de Comentários deste post e responder a pergunta: VOCÊ PERDOARIA UMA TRAIÇÃO? Já que este é o tema do meu texto.

O sorteio será feito no dia 19 de setembro, dia em que comemoramos o lançamento do livro.

O envio será feito por mim, sem nenhum custo para o sorteado, para qualquer lugar do Brasil.

Inscreva-se já!

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Siga-me no twitter @erika_dos_anjos

A arte de aprender a correr

Por Érika dos Anjos

pernasComeçarei esse post de forma bem clara e direta. Sou gorda. Assim sendo, quero (e principalmente preciso) emagrecer para atingir meus objetivos, leia-se ter dois lindos filhinhos. Bom, vamos ao que interessa. Achei que uma das forma mais fáceis seria correndo. Afinal, todo mundo corre. Desde criança é algo que inerente ao ser humano, faz parte da “continuação” do andar. Moleza! Ledo engano!

Para quem está quase chegando aos 30 e com muitos quilos acima do peso, é algo difícil, que requer concentração, disciplina e muito foco. Juro que cheguei a essa conclusão sozinha, com minhas experiências pessoais, porém, ao procurar saber sobre os corredores amadores e de fim de semana, vi que outros milhares pensam como eu.

Cansaço extremo ao correr menos de um minuto foi o primeiro sintoma de que não seria tão fácil. A zebra aqui estava há mais de 3 meses sem exercícios físicos e achava que iria, fácil, fazer os primeiros quilômetros. Tadinha.

Tentei de novo, quase tive um filho roxo  e coloquei os bofes para fora. Uma cena patética.

Mais uma vez e o chão quase fugiu. Só então caiu a ficha: “Senhora Érika dos Anjos, aqui quem fala é o seu corpo. Acha que ainda tem o mesmo peso e preparação física de 10 anos atrás, quando jogava vôlei seis horas seguidas e ainda tinha que dar cinco voltas no estádio. Nananinanão. Vamos negociar essa história de correr”.

Assim sendo, resolvi que era preciso entrar nessa negociação com meu corpo. E fui procurar sobre o assunto (coisa que deveria ter feito bem antes). Realmente, comecei da pior maneira possível. Muito mal. Então, juntando uma info aqui e outra ali, conversando com o professor da academia, passei a fazer o meu próprio esquema. Procurei não chegar ao meu limite, mas ser bem focada e me esforçar de verdade.

Comecei fazendo 6 quilômetros em 1h1m35s de caminhada rápida. Podem rir. É muito lento. Mas, saí esbaforida da esteira, achando que fiz uma maratona. No dia seguinte, não era ninguém de tanta dor nas pernas. Acreditei que aquilo não era para mim. Porém, algo lá no fundo do cérebro me disse que estava no caminho certo. Então, dois dias depois da primeira tentativa, fiz a segunda. Mesmo percurso, e baixei alguns segundos. Terceira vez a mesma coisa, quarta idem, quinta ibidem e assim foi.

Com o tempo, comecei a pegar confiança e dava uns trotes. Pa pum pa pum pa pum. Mais uns trotes. Depois, uma corridinha mais rápida. Trote. Caminhada. Caminhada. Trote. Corridinha.

Hoje, ainda não corro todo o período, mas já dei uma boa melhorada e estou prestar a chegar na casa dos 50 minutos para 6 quilômetros. Já fiz em 51m e pouquinho. Sei que não é o suprassumo da velocidade, mas, para quem, há dois meses, não aguentava nadica de nada e saía ofegante, já é alguma coisa. Não quero o ouro olímpico… apenas me livrar desse excesso de peso olímpico! rs

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Fora isso, ainda aprendi coisas pontuais maravilhosas sobre a arte da corrida. veja:

1. Não comece a correr como um desesperado. Não vai aguentar muito tempo;
2. Músicas de academia irritam. Irritam muito. Leve sua própria radiola e coloque músicas que gosta. É mais produtivo do que o bate-estaca tumtitumtumtitum;
3. Gaste um pouquinho mais em um tênis apropriado. Seus pés, pernas, joelho e coluna agradecem;
4. Não tenha vergonha de suar. São as gotas de suor as responsáveis por expurgar grande parte das suas gordurinhas indesejadas;
5. Não fique conversando enquanto corre/anda, você perde o fôlego com muito mais facilidade;
6. Não fique olhando compulsivamente para o relógio da esteira. Nunca. O tempo não passa. Já comprovei isso quase cientificamente, rssssss!
7. Última e principal constatação para você mulher: não corra de sutiã. Já arrebentei dois. O ideal são tops bem apertadinhos, bem mesmo. Acredita nisso. De verdade.

Resenha: A breve segunda vida de Bree Tanner (Stephenie Meyer)

Por Érika dos Anjos

THE_SHORT_SECOND_LIFE_OF_BREE_TANNER_1273683989PDepois de ler toda a saga Crepúsculo (veja aqui), obrigatoriamente não poderia deixar de lado sua pseudo continuação, A breve segunda vida de Bree Tanner. E não me arrependi. Afinal, ao contrário da história completa, neste livro os vampiros são realmente vampiros, com traqueias explodindo e corpos drenados do seu fluido vital. Muito melhor assim.
A obra de Stephenie Meyer conta a vida nas trevas de uma menina-vampiro, Bree, que, com cerca de 16 anos mortais, é recrutada para o bando que Riley criou para enfrentar os ‘olhos amarelos’, leia-se a família Cullen, Bella e seus companheiros. Porém, o que há de mais interessante é a descrição de como realmente são os recém-criados, pois durante toda a saga original eles são descritos como terríveis, fortíssimos e incontroláveis. Contudo, somente conhecemos uma recém-criada nos quatro livros, a Bella, que já “nasce” com muito mais poderes do que o normal e com um autocontrole inquestionável.
Outro ponto interessante, é que a autora não precisou humanizar a personagem principal, nem os outros mocinhos da trama, Diego e Fred. Eles conquistam o leitor mesmo sendo chupadores de sangue, com desejos irresistíveis e dores horríveis quando são privados da caça. E mesmo assim são cativantes e, mesmo sabendo como é o final da história, torcemos por eles.
Na minha visão, um outro questionamento importante também é respondido: a situação dos Volturi, já que, nos livros originais, eles são retratados como vilões mas no fim, broxante por sinal, não parece que são tão ruins assim. E em A breve segunda vida de Bree Tanner, vemos que a antiga família pode ser um pouco mais malzinha do que se deixou transparecer no início.
Enfim, é um livro mega rápido de ser lido, com letras grandes e espaçadas, e que serve para horizontalizar a história inicial. A maior diferença é que os vampiros são realmente vampiros que vivem de sangue, o que já dá um novo gosto à trama (com trocadilho, por favor).

PS.: Gostei muito do Fred e acho que seu meio-final no livro pode deixar brecha para uma nova publicação… será?

Ficha técnica:

  • Livro: A breve segunda vida de Bree Taner
  • Autor: Stephenie Meyer
  • Editora: Intrínseca
  • Número de páginas:192
  • ISBN: 9788598078809
  • Sinopse: Pela primeira vez Stephenie Meyer oferece aos fãs uma nova perspectiva do universo de “Crepúsculo”. Na voz de Bree Tanner, uma jovem vampira integrante do violento exército de recém-criados que assola a cidade de Seattle no terceiro volume da série, “Eclipse”, somos apresentados ao lado sombrio da saga. Bree vive nas trevas, sedenta por sangue. Não conhece sua verdadeira natureza e não pode confiar nos de sua espécie. Sua breve história acompanha a semana que antecede o confronto definitivo entre os recém-criados e os Cullen – a última semana de sua existência.

Resenha: Melancia (Marian Keyes)

Por Érika dos Anjos

melanciaPeguei Melancia emprestado com uma colega e fiquei pensando: “será que vai ser mais uma série que vou querer ler completa? Se for, haja dinheiro, afinal já são uns sete livros”. Porém, por mais divertidinho que seja, não é daquelas obras que te façam ficar acordada até o final, nem que te façam sair correndo para a livraria mais próxima atrás do segundo volume. Concluindo, é bacana. Mas não é o último biscoito do pacote.

Claire Walsh havia acabado de parir sua primeira filha quando o marido aparece na sala da maternidade afirmando que irá se separar. Ele alega que se apaixonou pela vizinha e que irá morar com ela. Obviamente, a protagonista fica em choque e praticamente enlouquece, imaginando diversas formas de matar os dois traidores e o motivo da separação. Como não poderia deixar de ser, a baixa autoestima falou mais alto e Claire acreditou que sua forma de melancia (que deu nome ao livro) durante a gravidez  foi a grande responsável.

Então, para tentar se curar da dor de ser preterida e conseguir cuidar minimamente da filha, Claire volta para o sanatório, quer dizer, casa dos pais na Irlanda e lá encontra tudo como deixou. Os pais continuavam apaixonados mais brigando, a irmã Anna sumida e alterada pelas drogas e Helen (garantia de risadas), a irmã caçula, linda e parvoneando-se disso o tempo todo. No entanto, de qualquer forma, era seu lar.

Clarie então passeia por todas as fases da rejeição, da depressão à raiva, passando pelo desespero e pela dor. Mesmo achando que nada mais tinha sentido, ela conhece Adam, um amigo de Helen, e que é um amor de homem. Lindo, fofo, inteligente e que cai de quatro por ela. Então, a protagonista começa a se reerguer… mas, James, seu ex-marido reaparece e tenta voltar com o casamento deles como se nada tivesse acontecido (e uma história bem esfarrapada). E agora? Ela tentava uma vida nova ou voltava a segurança anterior?

Enfim, Melancia é bom e diverte, principalmente, com as conversas que Claire tem com a própria mente e com os objetos a sua volta. Além disso, as descrições do modo de vida irlandês também têm seu charme. Leitura sem maiores expectativas ou problemas. Se alguém tiver os outros livros para me emprestar, agradeço. Se não, não morrerei por isso!

Ficha técnica:

  • Nome: Melancia
  • Autor: Marian Keyes
  • Editora: Bertand Brasil
  • Nº de Páginas: 489
  • ISBN: 8528609162
  • Sinopse: Um livro encantador! Melancia é impulsionado não só pela presença de uma heroína charmosa, ao longo de uma trajetória vivenciada aos trancos e barrancos, repleta de imprevistos e reunindo personagens peculiares, como também é incrementado pelo estilo singular de Marian Keyes.

Nomes verdadeiros

Por  Érika dos Anjos

Gente, tinha que dividir isso com vocês. Na edição deste mês da revista Mundo Estranho, descobri o nome de  três personagens fantásticos da ficção, que conhecemos apenas pelos apelidos. São eles:

Salsicha, do Scooby Doo, que na verdade se chama NORVILLE ROGERS (sou outra pessoa agora que sei disso”)

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O cara da loja de quadrinhos dos Simpsons, que se chama Jeff Albertson (personagens secundários são ótimos também)

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E a Barbie, que na verdade é Barbara Millicent Roberts (tinha que ter nome chique, off course)

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Ainda tinha o Mágico de Oz (Oscar Zoroaster Phadrig Isaac Norman Henkel Emmanuel Ambroise Diggs) e a Peppermint Patty’s, dos Peanuts (Patricia Reichart). Como esses não são tão ativos na minha vida não coloquei a foto, mas é bacana saber também!

Cultura inútil de primeira, mas genial né? :-)

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A origem (Inception)

Por Érika dos Anjos

inception1Depois de todo o tititi e bafafá envolvendo A origem (Inception), não pude me abster de ver a saga de quase 2 horas e meia no cinema. Procurei me despir de todos os comentários que ouvi e li, sejam positivos ou negativos, para poder prestar atenção na trama, o que foi totalmente necessário, e ter minha própria opinião. Sem mais delongas, tenho que admitir: o filme é muito bom. Para não dizer excelente.
A história do ladrão de sonhos que se perde em sua própria teia alcança vários níveis de percepção, com trocadilhos por favor. Leonardo di Caprio, o Dom Cobb, é proibido de voltar ao EUA onde foi acusado da morte da mulher. Sua única opção para poder voltar para os filhos é fazer um serviço para o empresário Saito (Ken Watanabe), que tem o “poder necessário”, leia-se dinheiro e corruptividade, para retirar todas as acusações. Porém, esse serviço envolve algo muito mais poderoso do que retirar informações da mente alheia. É colocar ideias na mente alheia, o que eles chamam de Inception.
A partir daí, Dom recruta o que há de melhor em especialistas no roubo de sonhos para conseguir colocar a ideia na mente do jovem Robert Fischer (Cillian Murphy), herdeiro da maior empresa de energia do mundo, concorrente direto do Saito. Fazem parte da equipe um bom químico para ajudar nos sedativos, Yussuf (Dileep Rao); um falsário de primeira, Eames (Tom Hardy); e uma nova arquiteta para os seus sonhos, Ariadne (Ellen inception3Page). No entanto, o fantasma de sua esposa, Mel (Marion Cottilard), e sua fixação por ele, pode acabar com tudo.
Com sequências de tirar o fôlego e edição primorosa do diretor Christopher Nolan (Batman e Amnésia), o filme te coloca para pensar desde o primeiro minuto, quando muitas informações são jogadas ao mesmo tempo na tela e você precisa, aos poucos, encaixá-las na trama. Até os momentos finais, quando tudo começa a se desenrolar (mais ou menos também), é necessário estar muito bem entendido do contexto e buscar nos diálogos dos personagens (sim, isso é vital para o entendimento completo do filme) as deixas e explicações que serão vitais para se inception4compreender todos os níveis de subconsciência e como eles chegaram lá.
Além do excelente roteiro, o filme preza pelas boas atuações. Sim pessoal, o Leonardo Di Caprio é um bom ator e tem escolhido muito bem seus papéis (os dois melhores filmes que vi este ano, A origem e A Ilha do Medo, são com ele). Mas, não é só o loirinho que se destaca. Marion Cottilard, com seu ar de diva, dá muita vida ao fantasma de Mel; Joseph Gordon-Levitt (de 500 dias com ela) se encaixa muito bem na trama, como fiel escudeiro do Cobb, assim como Cillian Murphy (que fez o Espantalho em Batman Begins) na pele de Robert Fischer; Ellen Page deixa para trás a menininha de Juno com louvor; Michael Cane é um brinde a qualquer cinéfilo, mesmo aparecendo bem pouco como pai de Dom Cobb; e, chegando onde eu queria, temos Tom Hardy, que faz de Eames, sem dúvida, o melhor personagem do filme com muito deboche, olhares maliciosos e carisma para dar e vender. Ele rouba a cena eamesquando aparece. Certamente, o britânico Hardy tem cacife para atuar em filmes interessantes daqui para frente (ele já está filmando o novo Mad Max) e ainda fará muitas mulheres suspirarem (assumo que já sou uma delas).

Enfim, A origem é um filme denso e complexo (para usar dois clichês de uma só vez) que faz com que você saia do cinema ainda pensando e discutindo os acontecimentos, fator vital para um bom filme de suspense/drama. Vale a pena ver. E se não entender de primeira, não se preocupe, veja de novo e de novo e de novo. Haverá desejo para isso. Só não incomode a pessoa que estiver na poltrona ao lado, pois se ela perder uma frasezinha do filme por sua causa, certamente, ficará irada! Fica a dica!

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PS.: No mesmo dia (desempregada é fogo) também vi Meu malvado favorito e recomendo! É muito legal o filme para crianças e adultos, pois há algumas piadas que, definitivamente, não são para os pequenos. Um exemplo é que o subtítulo do Banco do Mal é Ex-Lehman Brothers. Alguma criança entende isso?

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Capa do Meia Hora do dia 6 de agosto de 2010

Por Érika dos Anjos

Gente, sei que estou bastante sumida aqui do blog. Porém, juro que irei ficar mais atualizada. E para recomeçar meus posts, nada melhor do que uma capa G E N I A L do Meia Hora.

Toda vez que venho aqui falar das manchetes dos caras eu digo que eles se superaram, mas, dessa vez, o negócio foi simplesmente demais! O título é “Preso surdo pedófilo” e em vez da clássica careta do criminoso na capa, eles puseram a frase em libras. Perfeito é pouco! Prêmio Esso pra eles!

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Bom demais né?

E como fiquei muito tempo fora, ainda vou colocar como menção honrosa uma que minha irmã lembrou hoje cedo: a capa do bola gato! É muita audácia! AMO!

menção

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O analfabeto político

Por Érika dos Anjos

Pensando na quantidade de candidaturas que podem (e serão) impugnadas, em quantos candidatos estão por aí mentindo e enganando, pensando em quantas pessoas estão (e às vezes até precisam) vendendo seus votos e imaginando quantos anos levará ainda para que tenhamos uma política decente e realizadora, lembrei do genial texto de Bertold Brecht chamado “O analfabeto político”.

Então, oportunamente, o reproduzo aqui.

Tirem suas próprias conclusões.

O analfabeto político

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.

TRAJANO

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Resenha: Saga Crepúsculo

Por Érika dos Anjos

Depois de muito tempo, finalmente, li a saga Crepúsculo. Muitas pessoas me perguntaram o motivo, já que era horrível, coisa de adolescente, isso e aquilo. Respondia apenas que EU precisava ler para saber isso, que não adiantava malhar os livros sem conhecê-los de verdade. Os leitores deste blog sabem que eu só falo mal, ou bem, depois de ler. Então, a leitura da Saga Crepúsculo foi um exercício antropológico para mim.
No geral, dou nota 5 para a saga. Não é tão ruim quanto pintaram, nem tão bom quanto as ‘crespusculetes’ falam. É algo mediano, que chegou no momento em que havia a necessidade de suprir a lacuna que o fim dos livros da série Harry Potter deixou, com um pouco mais de açúcar do que o necessário na verdade.
Uma coisa que me incomodou realmente foi que a saga não é definida, está sempre limítrofe. Não é nem um livro de vampiros, longe disso, nem um romance normal. Certamente, alguém vai me dizer que eu rotulo tudo. E acho que é bem verdade, pois não vi um ponto-base na trama, seja no relacionamento entre Bella e Edward, seja no ‘universo’ vampírico. Acho que faltou uma graça a mais, um embasamento maior para criar uma identificação com os leitores que não buscavam única, apenas e exclusivamente o romance. Fora o final que é, no mínimo, no mínimo, decepcionante para qualquer pessoa que já tenha lido algo sobre seres imortais, como a profundidade das últimas cenas de Drácula, o fio de novelo com final das tramas de Anne Rice, a ação pungente em cada página dos livros do André Vianco… mas aí é outra história.

Bom, explicado isso. Segue minha opinião sobre cada um dos livros.

Crepúsculo:

CREPUSCULO_1237516085PA primeira parte do livro, quando Bella começa a se ‘explicar’, mostrar quem é, foi de uma chatice sem tamanho. Porém, quando ela começa a descobrir que são os Cullen e como vivem, passa a ficar mais bacana, mais curioso. Porém, contudo, no entanto, todavia, é um showwwwwww de adjetivos. Não consigo me lembrar de um livro que seja mais adjetivado do que esse. Parece que a autora pegou o dicionário e começou a passear pelos verbetes escolhendo pelo menos um 30 mil para descrever os olhos do Edward, o cabelo do Edward, o sorriso torto do Edward… ó Deus. Encheu. Mas, fora isso, a história tem pontos altos, como o diálogo entre eles quando Edward conta do que é capaz e os momentos em que ela ‘descobre’ cada um dos Cullen.

Lua Nova:

LUA_NOVA_1237514923PNa minha opinião, o melhor livro da série. Pois, sem a presença do Edward, a história melhorou muito, pois Bella não se fixou tanto nas maravilhas geradas por ele e pode ser um pouquinho menos chata. Além disso, o crescimento de Jacob, suas brincadeiras e seu jeito descontraído são ótimos, pois ele tem uma inconsequência bem interessante. Fora isso, as cenas da Itália são boas, inclusive conseguindo causar alguma tensão. Me surpreendeu.

 

 

Eclipse:

ECLIPSE__1259285331PHá muito tempo não via um livro tão, mas tão maçante. Gostaria que alguém resumisse o que acontece nesse livro, porque para mim não aconteceu NADA. Se não fosse o finalzinho, com os vampiros de Seatlle, o livro passaria todinho em branco, sem emoção alguma. Acho que demorei mais para ler esse livro do que para ler os outros três. Única e exclusiva exceção para o diálogo cheio de farpas entre Edward e Jacob, quando a Bella está dormindo, antes da invasão dos recém-criados. E só.

 

 

Amanhecer:

AMANHECER_1246762301PFiquei muito na expectativa desse último livro, pois a maioria das pessoas me disse que era o melhor. Sinceramente, não concordo. Os três primeiro capítulos é água com açúcar pura e as descrições que são feitas do Brasil mostram o que os americanos acham de nós, que somos indígenas e que vivemos em tribos.
Bom, depois as coisas começam a ficar mais interessantes com o nascimento da Renesmee, e tudo o que envolveu como o fofo Imprinted, e com a iminente invasão dos Volturi. Porém, toda aquela preparação chega a cansar, fica-se muito tempo preparando, aguardando, esperando. Por outro lado, a chegada das testemunhas é bem bacana, mostrando um, pouca é verdade, variedade de vampiros do mundo.  Destaque também para brincadeirinha Jacob Wolfe! Ri sozinha.
Como já disse anteriormente, o fim deixou MUITO a desejar, muito mesmo. Conclusão fraca e pouquíssimo amarrada, dando claramente a entender que ela pretende sim escrever outros livros. Agora, obviamente, ela vai dizer que não irá escrever e tal. Mas, guardem minhas palavras, vem mais por aí. É fato!

Submarino.com.br

Cazuza e São Pedro conversam sobre Ezequiel Neves

Por Érika dos Anjos

Já estava com vontade de escrever algo sobre Cazuza, na minha opinião, um dos maiores poetas da música brasileira. E na quarta-feira, dia 7, quando completou 20 anos sem ele me pareceu o momento ideal. Porém, um fato me chamou ainda mais atenção: a morte do produtor Ezequiel Neves exatamente no mesmo dia do seu pupilo. O que seria isso? Uma missão? Um  escrito? Um chamado? Saudade da esbórnia? Prefiro acreditar na última opção…


cazuzaCazuza, ligeiramente entediado, pergunta para São Pedro:

- Pedrão, meu velho, tenho uma parada para te pedir.

São Pedro, já calejado dos pedidos do cantor, faz aquela cara de ‘manda lá’.

- Sabe o que é, tem um amigão meu, do peito, que está lá embaixo ainda. Sei que ele está sofrendo, cheio de problemas e como as coisas andam calmas por aqui, acho que você poderia chamar logo ele, né? – perguntou Cazuza, fazendo aquela irresistível carinha de cachorro abandonado.

O santo, que também não ficava imune ao carisma do Caju, como a avó chamava o pequeno Agenor, pensou um pouco e disse:

- Mas, Cazuza, você já tem tantos amigos aqui. Em 94, eu trouxe o Kurt Cobain; em 96, o Renato Russo; esse ano, chamei o James Dio… fora o pessoal da antiga, John Lennon, Janis, Hendrix, o Raulzito… – lembrou São Pedro, que já conhecia intimamente esse grupinho que vivia tirando um som nas nuvens mais pesadas.

Cazuza não se convenceu e começou a descrever a grande amizade que o unia a Ezequiel Neves.

- Mas, Pedrão, veja bem! O Zeca é meu parceiro de sempre. Foi ele que me colocou pra cantar, que me apoiou durante toda a carreira, que me mostrou o que era o bom rock and roll. Sabe aquela sua amizade com São João? Vira e mexe sei que o senhor está lá na área do Arraiá dele para ter um dedinho de prosa – falou Cazuza piscando o olho. São Pedro anuiu e ele continuou o discurso:

- Então! É disso que estou falando. De amigo do peito, daqueles que não podemos largar, que participou ativamente de todas as fases da vida. O Zeca é esse cara, Pedrão. Sinto tanta falta dele e ele está sofrendo, sentindo dor – disse Cazuza, com lágrimas nos olhos.

São Pedro, já não aguentando a ladainha de Cazuza, pensou nos argumentos que lhe foram dados e decidiu ajudar.

- Tá bom Cazuza, tá bom. Quando você quer que o traga?

- Pode ser no dia 7 de julho? É que foi quando o senhor me trouxe, sabe… há 20 anos. Aí, ficaria legal, meio místico o Zeca subir também nesta data.

- Sabia que você ainda iria querer mandar um recado pro seu pessoal. Nada com você é de graça, menino – brincou São Pedro, já se distanciando e rindo da ideia de Cazuza.

No dia 7, Cazuza estava inquieto, nervoso, ansioso pela chegada do amigo/irmão. Passou a primeira metade do dia, quieto,  pensativo e distante, bem longe de sua habitual eletricidade. No início da tarde, São Pedro o chama com sua voz de trovão.

- Cazuzaaaaaaaaaaaa!

Ele olha para traz e se prepara para o sonhado reencontro. Cazuza e Zeca se abraçam e choram, felizes por estarem juntos novamente e tristes por terem ficado 20 anos longe um do outro.

São Pedro se emocionou com a felicidade dos dois e saiu de fininho para deixá-los à vontade.

Assim que o santo se distanciou o suficiente para não ouví-los, Cazuza explodiu em alegria e disse logo:

- Zeca meu camarada! Conheço um barzinho aqui perto que vende maná da melhor qualidade…

O céu nunca mais será o mesmo!

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